São Paulo
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Escrito em tom de denúncia, o livro conta a envolvente história deste povo de língua tupi-guarani e mostra que a história recente dos povos indígenas de Rondônia só pode ser compreendida à luz do papel do Estado brasileiro e suas políticas para o desenvolvimento econômico da região. O autor percorre uma vasta quantidade de depoimentos e documentos, com destaque para os arquivos do SPI e da Funai, relatando uma dramática seqüência de agressões ensejadas pelas frentes de expansão extrativista
LEONEL, MauroEstudo documental da situação do grupo indígena Urueuauau, acossado pelo cerco endocolonial em suas várias frentes e manifestaçOes, como política indigenista. Analisa a articulação da sociedade mojoritária com a minoria étnica
LEONEL JÚNIOR, Mauro de MelloApresenta a etno-história Waimiri-Atroari. Cobre 300 anos de conflitos entre estes povos e a ação colonizadora portuguesa e neo-colonizadora brasileira
MONTE, Paulo PintoEm 1952, em Keto, hoje na República do Benin, Pierre Verger foi iniciado como babalaô, recebendo o nome de Fatumbi, "renascido pela graça de Ifá". Foi então obrigado a aprender os segredos da medicina iorubá, transmitidos a ele oralmente por seus mestres babalaôs. Ao longo dos anos seguintes, coletou milhares de receitas, anotando o uso das plantas iorubás e as encantações, tão essenciais quanto os outros ingredientes
FATUMBI, Pierre VergerEste livro excepcional representa uma contribuição decisiva ao estudo de nosso indianismo oitocentista, sem desconsiderar os antecedentes do tema na literatura colonial; A crítica, em geral, não viu mais do que exotismo e evasão na imagem romântica do índio, talhada conforme o figurino cortês do cavaleiro medieval, muito embora se tratasse de forjar um mito pátrio, de inventar uma tradição para o país recém-independente. David Treece sustenta o contrário: longe de ser uma representação divorciada de seu contexto histórico mais imediato, o indianismo constituiu uma reflexão problemática e persistente sobre a formação simbólica e sociopolítica do Estado nacional; Mais do que a reposição tediosa de um mesmo modelo, a literatura do período produziu distintas figurações do índio, em consonância não só com o papel a ele conferido no processo da colonização, mas também em sintonia com o jogo político e social do próprio século XIX; Assim, grosso modo, entre 1835 e 1850, o índio surgia como vítima das conseqüências militares e sociais da Conquista, numa atitude de franca condenação do processo colonizador. Atitude alimentada, talvez, pelo antilusitanismo que animou as violentas revoltas provinciais da Regência, pleiteando a descentralização do poder, as reformas liberais e as promessas de mudança contra a contínua dominação étnica e de classe; Já entre 1850 e 1870, o índio passava a figurar como aliado, muitas vezes à custa do sacrifício de sua própria vida ou de toda sua comunidade, em benefício do conquistador e da criação de uma civilização nos trópicos. Segundo o crítico inglês, tal aliança parece reverberar muito da política de conciliação do Segundo Reinado, buscando acomodar novos e velhos interesses, liberais e conservadores, num momento de esforço concentrado para se alcançar a centralização do Império e a unidade nacional, depois da instabilidade e das tendências separatistas das décadas anteriores; Por fim, de 1870 a 1888, o índio como rebelde, representado em registro mais verista ou simplesmente rebaixado, vinha pôr em xeque o modelo idealizado até então (e já bastante desgastado), prenunciando, desse modo, a chegada de novos ideais estéticos, políticos e sociais (realismo, republicanismo, abolicionismo); Se a articulação entre o indianismo e a dinâmica histórico-política do século XIX já foi sugerida por alguma interpretação mais recente, jamais se chegou a uma abordagem desta envergadura, mobilizando tamanho corpus de análise, examinado de forma sistemática e aprofundada, com uma ancoragem tão segura nas disciplinas vizinhas (história, sociologia, antropologia). Para além das representações canônicas do indianismo romântico (Gonçalves Dias, Alencar, Magalhães.), Treece traz à cena todo um elenco de autores e obras menos celebrados (ou mesmo ignorados) pela historiografia oficial, que redimensiona por completo a visão dessa vertente literária e o alcance do debate político-ideológico a ela associado
TREECE, DavidUma das mais reconhecidas expedições do século XIX, a do naturalista alemão começou em 1821, e só terminou oito anos depois, percorrendo 17 mil quilômetros. O barão reuniu artistas como o alemão Johann Moritz Rugendas e os franceses Aimé-Aidrien Taunay e Hercoles Florence, e o astrônomo e cartógrafo russo Néster Rubtsov. Pela primeira vez, a série de 28 mapas produzida por Rubstov será exibida no Brasil.; A fantástica viagem também foi trágica. Depois de uma febre, Langsdorff delirou na selva por semanas e perdeu a razão. Afetado pela doença, ele voltou para a Europa, onde viveu por 22 anos, até sua morte, em 1852. Não se lembrava de ter estado um dia no Brasil.
Faca de material orgânico confeccionado com madeira siriva e guarnição de osso (parte da mandíbula). Apresenta punho revestido com trançado de lasca de taquara e cipó confeccionado segundo a técnica do trançado quadricular arrematado, junto a extremidade superior, com penas multicoloridas. Acompanha o objeto bainha confeccionado com lascas de taquara segundo a técnica do trançado quadricular arrematada junto a extremidade superior com pingente de penas multicoloridas
GuaraniFaca de material orgânico confeccionado com madeira siriva e guarnição de osso (parte da mandíbula). Apresenta punho revestido com trançado de lasca de taquara e cipó confeccionado segundo a técnica do trançado quadricular arrematado, junto a extremidade superior, com penas multicoloridas. Acompanha o objeto bainha confeccionado com lascas de taquara segundo a técnica do trançado quadricular
Guarani NhandevaDistante de um olhar que ressalta o exotismo da cultura Yanomami, este livro ajuda a consolidar um debate público em relação à miséria e aos graves problemas de saúde que vêm dizimando os povos indígenas após contato com garimpeiros e madeireiros. Mais do que um documento e um testemunho de suas expedições na Amazônia, Valdir Cruz, com apurada técnica, apresenta fotografias tão maravilhosas quanto trágicas. Além de vistas gerais das aldeias e retratos admiráveis de índios iluminados por focos de luzes que penetram entre as árvores, Faces da floresta inclui fotos que não são exatamente belas, com registros de uma degradação que dificilmente integraria calendários ou cartões postais.
CRUZ, ValdirLivro de memórias do professor Felismar Manoel [Nhãmanrúri Schuteh Pury] de palavras Pury que eram usadas quando foi professor na Escola Municipal Felício Rufino da Silva, na região de Valão, na comunidade do Pé da Serra de Tuiuitinga - Guiricema/MG (1957). A obra traz um vocabulário dos falares e fazeres dos Pury em que conviveu
Manoel, Felismar [Nhãmanrúri Schuteh Pury]