Rio de Janeiro
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Esta tese busca compreender a construção dos relacionamentos entre os índios estabelecidos no sul da América e os portugueses. Estes, durante a segunda metade do século XVIII, empreenderam uma vigorosa tentativa de expansão das suas fronteiras com o fim de aumentar os seus domínios americanos. Para viabilizar tal expansão, os portugueses valeram-se do expediente de buscar entabular relações amistosas com as populações indígenas, para com isto possibilitar o seu estabelecimento na região. Além entabular relações amistosas com as populações indígenas, os portugueses também buscavam atrair para os seus domínios os índios vassalos do Rei de Espanha, principalmente os habitantes das missões jesuíticas situadas na margem oriental do rio Uruguai. Com tal estratégia, pretendiam aumentar as suas forças na região e, paralelamente, debilitar as espanholas. Para atrair os índios, os lusitanos desenvolveram uma série de políticas, chamadas genericamente de "bom tratamento", as quais deveriam convencê-los da superioridade dos portugueses em relação aos espanhóis. Perceber, portanto, como os índios que eram alvo destas disputas por vassalos utilizaram aquelas políticas para satisfazer os seus próprios interesses é a principal questão colocada neste trabalho
GARCIA, Elisa FruhaufO caderno de imagens é um trabalho concebido pelo Museu do Índio e a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro que tem por objetivo constituir um recurso didático para os professores utilizarem em sala de aula
Mostra as tentativas dos jesuítas espanhóis de estabelecer uma via de comunicação permanente pelo rio Paraguai, no século XVIII
LOBO, Eulalia Maria LahmeyerRica seleção de textos e experiências sobre a questão da saúde indígena no Brasil, originários de discussão em oficina de trabalho ocorrida no V Congresso Brasileiro de Epidemiologia (Curitiba, 2002). Escrito por pesquisadores estudiosos das mais diferentes vertentes do assunto, traz importante e inovadora contribuição a tema que vem emergindo como de grande importância no âmbito da saúde coletiva no Brasil nos últimos anos. Oferece um amplo panorama, detalhado e atualizado, da saúde indígena no País, contemplando reflexões com base nas diversas áreas do conhecimento que compõem a saúde coletiva
COIMBRA JR, Carlos E.C (Org)Folheto de divulgação de exposição realizada na Faculdade de Medicina de Petrópolis entre agosto de 2016 a janeiro de 2017 de divulgação da cultura Guarani
Centro Cultural Fase-FMPA vida dos índios Guarani, seus mitos, costumes e visão de mundo estão reunidos em “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis”, traz textos de cientistas e de indígenas que atuam como educadores nas quatro aldeias da etnia na região da Costa Verde, interior do Rio de Janeiro; Segundo Dinah Guimaraens, o livro é resultado de uma pesquisa nas áreas de Antropologia Cultural e História da Arte realizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e pelo Solar Grandjean de Montigny, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis” reúne textos de pesquisadores como Lucieni Simão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e de Werá Dkekupé, Tobi Itaúna e Doethyró Tukano, que fazem parte de um grupo de oito indígenas que desde 1999 recebem bolsas da FAPERJ para atuarem como educadores bilingüe (Português/Guarani) e de cultura indígena para as crianças nas aldeias Guarani; “No passado, os antropólogos interpretavam a cultura indígena. Agora, os próprios integrantes é que falam pela etnia”, explica Dinah Guimarães. Segundo ela, o conceito de culturas vivas, presente no livro e no projeto do Museu de Arte e Origens, foi criado pelo pesquisador Mário Pedrosa, um crítico de arte socialista, que morreu no início da década de 1980; A língua Guarani, tornou-se um elemento de referência para outras etnias indígenas, que foram perdendo suas características ao longo do tempo. De acordo com a pesquisadora, o Brasil tem hoje cerca de 350 mil índios. Destes, 50 mil pertencem a diferentes aldeias Guarani, a maioria delas localizada nos estados do Sul e em Mato Grosso. O Rio de Janeiro reúne cerca de 600 guaranis, que vivem em quatro aldeias: Bracuí, próximo a Angra dos Reis; Paraty Mirim e Terra Indígena Rio Pequeno, nas imediações de Parati; e Araponga, próximo a Patrimônio; O Museu Nacional de Belas Artes abriga, em uma de suas galerias, o acervo do Museu de Arte e Origens com peças representativas das culturas indígena, africana e popular, além de imagens do inconsciente, arte moderna e contemporânea. Existe um projeto para a construção de uma sede própria para o Museu de Arte e Origens, em Parati
GUIMARÃES, Dinah (org)Um mundo se desenvolveu por milênios à margem do Ocidente e do Oriente, até um dia ser descoberto e conquistado. Seus traços, que ficaram impressos na solidez da pedra e na fragilidade do barro, são o objeto deste livro. Das escarpas dos Andes ao Amazonas, do cerrado ao litoral, o leitor é convidado a conhecer esse mundo de antes de Cabral
FAUSTO, CarlosAborda a questão indígena na aldeia Araponga. Estudo comparativo entre a alfabetização realizada nas escolas bilíngüês do país e a realizada pela Escola Municipal Pico do Papagaio, onde crianças guaranis são alfabetizadas junto às crianças regionais
GASTÃO, Fátima de OliveiraO cineasta Back reúne neste livro artigos (a maioria publicados em jornais) sobre o polêmico papel das missões jesuíticas na catequização dos índios sul-americanos, assunto também abordado em seu aclamado documentário "República
BACK, Sylvio