Este artigo abordará como a documentação de natureza etnológica tem se tornado um recurso estratégico para os povos indígenas. EM um ambiente de instabilidade política e agravos aos direitos indígenas, a ação informacional se configura como um instrumento de defesa e de aprofundamento nas lutas pela melhoria da condição dos povos indígenas do país. Nesta senda pela valorização informacional dos povos indígenas, serão destacados alguns trabalhos que têm sido realizados no Museu do Índio, instituição parceira dos povos indígenas a mais de 60 anos. Dentre os trabalhos, será brevemente explorada a parceria com a UNESCO no processo de documentação dos povos indígenas. A instituição Museu do Índio desde a sua fundação representou um marco quanto ao compromisso desenvolvido junto aos povos indígenas, sendo intitulado como um museu contra o preconceito, mas palavras do antropólogo Darcy Ribeiro. Por fim, neste artigo serão destacados aspectos da ação documental de origem estatal e as novas ações em curso desenvolvidas pelos próprios povos indígenas
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deRio de Janeiro
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O artigo apresenta a discussão das informações contidas nos repositórios públicos pertencentes ao Estado brasileiro no que diz respeito à temática indígena. Também serão abordadas algumas diretrizes que norteiam o trabalho indigenista e outros apontamentos pertinentes advindas do campo da Epistemografia e do processo que vem ganhando destaque no que tange a autonomia informacional dos povos indígenas, numa relação de saber/poder que resulta num protagonismo indígena contemporâneo
Mello, Rodrigo Piquet Saboia dePublicação com artigos sobre a demografia dos povos indígenas brasileiros
Santos, Ricardo Ventura [et.al.]Os projetos de Estado para os povos indígenas se estendem pelos séculos de colonização portuguesa e brasileira nessa porção de terra que hoje denominamos Brasil. Neste processo os recursos, o trabalho e o legado dos povos indígenas têm sido objeto de propostas e especulação por parte dos invasores da terra, convertidos em ocupantes e, muitas vezes, até mesmo em "amigos dos índios". Contudo esses planejamentos oficiais jamais levaram em conta os projetos de futuro formulados pelos povos indígenas. Os ensaios sobre a idéia de "etnodesenvolvimento" aqui reunidos, ao contrário, apostam que somente com a participação dos índios se pode rumar em direção à transformação das bases dessa política. É sempre bom, porém, lembrar que tal caminho, transformado em políticas públicas, pode, caso seus principais interessados não sejam seus agentes privilegiados, recair no desvario das bem-intencionadas ações de exploração e domínio
LIMA, Antônio Carlos de SouzaEm um plano mais geral, abordam-se aqui os projetos voltados para os povos indígenas e sua interface com políticas públicas na aplicação de recursos ou mesmo no que se refere à execução de ações. São decisivas, entre outras, reflexões sobre a construção e a execução de programas de apoio, a definição da regulamentação e das formas de trabalho desses programas, e a participação de diversos atores no processo. Já em dimensão local, ganham relevância análises etnográficas de projetos em comunidades indígenas executados por elas próprias, pelas organizações que as representam, por ONGs de apoio ou por órgãos oficiais, incluindo-se nesse campo de descrições, reflexões e interpretações realizadas pelas comunidades ou organizações indígenas, isto é, a rede de relações estabelecidas, as perspectivas de cada um dos atores e os processos socioculturais e políticos vividos durante e depois da vigência desses projetos
Sousa, Cássio Noronha Inglez deUm dos campos de resistência e de formulação de alternativas é o multiculturalismo, tema deste volume, no qual são analisadas as políticas identitárias e os direitos coletivos dos povos indígenas e das mulheres, os movimentos regionais de emancipação e de luta pela igual dignidade das orientações sexuais, o pluralismo jurídico e as concepções multiculturais dos direitos humanos
SANTOS, Boaventura de Sousa (org)De forma pioneira e abrangente, o autor apresenta uma "história social das línguas na Amazônia num período de trezentos anos", percorrendo um rico manancial de fontes escritas. O livro aborda a transformação do quadro etnolingüístico, mostrando o processo de formação da língua geral e a introdução da língua portuguesa no contexto da diversidade lingüística ameríndia. O autor salienta não apenas o papel do sistema de exploração da mão-de-obra na interação de línguas diversas, como também demonstra a importância das "políticas de línguas" dos missionários e do Estado nesta história. Por fim, o livro acompanha a trajetória da língua geral no século XIX, revelando um delicado quadro marcado tanto pela persistência localizada quanto pelo declínio geral face ao avanço do português
FREIRE, José Ribamar Bessa