Os textos que compõem esta coletânea resultam de pesquisas antropológicas desenvolvidas nos anos 1990 sobre o fenômeno do ressurgimento de indentidades étnicas (indígenas) e de tradições culturais distintivas em uma das mais antigas regiões de colonização do país, o Nordeste brasileiro. A intenção é de que a divulgação em livro de um conjunto desses textos propicie bons exemplos de pesquisa antropológica realizada com populações etnicamente diferenciadas (indígenas), que não têm sido objeto de maior interesse pela etnologia, e de que tais textos possam ser inclusive utilizados como leituras complementares no aprendizado da antropologia em cursos de graduação e pós-graduação
OLIVEIRA, João Pacheco deRio de Janeiro
6 Descrição arquivística resultados para Rio de Janeiro
Catálogo da exposição "Filhos da Terra" realizada no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro entre os dias 5 de dezembro de 2013 a 19 de janeiro de 2014. As fotografias foram realizadas com 16 povos indígenas entre 1978 e 1991 em diversos contextos, desde reportagens jornalísticas, a missões técnicas, projetos de documentação e de pesquisa acadêmica
GURAN, MiltonEste trabalho tem por objeto as condiçOes sociais e simbólicas da "invenção cultural" e da "manipulação da identidade" entre grupos indígenas do Nordeste brasileiro, concentrando-se sobre uma dessas situaçOes: o etnOnimo Pankararu, localizado no sertão pernambucano do São Francisco, próximo à UHE de Itaparica. Apresentamos uma análise da emergência Pankararu e da construção de seu território a partir da série de intervençOes e ressignificaçOes entre burocracia e política nativa
ARRUTI, José Maurício Paiva AndionAs sociedades indígenas não teriam sobrevivido à dominação colonial — seja ela manifestada por meio das guerras e dos descimentos, dos aldeamentos missionários, da apropriação privada de terras de uso comum, do indigenismo tutelar e do sistema de reservas — se fossem estruturas rígidas e homogêneas, fechadas em si mesmas e mantivessem uma profunda aversão à mudança e a processos estatizantes. É a sua heterogeneidade e complexidade, as contradições que a alimentam, as ambiguidades que instituem e a plasticidade que possuem que lhes propicia um dinamismo constante e regenerador. Resistir ao mundo colonial, no caso, não é manter-se exatamente igual ao que era antes, mas continuar a agir como uma relativa unidade e ser capaz de dar sentido às experiências vividas e transmiti-las à geração futura
MURA, Claudia