Rio de Janeiro
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Reflete a construção do espaço social do indigenismo no Brasil dentro de uma visão de campo
LIMA, Antônio Carlos de SouzaReflete a construção do espaço social do indigenismo no Brasil dentro de uma visão de campo
LIMA, Antônio Carlos de SouzaAparece um homem-jaguatirica enquanto Kubil fura os buracos da flauta.
Coletivo KulinaA primeira análise em profundidade da vida social, política e religiosa de um povo Tupi-Guarani contemporâneo: os Araweté do médio Xingu (Pará). O autor viveu onze meses entre eles; aprendendo sua língua e participando de seu cotidiano, tentou apreender as questões que fundam a cosmologia, a filosofia social e a concepção da pessoa humana subjacentes a esta cultura, uma das poucas que segue resistindo com inteireza à ação civilizatória da Amazônia. Este trabalho foi premiado como a melhor tese de doutorado no I Concurso de Teses Universitárias e Obras Científicas promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs)
CASTRO, Eduardo Viveiros deDescreve e interpreta a cosmologia Araweté, a partir dos conceitos relativos à morte e ao destino das almas, dos cantos e rituais xamanísticos em que divindades e mortos se manifestam aos homens
CASTRO, Eduardo Viveiros deDescreve e interpreta a cosmologia Araweté, a partir dos conceitos relativos à morte e ao destino das almas, dos cantos e rituais xamanísticos em que divindades e mortos se manifestam aos homens
CASTRO, Eduardo Viveiros deArcos amarrados com o cipó prontos no chão.
Coletivo KulinaArnaldo Filho Kulina ao lado de shashakora. Arnaldo traz uma máquina de retratos pendurada no pescoço. Benjamim registra a explicação com a filmadora. Eles se encontram na sala de museologia do Museu do Índio fazendo a qualificação do acervo kulina.
De acordo com a equipe de qualificação, antigamente os Madiha usavam o shashakora como cama. Ele é feito da folha da palmeira aricuri, chamada na língua kulina de birihari nodi. É confeccionado pelas mulheres e em geral compõem-se de duas partes fechando todo o chão para o casal. Ainda hoje ele é utilizado para fechar o chão sob o mosquiteiro. Dormem assim as mulheres e crianças nas redes e os homens no chão sobre o shashakora.
Hohori de taboca.Atualmente, nas festas, é utilizado um hohori feito inteiramente de taboca (zumi na língua kulina). A caixa acústica, que antes era feita pelo vaso de cerâmica, atualmente é feita com um pedaço de taboca mais grosso. Estes hohori são em geral pintados com diversos padrões encontrados em animais, assim como os hohori de cerâmica.
George MagaraiaArnaldo e Raimundo buscam identificar os padrões de grafismo reproduzidos nas peças de miçanga. Além dos padrões encontrados nas peles de animais, os Kulina identificam alguns grafismos como sendo padrões kaxinawá, etnia que divide a sua terra indígena (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo Raimodo sapel sowiko bananí. Karínaralí. Sapel sanai karí naralí).
George MagaraiaArnaldo Kulian e Raimundo Kulina testam os vasos de cerâmica para avaliarem qual deles é adequado para ser utilizado como buzina. Os hohori médios eram utilizados, sobretudo, como instrumento musical, uma espécie de buzina tocada nas festas (mariris) em que se aglomeravam pessoas de várias aldeias. Eram tocados pelos visitantes avisando que estavam chegando, mas também durante todo o período da festa. Eram tocados nas ocasiões dos Koiza, Ahie´e, Doshe´entre outras festas tradicionais dos Kulina. O vaso arredondado com a boca mais fechada é associado a um tubo de taboca. O tocador faz vibrar, soprando, o tubo de taboca dentro do vaso e este faz reverberar o som de buzina pelo espaço da aldeia e da mata.
George MagaraiaArnaldo filmando com celular as cerâmicas na reserva técnica do Museu do Índio. Ele está adornado com testeira de algodão colorida (Descrição dos pesquisadores indígenas: Arnaldo sapel Karí selula karinarílí. Ssíkí na atoni khide toraralí).
George MagaraiaArnaldo filma com celular as peças de cerâmica guajajara: canoas com pessoas remando.
George MagaraiaArnaldo Kulina pousa para foto ao lado de foto de menino Ashaninka com cachimbo na boca na porta da exposição ashaninka.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina assina o livro da exposição ashaninka.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina experimenta o tradicional adereço ashaninka do tipo bandoleira. Ele é bem diferente dos adas kulina. É bem maior, com várias voltas grandes de contas vermelhas, feitas de sementes e adornado com penas coloridas de pássaros. As voltas de contas vão do ombro até a altura do joelho.
Coletivo KulinaArnaldo mostra como os homens carregam o shapoto. Passam a alça pelo peito, ao contrário das mulheres que passam a alça pela testa.
George MagaraiaArnaldo Kulina pousa para foto em frente ao prédio da administração do Museu do Índio.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina pega a bolsinha ashaninka em exposição no Museu do Índio. Ele chama a atenção para o detalhe das penas amarelas que estão pregadas na bolsa, que é de algodão.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina mostra como se toca a flauta totore. Ele conta que fez muitas flautas quando era adolescente e lamenta que os adolescentes não se interessem mais pela flauta (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo wítalí za sapel wepe bananí. Tatíwitalí naza. Tole tole naralí).
George MagaraiaArnaldo Kulina observa foto de menina ashaninka com pintura facial e roupas tradicionais. Ele vai imaginando como poderia ser uma exposição kulina, com pinturas faciais, com objetos interessantes e fotos bonitas de seu povo. Ele sugere um espaço dedicado às sessões de rami.
Coletivo KulinaBoborara. O boborara é um instrumento confeccionado a partir da taboca (zumi). É uma flatua do tipo transversal, muito tocada nas ocasiões em que a aldeia está em festa, seja nos mariris ou Ahie´e, seja nos rituais Koiza ou nos Doshe´e. Os homens jovens, sobretudo, têm o costume de tocar estas flautas para alegrar as festas na aldeia. Os iniciantes de pajé aprendem a produzi-las e a tocá-las com os mestres pajés que os iniciam. Esta flauta também está associada ao Tokorimekha Ahie´e, que é uma festa realizada no terreiro da aldeia nas noites em que os espíritos vêm cantar e dançar com as mulheres. Nestas ocasiões, as mulheres e outras pessoas presentes na aldeia, escutam os espíritos tocando boborara lá no meio do mato. A história narrada sobre esta flauta informa que os jovens eram enviados para outras aldeias para convidarem as pessoas de longe para a festa em sua aldeia. Eles o faziam tocando o boborara. Os pajés são os principais especialistas na confecção e execução desta flauta, embora não sejam exclusivos.
George MagaraiaTotore: a flauta totore é muito utilizada durante todo tipo de festas e rituais: nos mariris, nos rituais Koiza e nos Doshe´e. Ela é confeccionada a partir dos gomos mais finos da taboca (zumi). Os maiores especialistas na confecção e execução destas flautas eram, antigamente, os jovens, mulheres e homens. Durante as festas, explicam os indígenas, meninos e meninas utilizavam-se das flautas totore para convidar os parceiros sexuais para encontros na mata. Os Kulina lamentam que os jovens atualmente não saibam mais confeccionar ou executar estas flautas, empobrecendo o universo sonoro das aldeias(foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo totoleza. Tole tole narali sapel wepe bananí).
George MagaraiaEduardo Neves, doutor em arqueologia, defende nessa obra que a investigação do passado da Amazônia – que, ao contrário do que se imagina, tem milhares de anos de ocupação humana – pode ajudar no planejamento de um futuro sustentável para a região
Neves, Eduardo GoésEste relançamento trata dos princípios e técnicas de arquivo do renomado historiador e arquivista americano Theodore R.Schellenberg. Mantém-se atualizado em razão do tratamento integrado que o autor dispensou à problemática arquivista. Discorre sobre conceitos e técnicas arquivísticas, ressaltando a importância dos arquivos correntes na organização dos acervos permanentes.Enfoca, ainda, questões referentes ao controle e ao planejamento da produção documental e dedica um capítulo inteiro à avaliação de documentos, tema da maior atualidade não apenas no setor público, mas também no privado.É uma obra de leitura obrigatória para todos aqueles que desenvolvem atividades de gestão de documentos inclusive documentos informáticos ou para aqueles que se dedicam ao estudo da arquivologia
SCHELLENBERG, T. RA tese trata do cosmos Rikbaktsa
ATHILA, Adriana RomanoEste paper realiza uma breve discussão sobre a arte indígena, mais especificamente, quanto à encontrada na coleção da Biblioteca Marechal Rondon da museóloga Berta Ribeiro localizada no Museu do Índio. Foram feitas algumas reflexões no que se refere à arte indígena com o objetivo de compreender o comportamento da coleção em função das pesquisas realizadas pela profissional da instituição. Importante realçar que a arte indígena é um elemento de destaque para o Museu do Índio em função, por exemplo, do primeiro estudo publicado sobre a arte indígena do povo Urubu-Kaapor
Mello, Rodrigo Piquet Saboia de“A imagem visual que nos ocorre mais espontaneamente quando pensamos em índios é a de figuras nuas empenachadas. Ao lado dos arcos e flechas, esta nudez emplumada os tem caracterizado sempre como o atributo mais peculiar.”
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)Apresenta uma introdução da história da arte, seu significado histórico e estético. Define a arte pré-histórica, primitiva, americana, brasileira e caracteriza seus ambientes paleontológicos, grupos históricos e grupos tribais atuais
PINTO, Odorico PiresEste livro revela a lógica etnocêntrica vigente na apreciação da arte produzida fora dos centros legitimadores do mercado artístico “civilizado” por meio do exame de vasta documentação dos mais variados contextos da produção cultural no Ocidente, principalmente dos Estados Unidos e da França. Demonstra como a arte do outro, particularmente a arte primitiva, não deixou de ser “troféu de guerra”, “bandeira” que afirma que “o mundo é nosso” e “nós” decidimos o que será ou não será incluído no legado da humanidade
Price, SallyNadina confecciona um hepiri com um formato especial para que se possa embalar e carregar os instrumentos adquiridos para o Museu do Índio.
Coletivo KulinaA presente publicação é fruto do projeto "Mehi Jahi Xà: Artesanias Mehi", realizado no âmbito do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas - Prodocult Krahô. O trabalho realizado pelos indígenas Krahô teve por objetivo aprofundar e fazer circular o conhecimento associado às sementes e fibras vegetais do cerrado
LIMA, Ana Gabriela Morim deDetalhe do breu na abertura do casco do jabuti.
Coletivo Kulina