. Do ponto de vista sócio-cultural, os povos da região apresentam caracterísicas comuns. Cada um, entretanto, mantém uma identidade própria, historicamente construída, controla um dos grandes rios e suas adjacências, e apresenta uma confiiguração política religiosa específica
UntitledRio de Janeiro
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Essa coletânea reúne três textos clássicos da antropologia, escritos pelos principais representantes da corrente evolucionista que prevaleceu nos primeiros anos da disciplina. Lewis Henry Morgan (1818-1881), Edward Burnett Tylor (1832-1917) e James George Frazer (1854-1941) representam a tradição antropológica contra a qual lutaram autores como Franz Boas, em defesa do relativismo cultural. Assim, esse livro pode ser lido em diálogo com outro da mesma coleção: Antropologia Cultural, que reúne textos de Boas também selecionados e apresentados por Celso Castro; A valiosa iniciativa de reunir textos emblemáticos da corrente evolucionista na antropologia supre uma lacuna do campo das ciências sociais no Brasil: o acesso a textos fundadores como os reunidos nesse volume costuma ser difícil, feito através de recortes em manuais ou mediado por interpretações de estudos posteriores; Os textos originais dão aos leitores a possibilidade de conhecer idéias polêmicas, que tendem a ser empobrecidas e simplificadas na divulgação da história da antropologia, muitas vezes reduzidas a uma visão etnocêntrica utilizada para justificar pretensas superioridades culturais ou até raciais
UntitledEsse livro busca discutir as várias possibilidades que a introdução da imagem no campo da pesquisa antropológica pode oferecer. Para isso, os autores mapeiam o diálogo entre a antropologia e a produção de imagens indicando os pontos de contato das histórias do nascimento da antropologia como disciplina e do cinema como linguagem, até as experiências paradigmáticas da utilização da imagem no âmbito da pesquisa etnográfica
UntitledOs textos dessa coletânea foram gerados por pesquisas de ordem variada, aobrdando temas tão distintos quanto os processos de regionalização e gestão terrtorial, e a produção de saberes a eles articulados, as práticas de aparelhos de governo destinados , dentre outras coisas, ao controle a mobilidade espacial de segmentos da população brasileira (índios, menores, migrantes, favelados), as práticas da espetacularização da vida política, pela via dos rituais de massa ou dos meios de comunicação a distância, passando por conjunturas históricas que vão desde o final do século XIX e da 'primeira república' até os anos 1990 do século XX. Lidam om ideários tão diferentes quanto aqueles que propõem, por exemplo, em um momento, a tutela para populações indígenas e, em outro, a parceria e a participação para as mesmas populações. Em termos metodológicos, a pesquisa com fontes impressas, típica do trabalho do historiador, se une à observação etnográfica, configurando abordagens que dificilmente reduzem-se a cânones disciplinares convencionais, como aqueles preconizados hoje ainda em manuais e livros de introdução; Estes artigos podem ser lidos independentemente, remetidos a seus universos temáticos, com oque os efeitos de mútua iluminação que aportam, quando lidos juntos, se perdem. Sua reunião e contraposição permitem construir hipóteses sobre os dispositivos de territorialização, sobre os especialistas - portadores e produtores de certos saberes que se cristalizam em setores de administração - que surgem coetaneamente à função de simultâneas integração e segmentação, logo sobre as técnicas de diferenciação social e instauração de hierarquias, parte do surgimento de crescente interdependência entre redes regionais e sociais, para mencionar apenas alguns aspectos dos processos de formação de Estado
UntitledEm um plano mais geral, abordam-se aqui os projetos voltados para os povos indígenas e sua interface com políticas públicas na aplicação de recursos ou mesmo no que se refere à execução de ações. São decisivas, entre outras, reflexões sobre a construção e a execução de programas de apoio, a definição da regulamentação e das formas de trabalho desses programas, e a participação de diversos atores no processo. Já em dimensão local, ganham relevância análises etnográficas de projetos em comunidades indígenas executados por elas próprias, pelas organizações que as representam, por ONGs de apoio ou por órgãos oficiais, incluindo-se nesse campo de descrições, reflexões e interpretações realizadas pelas comunidades ou organizações indígenas, isto é, a rede de relações estabelecidas, as perspectivas de cada um dos atores e os processos socioculturais e políticos vividos durante e depois da vigência desses projetos
UntitledO mapa é formado por dois volumes: um deles contém índices das sociedades indígenas, bibliográfico e de autores, bem como textos de esclarecimento a respeito da ortografia dos nomes tribais e de outros assuntos de interesse. O outro, sob a forma de encarte, é o mapa propriamente dito, que mostra a localização das sociedades indígenas no território brasileiro em diferentes épocas, traçando, em alguns casos, possíveis rotas de migração e assinalando a filiação lingüística das diversas sociedades
UntitledOs três textos reunidos neste caderno, de números 10 a 12, abordam as técnicas de planificação de mapas, cartazes e de outros documentos em papel, que foram guardados enrolados, durante muitos anos. Descrevem o modo correto de elaboração de passe-partout para trabalhos artísticos em papel, utilizando materiais para preservação. Apresentam noções básicas de preservação de livros de recortes e álbuns, enfatizando a sua importância para museus, arquivos e bibliotecas
UntitledO presente manual, de número 43, enfoca a conservação de registros sonoros, como discos de acetato, de goma-laca, de vinil, das fitas e dos compact-disks. Descreve, a partir da constituição dos materiais, dos princípios da retenção do som por diversos meios e dos processos químicos degenerativos, os mecanismos de degradação de registros sonoros, apresentando recomendações para a preservação desses documentos efêmeros
UntitledO presente manual, de número 40, aborda a deterioração dos filmes em função das mudanças de temperatura e de umidade relativa do ar, com o passar do tempo. Faz um prognóstico para a durabilidade dos acervos com base no envelhecimento acelerado em laboratório. Tais extrapolações devem ser entendidas apenas como uma estimativa da possibilidade de ocorrer a síndrome do vinagre, por exemplo. Na parte final o guia oferece uma listagem com o formato e a base dos filmes, complementada por uma boa bibliografia
UntitledO mundo inacabado é prioritariamente uma etnografia. Sua aborgagem às questões mais fundamentais do pensamento pirahã sobre o mundo parte dos próprios conceitos e categorias deste povo amazônico; Procura novos caminhos para interpretar um material que, por diverso e diversidade em virtude de o diverso propor sempre novas questões para se pensarem os conceitos gerais e teóricos que orientam o debate antropológico; Ao tratar a ação como conceito que engloba tanto predação quanto produção, este livro é antes de tudo uma tentativa de síntese entre o que é, usualmente, considerado antiético e excludente: destruição/criação, exterior/interior, violência/pacificidade; Além de ser uma contribuição à etnologia amazônica, O mundo inacabado trata de questões centrais da antropologia, como a teoria da ação, a noção de corpolidade, a problemática relação entre natureza e cultura e a construção dos sistemas classificatórios
UntitledComo estudar a história dos povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores? Como formular hipóteses sobre o modo de vida desses grupos que nada deixaram registrado na forma escrita? Todas as fontes da pré-história do território que conhecemos como Brasil consistem em vestígios materiais deixados pelos antigos habitantes e parcialmente preservados dos processos naturais de degradação; Escrito por André Prous, um dos maiores arqueólogos em atividade no país, O Brasil antes dos brasileiros traça a história da pesquisa arqueológica brasileira e apresenta as mais recentes hipóteses acerca do povoamento e ocupação do nosso território; Em abordagem direta e compreensível para os não-iniciados, o autor analisa nosso acervo arqueológico em toda sua diversidade e desfaz a falsa impressão – bastante difundida – de uma realidade homogênea; "André Prous nos apresenta nesse livro um panorama atualizado e sintético do estado-da-arte do conhecimento arqueológico sobre o Brasil pré-colonial. Sua publicação na Nova Biblioteca de Ciências Sociais certamente contribuirá para que a arqueologia brasileira seja mais bem conhecida por novas gerações de estudantes e interessados na área."
UntitledAntropologia Cultural é o primeiro livro publicado no Brasil com textos de Franz Boas, um dos mais importantes antropólogos de todos os tempos. Os cinco ensaios foram selecionados e traduzidos por Celso Castro; Boas foi o fundador da moderna antropologia cultural, que contrapunha, às teorias evolucionistas e racistas ainda dominantes no início do século XX, uma perspectiva relativizadora, centrada na noção de cultura. Foi também um dos pioneiros da pesquisa de campo como método privilegiado para o estudo das diferentes culturas
UntitledEste livro reúne os primeiros trabalhos de Gioconda Mussolini, pioneira como profissional de antropologia no Brasil. em seus textos, analisa a concepção de doença e de morte entre as tribos indígenas brasileiras
UntitledResumo publicado pelo III Seminário Internacional em Memória Social sobre a relação entre a demarcação das terras indígenas e a documentação indigenista
UntitledMais que o livro sagrado dos maias, o longo poema Popol Vuh passou à história como um precioso documento nativo da Mesoamérica do século 16. Como tal, é a verdadeira crônica da morte anunciada do povo maia-quiché, que o poder da cristandade varreu do território hoje conhecido como Guatemala. O Popol Vuh sobreviveu ao massacre dos invasores espanhóis, mas não em sua forma original
Como historiador, Clifford analisa a emergência da moderna noção antropológica ou etnográfica de cultura, tal como esta veio a se configurar nos dois primeiros terços do século XX. O autor focaliza os modos de representação etnográfica no contexto colonial e pós-colonial e no contexto cultural do modernismo literário e artístico europeu. Nesse percurso, explora fronteiras sempre móveis entre história, literatura e antropologia
UntitledSegundo o pesquisador Eduardo Bueno, o navegador português Vasco da Gama, ao chegar às Índias, foi desprezado pelo rei de Calicute. Segundo o autor, ao chegarem ao Oriente (1498), Vasco e seus subalternos, estavam muito mal vestidos e sujos, afinal se tratavam de homens do mar. Com isso, o rei indiano, acreditando falar com representantes de um reino pobre, esnobou os portugueses; Somente quando o nobre português Pedro Álvares Cabral retornou às Índias, em 1500, os portugueses conseguiram seu objetivo, isto é, conquistaram à força o reino indiano
UntitledOs estudos antropológicos feitos a partir; da análise de objetos, a outrora chamada; “cultura material”, vêm sendo recuperados; sob novas ênfases nos quadros; internacionais da disciplina. Relacionada; a essa retomada está a percepção; acurada do significado das instituições; que se constituíram como destinadas; à guarda, tratamento e exposição de; objetos, os museus. Tal consciência, articulada; muitas vezes a problemas como; os de formação de comunidades políticas; nacionais, de memórias coletivas,; da constituição de segmentos sociais; determinados, ou ao estudo da história; da antropologia, é ainda incipiente no; Brasil
UntitledEsta coletânea de textos apresentados no mega-congresso América 92: Raízes e Trajetórias traz 24 estudos sobre temas relacionados aos índios no Brasil e na América Espanhola
UntitledTodos os estudantes brasileiros aprenderam que os holandeses foram expulsos do Brasil em 1654, numa guerra valente movida contra eles por índios, negros e portugueses. Só faltou explicar como essa gente armada de espingarda, espada e arco e flecha foi capaz de vencer a principal potência econômica e militar do século XVII. Neste livro, o historiador Evaldo Cabral de Mello conta o que aconteceu - Portugal comprou o Nordeste dos holandeses
UntitledO emaranhado de problemas que o tema da Cultura e sua relação com o Estado suscita já foi apontado muitas vezes pelos principais teóricos da questão e pela sensibilidade de muitos artistas conscientes. O controvertido relacionamento do Estado levanta perguntas bastantes interessantes. Algumas dessas perguntas se relacionam com temas centrais, tais como o proprio caráter do Estado no Brasil e a significação da cultura para a maioria, ou a questão da cultura e a noção de identidade nacional
UntitledO mapa é formado por dois volumes: um deles contém índices das sociedades indígenas, bibliográfico e de autores, bem como textos de esclarecimento a respeito da ortografia dos nomes tribais e de outros assuntos de interesse. O outro, sob a forma de encarte, é o mapa propriamente dito, que mostra a localização das sociedades indígenas no território brasileiro em diferentes épocas, traçando, em alguns casos, possíveis rotas de migração e assinalando a filiação lingüística das diversas sociedades
UntitledUm mundo se desenvolveu por milênios à margem do Ocidente e do Oriente, até um dia ser descoberto e conquistado. Seus traços, que ficaram impressos na solidez da pedra e na fragilidade do barro, são o objeto deste livro. Das escarpas dos Andes ao Amazonas, do cerrado ao litoral, o leitor é convidado a conhecer esse mundo de antes de Cabral
UntitledEste livro contém estudos fonológicos que lidam com aspectos segmentais e prosódicos de línguas indígenas brasileiras
UntitledPara as pinturas corporais, os Wajãpi utilizam sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas. Desenham peixes, cobras, pássaros, borboletas e também objetos como, por exemplo, a lima de ferro. As pinturas aplicadas no corpo não são tatuagens nem decalques, nem são marcas étnicas ou símbolos rituais. É sua tradição decorar corpos e objetos por prazer estético e desafio criativo
UntitledJovem aluno da Escola Militar, revelou cedo, em 1888, seu temperamento rebelde e firme; por entusiasmo republicano, discutiu asperamente com o ministro da Guerra, tendo sido preso e desligado do Exército na Monarquia e readmitido na República, por Benjamin Constant; Engenheiro, amigo de Júlio de Mesquita, seguiu em 1897 como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo para Canudos, onde testemunhou o final da sangrenta campanha contra Antônio Conselheiro e seus seguidores; Suas descrições do Nordeste, da natureza e do homem, o consagraram em 1902 como o maior escritor de seu tempo, ao publicar Os Sertões, laboriosamente escrito desde que presenciara o drama daquelas populações deserdadas. A obra monumental revolucionou a imagem que o Brasil urbano, sulista e litorâneo fazia do Nordeste e do sertanejo; Colaborador de Rio Branco, chefiou missão diplomática na Amazônia, onde participou em trabalhos de demarcação de fronteiras
UntitledCaderno de campo do eminente antropólogo Luiz de Castro Faria. O material desse livro encadeia um arguto depoimento em que a observação minuciosa do cotidiano da expedição de 1938 é enriquecido por uma extraordinária coleção de fotos. A expedição da Serra do Norte contou com a presença ilustre de Claude Lévi-Strauss, naquela época, um jovem pesquisador, professor da Universidade de São Paulo, fato que valoriza ainda mais esse registro
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