Rio de Janeiro
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O livro traz a experiência do autor em sua convivência com os Wari’ (ou Pacaás Novos), povo indígena mais numeroso no estado de Rondônia, com cerca de 2.700 indivíduos. Apresenta, em linguagem precisa e agradável, uma abrangente descrição das condições de alimentação e nutrição locais, levando em consideração a especificidade cultural das comunidades amazônicas. A obra demonstra o quão importante é não prescindir de cuidadosa contextualização dos achados no conjunto das práticas nativas e das idéias que as orientam, seja qual for o campo sob investigação
Leite, Maurício SoaresTrata-se de um livro difícil de abordar, uma vez que é constituído basicamente por fichamentos de leituras das mais diversas. Escrito por um jurista especializado em direito do trabalho, o texto reúne um vasto repertório de informações, servindo, pela sua organização sistemática, sobretudo como um guia para localizar diferentes assuntos referentes às atividades produtivas e à cultura material dos índios, nas principais fontes descritivas do período colonial
CATHARINO, José MartinsAponta os principais entraves a esse movimento e às formas de cooperação laboral transnacional. “Existem condições para fazer reviver o internacionalismo operário, sobretudo se enquadradas num movimento mais amplo de solidariedade”, argumenta Boaventura de Sousa Santos. Para ele, a etiquetagem unilateral imposta pela globalização faz o mundo girar segundo interesses financeiros, empilhando homens, territórios, eleições, culturas e até nações inteiras em gôndolas como artigos descartáveis
SANTOS, Boaventura de Sousa (org)Raimundo Kulina ajuda a qualificar os cestos paneiriformes kulina. Estes cestos são geralmente confeccionados por homens ou mulheres. Podem ser feitos a partir de dois tipos de cipós: o ambé, chamado em kulina de ‘Topi’, e o timbó, chamado em kulina de ‘Tsahe’. Segundo os indígenas, estes cestos são utilizados por homens e mulheres para o transporte de macaxeira, banana, milho, cará, abacaxi e outros produtos de roçado, bem como para transportar a dormida e roupas em viagens. Antigamente, quando se trabalhava no seringal, usava-se muito o tsahe ou topi para carregar roupas, dormida e as coisas pessoais da pessoa. Além disso, em viagens de canoa, embarca-se a macaxeira e a banana que servirão de rancho para a viagem nos cestos tsahe ou topi. Raimundo Kulina mostrou que em geral os Tsahe ou Topi são carregados através cordas feitas de casca de cipó, penduradas na cabeça, utilizando a força do pescoço e da cabeça para carregar coisas pesadas.
George MagaraiaAs sociedades indígenas não teriam sobrevivido à dominação colonial — seja ela manifestada por meio das guerras e dos descimentos, dos aldeamentos missionários, da apropriação privada de terras de uso comum, do indigenismo tutelar e do sistema de reservas — se fossem estruturas rígidas e homogêneas, fechadas em si mesmas e mantivessem uma profunda aversão à mudança e a processos estatizantes. É a sua heterogeneidade e complexidade, as contradições que a alimentam, as ambiguidades que instituem e a plasticidade que possuem que lhes propicia um dinamismo constante e regenerador. Resistir ao mundo colonial, no caso, não é manter-se exatamente igual ao que era antes, mas continuar a agir como uma relativa unidade e ser capaz de dar sentido às experiências vividas e transmiti-las à geração futura
MURA, ClaudiaO Alto-Xingu é feito de misturas. Ele é o produto do encontro secular entre povos de origens e tradições diversas, que vieram a criar e compartilhar uma cultura comum. Da constelação xinguana fazem parte hoje povos dos três maiores agrupamentos lingüísticos das terras baixas da América do Sul: Aruaque, Carib e Tupi
FAUSTO, CarlosCatálogo da exposição Ticuna - Pinturas da Floresta, reunindo mitos e paisagens que povoam o imaginário dos índios Tukuna que habitam a região do Alto Solimões
O objetivo de linguagens documentárias especializadas, como a apresentada neste Thesaurus, é orientar a indexação de documentos e facilitar o manuseio de informações, seja mediante procedimentos convencionais, seja por processos mecanizados diversos
VIET, JeanKaino, da aldeia Ipiranga Velha, vestindo um tezeme (cocar de penas de arara) durante reunião com todas as lideranças kulina do rio Purus, na aldeia Santa Júlia. Ele também está adornado com uma bandoleira tecida de algodão com desenhos e contas pretas, cinzas e brancas.
Coletivo KulinaLivro contendo textos de autores clássicos da Antropologia
CASTRO, CelsoObjetiva unificar a linguagem informacional para facilitar a comunicação entre os diferentes acervos do Museu do Índio. Além disso, visa facilitar o diálogo entre instituições com acervos etnográficos
MOTTA, Dilza Fonseca daReconstitui o processo expropriação aos povos indígenas. Analisa as políticas de terras indígenas, quanto ao tratamento a ser dado o direito histórico aos indígenas
SIMONIAN, Ligia T. LO presente manual dá informações preciosas sobre o estudo comparativo dos sistemas de classificação bibliográfica, aplicados à organização do material documentário, preenchendo uma lacuna há muito sentida pelos que desejam dedicar-se à análise dos processos de registro convencional da documentação especializada
BARBOSA, Alice PrincipeOs índios escrevem! Esta é a mensagem da exposição apresentada no espaço Muro do Museu do Índio. Crianças, jovens, mulheres e homens indígenas são retratados,por diversos fotógrafos, em diferentes situações de uso e interação com a escrita; Os povos indígenas são tradicionalmente ágrafos, sem escrita
GRUPIONI, Luis Donisete BenziRelato da experiência docente com os índios Waimiri-Atroari
Lacerda, EdithAo reunir textos traduzidos por Mauro Almeida e Nicolás Niymi Campanário há mais de uma década no interior de um projeto internacional sobre o Alto Juruá, este livro traz aportes importantes de missionários espiritanos para documentar um período crítico na história da região. O primeiro texto é o interessante relato inédito do padre Jean-Baptiste Parrisier, pertencente ao Arquivo Espiritano de Chevilly-la-Rue, França, dando conta de seis meses de uma viagem apostólica no interior do “país da borracha”. Os restantes oito textos são artigos publicados pelo padre Constant Tastevin em francês em revistas de acesso nem sempre fácil, incluindo Les Missions Catholiques, Annales Apostoliques, La Géographie e Le Lys de St. Joseph. A breve introdução de Manuela Carneiro da Cunha contextualiza a missão espiritana no Amazonas. Os mapas publicados em La Géographie (juntos com um mapa inédito do Arquivo Espiritano) e uma bibliografia completa das publicações do padre Tastevin sobre a Amazônia figuram em anexo
CUNHA, Manuela Carneiro daA importância da obra etnográfica do Pe. Tastevin já foi enfatizada pelo etnólogo Herbert Baldus nos dois primeiros volumes da Bibliografia Crítica da Etnologia Brasileira. Índios do Solimões, da Amazônia Ocidental até o Acre, foram objeto do interesse incansável do missionário pelas culturas indígenas. Os antropólogos contemporâneos não podem falar dos povos indígenas dessa região sem deixar de se referir à obra do missionário. A riqueza etnográfica dos textos de Tastevin, ao espelhar muitas tradições que se dispersaram ao longo do século XX, tornou-se objeto de vivo interesse dos índios da Amazônia
FAULHABER, PriscilaRetrato do pesquisador indígena Tapoxayra Parakanã, Museu do Índio – Rio de Janeiro-RJ
Paulo BüllTapete de miçangas, constituído por miçangas enfiadas em linhas de nylon, formando listras horizontais, alternadas, nas cores laranja, amarelo e preto.
Guarani MbiáTapete de miçangas, constituído por miçangas enfiadas em linhas de nylon, formando padrões em losangos dispostos em sequência, horizontalmente. As cores dos padrões em losango formam duas faixas, que se alternam, nas cores verde escuro, laranja, verde claro, verde escuro e amarelo; e branco, verde, e laranja. Nas extremidades laterais, superiores e inferiores, apresenta padrões triangulares produzida por miçangas brancas por toda a extensão do objeto
Guarani MbiáTapete de miçangas, constituído por miçangas enfiadas em linhas de nylon, formando listras transversais, alternadas, em preto, amarelo, verde e laranja.
Guarani Mbiá