Este livro traz o relato do viajante Jacques Arago sobre os costumes alimentícios de diversos povos 'exóticos' no século XIX, como os hotentotes, os cafres (dois grupos étnicos africanos), os patagônios, os gaúchos, os chineses e os papuas, entre outros. O autor não se restringe a falar das comidas, comentando a forma de adquirir e preparar os alimentos. É um texto fluente, instrutivo e divertido. Os hábitos alimentares são encarados - sem qualquer isenção de preconceitos e estereótipos - por um europeu moralista, fazendo com que a obra funcione também como o retrato de uma sociedade européia com dificuldades em entender a questão do 'outro' - principalmente quando ele come serpentes ou formigas
ARAGO, Jacques 1790-1885Rio de Janeiro
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O trabalho foi muito além de um mero registro e é um exemplo do espírito e da metodologia com os quais deveriamos nos aproximar desta literatura oral indígena
SEKI, LucyJoão Mainari, da aldeia Santo Amaro, usa como adereçouma tiara de miçangas para ir a uma grande reunião da aldeia Santa Júlia. Não foi possível identificar os padrões desenhados na tiara.
Coletivo KulinaKakade deixado ao lado de fogueira acesa, onde se assam peixes para comer, em acampamento de caça de família às margens do rio Chandless.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina informaram que o kakade bedeni é um abano pequeno. Trata-se de um instrumento importante para a manutenção do fogo nas cozinhas. Confeccionado pelas mulheres e utilizado sobretudo por elas também, mas não apenas. É com o abano pequeno que as mulheres fazem vento para manter o fogo dos fornos ou fogueiras acesas, tanto para fazer as refeições, cozidas ou assadas, como também para se aquecer ao amanhecer. O kakade é feito da folha da palmeira aricuri, chamada em língua kulina ‘birihari’.
George MagaraiaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina explicaram que o kakade imeni, um tipo de abano grande, é chamado de ‘Warikoze phephe’, isto é, rabo de tatu. Ele também é confeccionado pelas mulheres, mas utilizado sobretudo pelos homens como técnica de caça ao tatu (tatu em língua kulina é warikoze). Abre-se o buraco do tatu, e se faz uma fogueira na beira do buraco. Então, com o ‘warikoze phephe’, o abano grande, abana-se a fumaça da fogueira para dentro do buraco, obrigando o tatu a sair.
George MagaraiaFamília da aldeia Maloca em acampamento de caça às margens do rio Chandless. As mulheres preparam uma refeição em uma fogueira na porta do tapiri. Elas utilizam o kakade (abano) para acender o fogo.
Coletivo KulinaRapazes de Buaçu em excursão de caça ao rio Chandless fazem fogueira para preparar a janta. Eles utilizam um kakade (abano) para fazer o fogo.
Coletivo KulinaPor que se matam os índios guaranis do Brasil? Para um psiquiatra, que significa o suicídio? E quando ele é epidêmico, circunscrito a uma etnia e a um momento particular da história dessa cultura? O "país dos buracos", mesmo entorpecido pela violência quotidiana e pelo vil mercadejar de todos os bens simbólicos, assiste perplexo ao auto-extermínio dos primeiros habitantes da Terra de Santa Cruz. Por que se matam? Que explicações são possíveis para o suicídio? Psiquiatria, sociologia, psicanálise. como entender o que leva os humanos a se matarem? Buscando lançar luz sobre o enigma da epidemia de suicídio entre os índios brasileiros, o autor, psiquiatra e psicanalista no Rio de Janeiro, realiza um dos mais importantes estudos de pesquisa social psiquiátrica em nosso país. O trabalho recebeu o prêmio anual (1997) da Associação Brasileira de Psiquiatria
LEVCOVITZ, SergioA música ocupa um lugar central no universo dos povos indigenas e, apesar disso, segue ainda pouco conhecida do público em geral. O presente livro-disco Komayxop cantos xamânicos se insere nas construções de pontes de entendimento entre as comunidades indigenas e nacional
MAXAKALI, Toninho (org)O livro tem o objetivo de fortalecer a memória cultural do povo Kotiria (Wanana) e reflete os encontros e oficinas que foram realizados à partir de uma visão coletiva e integral
Stenzel, KristineKubil testa o arco que está cortando para avaliar se já tirou do miolo o suficiente para que o arco se envergue.
Coletivo KulinaPara as pinturas corporais, os Wajãpi utilizam sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas. Desenham peixes, cobras, pássaros, borboletas e também objetos como, por exemplo, a lima de ferro. As pinturas aplicadas no corpo não são tatuagens nem decalques, nem são marcas étnicas ou símbolos rituais. É sua tradição decorar corpos e objetos por prazer estético e desafio criativo
GALLOIS, Dominique TilkinA proposta geral da publicação é responder as dúvidas mais freqüentes que surgem no dia-a-dia em relação à legislação que trata de áreas protegidas, sejam elas terras indígenas ou unidades de conservação. Por meio de perguntas e respostas buscou-se reunir informações que possam ser úteis para aquelas pessoas que vivem nessas áreas ou em seu entorno
PEREIRA, Luis FernandoTextos apresentados no VI Encontro de Arquivos Científicos, de 3 a 5 de setembro no Rio de Janeiro em 2013
Oliveira, Lucia Maria Velloso deAs diversas facetas de Darcy Ribeiro – inclusive a permanente, de um brasileiro apaixonado pelo seu país – estão à mostra em uma coleção com fragmentos de textos inéditos do antropólogo, que será lançada pela Editora UnB até o fim do mês. Confissões, desabafos e opiniões de um dos maiores intelectuais do país e fundador da Universidade de Brasília fazem parte da coleção Darcy no Bolso, que apresenta 10 livros em formato pocket com bastidores do pensamento e obra do gênio
RIBEIRO, Darcy, 1922-1997Livro contendo lendas da Amazônia
Araújo, Zeneida Lima deLivro contendo variados tipo de lendas e contos dos índios brasileiros
SILVA, Alberto da Costa eO Levantamento Histórico sobre os Índios Guarani Kaiwá representa publicação relevante para os Guarani-Kaiowa e Guarani-Ñandeva atuais do Mato Grosso do Sul que enfrentam sérios problemas fundiários. Coletânea de documentos que abarca o período entre os séculos XVII e XX e mapeia a história desses indígenas e da ocupação de seu território por colonos brancos – como era seu objetivo original
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brea