Rio de Janeiro
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A ideia da publicação surgiu durante as oficinas linguístico-pedagógicas realizadas na comunidade São Sebastião do Umari, no rio Tiquié, nos meses de junho e julho de 2012. O trabalho representa o resultado conjunto entre os pesquisadores e os falantes da língua Desano
Detalhe da buzina de rabo de tatu, o Hei hei, buzina do chefe kulina.
Coletivo KulinaRaimundo Kulina mostrando um hepiri. Hepiri é uma espécie de bacia, utilizada para guardar a macaxeira cozida, carne assada, peixe salgado, entre outros alimentos. Ele é feito da folha do murmuru, chamada em língua kulina za´ana nodi. É confeccionado pelas mulheres.
George MagaraiaHe´ihe´i (buzina de rabo de tatu) deixado na porta da casa de Zakade, aldeia Santa Júlia.
Coletivo KulinaDetalhe do cipó utilizado na confecção do hihiti. Em língua kulina é chamado ‘hihiti madoni’ .
Coletivo KulinaHihiti: Raimundo mostra como é tocado o hihiti. O Hihiti é uma espécie de rabeca de uma corda só que tem a boca como caixa acústica. Ele é tocado sobretudo nos mariris de rami, isto é, durante as sessões de bebida do cipó ayahuasca. O Hihiti canta acompanhando e sendo acompanhado dos tomadores da bebida alucinógena. Os Kulina possuem exímios tocadores deste instrumento e seu aprendizado, assim como o aprendizado dos cantos de rami, isto é, dos cantos de ayahuasca, está associado à ingestão repetidas vezes da bebida acompanhada de um mestre que leva o aprendiz a descobrir o seu canto e seu modo de tocar. (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Raimundo ríriti za. Ritiritinarali. Sapel karinarali).
George Magaraia