Rio de Janeiro
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Por que se matam os índios guaranis do Brasil? Para um psiquiatra, que significa o suicídio? E quando ele é epidêmico, circunscrito a uma etnia e a um momento particular da história dessa cultura? O "país dos buracos", mesmo entorpecido pela violência quotidiana e pelo vil mercadejar de todos os bens simbólicos, assiste perplexo ao auto-extermínio dos primeiros habitantes da Terra de Santa Cruz. Por que se matam? Que explicações são possíveis para o suicídio? Psiquiatria, sociologia, psicanálise. como entender o que leva os humanos a se matarem? Buscando lançar luz sobre o enigma da epidemia de suicídio entre os índios brasileiros, o autor, psiquiatra e psicanalista no Rio de Janeiro, realiza um dos mais importantes estudos de pesquisa social psiquiátrica em nosso país. O trabalho recebeu o prêmio anual (1997) da Associação Brasileira de Psiquiatria
LEVCOVITZ, SergioRapazes de Buaçu em excursão de caça ao rio Chandless fazem fogueira para preparar a janta. Eles utilizam um kakade (abano) para fazer o fogo.
Coletivo KulinaFamília da aldeia Maloca em acampamento de caça às margens do rio Chandless. As mulheres preparam uma refeição em uma fogueira na porta do tapiri. Elas utilizam o kakade (abano) para acender o fogo.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina explicaram que o kakade imeni, um tipo de abano grande, é chamado de ‘Warikoze phephe’, isto é, rabo de tatu. Ele também é confeccionado pelas mulheres, mas utilizado sobretudo pelos homens como técnica de caça ao tatu (tatu em língua kulina é warikoze). Abre-se o buraco do tatu, e se faz uma fogueira na beira do buraco. Então, com o ‘warikoze phephe’, o abano grande, abana-se a fumaça da fogueira para dentro do buraco, obrigando o tatu a sair.
George MagaraiaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina informaram que o kakade bedeni é um abano pequeno. Trata-se de um instrumento importante para a manutenção do fogo nas cozinhas. Confeccionado pelas mulheres e utilizado sobretudo por elas também, mas não apenas. É com o abano pequeno que as mulheres fazem vento para manter o fogo dos fornos ou fogueiras acesas, tanto para fazer as refeições, cozidas ou assadas, como também para se aquecer ao amanhecer. O kakade é feito da folha da palmeira aricuri, chamada em língua kulina ‘birihari’.
George MagaraiaKakade deixado ao lado de fogueira acesa, onde se assam peixes para comer, em acampamento de caça de família às margens do rio Chandless.
Coletivo KulinaJoão Mainari, da aldeia Santo Amaro, usa como adereçouma tiara de miçangas para ir a uma grande reunião da aldeia Santa Júlia. Não foi possível identificar os padrões desenhados na tiara.
Coletivo KulinaO trabalho foi muito além de um mero registro e é um exemplo do espírito e da metodologia com os quais deveriamos nos aproximar desta literatura oral indígena
SEKI, LucyEste livro traz o relato do viajante Jacques Arago sobre os costumes alimentícios de diversos povos 'exóticos' no século XIX, como os hotentotes, os cafres (dois grupos étnicos africanos), os patagônios, os gaúchos, os chineses e os papuas, entre outros. O autor não se restringe a falar das comidas, comentando a forma de adquirir e preparar os alimentos. É um texto fluente, instrutivo e divertido. Os hábitos alimentares são encarados - sem qualquer isenção de preconceitos e estereótipos - por um europeu moralista, fazendo com que a obra funcione também como o retrato de uma sociedade européia com dificuldades em entender a questão do 'outro' - principalmente quando ele come serpentes ou formigas
ARAGO, Jacques 1790-1885As diversas facetas de Darcy Ribeiro – inclusive a permanente, de um brasileiro apaixonado pelo seu país – estão à mostra em uma coleção com fragmentos de textos inéditos do antropólogo, que será lançada pela Editora UnB até o fim do mês. Confissões, desabafos e opiniões de um dos maiores intelectuais do país e fundador da Universidade de Brasília fazem parte da coleção Darcy no Bolso, que apresenta 10 livros em formato pocket com bastidores do pensamento e obra do gênio
RIBEIRO, Darcy, 1922-1997Embarcação mais antiga do mundo, com 30 mil anos de vida, "primeira fórmula consciente do navio dirigido por mão humana", a jangada navegou por todos os mares da antiguidade. Os povos marítimos a conheceram e a utilizaram como veículo de pesca e de heroísmos.; Os portugueses a encontraram na Índia, de onde transplantaram o termo para o Brasil. O veículo era de uso cotidiano do índio brasileiro (chamado de igapeba ou piperi), registrado e descrito por Pero Vaz de Caminha, em sua carta, com o nome de almadia
Cascudo, Luis da CamaraEsta norma determina o tipo de informação que poderia ser incluída em descrições de instituições com acervo arquivístico e fornece orientação sobre como tais descrições podem ser desenvolvidas em um sistema de descrição arquivística
CONSELHO Internacional de ArquivosA cartilha de letramento Karajá tem por objetivo atender a demanda dos professores Iny por material didático para o ensino da língua materna nas escolas das aldeias Karajá, podendo também ser instrumental no trabalho de revitalização da língua nas aldeias onde se constata quadro de perda linguística e cultural
A cartilha de letramento Karajá tem por objetivo atender a demanda dos professores Iny por material didático para o ensino da língua materna nas escolas das aldeias Karajá, podendo também ser instrumental no trabalho de revitalização da língua nas aldeias onde se constata quadro de perda linguística e cultural
No presente trabalho o autor examina a evolução do Brasil nos setores social, econômico e cultural. São três sínteses magistrais que compõem a verdadeira teoria da sociedade brasileira
SODRÉ, Nelson WerneckReportagem sobre a exposição "Ashaninka, o poder da beleza" realizada no Museu do Índio
Neste livro, o autor analisa as formas de contrabando nos territórios de fronteira das Américas portuguesa e espanhola, próximos ao rio da Prata, no período de 1760 e 1810.
GIL, Tiago Luis