Rio de Janeiro (Estado)
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A guerra dos tamoios é, antes de tudo, a história de um grupo de heróis. Negligenciados pelos livros e obscurecidos por nomes como os de Estácio de Sá e Villegagnon, os tamoios são exemplos de união em defesa da terra e de seus direitos; É também um registro do Rio de Janeiro antes da fundação da cidade de São Sebastião, seus tipos, suas práticas econômicas, sua vida social e política e do espírito de independência e amor à liberdade que permanece até hoje na alma carioca
QUINTILIANO, AyltonPensado inicialmente como um aporte didático, o livro ultrapassa essa limitação ao trazer um material original de pesquisa em arquivos realizada pela equipe do Programa de Estudos dos Povos Indígenas, da UERJ. O texto é curto porém contundente, buscando levantar questões e problemas quanto à presença indígena no Rio de Janeiro, entre os séculos XVI e XIX
FREIRE, José Ribamar BessaO livro oferece importante contribuição para o entendimento do universo dos Guarani-Mbyá, índios que começaram a adquirir maior visibilidade pelas lutas que travam para assegurar pequenas áreas de terra que lhes permitam manter, pelo menos, parte do seu modo de vida. O autor mostra com maestria a dignidade desses índios, destacando sua visão de mundo, sua cosmologia e suas representações étnicas
LITAIFF, AldoTrata sobre a degradação do ecossistema onde vivem as comunidades indígenas Guarani, o aleitamento materno, a prevalência de anemia, parasitose intestinal e infecção múltipla
SERAFIM, Maria das GraçasNessa narrativa os índios são personagens quase exclusivos dos primeiros capítulos da história, quando se fala dos primórdios da colonização. Para o olhar do europeu e da elite da jovem nação, os indígenas fazem parte de uma natureza a domar, integrando um seguimento inóspito do cenário, como o excessivo calor, os mosquitos, as cobras e animais peçonhentos. A riqueza e exuberancia daquela terra proveem de suas matas, de seus pássaros, de suas minas, não da grandeza dessas culturas ou do labor de seus primeiros habitantes. Mérito ou iniciativa própria, aos indígenas não se lhes atribui
ALMEIDA, Maria Regina Celestino deEm Meu Querido Canibal, Torres se debruça sobre a vida do líder indígena Cunhambebe para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira. Considerado o mais valente dos nativos que lutaram contra a escravidão ou morte proposta pelos colonizadores, Cunhambebe, que, presumivelmente, morreu entre 1554 e 1560, era o mais temido e adorado guerreiro índigena e sua vida acabou sendo envolta em mitos. O livro acompanha a criação, apogeu e massacre da Confederação dos Tamoios, a organização social das tribos, o modo de vida, a ligação com os piratas franceses, o papel ambíguo de Anchieta, as mentiras e trapaças dos conquistadores, a fundação sangrenta da cidade do Rio de Janeiro, entre muitos outros temas que não estão nos livros escolares
TORRES, AntônioA vida dos índios Guarani, seus mitos, costumes e visão de mundo estão reunidos em “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis”, traz textos de cientistas e de indígenas que atuam como educadores nas quatro aldeias da etnia na região da Costa Verde, interior do Rio de Janeiro; Segundo Dinah Guimaraens, o livro é resultado de uma pesquisa nas áreas de Antropologia Cultural e História da Arte realizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e pelo Solar Grandjean de Montigny, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis” reúne textos de pesquisadores como Lucieni Simão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e de Werá Dkekupé, Tobi Itaúna e Doethyró Tukano, que fazem parte de um grupo de oito indígenas que desde 1999 recebem bolsas da FAPERJ para atuarem como educadores bilingüe (Português/Guarani) e de cultura indígena para as crianças nas aldeias Guarani; “No passado, os antropólogos interpretavam a cultura indígena. Agora, os próprios integrantes é que falam pela etnia”, explica Dinah Guimarães. Segundo ela, o conceito de culturas vivas, presente no livro e no projeto do Museu de Arte e Origens, foi criado pelo pesquisador Mário Pedrosa, um crítico de arte socialista, que morreu no início da década de 1980; A língua Guarani, tornou-se um elemento de referência para outras etnias indígenas, que foram perdendo suas características ao longo do tempo. De acordo com a pesquisadora, o Brasil tem hoje cerca de 350 mil índios. Destes, 50 mil pertencem a diferentes aldeias Guarani, a maioria delas localizada nos estados do Sul e em Mato Grosso. O Rio de Janeiro reúne cerca de 600 guaranis, que vivem em quatro aldeias: Bracuí, próximo a Angra dos Reis; Paraty Mirim e Terra Indígena Rio Pequeno, nas imediações de Parati; e Araponga, próximo a Patrimônio; O Museu Nacional de Belas Artes abriga, em uma de suas galerias, o acervo do Museu de Arte e Origens com peças representativas das culturas indígena, africana e popular, além de imagens do inconsciente, arte moderna e contemporânea. Existe um projeto para a construção de uma sede própria para o Museu de Arte e Origens, em Parati
GUIMARÃES, Dinah (org)Discorre sobre a ocupação Guarani Mbiá no litoral do Brasil e adjacências com base na importAncia social e religiosa que este complexo territorial representa para o grupo. Realça o conteúdo crítido da idéia que os Mbiá tem de si mesmo e do mundo em que vivem
LADEIRA, Maria InêsObra rara e pouco conhecida, agora reeditada pelo Senado Federal, com tradução de Emmy Dodt e Gustavo Barroso, autor da apresentação. Trata-se, segundo Barroso, de larga descrição da vida social, política e militar do Rio de Janeiro e do Brasil, com um retrospecto dos acontecimentos ligados à Independência, no começo do século, de 1824 a 1826, feita com talento, cultura e bom gosto literário pelo ex-Tenente de Granadeiros Alemães do Exército Imperial
SCHLICHTHORST, CAborda a questão indígena na aldeia Araponga. Estudo comparativo entre a alfabetização realizada nas escolas bilíngüês do país e a realizada pela Escola Municipal Pico do Papagaio, onde crianças guaranis são alfabetizadas junto às crianças regionais
GASTÃO, Fátima de OliveiraSeu autor é um conhecido explorador e orientalista britânico, divulgador no Ocidente da célebre coletânea de contos "Mil e uma noites". Escrito em estilo vivo e empolgante, com fino senso de humor, este livro relata a viagem do autor do Rio de Janeiro a Morro Velho, em Minas Gerais, com ricas observações sobre os costumes, a arquitetura, o meio ambiente, a economia do Brasil do século XIX
BURTON, Richard FrancisInteressante trabalho sobre uma experiência educacional na escola indígena de uma comunidade Guarani no Rio de Janeiro. Confronta-se a memória oral com os registros escritos da história dos últimos 500 anos, mostrando as ricas possibilidades de diálogo entre formas diferentes de pensar a história. O livro traz depoimentos de alunos e professores indígenas, ilustrando os resultados da experiência, com destaque para o trabalho realizado com ilustrações
BORGES, Paulo Humberto Porto