Raça
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A luta da erva recupera as narrativas dos brasileiros expropriados com o processo de colonização do Oeste Catarinense. Traz os embates subjacentes do passado e do presente. Apresenta-se enquanto contra-história, por ser sineticamente opsta à História Oficial do colonizador. A contra-história dos brasileiros é silenciosa, subalterna, sem registros, sem marcos públicos, salvo aqueles da história feito corpo dos atores e depositária nos fragmentos da memória. É construida por homens comuns, nas ações do dia-a-dia. Neste caso, abriu-se espaço, para que a minoria étnica, os brasileiros, se expressasse, relatando as coisas comuns, matéria da qual todos somos feitos
RENK, ArleneEm A Persistência da Raça, além de interpretar os dois modelos de colonialismo adotados no Brasil? e suas seqüelas?, Fry fala da dor e da delícia de ser brasileiro, focalizando um dos temas mais candentes do mundo moderno: o racismo persistente. No livro estão reunidos onze ensaios sobre o tema? alguns esgotados em suas versões originais?, questionando dogmas, ortodoxias e verdades estabelecidas. Polêmico, mas não menos verdadeiro, o antropólogo recusa a idéia da "democracia racial" e não aprova o sistema de cotas para negros nas universidades. "As cotas introduziram pela primeira vez desde a declaração da republica a "raça" como figura jurídica", revela. Em seu lugar, ele propõe conceder essa dita "democracia" como um mito no sentido antropológico do termo, um ideal e uma maneira de pensar a sociedade em que a ascendência ou a aparência deveriam ser irrelevantes para a distribuição de direitos civis e de bens públicos; Dividido em duas partes, uma se lê a partir da África ¾ e reúne capítulos sobre as políticas coloniais portuguesa e britânica, o surgimento do segregacionismo inglês e a presença perturbadora do pensamento racializado autodepreciativo em uma pequena cidade de Moçambique. A outra parte se lê do Brasil, e focaliza as mudanças na "política racial", as implicações da adoção de uma taxonomia bipolar pelo Estado, o caso da "Cinderela Negra", a associação entre raça e programas de saúde, o debate sobre as cotas raciais e as implicações do critério de pobreza para a definição de quem pode pleiteá-las; No melhor estilo dos heróis fundadores da antropologia clássica, somos levados a olhar para as diferenças e, assim fazendo, duvidar da naturalidade com que a idéia de "raça" persiste com novas roupagens. A Persistência da Raça é uma contribuição fundamental para a antropologia contemporânea e para o debate sobre políticas de combate ao racismo hoje no Brasil. Leitura obrigatória, pelas certezas que questiona, as perplexidades que acende, os caminhos que mapeia
FRY, PeterRaça e assimilação (1932), um tratado antropológico de imensa repercussão e causou longas e eruditas polêmicas, principalmente porque, defendia a necessidade do caldeamento da raça negra, que julgava indispensável à integração do negro na sociedade universal, e Instituições políticas brasileiras
VIANNA, Francisco José de OliveiraRaça e assimilação (1932), um tratado antropológico de imensa repercussão e causou longas e eruditas polêmicas, principalmente porque, defendia a necessidade do caldeamento da raça negra, que julgava indispensável à integração do negro na sociedade universal, e Instituições políticas brasileiras
VIANNA, Francisco José de OliveiraA Obra citada é uma coletânea de ensaios produzidos por historiadores diversos, organizados em dois volumes pelo historiador Carlos Guilherme Mota, os quais tratam sobre diversos aspectos e períodos da História. No capítulo "Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência", que faz parte do primeiro volume, o historiador Kenneth Maxwell, discorre sobre a Independência do Brasil no contexto comparativo atlântico. Na primeira parte do texto, o autor trata sobre os aspectos e pressupostos que envolvem a emancipação de uma nova nação, os quais são: a democratização da política interna - a manifestação da expressão popular; o reconhecimento do novo status de nação por outras nações, o que naturalmente segundo ele, é de fundamental importância na história de sua identidade como nação independente; a assinatura de um tratado internacional com a antiga metrópole e outras obrigações e decisões comuns a uma nação emancipada, o que para ele, se constituem em temas fascinantes para a investigação histórica
MOTA, Carlos Guilherme (Org)