Nos fundos da varanda repleta de cascas de mandioca e de mandiocas descascadas, mulher de Bené entorna a água de uma lata em uma panela para cozinhar o koiza. João Onima narra a cena. Uma adolescente chega para ajudá-la.
João Onima KulinaProdocult
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Mulher de Zakaria tira o pelo de um porco, que servirá para o jantar.
Benjamim KulinaRira conversa, Joaquim faz anotações, Kubiu e Zakaria fazem os furos, queimando, das flautas totore. Komizi pede o gravador. As mulheres, moças e meninas estão amontoando a varanda. Elas começam a bater com paus na varanda e a cantar o Doshe´e. Joaquim registra com o gravador de voz. Doshe´e é uma rito kulina: as mulheres mandam os homens irem pescar (ou caçar) afirmando que estão com fome. Elas vão de casa em casa em toda a aldeia. Batem com paus nas paredes da casa, cantando o canto de Doshe´e que em geral fala que estão com fome e que os homens devem ir para uma pescaria (ou caçada) coletiva. Um dos cantos de Doshe´e é o canto do tsabira - que remete a um mito em que homens ariranha (tsabira) trazem muitos peixes para as mulheres humanas em troca de sexo. As mulheres traem os maridos, mas trazem muita comida para casa. Isto em um tempo em que os homens ainda não sabiam pescar.
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Coletivo KrahôAldeia Pequiá, um grupo de mulheres conversa entre si
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, mulher e filho sentada
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, um grupo de mulheres amamenta seus filhos e conversa entre si
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, Pahiabi com filho sentada
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, mulheres e filhos conversam
Pedro Vaz FelizesVerão; Aldeia Flechal; mulheres amamentam filhos
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, Oabai sentada
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, Pahiabi com filho sentada
Pedro Vaz FelizesMulheres amamentam
Pedro Vaz FelizesAldeia Pequiá, mulheres amamenta seu filho
Pedro Vaz FelizesAldeia Capixaba, mulheres se reúnem no final do dia
Pedro Vaz FelizesMães e filhas no barco da FUNAI
Pedro Vaz Felizesmães e filhos no barco da FUNAI
Pedro Vaz FelizesMulheres amassando mandioca para o Koiza.
João Onima KulinaMeninas jogam a mandioca cozida e amassada no bote. Ouvem-se mulheres cantando.
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Coletivo KrahôNa imagem pudemos ver as mulheres arrancando mandioca na roça. Usando suas técnicas milenares, do cuidar das manivas, de como deve ser feito, sempre usando métodos próprio. Fazendo fogo, capinando e fazendo replantio novamente.
Francineia Bitencourt FontesMulheres arrastam homens e meninos para dar mais paneladas de koiza. Um rapaz brinca com uma menina no terreiro. Alguns homens continuam vomitando.
João Onima KulinaMoças e mulheres assistem ao caos que se instala no terreiro, encostadas em uma varanda.
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Coletivo KrahôIni Maua se balança em um rede em uma outra varanda.
João Onima KulinaMulheres brincam encenando um queixada doente, deitado. Uma mulher (Marohe) o abana enquanto o queixada (Haniha) ataca as pessoas em volta, urra, e se aproxima. Ele olha o outro no chão e volta. Ele se aproxima e uma mulher oferece rapé para ele. Ele finalmente aceita, cheira e então morde a mão da mulher. Todos riem. O kohana se aproxima, depois de receber a bebida imaginária, e então chupa o doente no chão. Maria explica que está curando. Depois o kohana faz o vômito (como os azaba que vem até a aldeia para curar). Durante a encenação, as mulheres continuam confeccionam seus adereços. Uma menina faz uma perneira de folha verde de banana. Ele chupa mais uma vez o doente e volta para trás. As mulheres riem da tradução do tsina para o português: rapé. A moça que veio oferecer o tsina para o kohana é ou foi casada com um ribeirinho não indígena e se confundiu, falando rapé ao invés de tsina.
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Coletivo KrahôMulheres cantam e dançam em formação de manada entrando pela rua de trás da aldeia, aos fundos do campo de futebol. A frente da manada, vem Haniha urrando e caminhando estranhamente. A manada vem caminhando e cantando.
Maria Yndera Waidor KulinaMulheres, moças e meninas cantam e dançam em roda na entrada da aldeia, nos fundos do campo de futebol. Dentro da roda, Haniha brinca pulando e urrando como queixada, preso na roda. Ela avança sobre as mulheres nas laterais.
Maria Yndera Waidor KulinaAs mulheres cantam e dançam em roda no terreiro da aldeia. Ao fundo o bote de cerveja e atrás deles, passa o grupo de homens, também cantando e dançando, em formação de manada.
João Onima KulinaMoças trazem lenha para a fogueira que cozinha o Koiza.
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Coletivo KrahôVárias mulheres e moças atravessam o terreiro carregando bacias. João Onima faz uma narração que provoca risos no grupos de moças e mulheres.
João Onima KulinaMulheres chegando no local da oficina.
Participantes: Diversos
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Coletivo KrahôMulheres agachadas arrancando macaxeira em seu roçado e enchendo os seus shapotos.
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Coletivo KrahôMulheres com panelas pelo terreiro oferecendo koiza aos homens. Ubiraci vomita e ri.
João Onima KulinaAs mulheres começam a deixar as panelas e se reunem no terreiro. Os homens continuam vomitando nas extremidades do terreiro. Algumas meninas devolvem koiza para o bote. As mulheres começam a chamar as outras mulheres: Venham!
João Onima KulinaMulheres confeccionam adereços de virilha e de cabeça com as folhas verdes da bananeira. Filha de Siko usa um adereço de cabeça interesantíssimo, feito com as folhas maduras da bananeira. Na virilha ela usa um adereço com folhas verdes de bananeira. Também usa uma perneira feita com a folha verde da bananeira. Ruziniha confecciona um adereço de virilha com folha madura (velha) de bananeira.
Maria Yndera Waidor KulinaMulheres confeccionam adereços com a folha verde de bananeira
Maria Yndera Waidor KulinaMulheres confeccinam adereços de cabeça e virilha com as folhas verdes de bananeira.
Maria Yndera Waidor KulinaMulheres confeccionando adereços no meio do roçado de bananas. Hadoma com criança a tiracolo faz um adereço com folha verde de bananeira. Rihane confecciona um adereço bem próximo à câmera para que possamos ver o que fazem com a folha da bananeira. Rihane reclama que não está ouvindo nenhum hohori cantando. Waiça concorda. De repeten, Haniha ataca as duas brincando de hizama (queixada). Elas riem. Haniha ataca novamente Rihane. Maria explica que se trata de um queixada. Haniha sai andando esquisito e atacando as mulheres, sem ou com crianças a tiracolo. Gritarias e gargalhadas se multiplicam. Marohe e Ruziniha passam, tomando o caminho. Marohe está com um adereço na virilha feito de folhas velhas de bananeira. Maria explica.
Maria Yndera Waidor KulinaMulheres confeccionam adereços com a folha verde da bananeira: saias e adereços de cabeça.
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Coletivo KrahôAs mulheres cantam e dançam em roda no centro do terreiro. O grupo de homens cantam e dançam, em formação de manada e circulam a roda de mulheres. Ao fundo, descansa o bote de cerveja. De repente o grupo de homens interrompe seu movimento circular e começa a ir para frente e para trás, interrompendo assim também a roda de mulheres que se abre. Os homens continuam em formação de manada. O grupo de mulheres se posiciona em formação de círculo aberto, como uma rede ou armadilha. Elas também dançam para frente e para trás, em direção à manada de homens. A manada de homens ameaça romper a linha de mulheres. A linha de mulheres ameaça abraçar e capturar a manada de homens - sempre dançando e cantando.
João Onima KulinaMarohe, depois Ruziniha, depois outra mulher, dão as panelas cheias para Omina beber.
João Onima KulinaAs mulheres dão paneladas de koiza para os homens e eles já começam a vomitar para esvaziar a barriga. Jorge Namari ajeita o bastão contra a barriga, para forçar o vômito.
João Onima KulinaLabel original: 00510.MTS
Coletivo Krahô