Mitologia indígena
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Nessa antologia o autor reuniu os mitos - histórias dos deuses, do mundo e dos homens. Destaca-se a linguagem de um desejo supra-humanidade, desejo de uma linguagem próxima daquela dos deuses - os sábios guaranis souberam inventar o esplendor solar das palavras dignas de serem dirigidas somente aos divinos
CLASTRES, PierreAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
VAINFAS, RonaldoOs mitos heróicos ocupam posição de destaque no conjunto das tradições culturais de muitas nações indígenas sul-americanas, ao exercerem a função primordial de exprimir o “valor social” da cultura do grupo e também de legitimar o padrão de comportamento tribal, os parâmetros morais e as instituições fundamentais da sociedade, além de fornecer aos membros do grupo o senso de unidade e de oposição a outros grupos. Ao lado da reflexão teórica, este estudo pioneiro detalha a análise do papel do herói-civilizador na vida religiosa e nos surtos messiânicos dos apapokúva-guarani, da presença do herói mítico entre os kaduvéo, e das relações entre a mitologia e o sistema de vida de outros povos, tais como os kaigáng, os borôro e os mundurukú
SCHADEN, Egon (1913-1991)Esta coletânea de narrativas míticas é o segundo volume da coleção "Narradores Indígenas do Rio Negro. Memória, Identidade, Patrimônio cultural e Perspectivas para o futuro" lançada pela FORIN no seu programa de resgate e de revigoração da cultura tradicional dos vários povos que moram na região do rio Negro
Diakuru (Américo Castro Fernandes)O livro conta a história de dois alimentos que os Kaxinawá cultivam em seus roçados: o milho e a batata doce
Camargo, Eliane (Organizadora)Este livro, escrito por um dos melhores etnólogos modernos, é uma obrigação para os especialistas, assim como leitores em geral interessados em obter uma visão profunda da cosmologia de índios da Amazônia. It provides the reader with a model for symbolic interpretation of rituals, myths, deities, astronomical cycles and everyday life aspects of the Desana, an ethnic indigenous group that lives near the Colombian Vaupés River. Ele oferece ao leitor um modelo de interpretação simbólica de rituais, mitos, deuses, ciclos astronômicos e aspectos da vida cotidiana do Desana, um grupo étnico indígena que vive perto do rio Vaupés colombiano. The author uses a linguistic approach to analyze the detailed interviews with his informants, who are acculturated shamans, whom describe to minimum detail the symbolic meaning of their spiritual and material culture. O autor usa uma abordagem lingüística para analisar as entrevistas detalhadas com seus informantes, que são aculturados xamãs, que descrevem a mínimos detalhes o significado simbólico de sua cultura material e espiritual. The index is very useful for research of particular themes. O índice é muito útil para a pesquisa de temas específicos
REICHEL-DOLMATOFF, GEm Lendas do índio brasileiro Alberto da Costa e Silva, reuniu algumas das mais belas e significativas narrativas dos nossos índios. Histórias puras e incomparáveis, que inspiraram escritores como Mário de Andrade e Rual Bopp, e continuam a nos inspirar com sua riqueza e magia
SILVA, Alberto da Costa eReunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a idéia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamentam-se na teoria da servidão voluntária de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial. Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (anti-stalinista e pós-marxista). Do mesmo autor, nesta editora, veja A Sociedade contra o Estado
CLASTRES, PierreO livro oferece importante contribuição para o entendimento do universo dos Guarani-Mbyá, índios que começaram a adquirir maior visibilidade pelas lutas que travam para assegurar pequenas áreas de terra que lhes permitam manter, pelo menos, parte do seu modo de vida. O autor mostra com maestria a dignidade desses índios, destacando sua visão de mundo, sua cosmologia e suas representações étnicas
LITAIFF, AldoRoberto da Matta comenta o mito Aukê, que aborda o surgimento do homem branco sobre o ponto de vista indígena. Relato do mito com cenas de desenhos Krahô recolhidos por Júlio Cesar Melatti. Durante o relato comentado do próprio antrópologo há a inserção d
CALDEIRA, OswaldoFolheto sobre a mitologia do povo indígena Terena
Cunha, Fátima Cristina Duarte Ferreira (Organizadora)O livro é uma adaptação da história da "Katxêkwy", mito Krahô que conta o início da agricultura deste povo
Esta dissertação tem como objetivo inter-relacionar duas imagens da socialidade tomadas a partir de diferentes materiais bibliográficos referentes aos povos indígenas que habitam a região Norte da América do Sul, área da Guiana
FRANÇA, Luciana Barroso CostaTrata-se de livro da coleção Narradores Indígenas, publicada pela Foirn, que reúne narrativas míticas e histórias do povo Tukano, especificamente do grupo Hausirõ Porã, que habita o Médio Rio Tiquié, onde se localiza o povoado atual de São José I. Essas narrativas são transmitidas oralmente de geração para geração. Os narradores são Ñahuri (Miguel Azevedo) e seu filho Kumarõ (Antenor Nascimento Azevedo). Várias histórias foram manuscritas e outras gravadas em fitas cassete. O antropólogo Aloísio Cabalzar do ISA foi convidado a colaborar na edição e revisão do livro. Os autores também revisaram e produziram nova versão, que foi lida por Dominique Bouchillet e Flora Cabalzar. Ambas sugeriram melhorias incorporadas ao texto, que foi finalmente lido e revisado pelos autores.
Sua contribuição é fundamental para o estudo dos povos indígenas da Amazônia, seus mitos e suas lendas. Suas observações e relatos de viagem constituem uma importante fonte para a antropologia, a etnologia e a história indígena. Os mitos transcritos por Koch-Grunberg também foram utilizados por Mário de Andrade no seu Macunaíma – o herói sem nenhum caráter (1928), que transcreveu, às vezes literalmente, as narrativas registradas pelo etnólogo ao narrar muitos dos episódios vividos por Macunaíma e por outros personagens desse romance marco do modernismo brasileiro
KOCH-GRÜNBERG, Theodor