O choque entre os dois povos exigiu uma série de adaptações por parte dos índios. Gruzinski analisa, por exemplo, os deslocamentos na composição e na forma dos pictogramas, e também o progressivo aparecimento da paisagem de fundo e da escrita alfabética nos mapas indígenas, marcando a gradual assimilação da representação ocidental de espaço; Outras fontes já conhecidas são iluminadas por nova perspectiva. É o caso dos questionários aplicados pela administração espanhola na colônia. Gruzinski mostra, na própria formulação das perguntas, como os índios eram obrigados a rever suas concepções segundo critérios alheios; Por meio de investigações como essas, o leitor descobre como os índios se submetiam às expectativas espanholas. E percebe que não apenas os índios mudavam nesse processo: também os espanhóis se tornavam "outros" ao recorrer a xamãs indígenas e ao tentar compreender o que diziam seus interlocutores. O mundo colonial mexicano é, assim, restaurado em seus aspectos mais sutis e, do ponto de vista das culturas indígenas sob domínio espanhol, mais fundamentais
GRUZINSKI, SergeMéxico
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Este livro tem por fim trazer a público o testemunho dos sobreviventes das tres grandes civilizações pré-hispânicas - Asteca, Maia e Quéchua (Inca)sobre a conquista espanhola em terras americanas
LEON-PORTILLA, MiguelQuarto volume de uma série de obras dedicadas à investigação do imaginário colonial, este livro tem como foco central as imagens - pensadas como instrumentos fundamentais de dominação. A guerra das imagens - no palco do México colonial - eclode no século XV, com a chegada de Colombo, e se estende pelos séculos seguintes, mobilizando diversos atores - europeus, índios, mestiços, entre outros - e distintas estratégias de domínio. Uma profusão de imagens chega ao México com os primeiros europeus, na tentativa de impor uma nova ordem visual e de monopolizar a representação do sagrado. É nesse momento de difusão do catolicismo e de ascensão da autoridade espiscopal que se desenvolve um grande conjunto de imagens barrocas - imagens religiosas convencionais, mas que incorporam elementos de devoção popular. Além de examinar os códigos visuais impostos pelos colonizadores e a recepção das imagens cristãs por índios e mestiços, a análise reflete sobre as reverberações da imagística colonial na guerra de Independência, no México pós-revolucionário - representado pelo muralismo pictórico - e, modernamente, na expansão da televisão comercial mexicana
GRUZINSKI, SergeEste trabalho é uma análise do papel das instituiçOes multilaterais e bilaterais de cooperação para o desenvolvimento na territorialização e desterritorialização das políticas indigenistas na América Latina
VERDUM, RicardoEsta obra compõe-se de dois ensaios que tratam de movimento indigenista, movimento indígena e cidadania na América Latina, com ênfase no Brasil e no México. No primeiro texto a autora procura mostrar a emergência dos movimentos indígenas na América Latina, fazendo uma distinção entre indigenismo e movimento indígena. No segundo texto, o autor parte da noção de cidadania para discutir o status social e jurídico dos indígenas no Brasil. Para tanto, retoma debates políticos e intelectuais, sobretudo após a independência do país, chegando até o período de elaboração da Constituição Federal de 1988
ROCHA, Leandro MendesMostra as diversas faces do processo de legitimação social e jurídica que tem passado os indígenas da medicina tradicional. Documenta as relaçOes assimétricas entre a medicina indígena e a ocidental
CAMPOS NAVARRO, RobertoDocumento elaborado pela Dirección para el Desarrollo y Fortalecimiento de Lenguas Indigenas de la Dirección General de Educación Indígena que estabelece as diretrizes básicas para a educação da língua indígena no México. São especificados os propósitos, enfoques, conteúdos e parâmetros didáticos e linguísticos necessários para o ensino da língua indígena