Marohe, Ruziniha, Haniha, Renato, Tauana, Tsamo, Noida são as mulheres sentadas em cima do bote que mexem o Koiza e cantam. João Onima narra os nomes destas mulheres e explica o que estão fazendo. Mais adiante, uma casa com muitas pessoas, que descansam.
Sans titreMadihá
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Jorge Namari vestido com saia de zikhi e Tsauri vestido com chapéu de miolo de aricuri se aproximam do terreiro. Eles assistem cada um em seu celular a gravações feitas na noite anterior, quando dançaram até o amanhecer. João Onima comenta.
Sans titreMaria Ydera limpa panela. João Onima comenta.
Sans titreRapazes brincam ao lado da casa de Siko. Eles estão adornados e pintados para o Koiza. João Onima explica a brincadeira.
Sans titreRoda de homens, todos pintados e com belos adereços de cabeça e saias e com bastões também adereçados. Eles organizam uma roda só de homens, na entrada da aldeia, no fundo do campo. Dançam e cantam. João Onima narra e comenta.
Sans titreGrupo de homens adornados e pintados para o ritual caminha pela aldeia e conversa, mas permanece em posição. A primeira fila permanece de braços dados, todos carregando seus bastões. As crianças acompanham, também adornadas.
Sans titreAs mulheres cantam e dançam em roda no centro do terreiro. O grupo de homens cantam e dançam, em formação de manada e circulam a roda de mulheres. Ao fundo, descansa o bote de cerveja. De repente o grupo de homens interrompe seu movimento circular e começa a ir para frente e para trás, interrompendo assim também a roda de mulheres que se abre. Os homens continuam em formação de manada. O grupo de mulheres se posiciona em formação de círculo aberto, como uma rede ou armadilha. Elas também dançam para frente e para trás, em direção à manada de homens. A manada de homens ameaça romper a linha de mulheres. A linha de mulheres ameaça abraçar e capturar a manada de homens - sempre dançando e cantando.
Sans titreMulheres e meninas correm para buscar panelas e potes. Uma moça filma no celular. O grupo de homens passa, cantando e dançando, atrás da moça com celular. Ouve-se o canto das mulheres na direção que filma o celular da moça. A roda de mulheres se formou novamente e a manada de homens a circunda. A roda se abre encontrando a manada que se volta para ela.
Sans titreBote com mulheres e crianças a sua volta. A roda de mulheres, que continuam cantando e dançando, está semi-aberta. A manada de homens a circula, também cantando e dançando. Jorge Namari filma com celular, de dentro da manada enquanto canta e dança. A manada atravessa a imagem. Atrás dela, vem Zakade e a única menina que a acompanha, Najara, a filha de Zakade. Enquanto a linha de mulheres se abre, a manada de homens a circula. Uma moça filma tudo de fora e um rapaz filma de frente para a linha de mulheres, ambos com celulares. As mulheres agora cantam e dançam dentro da linha, mas com panelinhas penduradas em seus braços. A manada de homens se defronta novamente com a linha de mulheres. Muitas mulheres abandonam a linha para ir até o bote encher suas panelas com cerveja. Enquanto isso, a manada de homens tenta se desvenciliar, mas alguns homens já são capturadas por mulheres com panelas cheias de koiza que lhes oferecem e eles bebem. Cada homem bebe a panela inteira de koiza, e depois outra mulher lhe apresenta mais uma panela cheia e outra e outra. A manada de homens continua dançando e cantando. As mulheres com suas panelas já cheias de koiza vão em sua direção para capturar mais homens para beber o koiza. A manada, já vem diminuida, foge.
Sans titreMeninas se juntam em meninos que estão sentados em banco para lhes dar paneladas de koiza para beber. João Onima mostra o rio.
Sans titreJorge Namari vomita com força tentando acertar grupo de meninas que passa. As mulheres voltam e buscam mais koiza para obrigarem os homens a beber. Marohe e Ruziniha passam com duas panelas grandes de koiza.
Sans titreHomens rescostados em seus bastões de vomitar em volta do terreiro. As mulheres vão de um lado a outro oferecendo suas panelas cheias de koiza para os homens beberem.
Sans titreMulheres se reunem e, de braços dados, vão embora do terreiro.
Sans titreMulheres em formação de manada dançam e cantam, deixando a aldeia. O canto delas fala de 'Kohana', que é o nome dado aos espíritos-queixadas. Elas estão pintadas e usam seus colares de miçangas mais bonitos. Maria narra e faz comentários. Maria corre e faz uma imagem de frente do mesmo grupo, cantando e dançando em formação de manada, com os braços dados. Haniha organiza.
Sans titreMulheres colhem hastes de uma planta, para adereço ou bastão, no meio da varação para o mato. Maria explica o que elas estão fazendo e o nome da planta que vão usar. As mulheres seguem na varação.
Sans titreMeninas pegam folhas de bananeira para confeccionar adereços. Maria explica o que estão pegando e o que vão fazer (bare phane). As mulheres confeccionam adereços com as folhas de bananeira, as folhas recolhidas mais cedo e outros materiais da mata. Rihane, com menina pendurada a tiracolo, corta uma folha de bananeira para produzir um adereço. Hadoma e outras mulheres também.
Sans titreAs mulheres cortam as folhas de bananeira com os dentes. Já começam a aparecer algumas saias feitas com folhas verdes de bananeira. Haniha coloca um talo na boca e imita um queixada. Faz sons muito parecidos com os dos queixadas. Ela corre atrás das mulheres, gritando como queixada. MAria comenta. O queixada urra e corre atrás de algumas mulheres durante algum tempo. Finalmente ele cai no chão e rola. Ruziniha volta e com o terçado finge que vai bater na cabeça do hizama (queixada) deitado no chão. Outra mulher se aproxima e começa a morder o hizama. O hizama se levanta e corre atrás dela.
Sans titreMulheres confeccionam adereços de virilha e de cabeça com as folhas verdes da bananeira. Filha de Siko usa um adereço de cabeça interesantíssimo, feito com as folhas maduras da bananeira. Na virilha ela usa um adereço com folhas verdes de bananeira. Também usa uma perneira feita com a folha verde da bananeira. Ruziniha confecciona um adereço de virilha com folha madura (velha) de bananeira.
Sans titreO grupo de mulheres se aproxima da aldeia pela varação. Algumas mulheres cantam. À frente Haniha chega com o andar diferente e urrando como queixada. Em seguida, várias mulheres e crianças cantam o canto do kohana: Os kohana estão entrando. Elas chegam em fila, pela varação.
Sans titreMulheres se organizam em roda para cantar e dançar na entrada da aldeia, nos fundos do campo de futebol.
Sans titreMulheres cantam e dançam em formação de manada entrando pela rua de trás da aldeia, aos fundos do campo de futebol. A frente da manada, vem Haniha urrando e caminhando estranhamente. A manada vem caminhando e cantando.
Sans titreGrupo de mulheres atravessa o bihini. Elas vem caminhando e cantando. Ouve-se uma buzina hohori. Maria narra e comenta.
Sans titreHomens oferecem paneladas de koiza para as mulheres. Muitas mulheres já estão completamente ensopadas de koiza. E os homens também. O chão do terreiro já se encontra bastante molhado. Homem joga koiza na cabeça de mulher sentada e depois dá para ela beber. Ao longe, uma menina se entorna um balde de koiza e depois joga no menino que estavam dando para ela. Outros homens dão koiza para mulheres sentadas no banco. Maria narra e comenta. Alguns meninos molham o chão do terreiro com koiza. Homens ainda buscam as mulheres na periferia do terreiro para dar-lhes koiza. Eles passam com panelas de um lado para o outro em busca de mulheres para obrigar a beber. Algumas meninas tentam fugir, mas são seguradas pelos cabelos e obrigadas a tomar. Elas tomam se divertindo. O chão perto do bote já está bastante enlameado de koiza.
Sans titreHomens reabastecendo suas panelas de koiza no bote. Algumas mulheres cospem ou vomitam a bebida. Muita bebida é jogada, seja no chão, seja nas mulheres.
Sans titreMeninos molham o chão com koiza. Meninos jogam koiza nas meninas. Em vingança, meninas pegam alguns rapazes e atolam na lama. Além disso, pegam lama no chão e esfregam em seus cabelos e rostos. Os rapazes começam a buscam meninas que estão fora e trazer para jogá-las na lama. As meninas então saem na captura de rapazes para jogá-los na lama. Homens e mulheres se jogando e chafurdando na lama. HIzama (queixadas), brincam os Kulina. Alguns homens ainda procuram mulheres para dar bebida.
Sans titreDois homens dão koiza para uma mulher, que já está completamente enlameada de koiza. Várias mulheres enlameadas.
Sans titreMuita gente marrom de lama chafurda na lama de koiza. Meninos de cima do bote jogam koiza nas pessoas e no chão. Vira uma verdadeira luta de queixadas enlameados. Homens e mulheres esfregando o sexo oposto no chão enlameado.
Sans titreHomens, rapazes, moças e meninas chafurdam na lama, enquanto outros jogam mais koiza para aumentá-la.
Sans titreImagem das pessoas se lambuzando na lama, bem de perto. Algumas mulheres levantam da confusão com o rosto cheio de lama, tapando inclusive a vista.
Sans titreGrupo se diverte na lama. Luta na lama.
Sans titreHomens arrastam o bote no último trecho, menos íngreme, até o rio. As pessoas começam a descer para o rio para se banhar e tirar a lama de cada pedacinho do corpo.
Sans titreAglomeração de mulheres no pequeno patamar do lado de fora da casa de Zakade, esperando para receber as miçangas.
Sans titreJoão Ikobo nos leva até Zohari Kulina, que pula nele e o abraça. Ikobo desamarra o macaco.
Sans titreMulheres agachadas arrancando macaxeira em seu roçado e enchendo os seus shapotos.
Sans titreKomizi busca mais zumi para fazer as flautas. É preciso escolher pedaços de taboca na largura e tamanho corretos e também devidamente maduros.
Sans titreKomizi corta taboca para fazer a flauta.
Sans titreO buraco do Boborara.
Sans titreKomizi continua, com a faca, a acertar a flauta. Ele olha para ver se está correta a envergadura.
Sans titreDetalhe do artesão esculpindo os furos da flauta.
Sans titreJoaquim mede a cabeça de Komizi para confecção, a seu pedido, de um chapéu de azaba.
Sans titreJoaquim prepara um chapéu, enquanto Komizi continua seu trabalho na flauta.
Sans titreKomizi experimenta o som da flauta e continua sua confecção. Benjamim faz um comentário sobre o Boborara. Joaquim continua a confecção do chapéu, enquanto Komizi volta a experimentar a flauta. Finalmente, Joaquim coloca o chapéu na cabeça de Komizi, que toca a flauta.
Sans titreKomizi conta como seu koko Doho, o mesmo que o iniciou no xamanismo, o ensinou a fazer e tocar o Boborara.
Sans titreKomizi narra a estória de como seu koko Doho e depois outros dois pajés o iniciaram como xamã zupinehe.
Sans titreKomizi faz os furos da nova flauta enquanto canta. Ele faz a decoração do Boborara, enquanto canta.
Sans titreKomizi ajeita a nova flauta para experimentar seu som. Ele toca a flauta. Ao final, ele fala alguma coisa e pega novo pedaço de zumi para começar nova produção.
Sans titreBenjamim, pintado, sem camisa, tenta tocar a flauta Boborara.
Sans titreKomizi brincando com pesquisador responsável. Depois ele, com a flauta na mão, chama alguém para vir dançar e tocar com ele. Ninguém aparece e ele busca um olho da folha de bananeira. Ele bate, brincando, com o olho da folha de bananeira falando que é para tirar a preguiça. Então, dançam ele e o pesquisador responsável pelo projeto. Benjamim faz um comentário.
Sans titreImagem do kathapare já cortado no chão. Ele é um pau fino e mediano, muito espinhento. Benjamim explica do que se trata enquanto filma.
Sans titreDetalhe de Zakaria cortando o kathapare para fabricação dos arcos. Ele tira fatias externas do pau, com o que fabricará os arcos. Os homens conversam sobre onde encontrar o madoni, isto é, a corda do arco.
Sans titreZakaria tira a polpa do arco e avalia se já está fino o suficiente. Atrás Kubiu afia o terçado. Zakaria torce o arco para ver se já está com envergadura correta.
Sans titreZakaria esculpe o arco Hihiti, já no acabamento do arco. Também continua tirando a polpa de um dos arcos. E afia o terçado.
Sans titreKubiu esculpe o arco, tirando a polpa. Ele usa belos colares de miçanga, uma bandoleira de algodão e um chapéu, também de algodão.
Sans titreKubiu esculpe o arco do Hihiti enquanto narra estórias sobre o Hihiti - fala dos tempos do centro. Da mata ouvimos barulhos fortes de bichos, pássaros e outros barulhos. Komizi está sumido. Ele fala também um pouco sobre as sessões de ayahuasca, ocasiões preferenciais em que o Hihiti é tocado, e dos poderes da ayahuasca, de cura de zama kuma, etc.
Sans titreKubiu com um arco quase pronto na mão canta cantos de rami. Muito belos e fortes os cantos de rami. Joaquim entra no quadro e coloca o gravador de voz perto do rosto de Kubiu. Em determinado ponto, ouvimos ao fundo do canto de Kubiu, os sons da flauta Boborara de Komizi. Ele continua esculpindo o arco enquanto canta.
Sans titreEnquanto Zakaria (ou Kubiu) cantam um canto de rami (ayahuasca), Komizi me convida para uma brincadeira-dança.Enquanto Zakaria canta e esculpe o arco, nós dançamos. Joaquim está no quadro, gravando com o gravador de voz o canto de Zakaria. Komizi ri. Faz-se uma pausa para tomar rapé.
Sans titreDetalhe da bananeira remendada, depois de ser pisada durante a dança no meio do roçado novo de bananas. Benjamim narra que um queixada pisou nas bananeiras do roçado de Maria.
Sans titreCanoa com homem e mulher, de varejão, pescando no lago. Benjamim narra um comentário - sobre o chapéu do remador.
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