Madihá
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Mulheres entregando os saquinhos ou canecos ou potes para Kubiu, que as enche com as miçangas da cabaça.
UntitledKubiu e Komizi distribuem as miçangas para as mulheres, moças e meninas. A cabaça já está no fim.
UntitledJoão Ikobo, o especialista no Teteko, reco-reco de casco de jabuti, expliac o que vamos fazer durante a criação do Teteko. Ele tem um jabuti vivo nas mãos, com cujo casco ele fará o Teteko.
UntitledJoão Ikobo tira o resto de carne de jabuti de dentro do casco e explica como fará para acabar a limpeza do casco.
UntitledJoão Ikobo limpando com a faca a carne do casco do jabuti. Komizi está sentado um pouco acima de João, na beirada da cozinha. Komizi apresenta Zohari Kulina, o macaco-preto (macaco aranha) adotado pela família de João Ikobo.
UntitledIkobo e Komizi falam de Zohari. Ikobo e Zupira contam que vão fazer um colar para Zohari.
UntitledDetalhe de flauta sendo esculpida com terçado.Komizi assovia o canto que estava cantando antes.
UntitledKomizi acerta a casca do zumi para a flauta boborara. Ele assovia o canto que estava anteriormente cantando. Através do assovio, percebemos que o canto é exatamente igual ao canto da flauta.
UntitledKomizi avalia o buraco da flauta com os olhos, enquanto assovia o canto de Boborara.
UntitledDetalhe de Komizi marcando, com a faca, e fazendo os furos dos dedos da flauta.
UntitledKomizi e a equipe riem de algo que Komizi fala. Depois ele continua a decoração da flauta.
UntitledDetalhe do trabalho de decoração da flauta. Com a faca, Komizi desenha na pele da flauta.
UntitledAproximando de um grupo de jovens aprendendo a tocar a flauta Boborara no meio do mato, em um velho roçado de bananas.
UntitledZakaria, com rapé sob os lábios, nomeia todo o grupo que seguirá com ele. Ele informa que vamos longe, em caminhada demorada, para buscar os materiais necessários para a criação do Hihiti, o arco de boca.
UntitledZakaria, ao lado de Komizi, explica que vamos tomar aquele caminho para encontrar a madeira para fazer o arco. Explica ainda que mais tarde, iremos tomar o outro caminho em busca de um outro material para o Hihiti.
UntitledZakaria corta três ou quatro pedaços para fazer os Hihiti e deixa o resto no mato.
UntitledGrupo chega no roçado e Zakaria escolhe um lugar em que começa a fabricação do tsitsite bedeni (arco pequeno), como os Madiha chamam o arco do Hihiti.
UntitledZakaria esculpe um arco de Hihiti, sempre avaliando se já está na grossura certa.
UntitledDetalhe de Kubiu esculpindo o arco, tirando sua polpa e testando se está envergando o suficiente.
UntitledKomizi toca a flauta Boborara (que acabou de produzir) escondido no meio das folhagens. Não dá para ouvir direito. Ouve-se a estória narrada por Zakaria.
UntitledDetalhe dos arcos de hihiti praticamente prontos extendidos no chão encostados em um tronco, junto com Zakaria. Benjamim narra que já finalizamos a fabricação dos arcos. Zakaria explica que os arcos já estão prontos e que agora devemos ir procurar o madoni, a corda que amarra os arcos e que vibra produzindo o som do instrumento.
UntitledZakaria faz um mapeamento de onde se poderá encontrar os materiais para finalizar o Hihiti e para o Totore.
UntitledMesma cena anterior. Komizi me puxa pelo braço para dançar. Ele canta enquanto Kubiu toca a buzina Hohori. Ao final todos riem. E termina com o velho grito de todos.
UntitledNa aldeia Kubiu explica o que aconteceu até então: distribuição de miçangas, oficina de criação da flauta boborara e primeira parte da oficina de criação do hihiti. Explica também que agora iremos em busca dos materiais para a fabricação da flauta totore e também dos materiais que ainda faltam no Hihiti. Ele explica também para onde exatamente estamos indo: Apuí kha hawini, a varação para a aldeia Apuí. Agora, vamos pegar o caminho!
UntitledRapaz aguarda com carga de estacas leves o grupo da oficina passar pelo caminho estreito. Benjamim narra comentário sobre o rapaz e as estacas. Risos e Joaquim finalmente aparece e aperta sua mão. É quando o rapaz retoma caminho.
UntitledKubiu desbasta e abre o caminho fechado de tabocas da varação por onde chegaremos até o totore e o hihiti madoni.
UntitledKubiu explica que saindo do caminho naquele ponto, seguindo em determinada direção, bem próximo Zakaria vai achar o hihiti madoni.
UntitledZakaria, Kubiu, Joaquim e Komizi seguem na direção indicada por Kubiu, onde encontrarão a corda do hihiti. Benjamim narra o acontecimento e a hora. Depois ainda seguem eu e João Onima.
UntitledZakaria tira o madoni, se levanta e vai para o tronco de outra árvore, onde encontra e tira mais madoni.
UntitledDetalhe do hihiti madoni (muito visível) no pé da árvore. Benjamim narra explicando o que é aquilo e logo Zakaria chega para tirar alguns. Ele escolhe e arranca.Finalmente Zakaria se levanta e diz: Dana´i! É suficiente. Kubiu explica que ainda precisamos buscar a haste: pinini birihari. A haste é feita de birihari, aricuri: birihari edza.
UntitledO grupo da oficina atravessa um pequeno igarapé. Kubiu ajeita uma pequena ponte. Komizi sumiu sem que ninguém percebesse.
UntitledZakaria descasca os cipós que servirão para amarrar os arcos do hihiti.Kubiu comenta do sumiço de Komizi e sugere que ele provavelmente foi buscar azaba, um espírito.
UntitledAlguns arcos já amarrados estão prontos sentados no chão. A mão de Zakaria descasca cipó para amarrar outro arco, que se encontra ao lado dos já prontos.
UntitledZakaria amarra um arco, procurando dar uma certa envergadura a ele. Então ele diz que está terminado.
UntitledKubiu e Zakaria explicam que a haste é feita a partir do tronco do birihari - aricuri em português. Kubiu sai para mostrar a planta e a imagem fica com Zakaria que prepara uma haste.
UntitledDetalhe da mão de Zakaria esculpindo a haste do hihiti e sons de assovio vindo de longe: parece que é mais de uma pessoa assoviando. Nesta imagem ele muda o canto.
Untitledkubiu e Komizi pegando as miçangas em uma cabaça gigante com todas as miçangas e distribuindo para mulheres e meninas.
UntitledMulheres e meninas esperando a sua vez para pegar as miçangas que Kubiu e Komizi ajudam a distribuir.
UntitledKubiu tirando miçangas com a colher de uma cabaça gigante cheia de miçangas e colocando nos saquinhos das mulheres e meninas: 3 colheres para cada uma.
UntitledJoão Ikobo está em sua casa, onde iniciará a criação do instrumento musical Teteko. Ele fala um pouco sobre os primeiros passos da criação do instrumento, fala um pouco sobre como os antigos usavam o Teteko para as festas, etc. Então, ele começa a fazer o Teteko, matando o jabuti. Seu neto está a seu lado durante toda a cena na cozinha de sua casa (também nas próximas cenas na mesma cozinha).
UntitledJoão Ikobo continua o trabalho de tirar o jabuti de dentro do casco.
UntitledKomizi explica em português os próximos procedimentos na criação do Teteko. O artesão vai deixar o casco dois dias no mato, para que as formigas o limpem. Depois ele traz de volta para continuar o processo. Komizi fala ainda das flautas pan que acompanham o reco-reco.
UntitledKomizi explica que estamos indo para o mato buscar o Boborara: ele, Benjamim, Joaquim, Zakaria, Onima, Hinawi, explica. Ele explica que vamos buscar zumi (taboca): zumi towi = buscar taboca.
UntitledKomizi testa as tabocas que encontramos no caminho para ver se há algum pedaço que serve para a criação da flauta Boborara. Zumi é o nome da taboca em kulina. Komizi explica que quando o zumi está muito verde, a flauta racha muito.
UntitledKomizi limpa com o terçado o chão no meio do roçado de bananas onde ficará para produzir as flautas Boborara. João Onima se aproxima e deixa um caderno.
UntitledKomizi esculpe a flauta Boborara enquanto canta um canto de Boborara.
UntitledJoaquim tira foto, Komizi toca a flauta. João Onima tenta tocar também. Benjamim faz comentários. Komizi faz a decoração de uma última flauta.
UntitledKomizi desenha, com a faca, uma outra flauta Boborara.
UntitledEquipe vai embora depois de concluir a Oficina de Criação da flauta Boborara. Komizi ainda desenha em uma das flautas. Ele se lembra que esqueceu na mata seu terçado.
UntitledBarra de cor
UntitledJoão Ikobo, o mestre do Teteko, plantando em seu roçado.
UntitledKubiu, no meio do caminho, apenas cita o nome das pessoas que estão indo com ele para o mato, participando do oficina de criação da flauta Totore.
UntitledFelipe, pesquisador responsável, tira fotos do material usado para fazer o arco do hihiti nas mãos do artesão. Em seguida, Zakaria abre caminho e segue em direção a um velho roçado, onde produzirá o arco, seguido pelo grupo da oficina: Komizi, Kubiu, João Onima, Joaquim, Benjamim e Felipe Agostini.
UntitledDetalhe dos pedaços já cortados do kathapare. Zakaria começa a esculpir o primeiro arco, utilizando o terçado.
UntitledKubiu também trabalha esculpindo um arco de Hihiti.
UntitledDetalhe do arco sendo esculpido. Zakaria afina o pau, sempre observando se já está no ponto. Ele então esculpe a extremidade, tirando pequeno pedaço de cada lado, onde se amarrará a corda do hihiti. Ele esculpe também os lados do arco. Faz uma breve raspagem da parte exterior, mais para limpar.
UntitledContinuação da cena anterior: Kubiu esculpe o arco enquanto narra estórias do Hihiti.
UntitledO grupo atravessa um igarapé grande sobre um tronco.
UntitledGrupo atravessando o igarapé. Ninguém caiu.
UntitledZakaria ajeita a corda e amarra um arco. Depois ele trabalha outra corda para amarrar um segundo arco: descasca.
UntitledOuve-se os primeiros sons do espírito que se aproxima: assovios cantando um ahie´e. Zakaria prepara as hastes do Hihiti. Kubiu chega, se senta e então comenta a respeito do assobio. Ele pede para eu gritar para Komizi vir logo.
UntitledZakaria esculpe haste de Hihiti. Kubiu se prepara para tocar o arco de boca e João assiste com feição de preocupação e cansaço. Kubiu começa a tocar o instrumento. Logo Joaquim chega com o gravador de voz para registrar. Então ele pára e diz: tsamona! E João ri.
UntitledEle continua a tentar jogar barro. Joga e não acerta. E então volta para o igarapé. Finalmente ele sobe no galho pendido entre uma margem e outro e todos identificam: Ma´ira, que é o Preguiça. Todos riem muito. Ele brinca pendurado no galho. Joaquim tira uma foto e o flash o derruba do galho. Ele pega um pau e ameaça jogar no grupo da oficina. Mandam eu mandar ele embora.
UntitledO grupo da Oficina de Totore vem pelo caminho na mata. Benjamim narra o que está acontecendo: estão indo buscar o Totore, agora que o Hihiti já está pronto. Passam Kubiu, Zakari, Joaquim, Felipe, Komizi, João. Kubiu explica que estão indo buscar o Totore, e Zakaria também fala.
UntitledEnquanto Zakaria tira um pouco do hihiti madoni, Kubiu explica que ali se encontram estes pequenos cipós que servem como corda para o Hihiti. Benjamim mostra os madoni nas mãos de Zakaria e depois no local onde são encontrados, próximos á raiz de uma árvo
UntitledKomizi assopra o projétil em mim.
UntitledKubiu caminha com terçado na varação que leva até sua casa. Benjamim narra que ele é o totore hinede, mestre do totore. E que estamos indo para aprender a fabricação da flauta totore.
UntitledKubiu passa pela casa de sua filha, sua esposa está fazendo um fogo na varanda. Ele então chega a sua casa. Komizi comenta que Kubiu é pajé, pajé rami kha (isto é, de ayahuasca).
UntitledKomizi brinca com um chicote de couro de anta: awi etero.
UntitledDário e Felipe conversam. Enquanto comem banana assada, Dário conta estória do Totore. O rapaz dorme sonhando com menina. De manhã, vai para o mato atrás do Totore. Komizi explica que o Totore só toca de dia. Kubiu explica que a flauta é boa para chamar mulher.
UntitledEnquanto Kubiu fabrica a flauta totore, uma fileira de mulheres chega pelo caminho à casa de Kubiu. Komizi está acertando o chão da varanda com enxada. Mais e mais mulheres vão chegando. De repente a varanda fica repleta de mulheres.
UntitledRira conversa, Joaquim faz anotações, Kubiu e Zakaria fazem os furos, queimando, das flautas totore. Komizi pede o gravador. As mulheres, moças e meninas estão amontoando a varanda. Elas começam a bater com paus na varanda e a cantar o Doshe´e. Joaquim registra com o gravador de voz. Doshe´e é uma rito kulina: as mulheres mandam os homens irem pescar (ou caçar) afirmando que estão com fome. Elas vão de casa em casa em toda a aldeia. Batem com paus nas paredes da casa, cantando o canto de Doshe´e que em geral fala que estão com fome e que os homens devem ir para uma pescaria (ou caçada) coletiva. Um dos cantos de Doshe´e é o canto do tsabira - que remete a um mito em que homens ariranha (tsabira) trazem muitos peixes para as mulheres humanas em troca de sexo. As mulheres traem os maridos, mas trazem muita comida para casa. Isto em um tempo em que os homens ainda não sabiam pescar.
UntitledKomizi, brincando, ataca as pernas de Zakaria, tentando mordê-lo e derrubá-lo. Todos dão gargalhadas.
UntitledOs pescadores chegam no terreiro e vão jogando seus pequenos molhos de peixes na tábua estendida no chão. Um rapaz passa direto sem deixar peixes. Assim que o último homem joga o peixe e os homens se retiram do terreiro, as moças, meninas e mulheres se atiram sobre os peixes. Cada uma pega um molho. Há certa organização na distribuição. Elas chamam outras mulheres que se atrasam.
UntitledJoão Onima, com caderno caneta e máquina fotográfica sentado em banco na cozinha da casa de João Ikobo. Ele anota alguma coisa no caderno. Zupira está sentada no chão e suas netas estão na powi. Joaquim também anota coisas em seu caderno e outros três meninos se sentam a seu lado. Um homem observa tudo do lado de fora da casa. E um outro sentado em frente aos cestos (tsahe e shapoto) observa tudo. João Ikobo prepara a resina do reco-reco Teteko. Ele esquenta, amolecendo a resina e então tira um pedaço, que será colocado na abertura do casco. Felipe Agostini fotografa. Komizi permanece sentado na powi, chupando pirulito.
UntitledIkobo, com o casco pendurado a tiracolo, sai em busca do zumi para fazer as flautas que compõem o Teteko. Ele explica que está saindo para buscar zumi, 'zumi toi'. Com ele, vai João Onima, com seu caderno a máquina fotográfica.
UntitledJoão Ikobo, com o terçado, corta os gomos de um pedaço de taboca, para tirar dali os tubos da flauta que é anexada ao Teteko. Ele descasca o pedaço que servirá de tubo, deixando apenas o miolo duro e branco, oco por dentro. Esculpe deixando bem lisinho e redondo. Ele explica quem são as meninas que estão em sua casa: da aldeia Tocandeira, filhas de seu cunhado.
UntitledJoão Ikobo testa os dois tubos já prontos e então vai esculpir um terceiro. Depois ele testa o terceiro comparando a sua altura com a de um dos dois. Ele mede o ponto onde terá que cortá-lo para conseguir a sonoridade e altura desejada.
UntitledDetalhe de João Ikobo amarrando a flauta com barbante.
UntitledJoão Ikobo faz a amarração da flauta.
UntitledJoão Ikobo testa o instrumento. Ao final ele toma mais um tubo para a flauta.
UntitledBarra de Cor.
UntitledBenjamim Kulina falanddo o que espera da viagem ao Rio de Janeiro e do trabalho no Museu do Índio.
UntitledOs madiha entrando no taxi na praia do Flamengo.
UntitledViagem de taxi até o Museu do Índio.
UntitledOs Kulina entram no Museu do Índio. Observam as fotos dos Ashaninka nas portas de vidro do prédio principal.
UntitledOs Kulina chegam na sala do Serviço de Conservação e Museologia e conhecem toda a equipe.
UntitledArnaldo tenta tocar buzina de cerâmica Marubo. Ele se parece com um tipo de hohori kulina que eles não fazem mais.
UntitledMaria José explica que a buzina de cerâmica é uma buzina Marubo.
UntitledArnaldo, Raimundo, Benjamim e toda a equipe de museologia entram em um dos corredores de cerâmica. George tira muitas fotos dos Kulina, enquanto eles tocam, vêem e conhecem as cerâmicas de outras etnias.
UntitledMaria José vai mostrando as diversas cenas: um homem correndo da onça.
UntitledO grupo caminha pelo jardim do museu.
UntitledO grupo chega à sala de conservação.
UntitledIndígena que estava vendendo artesanato na porta do Museu tira foto de todo o grupo na porta do Museu do Índio.
UntitledOs Madiha avaliam os arcos de outras etnias existentes na reserva técnica do Museu do Índio.
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