Andrea mostra uma roupa diferente e chama a atenção que as crianças ashaninka usam o kitarentse (a roupa tradicional ashaninka) adornadas com plumárias. Ela pergunta aos Kulina a respeito da utilização de plumárias em seus adereços. Arnaldo explica que os Kulina utilizam as plumárias apenas em adereços de cabeça. Na cena vemos Raimundo, delicada e calmamente, depositando os colares que estava experimentando nos bonecos da exposição.
UntitledKulina
920 Archival description results for Kulina
O grupo atravessa o pátio do Museu do Índio se encaminhando em direção à sala guarani. Eles conversam, mas não se pode ouvir nada, pois a câmera faz uma tomada de longe.
UntitledBenjamim Kulina tenta responder sobre o que aprendeu com o trabalho no Museu do Índio.
UntitledBenjamim Kulina tenta responder sobre o trabalho realizado na Oficina de Edição e Montagem de vídeo. Ele fala do filme Boborara.
UntitledZohe pila o shatha com outros homens.
UntitledGrupo de pescadores sai de canoa do porto de Buaçu. Nekhi é o motorista. Sakire caminha pela praia com um balde e uma zagaia. O balde está cheio de shatha misturada com terra. Sakire explica o que é e para que será utilizada.
UntitledDuas canoas motorizadas sobem o rio para a pescaria. Ao fundo passa uma canoa descendo o rio.
UntitledA canoa do filmador também sobe o rio para a pescaria. Nesta canoa, estão Sakire e um rapaz. Sakire faz alguns gestos de indicação para o motorista.
UntitledO filmador chega na boca do igarapé e já tem duas canoas cheias de homens esperando para entrar. Benjamim narra. Quando o filmador chega, eles colocam as canoas em movimento. A canoa dirigida por Nekhi é a primeira a seguir subindo o igarapé.
UntitledJá no alto do igarapé, Riuta e Sakire jogam água dentro da canoa no shatha pilado. Benjamim narra. A outra canoa, mais adiantada no trabalho, já tira a água com veneno da canoa e joga no igarapé. Começa a chover. Benjamim narra. Os homens da outra canoa já testam suas zagaias.
UntitledO filho de Zewa joga e recolhe a zagaia com peixe várias vezes. Ele é o motorista da canoa de Benjamim, Sakire e Riuta. Ao fundo os homens da canoa de Chico e Dori também fisgam muitos peixes. Na água vemos muitos peixes boiando adormecidos. Alguns peixes tentam se salvar pulando nas margens. Os homens ficam empolgados. É praticamente uma coleta de peixes (ao invés de uma pescaria).
UntitledOs peixes boiam na água. Alguns tentam se salvar pulando na margem ou nos galhos. Os homens coletam os peixes com zagaia. O filho de Zewa vai coletando um por um, os que estão presos entre galhos em uma das margens. Ao fundo, uma canoa cheia de homens pescando com zagaia. Um rapaz recolhe os peixes dentro do rio com as mãos.
UntitledAs canoas descem o rio recolhendo os peixes, que boiam na água, sob o efeito do veneno. A canoa de Oroi e outros homens fecha todo o curso do igarapé e os homens jogam as zagaias para pegar os peixes. Manoe, de Ipiranga Nova também está nesta canoa.
UntitledCanoa de João Onima e Jurasi Zakade desce o igarapé. Eles gritam para as pessoas de baixo que os peixes estão descendo. O filho de Zewa, na canoa de Benjamim continua recolhendo peixes com zagaia.
UntitledCanoas continuam descendo o igarapé e se aproximam de sua boca. Os peixes continuam boiando na água. Uma canoa fecha o igarapé e seus homens recolhem os peixes com zagaia. Benjamim narra. Na outra canoa, estão Paisi, Zobiha, Joaquim e outros homens e rapazes de Buaçu.
UntitledTrês canoas se aproximam da boca do igarapé. A canoa de Paisi, a de Chico do Zé Bakho e a de Benjamim e Riuta. Sakire faz uma brincadeira e todos riem e continuam recolhendo os peixes.
UntitledCanoas passam enquanto muitas pessoas pescam com zagaia e com as mãos na boca do igarapé. Canoa de Paisi: Paisi, filho de Wire, Joaquim, Zobiha, Doto, Daniel Mirenu, filho do Simão e Sahino.
UntitledAuzira, rapaz na canoa na margem da boca do igarapé. Muitas pessoas pescando com zagaia e com mãos. Eriana e outras meninas e homens recolhem os peixes deixados na praia.
UntitledCanoas descem cheias de gente de volta para a aldeia. A canoa de Mauri desce para a aldeia, cheia de peixes. A canoa de Riuta, com Sakire, Benjamim e outros sobe, retornando até a boca do igarapé. Meninas nadam na margem do rio: Nomiha (filha de Benjamim) e Haniha (cunhada de Benjamim).
UntitledCanoa descendo o rio. Na praia acima de Buaçu.
UntitledCanoa vem se aproximando para aportar em Buaçu.
UntitledHodo e rapazes preparam os peixes na praia e jogando em um balde.
UntitledPraia vista da aldeia. De longe, várias pessoas na margem do rio preparando peixes. Homem sobe com balde a escadaria da aldeia.
UntitledDois barcos grandes parados no rio.
UntitledMontanha de tijolos no terreiro da aldeia Buaçu. Os tijolos são para a construção de um posto de saúde que atenderá os indígenas de todas as aldeias da boca do Chandless. Mãe e filha passam pelo terreiro carregadas de produtos do roçado: bananas, macaxeira e outros produtos.
UntitledOlhando a obra por dentro. Visão panorâmica de todo o conjunto que já foi levantado.
UntitledOperário madiha bebe água do filtro - é o filho de Davi, neto de Momo.
UntitledCaminho dos fundos da aldeia. Dois operários madiha vem de longe, trazendo uma grande telha de ameanto (ou material parecido).
UntitledContinuação da imagem anterior. Sob orientação dos operários não indígenas, os ooperários madiha encostam uma telha no beiral do telhado.
UntitledOperário de chapéu pousa para o filme e comenta que o trabalho está sendo registrado. Ao fundo a contrução e um operário empilha tijolos.
UntitledDe baixo vemos dois operários trabalhando na fixação da telha do posto de saúde.
UntitledUma vista lateral do posto em construção. Benjamim comenta do que se trata.
UntitledOperários não indígenas descarnam boi na varanda de minha antiga casa.
UntitledEnquanto isso, os operários madiha tiram barro do chão para levar para o canteiro de obras.
UntitledMulheres descascando mandioca para produzir a bebida semi-fermentada chamada Koiza. Elas estão na varanda de uma casa. Mulheres, senhoras mais velhas, meninas e adolescentes.
UntitledCena perdida.
UntitledJorge Namari e Jurasi Zakade chegam no terreiro da aldeia. Namari grita mandando os homens trazerem mais mandioca (po´o). João Onima ri.
UntitledNoida, Wazura, crianças e cachorro chegam no bote.
UntitledBote aporta na praia e as mulheres procuram segurá-lo com um pau.
UntitledBenedito senta no banco olhando para o rio enquanto sua mulher Joaninha desce em direção à cacimba.
UntitledHomens chegam cantando com shapoto carregados de mandioca para fazer o Koiza. O primeiro da fila é Namari que brinca para a câmera. Kubiu vem em seguida.
UntitledNamari, Komizi, Kubiu e outros homens comem cana no terreiro.
UntitledHomens, jovens e meninos arrastam o bote, tirando-o da água.
UntitledChão com as mandiocas derramadas da panela ao lado da fogueira. Panela cozinha mandiocas na fogueira.
UntitledMulheres descascam mandioca na varanda repleta de mandiocas e cascas de mandioca. As mulheres conversam.
UntitledAlgumas pessoas sentadas no banco do terreiro da aldeia. Ao fundo, ouve-se uma mulher cantando. Não dá para saber ao certo se ela está cantando ao vivo ou se se trata de uma gravação.
UntitledWacimi fazendo gracejos. Ele fala de um jeito esquisito, imitando algum ser ou tipo de gente. Todos riem muito.
UntitledMeninas jogam a mandioca cozida e amassada no bote. Ouvem-se mulheres cantando.
UntitledIni Maua se balança em um rede em uma outra varanda.
UntitledIni Mauá cantando enquanto balança em sua powi velha. Ela para um pouquinho de cantar e olha para a câmera. Quando vê que está filmando ela continua a cantar. Depois se levanta para reamarrar sua powi.
UntitledMoças carregam o shata na cabeça.
UntitledDe longe vemos a varanda das mandiocas. Ela ainda tem muita mandioca descascada e também cascas. A fumaça ainda escapa da fogueira que continua cozinhando mandiocas.
UntitledBenedito e um rapaz estão pilando o shatha.
UntitledDário, Zohe e Ubiraci estão pilando o shatha.
UntitledUma menina tem o rosto completamente pintado de urucum e usa muitos colares de miçanga. Jorge Namari comenta que dançaram até o amanhecer no âmbito da festa Koiza. Elas riem de seus comentários. Ele aponta com a câmera o rio Purus e a direção da aldeia Buaçu. Ele explica que cantaram para o Koiza até o amanhecer. Agora vão fazer a festa e beber a cerveja. O bote com as mulheres tirando o bagaço das mandiocas reaparece em cena, enquanto Jorge continua seus comentários. As mulheres do bote dialogam com o filmador. Os comentários de Jorge fazem as mulheres morrerem de rir. Ouve-se o som de um hohori. Jorge apresenta cada casa e seu dono, olhando do terreiro. Depois ele brinca que seu nome é Deputado Federal. Aparece Omina, que está tocando o hohori. Ele apresenta as moças que estão sentadas no banco do terreiro: tsito, Raiane e outras. Apresenta Zakade, o 'homem saúde'. Faz uma brincadeira com ele e todos riem. Zakade escora na polpa do bote para ver o trabalho com o Koiza.
UntitledDuas meninas com dois filhotes de humu (macaco-preto ou macaco-aranha) pendurados em seu colo.
UntitledBote com bagaços de mandioca jogados no chão a seu lado. As mulheres já não estão mais em cima dele.
UntitledRapazes se encaminham pela varação que vai até a casa de Kubiu. Lá outros rapazes estão se pintando, preparando adereços de cabeça, saias, entre outros adereços.
UntitledKubiu se alimenta de massa de mandioca cozida e peixe. Outras famílias estão aglomeradas na casa.
UntitledJorge Namari estão com o rosto pintado de urucum e tsuetsue (violeta gensiana) e usa saia de embira.
UntitledRapazes preparam adereços. Cortam folhas de bananeiras para fazer adereços de cabeça e corporais.
UntitledRapazes preparam vários tipos de adereços, principalmente de cabeça e saias. Eles brincam. João Onima faz comentários e dialoga com os rapezes.
UntitledFileira de homens toma a varação que liga a casa de Kubiu à aldeia Estão todos adornados com adereços de cabeça, saias. Também tem os rostos pintados.
UntitledGrupo de homen se encaminha para a aldeia. Um imita o andar torto de um animal. Eles organizam uma roda no fundo do campo.
UntitledOs homens cantam e dançam em roda no fundo da aldeia. Estão adornados e pintados. Algumas crianças sopram a buzina hohori. Alguns homens permanecem de fora da roda.
UntitledOs homens para a dança em roda.
UntitledGrupo de homens em forma de manada vem pelo caminho da fileira de casas dos fundos da aldeia. Eles vem dançando e cantando. Crianças sopram a buzina hohori. João Onima narra e comenta.
UntitledGrupo de homens segue cantando e dançando percorrendo a aldeia. Homens e crianças dispersos vão atrás. São oito horas da manhã, informa João Onima.
UntitledGrupo de homens percorre a aldeia dançando e cantando. As crianças (meninos), com adereços de cabeça, pintadas e com saias e bastões vem a frente. Atrás, outros homens e adolescentes caminham apenas acompanhando os dançarinos.
UntitledFilas de mulheres dão paneladas de koiza para os homens beberem. Rapaz filma tudo com celular. Algumas mulheres ainda continuam cantando. Muita gritaria e correria, para buscar novas panelas para dar para os homens beberem. Uma moça também filma tudo com celular. Mulheres, moças e meninas correm entre o bote e homens desavisados, com panelas cheias de koiza para beberem e encherem suas barrigas.
UntitledHomens ajeitam os bastões escorados no chão e na barriga. Os bastões forçam a barriga dos homens fazendo vomitarem com eficiência. Grupo de moças busca mais koiza em suas panelas. Algumas mulheres ainda cantam. Não se ouve mais canto masculino.
UntitledHomens vomitando o koiza com a ajuda dos bastões. Assim, eles esvaziam a barriga. João Onima narra e comenta.
UntitledMulheres arrastam homens e meninos para dar mais paneladas de koiza. Um rapaz brinca com uma menina no terreiro. Alguns homens continuam vomitando.
UntitledMarohe, depois Ruziniha, depois outra mulher, dão as panelas cheias para Omina beber.
UntitledMoças e mulheres assistem ao caos que se instala no terreiro, encostadas em uma varanda.
UntitledMoça entorna panela de koiza na cabeça de Ubiraci, enquanto outras quatro dão suas panelas para ele tomar. Entra koiza até em seu ouvido.
UntitledOmina sentado no branco segurando seu bastão e vomitando. Jorge Namari, escorado em seu bastão vomitando. Mulher dá uma panela de koiza para rapaz tomar. Haniha aparece em primeríssimo plano. Várias mulheres e moças dão panelas de koiza para vários homens e rapazes. Outras se debruçam sobre o bote de koiza para encher suas panelas. Haniha, encostada no bote, dá uma explicação, enquanto outras moças e meninas enchem as panelas de koiza. Muri, menino pequeno, se debruça sobre o bote e observa tudo. Mulher oferece koiza para um menino de colo. A mãe declina. A mulher fica brava, mas de brincadeira. Ela então dá koiza para meninos bem pequenos que estão junto de Muri. Muri foge. Ela oferece cantando. É Rihane, da aldeia Apuí. Outra menina chega para enchere a barriga do menino. Jorge vomita nelas. A buzina hohori recomeça a tocar.
UntitledO grupo de mulheres atravessa, cantando e dançando, a rua de trás da aldeia, nos fundos do campo. Elas se direcionam para o fim da rua, ao final do campo. Elas param de cantar e apenas caminham, ainda de braços dados e em formação de manada.
UntitledHadoma faz um adereço de cabeça curioso para seu filho, com a folha verde da bananeira.
UntitledMulheres confeccionam adereços com a folha verde de bananeira
UntitledGrupo de mulheres toma o caminho da escola, que chega ao terreiro da aldeia. Elas caminham e cantam. A sua frente, Haniha vem urrando e trotando estranhamente. Da escola, algumas meninas e crianças assistem ao grupo das mulheres cantando. Haniha observa seu grupo, depois o segue.
UntitledGrupo de mulheres chega na rua principal da aldeia. Elas caminham e cantam. Ao chegar, elas param de cantar. Ouve-se o som da buzina hohori. No terreiro da aldeia, os homens cantam em roda, à frente do bote de koiza. O grupo de mulheres começa a dançar, com o passinho trotado típico de quase todas as danças kulina. Então começam a cantar também.
UntitledEnquanto os homens reorganizam a roda quebrada, a manada de mulheres se reaproxima do centro do terreiro. Elas cantam e trotam. Os homens pararam por um momento de cantar. João Ikobo assiste em uma extremidade do terreiro. Os homens voltam a cantar e a manada de mulheres segue até o fim da rua, se distanciando novamente do terreiro.
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