Kulina
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O filmador chega na boca do igarapé e já tem duas canoas cheias de homens esperando para entrar. Benjamim narra. Quando o filmador chega, eles colocam as canoas em movimento. A canoa dirigida por Nekhi é a primeira a seguir subindo o igarapé.
Benjamim KulinaMaria José afirma que já estão todos cansados e sugere fazermos uma pausa para o almoço, para terminar a qualificação à tarde. Maria José tira uma dúvida a respeito da autoria dos cestos e Fabiana coloca em exposição os cestos Keruri, cestos de toucador.
Benjamim KulinaArnaldo explica que os cestos tsahe médios eram utilizados antigamente para guardar roupas. Hoje os Madiha utilizam as malas, ele explica.
Benjamim KulinaBenjamim ve os cestos Keruri inseridos na Reserva. Os cestos keruri foram coletados pelo pesquisador responsável pelo projeto no ano 2012 nas aldeias Santa Júlia e Buaçu.
Benjamim KulinaMaria José mostra para os Kulina os cestinhos kaingang (brinquedos).
Benjamim KulinaMaria José vai mostrando as diversas cenas: um homem correndo da onça.
Benjamim KulinaAs imagens de cerâmica karajás. Uma panorâmica das imagens representando as cenas da vida, moldadas nas cerâmicas karajás. A museóloga explica que as bonecas karajás mostram as cenas da vida. E também dos bichos.
Benjamim KulinaFabiana, Maria José e Felipe Agostini Cerqueira escolhendo e preparando os tubos de soprar de taboca para os Kulina testarem os vasos de cerâmica que servem como buzina. Raimundo fala que antigamente os vasos de cerâmica também eram utilizados como buzina. Identificação do nome da artesã.
Benjamim KulinaAndrea, museóloga do Museu do Índio, recoloca as cerâmicas em uma caixa.
Benjamim KulinaViagem de taxi até o Museu do Índio.
Benjamim KulinaViagem de taxi até o Museu do Índio.
Benjamim KulinaViagem de taxi até o Museu do Índio.
Benjamim KulinaViagem de taxi até o Museu do Índio.
Benjamim KulinaCena perdida.
João Onima KulinaCasa Guarani
Benjamim KulinaEnquanto os operários da obra descansam, alguns operários madiha fazem o trabalho.
Benjamim KulinaOS homens contratados trabalham no canteiro de obras do posto de saúde, nos fundos da aldeia. A área já está limpa e marcada, mas nenhuma construção ainda foi levantada.
Benjamim KulinaAs canoas descem o rio recolhendo os peixes, que boiam na água, sob o efeito do veneno. A canoa de Oroi e outros homens fecha todo o curso do igarapé e os homens jogam as zagaias para pegar os peixes. Manoe, de Ipiranga Nova também está nesta canoa.
Benjamim KulinaCanoas continuam descendo o igarapé e se aproximam de sua boca. Os peixes continuam boiando na água. Uma canoa fecha o igarapé e seus homens recolhem os peixes com zagaia. Benjamim narra. Na outra canoa, estão Paisi, Zobiha, Joaquim e outros homens e rapazes de Buaçu.
Benjamim KulinaAs canoas vão descendo o igarapé e os homens vão recolhendo os peixes. Chico, filho de Momo, é encontrado sozinho parado sem canoa com os pés no fundo do igarapé. Ele entrega um balde cheio de peixes e depois entra na água, seguindo a correnteza junto com a canoa. Ele mergulha na água.
Benjamim KulinaDuas canoas repletas de peixes. A de Chico do Zé Bakho e a de Riuta. Muitos baldes repletos de peixes pela praia e em outras canoas.
Benjamim KulinaPraia, amontoados de peixes, canoas e pessoas.
Benjamim KulinaVárias canoas e pessoas na praia em frente à Buaçu.
Benjamim KulinaCanoas descem cheias de gente de volta para a aldeia. A canoa de Mauri desce para a aldeia, cheia de peixes. A canoa de Riuta, com Sakire, Benjamim e outros sobe, retornando até a boca do igarapé. Meninas nadam na margem do rio: Nomiha (filha de Benjamim) e Haniha (cunhada de Benjamim).
Benjamim KulinaAs canoas continuam descendo. Encontram nas margens homens recolhendo peixes. Hodo, da aldeia Buaçu, está em uma das margens recolhendo peixes em seu balde. Benjamim faz um comentário. As canoas passam por um obstáculo no igarapé: um grande tronco, as pessoas tem que se abaixar para conseguir passar.
Benjamim KulinaCanoas começam a descer o rio de volta à aldeia. A canoa de Riuta começa a descer o rio.
Benjamim KulinaCanoas cheias de peixe. Zohe, filho de Sakire, mostra um pacu em meio aos montes de mandins. Eriana, Daniel, Joaquim.
Benjamim KulinaCanoas chegando no porto de Buaçu. O barco da saúde está ancorado no porto.
Benjamim KulinaCanoa segue com dois rapazes rio acima. Ouve-se som de forró.
João Onima KulinaCanoa vem se aproximando para aportar em Buaçu.
Benjamim KulinaCanoa se aproximando do porto de Santa Júlia. Ouvem-se mulheres cantando.
João Onima KulinaCanoa grande coberta que estava na boca do igarapé chega no porto.
Benjamim KulinaAo longe se vê a aldeia Buaçu, rio abaixo. A canoa se aproxima da aldeia.
Benjamim KulinaCanoa de João Onima e Jurasi Zakade desce o igarapé. Eles gritam para as pessoas de baixo que os peixes estão descendo. O filho de Zewa, na canoa de Benjamim continua recolhendo peixes com zagaia.
Benjamim KulinaA canoa de Benjamim e dos filhos de Zewa recomeça a descer. Eles encontram recostada a canoa de Chico, filho de Zé Bakho e seu cunhado. Eles recolhem os peixes do rio. Sua canoa também está repleta de peixes mandim. Benjamim pergunta alguma coisa para eles.
Benjamim KulinaCanoa com várias mulhere, moças e crianças sai do porto. Ubiraci é quem guia a canoa.
João Onima KulinaCanoa com tapiri fraquinho sai da aldeia. Ela é guiada pela moça Wazura. Outra moça segue a seu lado. A frente, Benedito e Joaninha, sua esposa. Wazura é neta de Benedito.
João Onima KulinaGrupo de pescadores sai de canoa do porto de Buaçu. Nekhi é o motorista. Sakire caminha pela praia com um balde e uma zagaia. O balde está cheio de shatha misturada com terra. Sakire explica o que é e para que será utilizada.
Benjamim KulinaOroi reune as folhas piladas em um saco. Outros homens continuam pilando o shatha. Chico, de Ipiranga Nova, e Dorico, de Santa Júlia, ficam observando sentados. Um menino pelado e molhado também observa.
Benjamim KulinaCanoa com homem e mulher, de varejão, pescando no lago. Benjamim narra um comentário - sobre o chapéu do remador.
Benjamim KulinaBote com bagaços de mandioca jogados no chão a seu lado. As mulheres já não estão mais em cima dele.
João Onima KulinaO fundo da canoa está repleto de peixes. São mandins (kairus). Benjamim faz um comentário. Mais peixes vão sendo deixados no fundo da canoa.
Benjamim KulinaCanoa passa de motor subindo até a boca do igarapé.
Benjamim KulinaCanoa descendo o rio. Na praia acima de Buaçu.
Benjamim KulinaOutra canoa passa em frente à Buaçu, descendo o rio. Filmada já do porto de Buaçu.
Benjamim KulinaA canoa chega na boca do igarapé. A canoa de Riuta desce vagarosamente de bubuia.
Benjamim KulinaO trabalho discorre sobre as impressões pessoais de Walter Sass sobre a presença da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB entre alguns povos indígenas
Sass, Walter Werner PaulImagem vazia e parada do caminho dos fundos da aldeia.
Benjamim KulinaGeorge mexe em uma caixa com os cestos Keruri, cestos de toucador. Raimundo e Arnaldo ainda fazem (em áudio) outras explicações sobre os cestos Tsahe: como brinquedo para crianças.
Benjamim KulinaRaimundo toca uma buzina de rabo de tatu Kaxinawá. Esta buzina é chamada em Kulina He´ihe´i e a espécie que é produzida pelos Kulina é usada pelo chefe ou outras lideranças para convocar as reuniões e outros encontros ou atividades coletivas.
Benjamim KulinaHomens na canoa passando em frente à aldeia Buaçu, a caminho da pescaria coletiva.
Benjamim KulinaEnquanto Zakaria (ou Kubiu) cantam um canto de rami (ayahuasca), Komizi me convida para uma brincadeira-dança.Enquanto Zakaria canta e esculpe o arco, nós dançamos. Joaquim está no quadro, gravando com o gravador de voz o canto de Zakaria. Komizi ri. Faz-se uma pausa para tomar rapé.
Benjamim KulinaAdas. Mochira, bolsas na língua kulina. Raimundo responde à Fabiana que algodão na língua kulina se chama wephe. A respeito da braçadeira, Benjamim explica que é Ada. As bolsas são produção feminina. Raimundo diz que são feitas de algodão. Fabiana pergunta se o algodão é comprado ou fiado pelas índias. Raimundo explica que os homens é que usam as bolsas. São usadas para colocar lápis, caderno, etc. Para colocar o dinheiro, quando tira lá na rua. O nome da bolsa seria mochira.
Benjamim KulinaBote é arrastado de volta para o rio. A descida da chegada até a aldeia é muito íngreme e ele deve ser arrastado vagarosamente. Algumas crianças continuam brincando na lama, lutando e derrubando os companheiros do gênero oposto. Komizi assiste a tudo com tranquilidade.
Maria Yndera Waidor KulinaBote com mulheres e crianças a sua volta. A roda de mulheres, que continuam cantando e dançando, está semi-aberta. A manada de homens a circula, também cantando e dançando. Jorge Namari filma com celular, de dentro da manada enquanto canta e dança. A manada atravessa a imagem. Atrás dela, vem Zakade e a única menina que a acompanha, Najara, a filha de Zakade. Enquanto a linha de mulheres se abre, a manada de homens a circula. Uma moça filma tudo de fora e um rapaz filma de frente para a linha de mulheres, ambos com celulares. As mulheres agora cantam e dançam dentro da linha, mas com panelinhas penduradas em seus braços. A manada de homens se defronta novamente com a linha de mulheres. Muitas mulheres abandonam a linha para ir até o bote encher suas panelas com cerveja. Enquanto isso, a manada de homens tenta se desvenciliar, mas alguns homens já são capturadas por mulheres com panelas cheias de koiza que lhes oferecem e eles bebem. Cada homem bebe a panela inteira de koiza, e depois outra mulher lhe apresenta mais uma panela cheia e outra e outra. A manada de homens continua dançando e cantando. As mulheres com suas panelas já cheias de koiza vão em sua direção para capturar mais homens para beber o koiza. A manada, já vem diminuida, foge.
João Onima KulinaO bote está assentado no banco e homens observam e conversam.
João Onima KulinaBote aporta na praia e as mulheres procuram segurá-lo com um pau.
João Onima KulinaMaria José mostra para os Kulina uma boneca de madeira (que está sem os peitinhos). Ela mostra também objetos rituais e instrumentos musicais.
Benjamim KulinaBenjamim, pintado, sem camisa, tenta tocar a flauta Boborara.
Benjamim KulinaBenjamim Kulina falanddo o que espera da viagem ao Rio de Janeiro e do trabalho no Museu do Índio.
Arnaldo KulinaBenjamim continuando sua fala sobre o que espera da viagem e do trabalho. Ele também fala da viagem de Rio Branco até o Rio de Janeiro e da experiência de andar de avião.
Arnaldo KulinaBarra de cor. Benjamim narra: Hidapana Totore kha ima
Benjamim KulinaBarra de cor
Benjamim KulinaBarra de Cor.
Felipe Agostini CerqueiraVoz de Maria José perguntando sobre o material do hepiri: murmuru.
Benjamim KulinaBarra de cor. Flauta totore cantando.
Benjamim KulinaPesquisador responsável contando os segundos de barra de cor
Coletivo KulinaBarra de cor
Benjamim KulinaBarra de cor
Benjamim KulinaDois barcos grandes parados no rio.
Coletivo KulinaDetalhe da bananeira remendada, depois de ser pisada durante a dança no meio do roçado novo de bananas. Benjamim narra que um queixada pisou nas bananeiras do roçado de Maria.
Benjamim KulinaMais pessoas chegam com baldes e bacias para pegar os peixes.
Benjamim KulinaO grupo da oficina atravessa um pequeno igarapé. Kubiu ajeita uma pequena ponte. Komizi sumiu sem que ninguém percebesse.
Benjamim KulinaAs outras canoas esperam encostadas na margem, logo atrás da primeira canoa. A terceira canoa chega e encosta na outra margem.
Benjamim KulinaO grupo atravessa um igarapé grande sobre um tronco.
Benjamim KulinaDe baixo vemos dois operários trabalhando na fixação da telha do posto de saúde.
Benjamim KulinaPraia vista da aldeia. De longe, várias pessoas na margem do rio preparando peixes. Homem sobe com balde a escadaria da aldeia.
Benjamim KulinaAs diferentes formas do tsiki, cerâmica: hohori (todos que tem no acervo são hohori). Arnaldo cita um vaso bem grande, para guardar água, mas não dá para entender qual seria o seu nome.
Benjamim KulinaUma canoa a motor e uma canoa a remo sobem o rio para a pescaria.
Benjamim KulinaArnaldo toca a flauta Totore.
Benjamim KulinaArnaldo tenta tocar buzina de cerâmica Marubo. Ele se parece com um tipo de hohori kulina que eles não fazem mais.
Benjamim KulinaArnaldo explica o material usado para fazer a alça do shapoto: tirando a casca da árvore (não sabe o nome em português) com nome kulina pitsi zoto. O shapoto é arrematado com bare eteroni (casca do olho da bananeira). A alça do outro shapoto é feita com casca de piriquiteira (que dá na beira do rio), na língua Mahororo. Arnaldo mostra como é a técnica de trançagem que as mulheres usam para fazer o shapoto certinho, equilibrado.
Benjamim KulinaArnaldo e Raimundo falando o que espera da viagem ao Rio de Janeiro e do trabalho no Museu do Índio.
Benjamim KulinaArnaldo assina o livro dos visitantes da exposição.
Benjamim KulinaAproximando de um grupo de jovens aprendendo a tocar a flauta Boborara no meio do mato, em um velho roçado de bananas.
Benjamim KulinaFabiana apresenta e explica como funciona o site do Museu do Índio e o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online.
Benjamim KulinaFabiana apresenta e explica como funciona o site do Museu do Índio e o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online.
Benjamim KulinaFabiana apresenta e explica como funciona o site do Museu do Índio e o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online.
Benjamim KulinaFabiana mostra o site do Museu do Índio. Ela explica como funciona o site e como se dá o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online. Ela explica que através do site e dos blogs do projetos, as peças e material coletado entre e pelos Kulina fica disponibilizada para pesquisa.
Benjamim KulinaAnimaizinhos de madeira guarani. Menino brinca com os animais.
Benjamim KulinaAndrea mostra uma roupa diferente e chama a atenção que as crianças ashaninka usam o kitarentse (a roupa tradicional ashaninka) adornadas com plumárias. Ela pergunta aos Kulina a respeito da utilização de plumárias em seus adereços. Arnaldo explica que os Kulina utilizam as plumárias apenas em adereços de cabeça. Na cena vemos Raimundo, delicada e calmamente, depositando os colares que estava experimentando nos bonecos da exposição.
Benjamim KulinaAndrea faz uma digressão sobre as flechas indígenas. Segundo ela, as flechas são talvez a única espécie de artefatos presentes em todas as etnias ameríndias. Ela conta que as crianças identificam imediatamente as flechas aos ameríndios.
Benjamim KulinaAndrea explica para Raimundo Kulina, Arnaldo Kulina, Benjamim Kulina e Felipe Agostini, a respeito de como a exposição ashaninka foi concebida e o que pode ser importante e interessante na montagem de uma exposição etnográfica.
Benjamim KulinaBarra de cor. Andrea fala sobre os Ashaninka.
Benjamim KulinaO grupo atravessa o pátio do Museu do Índio se encaminhando em direção à sala guarani. Eles conversam, mas não se pode ouvir nada, pois a câmera faz uma tomada de longe.
Benjamim KulinaAlguns arcos já amarrados estão prontos sentados no chão. A mão de Zakaria descasca cipó para amarrar outro arco, que se encontra ao lado dos já prontos.
Benjamim KulinaAlgumas pessoas sentadas no banco do terreiro da aldeia. Ao fundo, ouve-se uma mulher cantando. Não dá para saber ao certo se ela está cantando ao vivo ou se se trata de uma gravação.
João Onima KulinaContinuação da imagem vazia do caminho dos fundos da aldeia.
Benjamim Kulina