Tokorime mascarado desce até o igarapé bem perto do grupo da Oficina. Eles riem. Alguém brinca que é para ter cuidado. Ele chega até estão os homens e os ataca com um pedaço de pau. Ele bate no local onde estão os equipamentos. Depois corre atrás de nós. Os homens correm, mas tiram fotos, continuam filmando e riem. O tokorime para um pouco e ajeita a roupa koama. Ele continua correndo atrás das pessoas. Então eles gritam para eu dar rapé para o tokorime. Eu dou rapé e ele morde a minha mão. Todos riem. Ele engole e cheira o rapé, treme o corpo todo e cai, morre. Antes que se jogue água nele, ele recobra e pede para levantar. Ao levantá-lo, ele começa a dançar comigo de uma maneira muito hilária. Finalmente dançamos. E então ele morde minha mão de novo. Eu o jogo e ele vai para o igarapé. Bebe água e se banha como fazem os animais. Todos comentam. Ele pega barro e corre atrás dos homens para jogar neles - especialmente em mim.
Sem títuloKulina
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Zakaria toca o arco de boca Hihiti. Os homens conversam sobre a aparição do azaba. Komizi não sabe do que aconteceu. Joaquim aproxima o gravador de voz do hihiti para registrar.
Sem títuloO grupo se encontra em frente a um canteiro cheio de tabocas bem finas do jeito que se usa para fazer totore. Benjamim narra o achado. Kubiu explica que achou o local dos totore. Komizi tira um zumi bedeni para fazer um hahapo (soprador de feitiço). Kubiu explica que material é aquele: zumi bedi, ou hapo phiri. Kubiu tira um bom pedaço do material. Enquanto Komizi fabrica o dori hahapo (soprador de feitiço), Kubiu corta os pedaços de zumi que vai precisar para fabricar o Totore em casa.
Sem títuloKubiu ajunta e guarda os pedaços de zumi que vai tirado.
Sem títuloKubiu desce a ribanceira. A imagem continua sem som. Kubiu some no meio do mato e Komizi entra em cena, tirando um pedaço de folha de bananeira brava para servir de projétil para ele brincar de soprar com os dori hahapo. Ele traz os hahapo embaixo do braço.
Sem títuloJoão Ikobo busca o casco de jabuti pendurado em uma árvore. Ele o deixou por alguns dias para que as formigas limpassem toda a sua carne.
Sem títuloFormigas que limpam o casco na árvore onde são encontradas. Benjamim explica em narração a utilidade das formigas. Depois abre o quadro aparece o casco cheio de formigas.
Sem títuloIkobo retorna a sua casa para fabricar o Teteko. Ele explica quais serão os próximos procedimentos para a criação do instrumento. Zupira, deitada em sua powi também comenta sobre o Teteko. As netas de Ikobo também estão sentadas na cozinha. Ele está cheio de formigas ainda. As mulheres riem dele.
Sem títuloEnquanto Kubiu e Zakaria fazem os furos das flautas totore, as mulheres se aproxima, conversam e observam o trabalho. Mulheres, moças e meninas se amontoam na varanda da casa. Eles conversam.
Sem títuloDetalhe. Kubiu afina o pauzinho que vai fazer os furos da flauta. É um pedaço da casca da taboca.
Sem títuloKubiu faz os furos na resina. Enquanto isso, eles ensinam como pode ser feita a restauração da flauta, com muza, a resina. Esquenta, ele fica mole e dá para moldar, abrindo novamente o furo e deixando-a reta.
Sem títuloCom um toco de pau em brasa, Kubiu queima, abrindo os furos da flauta. Zakaria afia o pequeno terçado. Kubiu fura com a lasca de taboca a extremidade de resina da flauta. Os Homens comentam que o espírito está chegando.
Sem títuloCom as costas sujas, o maracajá empurra, brincando. Todos riem.
Sem títuloKubiu ajeita mais resina nas flauta Totore. Esquenta, amolece, amassa e depois anexa na extremidade da flauta. Em seguida ele molda a resina na extremidade.
Sem títuloKubiu toca o Totore na varanda da casa de sua filha, Marohe. Komizi também fabricou uma pequena flauta totore que se quebrou. A filha mais nova de Kubiu observa o pai tocando. Sua esposa também chega na varanda para observar a oficina. Zakaria apenas segura a flauta que fez. Ele assopra, sem tocar. Joaquim se aproxima para registrar com o gravador de voz. Zakaria faz pequenos sopros enquanto Kubiu toca a flauta. Komizi toca ao fundo sua flautinha ao mesmo tempo que Kubiu.
Sem títuloNadina confecciona um cesto Hepiri para transportar os instrumentos produzidos nas oficinas de criação de instrumentos. Ela o faz em um formato novo, diferente dos formatos tradicionais de hepiri, que são sempre em forma de pratos. Ela trança o Hepiri. Ela fala alguma coisa. Komizi manda os participantes da oficina escreverem o que ela está falando. (não foi possível traduzir o que ela falou). Ela conta que está produzindo um hepiri para guardar as flautas, 'boborara zamarini'. hahapo, hihiti, boborara, totore zamarini.
Sem títuloColoca-se uma tábua no meio do terreiro. Mulheres, moças e meninas aguardam a chegada dos peixes e pescadores. Elas vão se aglomerando devagar. Um homem grita organizando. As mulheres gritam as outras mulheres. Duas meninas andam em pernas de pau. Ao fundo uma fila de homens se aproxima.
Sem títuloMulher de Zakaria tira o pelo de um porco, que servirá para o jantar.
Sem títuloJoão Ikobo corta mais um tubo de bambu para compor a flauta. Ele testa a sonoridade do tubo. Zupira, sua esposa, está sentada a seu lado, na porta do quarto, chupando pirulito. Todos conversam na cozinha enquanto ele faz o trabalho.
Sem títuloJoão Ikobo reune os tubos e testa a altura dos sons de um e outro, para avaliar se estão compatíveis com os sons que ele espera da flauta. Em seguida, ele volta a cortá-los com terçado. A neta de Zupira toma o seu pirulito.
Sem títuloAinda sem ter terminado o instrumento, João Ikobo mostra como ele é tocado. O casco de jabuti é acomodado embaixo do sovaco, do mesmo braço que segura a flauta pan, que é ligada ao casco de jabuti por um barbante. A outra mão friciona a resina fazendo vibrar o casco, enquanto a flauta é tocado em sincronia com o reco-reco. O grupo da oficina ri intimidando um pouco João Ikobo. O instrumento ainda não está pronto, então os sons não estão ainda perfeitos. Mas já dá para entender como ele funciona.
Sem títuloJoão Ikobo testa o reco-reco. Ele acha sua sonoridade com pouco volume. Ele começa a amarrar a flauta.
Sem títuloJoão Ikobo toca o instrumento. Sopra a flauta enquanto faz o reco-reco no casco do jabuti.
Sem títuloSakire toma o chibé a seu estilo, um prato inteiro em uma golada só.
Sem títuloArnaldo, Raimundo e Benjamim conhecem a Reserva Técnica das cerâmicas.
Sem títuloGeorge entre as cerâmicas.
Sem títuloGeorge tenta tocar hohori Marubo. Maria José pede que George tire fotos da buzina para que as ceramistas kulina possam conhecer e de repente conseguir recuperar a buzina que já não fazem.
Sem títuloOs Kulina conhecem a única peça de cerâmica kulina inserida na Reserva. Eles especulam sobre quem seria a artesã. Esta peça é um pequeno hohori. Ela foi coletada para o Museu do Índio pelo pesquisador responsável no ano de 2012, na aldeia Ipiranga Velha - como bem lembraram os Kulina.
Sem títuloMaria José mostra para os Kulina os cestinhos kaingang (brinquedos).
Sem títuloMaria José mostra para os Kulina uma boneca de madeira (que está sem os peitinhos). Ela mostra também objetos rituais e instrumentos musicais.
Sem títuloFabiana mostra o site do Museu do Índio. Ela explica como funciona o site e como se dá o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online. Ela explica que através do site e dos blogs do projetos, as peças e material coletado entre e pelos Kulina fica disponibilizada para pesquisa.
Sem títuloFabiana apresenta e explica como funciona o site do Museu do Índio e o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online.
Sem títuloOs Kulina falam para a equipe de museologia as informações sobre a antiga cama kullina, o shashakora. Raimundo fala que antigamente não tinha mosquiteiro. Ele fala do shapo. Ele diz ainda que o shashakora também servia na maloca como divisória. Além, é claro, de sua principal função, como cama.
Sem títuloArnaldo explica o material usado para fazer a alça do shapoto: tirando a casca da árvore (não sabe o nome em português) com nome kulina pitsi zoto. O shapoto é arrematado com bare eteroni (casca do olho da bananeira). A alça do outro shapoto é feita com casca de piriquiteira (que dá na beira do rio), na língua Mahororo. Arnaldo mostra como é a técnica de trançagem que as mulheres usam para fazer o shapoto certinho, equilibrado.
Sem títuloVoz de Maria José perguntando sobre o material do hepiri: murmuru.
Sem títuloMaria José prepara os abanos grandes (kakade imeni ou warikoze phephe) para qualificação. Arnaldo explica para a equipe de museologia que são as mulheres que produzem o kakade, embora aqueles que tem uma técnica mais simples (os maiores) podem ser feitos por homens e mulheres. Mas outros com técnicas mais elaboradas, apenas as mulheres sabem fazer. Explica que os kakade bedeni são utilizados para fazer fogo. Raimundo explica que o grande é o Warikoze phephe é chamado assim porque é utlizado como técnica de caça ao tatu. Raimundo explica a técnica. Benjamim filma a equipe de museologia anotando, tirando fotos, gravando e atentos ao que os indígenas explicam. Enquanto Raimundo explica, Arnaldo mostra como se faz. Warikoze é o nome do tatu na língua kulina.
Sem títuloEquipe de museologia: Andrea e Fabiana fazem anotações e George fotografa.
Sem títuloRaimundo traz um cesto para o antropólogo confirmar a autoria: Zanon kha. Depois, o cineasta indígena filma a equipe de museologia fotografando os indígenas.
Sem títuloOs cestos pequenos servem também como casas de pássaros pequenos domesticados: papagaios pequenos, ka´ika´i (cocotas), herere (canarinho), sabiá, etc.
Sem títuloArnaldo tenta identificar as tinturas dos cestos Keruri. Arnaldo e Raimundo confirmam que as tinturas mais escuras, o marrom, seriam feitas a partir do aguano (awano). Então Raimundo explica como é feita a tintura do aguano: tira a casca e bate na água.
Sem títuloTira a casca, bate na água. Aí seca, bota no sol. Então vira o corante. Coloca o fio dentro da água com a casca. Depois, deixa secar e fica colorido. Arnaldo explica que esta técnica de tintura também é utilizada para os fios de algodão: bate a casca do pau aguano na água, emerge o fio do tecido na água e deixa secar. A tintura mais escura é feita com barro preto, tsiki tsueni.
Sem títuloAs museólogas guardam os cestos Keruri para fazermos uma pausa para o almoço.
Sem títuloFabiana, Maria José e Felipe Agostini Cerqueira escolhendo e preparando os tubos de soprar de taboca para os Kulina testarem os vasos de cerâmica que servem como buzina. Raimundo fala que antigamente os vasos de cerâmica também eram utilizados como buzina. Identificação do nome da artesã.
Sem títuloRaimundo explica que o pratinho de cerâmica, conhecido como zipa bedeni em kulina, era utilizado no passado para tomar diversos tipos de bebidas: Koiza, bare pahane, patso (cervejas, bebidas doces de banana e outras frutas, água). Raimundo explica os modos como eram utilizados diversos tipos de vasos de cerâmica: para cozinhar, para conter líquidos, para guardar, etc.
Sem títuloArnaldo fala que é utilizado o Ralador para fazer a farinha: Heheki. Raimundo afirma que se fala do Heheki nas estórias míticas ou que existe uma estória mítica sobre a origem do Heheki.
Sem títuloBarra de cor. Flauta totore cantando.
Sem títuloOs Madiha tentam explicar a diferença entre a uba e a canoa. Eles dizem que uba era os tipos de canoa usados antigamente. Atualmente, os Madiha utilizam as canoas mesmo.
Sem títuloFabiana anota o nome da madeira do tatu: humu henani.
Sem títuloBenjamim lembra que o nome do artesão que fez o tatu é Vanito.
Sem títuloRodolpho ensinando Benjamim Kulina na Oficina de Montagem e Edição
Sem títuloBarra de cor. Andrea fala sobre os Ashaninka.
Sem títuloO grupo entra na sala guarani.
Sem títuloBenjamim faz depoimento sobre a experiência da vinda até o Rio de Janeiro e o Museu do Índio.
Sem títuloArnaldo Kulina trabalha na sistematização do material fílmico. Ele produz quadros com as informações fundamentais do vídeos gravados no âmbito do projeto kulina de documentação da vida e cultura.
Sem títuloTerreiro da aldeia Buaçu. Placa de Obras do Governo Federal. Posto de Saúde Indígena
Sem títuloHomens pilando o shatha com machados e outros paus em uma canoa. Filmado de perto da canoa. Dário (Gato), Sakire, Zohe, Siko e outros homens.
Sem títuloShil e Jeane no barco da equipe de saúde. Shil dá um tchauzinho e Jeane tenta pescar.
Sem títuloOroi reune as folhas piladas em um saco. Outros homens continuam pilando o shatha. Chico, de Ipiranga Nova, e Dorico, de Santa Júlia, ficam observando sentados. Um menino pelado e molhado também observa.
Sem títuloHomens na canoa passando em frente à aldeia Buaçu, a caminho da pescaria coletiva.
Sem títuloUma canoa a motor e uma canoa a remo sobem o rio para a pescaria.
Sem títuloOs homens das várias canoas pescam com zagaia. É jogar e zagaia na água e trazer um peixe. Aparecem Dori e Chico pescando.
Sem títuloSakire joga a zagaia e recolhe com peixe. Ele perde o primeiro, mas não perde os próximos. Riuta também joga a zagaia e recolhe com peixe. Benjamim conversa com seus companheiros pescadores. Sakire se diverte, brinca enquanto pesca.
Sem títuloFone de ouvido vai descendo o igarapé.
Sem títuloSakire em primeiro plano na boca do igarapé. Atrás duas meninas pequenas brincam no barranco, pegando peixes.
Sem títuloDuas canoas repletas de peixes. A de Chico do Zé Bakho e a de Riuta. Muitos baldes repletos de peixes pela praia e em outras canoas.
Sem títuloCanoa passa de motor subindo até a boca do igarapé.
Sem títuloA canoa chega na boca do igarapé. A canoa de Riuta desce vagarosamente de bubuia.
Sem títuloCanoas cheias de peixe. Zohe, filho de Sakire, mostra um pacu em meio aos montes de mandins. Eriana, Daniel, Joaquim.
Sem títuloOutra canoa passa em frente à Buaçu, descendo o rio. Filmada já do porto de Buaçu.
Sem títuloPraia, amontoados de peixes, canoas e pessoas.
Sem títuloManoe, sentado na praia limpando os peixes.
Sem títuloManoe, Sakire, Kaina, outros, limpando peixes na praia. Xil exclama para Mauri que deu muito mandim. Mauri perguntou por que ele não foi? Ele responde que não o levaram. Mauri diz que quando ele saiu, ele não estava por perto.
Sem títuloTsueni prepara os mandins, agachada na praia de Buaçu.
Sem títuloPesquisador responsável contando os segundos de barra de cor
Sem títuloHomens e mulheres da aldeia Santa Júlia cantando o Ahie´e (mariri): dança tradicional circular em que participam homens, mulheres, adolescentes e crianças. Dançam e cantam durante toda a noite até o amanhecer.
Sem títuloOs operários batem o cimento para levantar as paredes do posto.
Sem títuloIrmão de Davi - ribeirinho não indígena - e operários madiha, o filho de Davi e Ore (da aldeia Ipiranga Velha) cobrem as paredes já levantadas espraiando água com cimento.
Sem títuloOre (ipiranga Nova) espraia água com cimento nas paredes já levantadas.
Sem títuloPosto levantado e com estrutura do telhado praticamente pronta. Os operários madiha trazem as telhas e os operários não indígenas organizam-se para instalá-las.
Sem títuloOs operários não indígenas operam a instalação da telha.
Sem títuloDois operários não indígenas estão no alto da estrutura do telhado para receber a telha que será levantada por dois operários não indígenas do lado de baixo. A cena é vista de cima do telhado.
Sem títuloOs operários esperam em cima da estrutura do telhado, os operários de baixo alçar a telha para que eles possam levantá-la.
Sem títuloPlaca informando que está sendo construído um posto de saúde indígena, obra do governo federal.
Sem títuloTerreiro da casa de Zewa. Galinha solitária caminha bicando o chão. Ao fundo, os bois estão deitados no terreiro de Sinval.
Sem títuloA câmera se aproxima de casa onde estão os operários. Benjamim comenta que estão descarnando um boi.
Sem títuloOperários não indígenas estão descarnando um boi e conversando. O chefe de obras fala para Benjamim ir lá filmar os meninos tirando barro. Mas ele continua filmando a casa em que o boi está sendo descarnado.
Sem títuloTábuas enfileiradas na aldeia Santa Júlia.
Sem títuloRapaz carrega lenha para cozinhar o Koiza. É o filho de Zakaria. João Onima, o filmador, narra o que está acontecendo.
Sem títuloHomens estão na praia, comendo cana enquanto meninos estão se banhando no rio. Jorge Namari grita alguma coisa. Ouvem-se as mulheres cantando ao fundo e o som de um hohori. Tsauri traz a voadeira e as crianças peladas brincando sobem e pulam do barco.
Sem títuloHomens, jovens e meninos viram o bote e as crianças jogam água nele para limpá-lo.
Sem títuloHomens, jovens e meninos arrasta, sob gritos, o bote para longe da água. João Onima narra cada acontecimento.
Sem títuloHomens e jovens carregam o bote escadaria acima para o terreiro da aldeia.
Sem títuloOs homens assentam o bote no banco do terreiro. João Onima narra o acontecido.
Sem títuloVídeo-foto de menina kulina com colares de miçanga. Mulheres na varanda cortando e descascando mandioca para fazer o koiza. João Onima narra o evento e mexe com as mulheres que elas não cantam.
Sem títuloMoças trazem lenha para a fogueira que cozinha o Koiza.
Sem títuloRapaz chega sozinho em canoa com motor rabeta.
Sem títuloHomens jogam água no bote.Kubiu, Namari, Komizi e outros. João Onima narra.
Sem título