As mulheres dão paneladas de koiza para os homens e eles já começam a vomitar para esvaziar a barriga. Jorge Namari ajeita o bastão contra a barriga, para forçar o vômito.
Sem títuloKulina
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Mulher passa com panela vazia em frente a homens que tomam e vomitam.
Sem títuloMoças assistem da varanda ao caos do terreiro, enquanto outras já lambuzadas de koiza, buscam mais bebida em suas panelas para dar entupirem os homens. Vários homens encontram-se escornados nos bancos pela aldeia. Outros estão vomitando sem parar.
Sem títuloAs mulheres começam a deixar as panelas e se reunem no terreiro. Os homens continuam vomitando nas extremidades do terreiro. Algumas meninas devolvem koiza para o bote. As mulheres começam a chamar as outras mulheres: Venham!
Sem títuloMulheres confeccionando adereços no meio do roçado de bananas. Hadoma com criança a tiracolo faz um adereço com folha verde de bananeira. Rihane confecciona um adereço bem próximo à câmera para que possamos ver o que fazem com a folha da bananeira. Rihane reclama que não está ouvindo nenhum hohori cantando. Waiça concorda. De repeten, Haniha ataca as duas brincando de hizama (queixada). Elas riem. Haniha ataca novamente Rihane. Maria explica que se trata de um queixada. Haniha sai andando esquisito e atacando as mulheres, sem ou com crianças a tiracolo. Gritarias e gargalhadas se multiplicam. Marohe e Ruziniha passam, tomando o caminho. Marohe está com um adereço na virilha feito de folhas velhas de bananeira. Maria explica.
Sem títuloMulheres brincam encenando um queixada doente, deitado. Uma mulher (Marohe) o abana enquanto o queixada (Haniha) ataca as pessoas em volta, urra, e se aproxima. Ele olha o outro no chão e volta. Ele se aproxima e uma mulher oferece rapé para ele. Ele finalmente aceita, cheira e então morde a mão da mulher. Todos riem. O kohana se aproxima, depois de receber a bebida imaginária, e então chupa o doente no chão. Maria explica que está curando. Depois o kohana faz o vômito (como os azaba que vem até a aldeia para curar). Durante a encenação, as mulheres continuam confeccionam seus adereços. Uma menina faz uma perneira de folha verde de banana. Ele chupa mais uma vez o doente e volta para trás. As mulheres riem da tradução do tsina para o português: rapé. A moça que veio oferecer o tsina para o kohana é ou foi casada com um ribeirinho não indígena e se confundiu, falando rapé ao invés de tsina.
Sem títuloGrupo de mulheres chega dançando em formação de manada, com os braços dados em várias fileiras e com o passinho trotado típico de quase todas as danças kulina. Elas também cantam. Jorge Namari as recebe filmando com seu celular. Os homens cantam e dançam em roda ao lado do bote de koiza.
Sem títuloUma fileira de moças sentadas ao lado do bote, completamente molhadas de koiza. Seus cabelos ensopados e brancos da bebida. Os homens se aproximam e dão suas paneladas para elas beberem. Elas bebem e se deixam derramar pela bebida. Uma fila de homens se forma para dar bebidas para essas moças. Meninos se jogam koiza.
Sem títuloAs pessoas chafurdam na lama. Alguns meninos esgotam o koiza do bote, jogando nas pessoas e no chão onde rolam homens, moças, rapazes e meninas.
Sem títuloRapaz traz uma moça ainda limpinha para mergulhá-la na lama. Ele a derruba e todos caem em cima jogando e passando lama em todas as partes de seu corpo. Outro rapaz traz Ruziniha ainda limpinha e a derruba na lama. Maria faz um comentário.
Sem títuloOs homens mandam parar. Mas algumas crianças ainda continuam a brincadeira.Os homens começam a desmontar o assento do bote e a removê-lo.
Sem títuloHomens carregam o bote de volta para a água, com cuidado por causa da lama difícil de caminhar. Duas mulheres ainda arrastam um rapaz para enlameá-lo. Os homens arrastam o bote pelo terreiro.
Sem títuloBote é arrastado de volta para o rio. A descida da chegada até a aldeia é muito íngreme e ele deve ser arrastado vagarosamente. Algumas crianças continuam brincando na lama, lutando e derrubando os companheiros do gênero oposto. Komizi assiste a tudo com tranquilidade.
Sem títuloMulheres recebem as miçangas e comentam o tanto que estão recebendo.
Sem títuloZakaria, o especialista no Hihiti explica o que vamos fazer durante a criação do Hihiti, o arco de boca.
Sem títuloKomizi, o especialista no Boborara explica o que vamos fazer durante a criação da flauta Boborara.
Sem títuloJoão Ikobo mata o jabuti e retira sua carne para fora do casco.
Sem títuloJoaõ Ikobo tira o jabuti de dentro do casco.
Sem títuloIkobo solta Zohari e indica qual é o caminho. Depois de um breve tempo, ele encontra seu caminho e sai correndo pelo mato. Os Madiha riem.
Sem títuloKomizi corta pedaços de zumi para ver se estão bons para fazer as flautas.
Sem títuloKomizi chega pelo caminho, o meio de um roçado de macaxeira. Ele carrega os pedaços de zumi para fazer a flauta Boborara. Ele ajeita com o terçado o pedaço que tem na mão. Os outros participantes passam por ele, que fica parado no caminho.
Sem títuloKomizi começa a preparar o zumi enquanto canta um canto de Boborara.
Sem títuloKomizi esculpe a flauta Boborara enquanto canta um canto. Ele está com o rosto completamente pintado de urucum. Tem traços de violeta sobre o fundo vermelho.
Sem títuloDetalhe do artesão esculpindo os furos da flauta.
Sem títuloKomizi mede a altura dos dedos onde ele fará os furos.
Sem títuloDetalhe da flauta Boborara sendo tocado por Komizi. Os dedos fazendo os desenhos sonoros da flauta.
Sem títuloKomizi corta novo pedaço de zumi (taboca) que servirá para confeccionar nova flauta. Benjamim comenta sobre o processo de confecção da flauta - de acordo com o que aprendeu hoje.
Sem títuloKomizi volta a cantar enquanto esculpe nova flauta. Ele bate com a faca no lugar em que fará o furo da boca. Enquanto ele canta, alguém tenta tocar o instrumento.
Sem títuloKomizi toca a flauta que acabou de confeccionar. Ela é feita com zumi verde. Depois de tocar, Komizi explica que o canto do Boborara é também de Ahie´e e então canta um canto idêntico ao que saiu da flauta. E então volta a tocar a flauta, mostrando que a flauta canta como a gente canta. Joaquim ri.
Sem títuloKomizi trabalhando em nova flauta enquanto canta canto de Boborara.
Sem títuloKomizi testa duas flautas e ao fim, joga uma pois percebe que ela não está prestando. Toma novo pedaço de zumi para confeccionar uma nova.
Sem títuloKomizi dança e toca e Joaquim tenta. Ao final, Komizi pergunta se está bonito, conta as flautas produzidas. Benjamim comenta que o boborara está feito, diz o dia e a hora e o que foi feito. Komizi lembra alguns detalhes. Ele vai juntando as flautas produzidas.
Sem títuloO grupo da Oficina do Hihiti caminha pela mata em busca do pau para o arco. Benjamim explica a situação enquanto filma.
Sem títuloOs homens encontram o material para fabricação do arco do Hihiti. Zakaria mostra qual é no meio do matagal. Eles explicam que seu nome é Kathapare. O nome em português não foi identificado. Eles limpam em volta dele, para depois tirá-lo. Finalmente eles cortam o pau, que é muito espinhento e fino.
Sem títuloZakaria corta um pedaço suficiente para fazer os arcos e limpa-o dos espinhos. Kubiu, Zakari e Komizi tentam identificar o kathapare em português. Eles afirmam que é uma espécie de pupunha brava, diferente do za´ida, com que se faz o arco de caça.
Sem títuloZakaria, utilizando o terçado, vai desbastando cada arco. Primeiro ele tira o grosso de todos eles para depois começar a esculpir mais finamente. Éinteressante o modo como se utiliza dos terçado, segurando-o na lâmina bem próximo de sua extremidade, que está com mais fio.
Sem títuloKubiu, em meio ao roçado novo de bananas e outros produtos, esculpindo um arco Hihiti, tirando a polpa do arco. Atrás, Joaquim descansa. Ele testa se o arco já está envergando o suficiente.
Sem títuloDetalhe de Zakaria esculpindo o arco. Acabamentos.
Sem títuloZakaria esculpe o arco do Hihiti, fazendo já os acabamentos. Ele conta que vai cantar um ramikha ahie´e. Ao fundo ouvimos Komizi cantando um canto. Zakaria conta como e com quem aprendeu a fabricar o Hihiti e a tocá-lo. Ele tambá cita os antigos mestres de Hihiti. Fala um pouco do rami, etc.
Sem títuloZakaria esculpe o arco, tirando o excesso de polpa e deixando-o mais maleável. Ele narra estória de Hihiti, associado ao rami, ayahuasca.
Sem títuloTomo rapé e Zakaria continua a cantar. Então Komizi nos guia para continuar dançando. Finalmente, piso em um pé novo de bananas e todos riem. Com a ajuda de Komizi, recoloco a bananeira no lugar e ajeitamos uma base para sustentá-la novamente.
Sem títuloKomizi toca flauta Boborara, Kubiu e Zakaria ficam parados. Eu apareço tocando uma buzina Hohori. Komizi brinca comigo, mas Kubiu e Zakaria permanecem parados. Joaquim faz anotações sobre as informações fornecidas na primeira parte da oficina. Hikani! todos gritam: Acabou!
Sem títuloZakaria no caminho em busca do hihiti madoni. Ele explica que nos locais onde ele esperava encontrar não havia o hihiti madoni - na volta grande perto da aldeia Santa Júlia. Então, explica que espera encontrar o madoni bom no caminho onde vamos buscar o totore - no caminho da aldeia Apuí.
Sem títuloDuas mulheres passam carregando farinha e produtos do roçado em um grande shapoto
Sem títuloO grupo da Oficina do Hihiti e do Totore faz uma pausa em um tapiri construído em meio a um roçado recentemente queimado e cortado e come as bananas maduras que encontram penduradas no esteio do tapiri. Os homens conversam. Kubiu explica que ainda falta um bom caminho, ainda faltam dois igarapés a serem atravessados, para se chegar ao local onde se encontra o hihiti madoni. E ainda mais para se chegar ao local onde se encontram pedaços de zumi do tamanho correto para a fabricação da flauta Totore.
Sem títuloKomizi e Zakaria comem tsina, o rapé de tabaco. Eles colocam sob os lábios o rapé. Komizi cheira um pouquinho e brinca com Zakaria, como se fosse um queixada. Antes estávamos brincando que iam cheirar o rapé e se transformar em queixadas. Todos riem. Em seguida ipoza, Komizi e Zakaria colocam o rapé nos lábios. Komizi começa a brincar com os lábios cheios de rapé, falando de um jeito engraçado, como um monstro ancestral ou coisa parecida.
Sem títuloZakaria e Kubiu fazem uma clareira na mata para fabricar o hihiti, mas está cheio de formigas e vamos embora.
Sem títuloZakaria fabrica os hihiti. O primeiro já está quase pronto. A corda já está amarrada no arco e Zakaria a afina. Ele amarra um segundo Hihiti.
Sem títuloDetalhe de Zakaria descascando o cipó. Torcendo o cipó, sua casca se desprende e o artesão puxa para tirá-la. Vai torcendo e tirando a casca, com cuidado para não arrebentar a corda fina que fica embaixo da casca.
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