A autora tem como objetivo debater o nascimento e a prática da etnografia no interior do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), com ênfase no momento da discussão política em torno dos projetos nacionais para o Brasil imperial. As páginas do periódico do IHGB, que reunia os mais importantes letrados comprometidos em pensar um projeto para a antiga colônia portuguesa, são ricas em discussões em torno do papel que caberia ao indígena nesse processo em gestação. E para isso era preciso munir-se dos conhecimentos necessários para conhecê-Ios, nomeando-os, descrevendo-os, tornando-os visíveis segundo procedimentos narrativos capazes de igualmente controlá-Ios. Nasce assim uma etnografia aliada a um processo de escrita da história nacional, quando os campos de conhecimento ainda em processo de definição permitem perceber como os dois saberes ainda não se encontram acantonados em territórios que fariam de cada um deles e de suas práticas correlatas disciplinas específicas segundo regimes próprios de escrita. A autora investiga de maneira inovadora e inteligente esse procedimento, restituindo-o ao terreno da história e compreendendo-o como processo peculiar à sociedade imperial oitocentista e em suas estreitas correlações com o projeto político de desenho da nação. Estruturando-o em três partes muito bem articuladas, neste livro a autora enfrenta o desafio de pensar o lugar do indígena na perspectiva de um novo objeto de conhecimento, assim como o problema de sua inserção nos projetos de Estado nacional. Baseada em sólida pesquisa documental e em uma bibliografia atualizada, explora em profundidade o tema com sugestões interpretativas bastante originais e que alargam o campo de investigação a respeito do assunto
KODAMA, KaoriEtnografia - Império
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BR DFFUNAI RJMI BIB-LIV-918.1 / K76i / 2009
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2009
Parte de Bibliográfico