Esses homens incríveis e suas máquinas maravilhosas - eis o lema desta passagem de século, quando se acreditou piamente na capacidade de controlar mares, céu, terra e os próprios homens. Talvez os maiores ícones dessa época em que o otimismo social tornava-se uma espécie de utopia alentada e o futuro prometia um destino civilizado sejam a ciência e suas invenções diletas, que revolucionavam o transporte, a higiene, a agricultura e o próprio dia-a-dia. É dessa maneira que o Brasil entra no novo século: confiante nas verdades absolutas, nas certezas fáceis e nos prognósticos que anunciavam o controle e a evolução de toda a humanidade rumo a um só destino. Mas esses "tempos modernos" traziam seus limites: veneno e antídoto, a ciência representava, ao mesmo tempo, a utopia e seu calvário
COSTA, Angela Marques daCivilização
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Este livro discute questões centrais do pensamento de Sérgio Buarque de Holanda e interpreta inicialmente Raízes do Brasil para depois estabelecer vínculos entre este clássico e a reflexão que Sérgio desenvolve acerca da noção de fronteira no Brasil. Tal reflexão é examinada em comparação com debate norte-americano sobre a idéia de expansão para este e com as contribuições de Visões do Paraíso, destacando-se, então, que o conceito de modernidade, com o qual opera, jamais exclui o diálogo com as tradições culturais do país
WEGNER, RobertEngleton toma como base sua insatisfação quanto ao significado antropológico amplo e com o sentido estético rígido da cultura, e busca algo que a diferencie de outros conceitos fundamentais da Sociologia, por considerar em jogo o uso do conteúdo da alta cultura. Busca as transformações históricas pelas quais o termo passou e seus usos contemporâneos. Ao mergulhar na crise moderna da idéia de cultura, aborda os choques culturais, a dialética da natureza e da cultura, dialogando com Marx, Nietzsche e Freud, e aprofunda a visão com relação à homogeneização da cultura de massas, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários
EAGLETON, Terry“Este livro, embora independente, integra uma série de estudos de Antropologia da Civilização em que se procura repensar os caminhos pelos quais os povos americanos chegaram a ser o que são agora e discernir as perspectivas de desenvolvimento que se lhes abre” Darcy Ribeiro (Prefácio à Primeira Edição)
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)“Este livro, embora independente, integra uma série de estudos de Antropologia da Civilização em que se procura repensar os caminhos pelos quais os povos americanos chegaram a ser o que são agora e discernir as perspectivas de desenvolvimento que se lhes abre” Darcy Ribeiro (Prefácio à Primeira Edição)
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)Baseada numa ampla pesquisa documental, o livro narra os conflitos armados entre os Kaingang do oeste paranaense e diferentes agentes de ocupação territorial, desde a primeira expedição para Guarapuava até a "pacificação" no início do século XX. Preenche de forma admirável uma lacuna na historiografia regional, centrada nos mitos do "vazio demográfico" e da epopéia imigrante
Mota, Lucio Tadeu“Em Cultura na Prática, Marshall Sahlins se revela um dos mais profundos e originais antropólogos de nosso tempo. Ele soube fecundar reciprocamente as tradições intelectuais européias e americanas. Sempre se recusou a separar as ciências sociais das disciplinas humanas, a análise estrutural da pesquisa histórica, e a teoria da prática. Graças à amplitude de suas perspectivas, a seu imenso conhecimento, ao equilíbrio de seus juízos e à sua recusa de qualquer modismo intectual, Marshall Sahlins é indiscutivelmente o mais lúcido dos antropólogos contemporâneos” Claude Lévi-Strauss
SAHLINS, MarshallAnálise crítica de parte da obra de Darcy Ribeiro denominada ´´Antropologia da civilização``
ZARVOS, GuilhermeFreud, Sherlock Holmes, o crítico de arte Morelli: partindo desses nomes, Carlo Ginzburg constrói o paradigma de um "saber indiciário", um método de conhecimento cuja força está na observação do pormenor revelador, mais do que na dedução. Nessa coletânea, Ginzburg aplica o método a temas aparentemente díspares: a história da cultura popular, a teoria e a história da arte, a psicanálise, a influência da ideologia nazista em alguns dos mestres da historiografia moderna. São sete ensaios iluminadores, fruto de uma investigação "detetivesca" que, trazendo à luz detalhes negligenciados, revela perspectivas surpreendentes e faz jus à epígrafe de um dos textos: "Deus está no particular"
GINZBURG, CarloNeste segundo volume, Elias examina as condições sociais, econômicas e políticas que provocaram mudanças na sociedade européia, desde os tempos de Carlos Magno até o século atual. Baseando-se em grande volume de dados históricos, sociológicos e psicológicos, formula uma originalíssima teoria sobre a formação do Estado. Este verdadeiro clássico na historiografia sobre o tema é considerado por estudiosos de psicologia, sociologia e história uma das maiores obras interdisciplinares das últimas décadas
ELIAS, NorbertNesta obra-prima fascinante, divertida e muito acessível, Elias analisa a história dos costumes, concentrando-se nas mudanças das regras sociais e no modo como o indivíduo as percebia, modificando comportamento e sentimentos; Norbert Elias buscou informações em livros de etiquetas e boas maneiras, desde o século XIII até o presente, para mostrar que nossos hábitos se colocam em um determinado estágio de uma evolução milenar. Elias prova que desde a Idade Média, em que o controle das pulsões era bastante reduzido, até os nossos dias, as classes dirigentes foram lentamente modeladas pela vida social, e a espontaneidade deu lugar à regra e à repressão na vida privada
ELIAS, NorbertO Processo Civilizatório ordena, analisa, interpreta e crítica uma impressionante massa de dados relativos aos últimos 10.000 anos da história humana. Seus propósito é reescrever a partir de uma perspectivas latino-americana e brasileira o esquema marxista da evolução social
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)O Processo Civilizatório ordena, analisa, interpreta e crítica uma impressionante massa de dados relativos aos últimos 10.000 anos da história humana. Seus propósito é reescrever a partir de uma perspectivas latino-americana e brasileira o esquema marxista da evolução socail
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)O Processo Civilizatório ordena, analisa, interpreta e crítica uma impressionante massa de dados relativos aos últimos 10.000 anos da história humana. Seus propósito é reescrever a partir de uma perspectivas latino-americana e brasileira o esquema marxista da evolução social
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)A Obra citada é uma coletânea de ensaios produzidos por historiadores diversos, organizados em dois volumes pelo historiador Carlos Guilherme Mota, os quais tratam sobre diversos aspectos e períodos da História. No capítulo "Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência", que faz parte do primeiro volume, o historiador Kenneth Maxwell, discorre sobre a Independência do Brasil no contexto comparativo atlântico. Na primeira parte do texto, o autor trata sobre os aspectos e pressupostos que envolvem a emancipação de uma nova nação, os quais são: a democratização da política interna - a manifestação da expressão popular; o reconhecimento do novo status de nação por outras nações, o que naturalmente segundo ele, é de fundamental importância na história de sua identidade como nação independente; a assinatura de um tratado internacional com a antiga metrópole e outras obrigações e decisões comuns a uma nação emancipada, o que para ele, se constituem em temas fascinantes para a investigação histórica
MOTA, Carlos Guilherme (Org)