Bolívia
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Este relato antropológico apresenta as impressões de Nathan Wachtel como pesquisador ao retornar a uma aldeia de índios urus, no altiplano boliviano, após vários anos de afastamento. É um momento de grave crise na aldeia, decorrente das mudanças radicais introduzidas em suas instituições e costumes, entre elas, a adesão de parcela significativa dos habitantes ao catolicismo e às religiões evangélicas e pentecostais. A ruptura dos laços tradicionais, criados e mantidos pela estrutura coletiva dual da religião pagã, interrompe práticas seculares e desestrutura o coletivo. Wachtel mostra como nesse contexto de desestruturação renascem personagens de um universo imaginário arcaico e fantástico, identificados com vampiros, aqueles que sugam o sangue com propósitos diabólicos e misteriosos
Sem títuloMostra as tentativas dos jesuítas espanhóis de estabelecer uma via de comunicação permanente pelo rio Paraguai, no século XVIII
Sem títuloEm seu primeiro estudo, o autor lança um foco inovador sobre um aspecto ainda pouco conhecido de nossa história: as missões de Chiquitos. Embora tão importantes quanto as missões jesuíticas Guarani, no Sul do Brasil, as chiquitanas são quase desconhecidas da produção acadêmica brasileira. Aborda com detalhes o processo de criação das dez missões na área atualmente ocupada pelo oriente boliviano e o trabalho de evangelização levado a efeito pelos padres, que as fundaram entre fins do século XVII e primeira metade do XVIII. Trabalhando sob o enfoque da etnogeografia, o autor desnuda os entrelaçamentos entre o espaço e a cultura, evidenciando a maneira inextricável com que se interpenetram e se produzem mutuamente. O espaço geográfico, mais do que o espaço físico, é percebido como uma resultante das interações históricas e culturais, portanto, repleto de ressonâncias simbólicas, que dão sentido e geram as marcas concretas da paisagem. O autor enfatiza o caráter da religiosidade Chiquitana, tomando como principal referência de análise a procissão de Santa Ana, que, anualmente, pelo período de aproximadamente sessenta dias, percorre extensas áreas da fronteira da Bolívia com Mato Grosso e constitui-se em um importante sistema de coesão social, gerando papéis e atividades compartilhadas que traduzem a concepção de mundo e os valores culturais Chiquitano
Sem títuloMostra as diversas faces do processo de legitimação social e jurídica que tem passado os indígenas da medicina tradicional. Documenta as relaçOes assimétricas entre a medicina indígena e a ocidental
Sem títuloNeste livro o autor trata da presença dos Camba-Chiquitano em Mato Grosso do Sul, com um profícuo diálogo entre a História e a Antropologia, analisando com maestria o desenvolvimento histórico das identidades assumidas e atribuídas na região da fronteira Brasil-Bolívia. O autor discute os percalços identitários de uma comunidade que vive em situação de fronteira
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