O quarto volume da série Historiando a Arte Brasileira, assinado pela; etnóloga Els Lagrou, apresenta ao leitor um rico exame das concepções; ameríndias sobre arte, mostrando como nesses universos a categoria está; associada não exatamente à contemplação estética, mas à produção de corpos e; pessoas. Tal enquadramento nos aproxima do pensamento ameríndio, descentrando; o olhar ocidental, mas ao mesmo tempo suscita, em razão da complexidade; etnográfica e sutileza analítica, assim como pela riqueza das imagens que; acompanham o texto, a seguinte questão: ao serem reapropriados em outros; contextos socioculturais e institucionais, objetos e imagens não podem também; servir a propósitos de contemplação estética? Trata-se de um belo texto, que; nos faz percorrer, sob o permanente risco de sermos seduzidos, esse; fascinante e poderoso universo da arte indígena amazônica
LAGROU, ElsBelo Horizonte
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BR DFFUNAI RJMI BIB-LIV-7.031.3(81) / L179a / 2009
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Item
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2009
Parte de Bibliográfico
BR DFFUNAI RJMI BIB-LIV-39(81=1-82)Tapirape / W133La / 1988
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1988
Parte de Bibliográfico
Os Tapirapé vivem numa região de floresta tropical, com flora e fauna tipicamente amazônicas, entremeada de campos limpos e cerrados. Agricultores, suas aldeias tradicionalmente se localizam nas proximidades de densas florestas em terrenos altos não inundáveis, onde mantém suas roças. Tapi’itawa, a aldeia mais conhecida do grupo, reproduz as condições ideais para a localização de uma aldeia: terreno não-inundável próximo a florestas altas para agricultura, também com proximidade a campos abertos marginais aos afluentes do Araguaia e a um córrego de existência perene mesmo durante a estação seca. Os Tapirapé exploram alternadamente esse ambiente, segundo a época do ano e atividade a que se dedicam: agricultura, caça, coleta e pesca
Wagley, Charles