O livro aborda aspectos mitológicos dos povos indígenas do Vale do Rio Negro no Amazonas
Mello, Glaúcia Buratto Rodrigues deBaniwa
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Livro contendo coletânea de histórias Baniwa registrados pelo antropólogo Robin Wright
Cornelio, José Marcellino [et.al.]A maloca é onde se realizam as refeições coletivas ao longo da semana e também todas as reuniões, cerimônias e festas coletivas de toda a comunidade.
Lorena França ReisApresentação de 11 espécies diferentes de pimentas cultivadas na roça da D. Dulcila Fontes. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Lorena França ReisCesta formada por uma panela velha e folhas de embaúba dão suporte para as pimentas colhidas na roça. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Lorena França ReisNadma e Josi fazem trocas entre a caça por pimenta. As trocas alimentares entre as famílias é um modo comum de suprir as necessidades de cada família.
Lorena França ReisAtividade de registro realizada em novembro de 2019. Nessa imagem vemos uma jovem, usando como ferramenta de registro o seu celular, levantada perto de igarapé, indo para roça. Toda registro feita sobre tucum e roça, jovens mulheres usaram celulares para ajudar a fazer os registros durante a conversa feita com as conhecedoras da comunidade.
Ceci Penido da CunhaNa foto vemos uma enorme panela no fogo. Dentro da panela está o líquido tirado da mandioca, o preparo leva muito tempo para poder ficar pronto, que chamamos de “tucupi”, que é nosso único tempero, que colocamos no peixe.
Lorena França ReisTrocar plantas ou mudas entre as mulheres é uma troa de saberes. A muda de pimenta é embalada numa folha de embaúba, isso é uma técnica que usamos para proteger a muda.
Julia Bernstein BarretoNa foto percebemos o momento de “wayuri ou trabalho coletivo”, entre os alunos da escola. As crianças desde pequeno aprendem com os pais a valorizar os conhecimentos.
Julia Bernstein BarretoAs crianças raspando mandioca, usando suas facas para raspar com todo cuidado e sabedoria. Deixando as mandiocas raspadas em cima da folha de bananeira.
Julia Bernstein BarretoNa foto aparece a professora Juracy Santos, torrando farinha no forno. Esse processo da farinha é muito difícil, pois leva horas para fazer todo processo, e por fim ainda tem o fogo e fumaça na hora de torrar farinha.
Laura Matins AlmeidaNa foto está Aparecida que é a dona e sua filha. Chegando na roça ela falou sobre as diferentes entre as roças antiga, onde tem apenas frutas e a roça nova, onde ainda tem manivas e outros tipos de frutas que são cultivados na roça.
Lorena França ReisAs pimentas foram colhidas na roça da Sr. Nazaré e Eliezer, depois são colocadas numa peneira grande. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Lorena França ReisNádma apresenta o tuberculo do cará na sua roça, ao lado do pé de cará. Além das manivas e pimentas que constituem os principais cultivos de roça, as mulheres de Ucuqui apresentam grande diversidade de plantio.
Ceci Penido da CunhaDetalhe sobre processamento da mandioca. Do tipiti sai da massa que será que peneirada e torrada para fazer farinha e também a manicuera que pode ser fervida e usada na quinhampira (peixe com pimenta).
Ceci Penido da CunhaA foto vemos um aturá com Feixe de maniva, que estão na beira da roça, que vai ser plantada.
Julia Bernstein BarretoOficina de registro realizada em outubro de 2019. Na foto aparece Dona Bidoca Castro sentada no rio, peneirando saúvas. Essa técnica é usado para tirar todas as parte da saúva, para poder ficar somente as cabeças, que será colocada com pimenta ou tucupi, que será usado como tempero dentro da caldeirada de peixe.
Lorena França ReisCapinar é um procedimento de cuidado da roça - é muito comum entre os povos do rio Negro e também observado em Ucuqui Cachoeira.
Lorena França ReisNa foto vemos tucum já tingido com mangarataia. Mangarataia é uma raiz. Depois socar as raízes na panela e misturar com fixador, é levado ao fogo para ferver. Em seguida é colocado tucum branca na panela, e deixar ferver por uns minutos, até pegar ficar no ponto de tirar da panela. Enquanto isso as mulheres vão mexendo sempre para poder pegar a cor amarela.
Lorena França ReisNa foto vemos uma panela no fogo com material dentro. Depois da mistura entre fixador e urucum, é levado ao fogo para ferver. Em seguida é colocado tucum branca na panela, e deixar ferver por uns minutos, até pegar ficar no ponto de tirar da panela. Enquanto isso as mulheres vão mexendo sempre para poder pegar a cor vermelha.
Lorena França ReisNa foto, percebemos que a Aparecida usa peneira de farinha com massa em cima e aos poucos vai sacudindo e vai caindo, se transformando em beiju, e vai ser cortado em forma de triângulo, e vão ficando na beiro do forno para ficar crocantes.
Lorena França ReisDona Cleomar, com seu aturá cheio de maniva quebradas em pedaços, seu tucum e tomando seu xibé. Os pedaços de manivas estão prontos para serem plantadas na roça que foi queimada.
Lorena França ReisA Dona Lúcia em seu quintal moqueando (defumando) pedaços de surubim (pintada), debaixo de açaizeiros.
Lorena França ReisA Dona Bidoca Castro segura a panela de urucum e a Dona Isabel derrama fixador (casca de castanheira) e ela vai misturar, e sem seguida levar ao fogo e deixar ferver.
Lorena França ReisÁ esquerda está a Dona Bidoca, no meio a sua netinha, e do lado a dona Isabel. As duas são artesãs profissionais da comunidade. Na imagem vemos a Dona Bidoca ensinando a sua neta a fazer artesanato. Esse repasse para as crianças é um aprendizado muito riquíssimo do “aprender/brincar”.
Francineia Bitencourt FontesNa foto está a Dona Natália, ela é artesã profissional. Umas das mulheres ativa na produção de bolsas batidas, feito com tudo novelo.
Francineia Bitencourt FontesDona Cleomar soprando cigarro benzido no seu neto. A regra é sobra do meio da cabeça e vai descendo para os pés. E depois ela deixa ele lamber um pouquinho de pimenta, a mãe, o pai e o filho, para eles serem já protegidos.
Lorena França ReisEm Saúde dos povos indígenas, a Associação Brasileira de Antropologia torna público um conjunto de estudos propositivos de uma reflexão crítica essencial sobre as relações entre o fazer antropológico, a implementação de políticas públicas de saúde e a participação dos povos indígenas nesse contexto. Ao fazê-lo, abordamos temas como a participação das organizações indígenas na formulação das políticas públicas e seu potencial transformador, as ligações dos intelectuais nativos - pajés, muitas vezes - com as formas de poder associadas à biomedicina, e a contribuição técnico-cientifica que o antropólogo, em seu trabalho cotidiano, traz para uma nova construção de nação e de cidadania no Brasil contemporâneo
LANGDON, Esther Jean (org)Lúcia exibe suas manivas na roça. Na roça sempre há enormes diversidade e variedade de manivas cultivadas pelas mulheres da comunidade.
Lorena França ReisInício das atividades de registro sobre o conhecimento das mulheres baniwa sobre as plantas. D. Felícia replanta pé de pimenta na sua roça
Lorena França ReisA caminho da roça, uma mulher carrega seu mingau de cubiu. Quando a mulher vai para roça sempre leva algo para seus filhos. Aqui a mulher levou mingau de cubío, uma fruta comum que tem nas roças
Lorena França ReisEm cima de uma peneira de farinha, tem 03 pedaços de curada (beiju feito com goma).
Julia Bernstein BarretoEste livro dá sequência à série iniciada com "Manejo do Mundo. Conhecimentos e práticas dos povos indígenas do rio Negro", publicado em 2010. Como o primeiro, este volume dedica-se a um tema de enorme relevância na vida dos povos indígenas do rio Negro: a inscrição de suas histórias de origem na paisagem natural. Em seu conjunto, os textos aqui reunidos são o resultado de pesquisas colaborativas e de múltiplos diálogos entre pesquisadores brancos e indígenas acerca de como fazer pesquisa, do que e como registrar, de como tratar das histórias contadas pelos mais velhos e de como estimular os mais jovens a se envolver neste tipo de atividade
ANDRELLO, Geraldo (org)Vista ampla da roça, com destaque para as manivas. Essa roça é na terra firme, o tamanho da roça é enorme, na roça percebesse q diversidade de manivas, muitas variedades de pimentas e cultivo de outras frutas.
Julia Bernstein BarretoNesta imagem as mulheres estão caminhando em meio às manivas chegando na roça.
Ceci Penido da CunhaEm uma das atividades que registramos, descobrimos uma riqueza entre cunhadas. À esquerda é a Gorete mãe solteira, à direita sua cunhada Nilda casada com irmão da Gorete. Por sua cunhada ser mãe solteira, a sua cunhada deu para ela metade da roça. Gorete plantou sua roça, o que separa a roça é uma fileira de abacaxi, demarcando parte das duas. Quanta riqueza sobre o cuidado com o outra.
Julia Bernstein BarretoEssa planta se chama “ remédio da roça”, essa planta tem uma raiz idêntica a mandioca. Por isso ela deve ser sempre plantada na roça nova para ter fartura na hora de arrancar mandioca.
Lorena França ReisRegistro do segundo dia da viagem de subida entre São Gabriel e São Joaquim. Registro da passagem da voadeira pelas corredeiras da cachoeira de Tunuí, o principal obstáculo deste tipo de viagem no período do inverno.
Thiago Lopes da Costa OliveiraRegistro do segundo dia da viagem de subida entre São Gabriel e São Joaquim. Registro do encontro com uma canoa que subia para o alto Içana, na região dos grandes lagos deste rio, acima de Tunuí.
Participantes: Armindo de Souza Brazão, piloto de voadeira.
Registro do segundo dia da viagem de subida entre São Gabriel e São Joaquim. Registro da passagem da voadeira pelas corredeiras da cachoeira de Tunuí, o principal obstáculo deste tipo de viagem no período do inverno.
Thiago Lopes da Costa OliveiraDona Carol e Dona Docilene Brazão moldam juntas, são duas mestras de cerâmica que estão na troca de conhecimento entre elas e as jovens.
Francineia Bitencourt FontesDona Laura molda a argila em tábua de madeira.
Ceci Penido da CunhaRegistros de técnicas e processos de modelagem após a subida inicial das peças de cerâmicas. A jovem Francy Silva ensinando às meninas Baniwa como moldar a cerâmica.
Francineia Bitencourt FontesVitória e suas duas filhas moldam as cerâmicas juntas
Ceci Penido da CunhaVitória moldando as tampas e ensina à sua filhinha as técnicas na prática.
Francineia Bitencourt FontesA Francy Silva moldando uma peça cerâmica com forma de biribá.
Julia Bernstein BarretoNa foto a Madalena faz teste no korawali (apito) para ver se está soando bem.
Francineia Bitencourt FontesA Dona Bidoca Castro na foto aparece lavando os tucum e tirando fios miúdos, e em seguida ela vai abrir para pegar sol e pode ficar branco.
Julia Bernstein BarretoAs mulheres estão puxando tucum para poder tirar os fios. Na imagem estão Dona Iris Bitencourt, Mariela Batista, Isabel Castro e Bidoca Castro.
Francineia Bitencourt FontesJovem garota baniwa lustra pequeno prato de cerâmica.
Julia Bernstein BarretoDona Maria Brazão lustrando seu prato, e fazendo acabamento e polindo seu prato para ficar brilhoso, usando caroço de inajá na finalização
Julia Bernstein BarretoFrancy Baniwa polindo um vaso que era usado no ritual do kaapi, onde os sábios colocavam o chá.
Julia Bernstein BarretoDona Carol pegando cerâmica já defumada e queimada no fogo, já envernizada com breu.
Julia Bernstein BarretoA direita está Dona Arcélia e esquerda Dona Maria Brasão cortando lenha para fazer a fogueira e queimar as cerâmicas.
Ceci Penido da CunhaPeças de Cerâmicas queimando na fogueira.
Ceci Penido da CunhaCerâmicas com pigmento verde acima do fogo, sendo defumadas.
Ceci Penido da CunhaDona Carol queimando as suas peças pequenas no forno de cerâmica.
Julia Bernstein BarretoDona Madalena retirando as peças da fogueira com ajuda de uma vara de motor rabeta, pois o calor é muito forte.
Ceci Penido da CunhaDona Carol passando uma resina na cerâmica par ajudar na hora de queimar as peças.
Julia Bernstein BarretoMulher baniwa pintando sua cerâmica com padrão baniwa, usando os desenhos feitos por elas mesmas, desenhos apropriado para cada objeto.
Julia Bernstein BarretoRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Mulher Baniwa pintando uma padrão de grafismo Baniwa em uma cerâmica, usando fios de cabelo para fazer o desenho.
Francineia Bitencourt FontesMulher baniwa pintando sua cerâmica com grafismo indígena.
Julia Bernstein BarretoRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Diferentes tipos e cores de tinta para pintar os padrões das cerâmicas.
Francineia Bitencourt FontesRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Peças que vão ser pintadas e os matérias que vão ser usado nesse processo de pintura.
Julia Bernstein BarretoDois pratos recém moldado e um pote de água para ajudar a moldar.
Ceci Penido da CunhaNa foto tem semente de Inajá e uma pedra que servem para alisar e fazer brilhar as cerâmicas.
Julia Bernstein BarretoNa imagem vendo a mulher com seu aturá nas costas, cheio de mandioca e frutas em cima também. Isso é típico entre as mulheres Baniwa.
Francineia Bitencourt FontesNo meio da roça está a dona da roça, sua filha Nilda e eu (Francineia), a dona Cristina com seu aturá e as mulheres jovens todas em pé atentas para ouvir a narrativa que está sendo contada pela dona Maria José, mostrando as variedades de manivas, que deve ser plantada na capoeira. Ela explicou o porquê atrás das casas, pois disse, que as vezes chove o dia inteiro. E as vezes no final do dia ela vai rapidinho arrancar, pois fica muito de perto de sua casa, isso é uma estratégia criada para tempo de muita chuva.
Ceci Penido da CunhaÀ direita é a Dona Graciela, Cristina, Nilda e sua prima. As mulheres descansam numa grande árvore que estava no meio da roça. Depois de muito tempo de cultivo de mandioca, hoje só tem batatas doce.
Julia Bernstein BarretoNa foto vemos as mulheres cada uma com feixes de tucuns, voltando para comunidade.
Julia Bernstein BarretoDona Graciela tirando tucum e organizando as folhas de tucum, sempre usando técnicas para não pegar os espinhos.
Francineia Bitencourt FontesA jovem Gorete tirando tucum do talo cheio de espinhos, usando suas técnicas.
Francineia Bitencourt FontesDona Cristina com gancho e tucum na mão e Graciela passando no meio a uma roça de capoeira.
Francineia Bitencourt FontesDona Graziela Fontes tirando tucum do talo cheio de espinhos.
Francineia Bitencourt FontesNessa imagem as mulheres depois de tirar tucum, estavam no meio da roça aguardando as demais mulheres.
Francineia Bitencourt FontesDepois de andar nas capoeiras tirando tucum, elas estavam voltando na trilha da roça para casa, com vários cabeças de tucum.
Francineia Bitencourt FontesA Nilda na beira do rio lavando seus tucuns.
Julia Bernstein BarretoA Dona Graciela lavando seus tucuns e suas filhas perto dela tomando banho, sempre perto para aprender.
Julia Bernstein BarretoRegistros da coleta de resina vegetal, barro e casca de caraípe, utilizados no preparo da cerâmica.
Participantes: Carolina Campos (53 anos); Maiara Campos de Andrade (12 anos); Dorinha Andrade Campos (36 anos); Nazária Andrade (52 anos); Maria Brazão (34 anos); Maria de Lima (39 anos); Ana Brazão (57 anos); Laura Brazão (28 anos); Docilene Brazão (24 anos); Lucia Brazão (30 anos); Adalta Rodrigues (22 anos).
Mulheres Baniwa sentadas, depois de uma longo dia de trabalho, momento de tomar xibé de patuá, e aproveitar para conversar mais sobre as peças feitas .
Ceci Penido da CunhaImagem da casa onde as peças de cerâmicas estão sendo defumadas e queimadas.
Julia Bernstein BarretoDepois de um longo dia de trabalho, mulheres Baniwa sentadas no centro comunitário. Momento de partilha com toda a comunidade, sempre compartilhando seus alimentos.
Francineia Bitencourt FontesCanoa sendo carregada por vários homens para ultrapassar pedras da cachoeira. Registro da dificuldade para se chegar à Ucuqui-Cachoeira, depois de muitos dias de viagem.
Lorena França ReisRegistro de petroglifos importantes para a cosmologia baniwa. Lugar do surgimento da humanidade segundo a tradição Baniwa, o lugar chamado Wapui-Cachoeira.
Lorena França ReisRegistro do cotidiano da comunidade de Ucuqui Cachoeira. Nesse momento ouvimos várias narrativas sobre a roça e D. Maria come mujeca em sua casa, umas das anciãs mais velha da comunidade.
Lorena França ReisRegistro do primeiro dia da viagem de subida entre São Gabriel e São Joaquim. A chegada em Tunuí foi realizada à noite, portanto não houve registro da aldeia neste dia, somente no dia seguinte.
Participantes: Armindo de Souza Brazão, piloto de voadeira.
Na imagem eu (Francineia Fontes) estava ajudando outros alunos a queimarem a roça da escola. Durante a queimada tivemos o remo de Arú (sapo) que estava com Dona Bidoca com que fez gesto como se estivesse remando, para chamar o vento e dando um grito em forma de cântico.
Julia Bernstein BarretoNa foto está Dona Lúcia Emílio está com seu tucum tingido na mão, com cor vermelha. E perto dela está outros tucuns de cores vermelhos e amarelos, que foram tingidos nesse processo de tingimentos. O material é tudo tirado dos quintais que são usados para tingir tucum, sempre usando técnicas tradicionais.
Francineia Bitencourt Fontes