Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro Marquesxamanismo
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Desenho feito na Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, durante os dias 27 e 28 de novembro de 2019, antes da caminhada de Taracuá Igarapé até Serra Grande (Paç Pö́g) na própria comunidade Taracuá Igarapé. Conteúdo: Paç Pö́g (Serra Grande) Paç Tẽh (Serra Pequena), com Tõg Tẽg Paç (Serra Tõg Tẽg) em meio a elas; no top de Paç Pö́g, o pé de coca (pũ’ṹk tëg), um lago com uma piaba (húy) e o local em que os velhos, os antigos se banham (wähä̀d s’om höd); o dono da serra está nomeado; no topo de Paç Tẽh há um pé de inajá (k’ä́b tëg); no pé das serras estão desenhados alguns igarapés e a cabeceira do igarapé Cabari (Pìj Dëh k’et yoh), além do caminho (tìw) que leva à Serra Grande.
Angélico Brasil MonteiroAntônio Ramos banha-se em um dos hib’ah moh (lago de nascimento) de Wah Paç (Serra Patauá). Ao seu lado, Sebastião Flores indica lugares da paisagem. Ao fundo, o ancião Jaime Boreiro orienta Antônio Ramos. Primeiro dia de caminhada, trecho de ida para o alto rio Tiquié.
Bruno MarquesDesenho feito na Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, durante os dias 27 e 28 de novembro de 2019, antes da caminhada de Taracuá Igarapé até Serra Grande (Paç Pö́g) na própria comunidade Taracuá Igarapé. Conteúdo: topo de B’ö̀’ Paç (Serra Tucunaré); ago de cima da serra com um peixe; dois homens, um vomitando água (dëh honop ĩh), o outro, sentado em um banco, o bi’íd tõhõp ĩ́h (“contar benzimento”, o que está ensinando os benzimentos).
Angélico Brasil MonteiroDesenho realizado durante a Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, voltada ao mapeamento da floresta e às imagens da vida dos Hupd’äh, posterior à reunião de anuência na comunidade Santa Rosa do projeto Prodocult Museu do Índio/Unesco, em 29/10/2019. Conteúdo: desenho de Bisíw, um ser da floresta; orelhas, olhos, nariz e boca destacados, de proporções grandes, traços exagerados; unhas que se assemelham a garras de onça; vestimenta (chapéu e vestido pretos) que se assemelha à de um padre. Observações adicionais: no momento do desenho, Valdemar Seabra Penha (comunidade Santo Atanásio) e Isaque Andrade Barreto (Boca do Traíra) enfatizaram a importância dos botões da roupa do Bisíw.
Valdemar Seabra Penha (comunidade Santo Atanásio)Wõh sṹt (breu branco) extraído em árvore próxima ao acampamento. Usado para bi’ìd (“benzimentos” como é regionalmente traduzido) dos antigos e hoje em dia.
Bruno Ribeiro MarquesJaime Caldas Pena segurando o Wõh sṹt (breu branco) que encontrou próximo ao acampamento.
Bruno Ribeiro MarquesAo amanhecer, no acampamento do segundo dia de caminhada, no pé de Paç Pö́g (Serra Grande), os Hupd’äh e os demais se reúnem para subir a serra.
Bruno Ribeiro MarquesDesenho feito na Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, durante os dias 27 e 28 de novembro de 2019, antes da caminhada de Taracuá Igarapé até Serra Grande (Paç Pö́g) na própria comunidade Taracuá Igarapé. Conteúdo: Döh Ã́y (curupira), de boca aberta, coberta de pelos e com os pés virados para trás; casa (mòy) de pedra da curupira em meio às árvores da floresta; palavras escritas “döh ã́y mòy” (casa de curupira); no verso, o nome dos autores. Categorias temáticas: xamanismo; lugar sagrado; manejo ambiental.
Aristide Oliveira Monteiro, AngélicoDesenho realizado durante a Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, voltada ao mapeamento da floresta e às imagens da vida dos Hupd’äh, posterior à reunião de anuência na comunidade Santa Rosa do projeto Prodocult Museu do Índio/Unesco, em 29/10/2019. Conteúdo: ser da floresta, dono de caça, em meio a árvores, com cabelos grandes, peludo e pés virados; mostrando um objeto cilíndrico; palavra “Döh Ã́y” (curupira).
Valdemar Seabra Penha (comunidade Santo Atanásio)Desenho feito na Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, durante os dias 27 e 28 de novembro de 2019, antes da caminhada de Taracuá Igarapé até Serra Grande (Paç Pö́g) na própria comunidade Taracuá Igarapé. Conteúdo: curupira (Döh Ã́y) barbada abraçada com um homem em meio a árvores.
Mauro Monteiro PiresValdemar Seabra Penha (comunidade Santo Atanásio) desenhando o horizonte, Paç Pö́g (Serra Grande) e Paç Tẽh (Serra Pequena).
Bruno Ribeiro MarquesIdalino Andrade Pena misturando cinzas de folhas de embaúba e coca para elaboração do ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k).
Bruno Ribeiro MarquesJúlio Seabra Caldas depurando a mistura de coca com cinzas de folhas de embaúba para elaborar o ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k). Em primeiro plano, bacia com folhas de coca recém-colhidas.
Bruno Ribeiro MarquesFolhas de coca em bacia para dar início à elaboração do ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k), composto feito com folhas de coca secas e piladas, misturadas à cinza de folhas secas de embaúba ou outras plantas; comida, em geral, de homens mais velhos.
Bruno Ribeiro MarquesIdalino Andrade Pena secando folhas de coca em forno para dar início à elaboração do ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k), composto feito com folhas de coca secas e piladas, misturadas à cinza de folhas secas de embaúba ou outras plantas; comida, em geral, de homens mais velhos.
Bruno Ribeiro MarquesIdalino Andrade Pena batendo o pano com a mistura de coca e cinzas de folha de embaúba, depurando. Em língua Hup, esta ação é chamada de pũ’ũ̀h pɨ́h.
Bruno Ribeiro MarquesIdalino Andrade Pena usando pilão (pũ’ũk tö́k) para preparar o ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k), composto feito com folhas de coca secas e piladas, misturadas à cinza de folhas secas de embaúba ou outras plantas; comida, em geral, de homens mais velhos.
Bruno Ribeiro MarquesAntônio Penedo Neres queimando folhas secas de embaúba, cujas cinzas (em língua Hup, pũ’ũ̀k b’öh) serão misturadas às folhas secas e piladas de coca, preparando o ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k).
Bruno Ribeiro MarquesIdalino Andrade Pena colocando o composto de coca seca e pilada e cinzas de folhas de embaúba em pano para depurar, fazendo o ipadu (em língua Hup, pũ’ũ̀k).
Bruno Ribeiro MarquesEm língua Hup, hũ̀t s’ó (“flor do tabaco”). Planta de grande importância xamânica.
Bruno Ribeiro MarquesDesenho realizado na continuação da Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, voltada ao mapeamento da floresta e às imagens da vida dos Hupd’äh, anterior à caminhada entre Santa Rosa e Paç Pö́g (Serra Grande), em 11/12/2019. Conteúdo: igarapés e seus afluentes das cabeceiras; pássaros, peixes e jacaré; árvores frutíferas; casa; homem; caminhos, um deles em direção às serras; Paç Pö́g (Serra Grande) e Paç Tẽh (Serra Pequena) com sua cobertura vegetal e uma palmeira no topo, no pé das mesmas, uma onça;
Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa)Desenho realizado na continuação da Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, voltada ao mapeamento da floresta e às imagens da vida dos Hupd’äh, anterior à caminhada entre Santa Rosa e Paç Pö́g (Serra Grande), em 11/12/2019. Conteúdo: igarapés e seus afluentes das cabeceiras; árvore frutífera; tapiri; homem com zarabatana e a roupa dos antigos (b’ö́b); casal com adorno ritual, flauta e roupa dos antigos; Paç Pö́g (Serra Grande) e Paç Tẽh (Serra Pequena);
Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa)Um dos hib’ah moh (lago de nascimento) de Wah Paç (Serra Patauá). Primeiro dia de caminhada, trecho de ida para o alto rio Tiquié.
Bruno MarquesUm dos hib’ah moh (lago de nascimento) de Wah Paç (Serra Patauá). Primeiro dia de caminhada, trecho de ida para o alto rio Tiquié.
Bruno MarquesMulher e criança no topo da serra. Elorides Penedo Pena.
Bruno Ribeiro MarquesOs Hupd’äh das comunidades de Boca do Traíra, Água Viva e Santo Atanásio no topo de Paç Pö́g (Serra Grande). Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro MarquesOs Hupd’äh das comunidades de Santa Rosa e Santo Antônio no topo de Paç Pö́g (Serra Grande). Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro MarquesOs Hupd’äh das comunidades de Vila Nova e Santa Cruz do Cabari no topo de Paç Pö́g (Serra Grande). Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro MarquesNo topo, os caminhantes observam a paisagem e fazem anotações.
Bruno Ribeiro MarquesDomingos Soares (comunidade Cabeça da Onça) e Guilherme Boreiro da Silva (Waguiá) cruzam trecho do caminho que passa por Sä’ Höd huh (cachoeira Buraco Camarão). Próximo a este local há uma casa de caça (hũ moy), Sä’ Moy (Casa Camarão). Trecho de terra firme. Segundo dia de caminhada, trecho de ida para o alto rio Tiquié.
Bruno MarquesDesenho feito por alguém que se identificou como “Aluna Edilene” no verso da folha. Realizado na Oficina de etnomapeamento e produção iconográfica, durante os dias 27 e 28 de novembro de 2019, antes da caminhada de Taracuá Igarapé até Serra Grande (Paç Pö́g) na própria comunidade Taracuá Igarapé. Conteúdo: pequeno mapa com igarapés (Yák Dëh (igarapé Arara) e Wã́’ Dëh (igarapé Urubu)), toponímias (como B’ö’ Paç (Serra Tucunaré), seres dentro das serras e árvores frutíferas (siwìb (bacaba)).
EdileneNo topo, homens observam e reconhecem lugares na floresta. Fidêncio Caldas Pena, Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa) e Gilson Penedo Pena (Santo Antônio).
Bruno Ribeiro MarquesNo topo, homens observam e reconhecem lugares na floresta, comentando com os demais. Fidêncio Caldas Pena, Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa) e Gilson Penedo Pena (Santo Antônio).
Bruno Ribeiro MarquesNo topo, homens observam e reconhecem uma Bisíw mòy (casa de Bisíw), local com um dono perigoso e com muita caça. Fidêncio Caldas Pena, Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa) e Gilson Penedo Pena (Santo Antônio).
Bruno Ribeiro MarquesNo topo, homens observam e reconhecem lugares na floresta. Fidêncio Caldas Pena, Isaías Pires Gonçalves (comunidade Santa Rosa) e Gilson Penedo Pena (Santo Antônio).
Bruno Ribeiro MarquesNo topo, homens Hupd’äh fazem registros escritos e em áudio da vista desde Paç Pö́g (Serra Grande).
Bruno Ribeiro MarquesEm língua Hup, Wahä́d d’äh nɨh hũ̀t (“tabaco dos antigos”) é uma planta de grande importância xamânica. Pé de tabaco com flores abertas.
Bruno Ribeiro MarquesVista da floresta desde um dos mirantes de Paç Pö́g (Serra Grande). Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro MarquesDepois, dos caminhantes descerem de Paç Pö́g (Serra Grande), encontram-se no acampamento pouco antes de dar início ao caminho de volta à comunidade Santa Rosa. Terceiro dia de caminhada.
Bruno Ribeiro MarquesEm um dos mirantes no topo de Paç Pög (Serra Grande) visualiza-se Paç Tẽh (Serra Pequena).
Bruno Ribeiro Marques