Cerimônia fúnebre dos índios Borôro, situado no Vale do São Lourenço, em Mato Grosso. Enterro primário, lavagem e enfeite dos ossos, e enterro definitivo. Cenas dos índios Borôro dançando no pátio da aldeia; Rolo 6.1- contratipo, 35mm, 184m, 7 min; Rolo 6.2 - contratipo, 35mm, 222m; 8 min; Rolo 7 - contratipo, 35mm, 377m; 14 min; Rolo 8.1 - contratipo, 35mm, 252m; 9 min; Rolo 8.2 - contratipo, 35mm, 167m; 6 min
FORTHMANN, HeinzUrna funerária
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Registro do cotidiano dos índios Bororo, a pesca com timbó e a cerimônia de um ritual funerário. Decupagem dos intertítulos do 1º rolo de filme: - Selecionados da filmoteca da Comissão Rondon; - Fotografia do Major Thomaz Reis; - Depois de grandes cheias dos rios, toda a tribo celebra a Jure, festa da alegria, começando por freqüentes pescarias; - Ao amanhecer tem lugar essas pescarias à rede, que duram alguns dias; - Os índios se dirigem para as bahias em canoas. Tapam com palhas as embocaduras e todos os canais; - Isolada assim a lagoa eles batem o cipó "timbó" que deixa n'água um narcótico particular; - Atordoados e embriagados os peixes se deixam pescar; - É costume morder os que resistem à captura; - O sucury também não escapa embora seja ela a maior cobra do pantanal e que vive n'água; - A Jure - nas festas começam ao pôr-do-sol, e tem lugar ao lado de seu templo ou bahyto em um "stadium" cercado de véspera com palhas; - Esses cercados de palha tem por fim de esconder as danças, na sua primeira fase, das vistas das mulheres, que nessa hora se conservar ocultas em suas casas; - As cerimônias fúnebres entre os borôro são notáveis pela variedade de danças e práticas simbólicas; - Todos da tribo trabalham para essas festas, as mulheres fazendo utensílios de barro e de palha; - Os homens manufaturando tecidos para cintas melhores que os feitos à máquina; - As fibras para esses tecidos são extraídos das palhas de tucum; - Com que também tecem redes de pescar; - Para as festas porém eles se enfeitam com cocares de penas de harpia (águia brasileira) e grudam ao corpo, com resina, arminho de pato; - As mulheres se encarregam de pintar os seus maridos e amigos ou parentes, com tinta de urucum misturada com graxa de peixe e tatu canastra; - Todos se reúnem no bahyto a casa das cerimônias, as mulheres, seus filhos e menores de ambos os sexos; - É interditado aos brancos ou pessoas civilizadas, verem um índio moribundo nos seus últimos momentos. Ele acaba os seus dias no mistério de seus ritos e só de envolto em palha que conduzido para fora e exposto no atrio do bahyto; - Afugentando os maus espíritos. Símbolos musicais do prazer; - A pantomina do mutum, ave sagrada. O índio volteia imitando o pássaro que voa e pousa, enquanto os do grupo imitam o canto das outras aves; - A comida é abundante e não tem hora para ser servida. O repasto é ao ar livre compõe-se de caldo de peixe, peixe cozido sem sal, peixe assado e finalmente caldo de cana azedo; - A grande apoteose das armas de guerra. A dança dos arcos e flechas em homenagem; - Vê-se como é bem estudada esta dança nas suas marchas para representar a guerra e a vitória; - Perto do esquife todos correm. Decupagem dos intertítulos do 2º rolo de filme: - E terminam com uma dança circular sustentando ramos verdes; - A seguir a dança especial com movimentos de torção do corpo que representa um prodígio de ginástica; - Marido, a cerimônia do penúltimo dia; - A homenagem da força; - Para esta festa os índios preparam discos feitos de hastes de caheté amarrados em forma de feixes e constituindo um volume de metro e meio de diâmetro; - Com esses grandes e pesados discos cerca de 60 quilos, eles pretendem pular ao redor do terraço, façanha que somente alguns levam a bom êxito; - O Ayê tem lugar na mata mais próxima onde as mulheres não possam lobrigar nada do que se passa; - Os malhados representam a onça pintada; - Em seguida tem lugar o enterramento precedido de um solene bacorôro que é ritual dos chefes; - As mulheres abrem a sepultura de 2 palmos de fundura; - Antes de ser enterrado é o esquife molhado inteiramente, terminando assim todas as cerimonias; - Tínhamos ali a sensação dos remotos tempos do descobrimento
REIS, Luiz ThomazReportagem sobre uma pesquisa científica dos sítios arqueológicos com urnas funerárias, situados na região do alto rio Branco (Brasil) e do rio Rupununi (Guiana)
Santos, Shirlei Martins dosDocumentário sobre uma expedição brasileira, chefiada pelo Gal. Cândido Rondon, organizada com 180 índios Macuxi de Roraima, da Aldeia do Barro. Decupagem dos intertítulos do rolo 1 do filme: - O rio Amazonas francamente navegável em mais de 3000 Km. - Confortáveis "steamers" de todos os calados em tráfego com diversos países limítrofes. - Cidade de Santarém, em cuja igreja existe uma imagem do Redentor doada por Martius, autor da "Flora Brasiliensis". - Há ali uma interessante indústria de vasos de casco de tartaruga. - Passando por Manaus, centro do comércio da borracha. - Navegando pelo rio Branco, afluente do Negro, águas do Parimã. - É habitado por boateiros e pescadores na parte baixa. - Colhendo os cocôs do Assari com que se prepara uma bebida saborosa. - Há tempos um grande incêndio devastou as matas dessa região. - A exuberância de "Umbaubas" pelas margens. - Aqui o rio Branco apresenta margens alagadas pela cheia. - Boa Vista, onde morou Koch Grunbeia, no acampamento RICE. - Os campos do Rio Branco, região onde se cria o gado do Amazonas. - O Monte Maruai foi descoberta uma necrópole indígena. - Urnas de barro escondidas entre grandes pedras guardavam ossadas humanas seculares, foram elas retiradas desse local. - Com destino ao Museu Nacional. - Uma expedição de 4 membros do Museu de Nova York com Mr. Tate seguia o mesmo destino ao Roroimã. - A expedição brasileira sob a chefia do General Rondon foi organizada com 180 índios Macuxis da aldeia do Barro. - E partiu dali pelo Vale do Mian. - Improvisava-se uma pinguela de buriti nos córregos cheios. - Desalojando a sucuri do seu esconderijo. - Nos altos de marcha eram fornecidos alimentos aos índios. - Passando pelas baixadas da Serra Mairari. - O grande dorso de Pacaraimã que a expedição vai atingindo. Decupagem dos intertítulos do rolo 2 do filme: - Pelos limites da Venezuela, atravessando os campos da Venezuela. - Acampado no rio Valein o General recebe a visita dos chefes da tribo Taulipang. - O Tuxauá André é o chefe da aldeia. - Bebe com eles o caxiri tradicional da tribo. - O acampamento foi grandemente aumentado com os Taulipangs, que se faziam acompanhar de suas mulheres e filhos. - Seguindo rumo ao Roroimã pelo Vale do rio Coquenan. - Muitos dias de marcha pelas serranias de Pacaraimã. - Os ribeiros correm em vales profundos. - À vista do Roraimã que é formado de dois montes: O Coquenan, que é o menor e o Roroimã em extenso planalto. - No sopé vivem os índios do tuxáua Paulo. - Passa-se o rio Coquenan que nasce de cima do monte. - Vence-se os primeiros degraus da ascensão, 800 metros de altitude. - De onde se observa a escarpa nua de grés rosa, de 300 metros de altura a pique. - Na altitude de 1800 metros, há lugar para um acampamento entre grandes blocos de pedra caídos do alto. - No encontrar o rumo a expedição foi auxiliada pelos índios. - Existe apenas um incerto caminho que se apoia na raquítica vegetação. - Chega-se afinal ao alto, no acampamento Clement, 2850 metros de altitude. - A vista alcança uma extensa superfície pétrea e úmida. - Cristais em abundância, a flor da terra. - Em alguns recantos brota lodo uma floresta liliputiana. - O Roroimã está situado no extremo oriental do sistema Pacaraimã. - O Roroimã é o limite comum de 3 países: Guiana Inglesa, Venezuela (cujas terras avista-se do alto). E Brasil do lado oposto. - De formação arenítica de desagregação
REIS, Luiz Thomaz