Sertanistas
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Este livro narra uma viagem de três meses e meio pelo território dos povos desconhecidos da Amazônia, nas terras altas do Vale do Javari, no Amazonas, na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Um dos lugares mais remotos e inexplorados do planeta, próximo às cabeceiras dos rios Itaquaí, Jutaí e Jandiatuba – essa é a terra dos misteriosos "flecheiros", uma tribo raramente vista, índios que se destacam pela destreza no manejo de arco e pelas flechas de ponta envenenada, que não hesitam em disparar contra os intrusos, na defesa de seu território. Os flecheiros são uma das tribos não contatadas, os isolados, que vivem em áreas praticamente inexploradas da floresta amazônica. Não se sabe ao certo quem são, onde estão, quantos são e que línguas falam. São homens invisíveis; Trinta e cinco homens entram na selva à procura dos sinais desse povo desconhecido. O objetivo não é contatá-los, é encontrar as provas de sua existência e mapear o território em que vivem, espremidos pelo avanço da civilização branca. O líder da expedição, o indigenista Sydney Possuelo, sabe que chegar perto dos nativos cria uma situação de perigo para os dois lados. Os isolados vêem os de fora como ameaça - invasores, grileiros, garimpeiros, caçadores - e os mantêm na mira de suas zarabatanas. Possuelo tenta a todo custo evitar o contato, que seria trágico para os índios. Eles têm fama de serem valentes guerreiros e exímios flecheiros, mas não possuem anticorpos contra doenças. De alguma forma, os homens da expedição têm que demonstrar aos isolados que não estão ali para atacá-los e sim para planejar e desenvolver ações que os protejam e garantam o direito deles de permanecer isolados. Enquanto for possível
NOSSA, LeonencioO estudo compara a construção das agências indigenistas no México e no Brasil, com um enfoque especial sobre diferentes agentes envolvidos, sobretudo sertanistas, professores rurais, “promotores indígenas” e antropólogos. O autor acompanha a construção destas categorias no contexto da ação indigenista. A tese também busca entender o impacto da afirmação de discursos nacionalistas, mediante projetos “cívico-morais”, sobre as comunidades indígenas, a partir de uma pesquisa nas formas de representação através de mídias visuais, como a fotografia e os filmes de curta metragem
CASAS MENDOZA, Carlos AlbertoOrlando Villas Bôas é uma obra ilustrada, impressa no tom escarlate do corante urucum, cor sugerida como símbolo do rio Xingu, palco do pioneiro trabalho indigenista dos irmãos Villas Boas. Organizada por Orlando Villas Bôas Filho, a obra começa com um resumo inédito de suas expedições indigenistas ao Xingu entre os anos de 1943 e 1975. Na seqüência, apresenta uma bem estruturada reflexão do organizador da obra sobre o legado deixado pela família. Ao final, reúne alguns importantes registros em torno do tema, com textos dos próprios irmãos Villas Bôas, de Adrian Cowell, John Hemming, Carmem Junqueira e Mércio Pereira Gomes
VILLAS BÔAS FILHO, Orlando