Período colonial
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Inúmeras rebeliões e movimentos armados coletivos sacudiram a América portuguesa nos séculos XVII e XVIII. Esse livro propõe uma revisão das leituras tradicionais sobre o tema, mostrando como as lutas por direitos políticos, sociais e econômicos fizeram emergir uma nova identidade colonial
FIGUEIREDO, LucianoConjunto de Ensaios que objetiva examinar as causas, o processo e as conseqüências da expansão do Ocidente, sob a liderança da Espanha e de Portugal, sobre a população indígenas das Américas. Em outras palavras, analisa o significado da extraordinária trajetória que tem início na data-símbolo de 1492, que em outros contextos também se denomina “descobrimento”, “encobrimento”, ou “invenção” das Américas
BONILLA, Heraclio (org)A abordagem da chamada Língua Geral Amazônica (LGA) ou Nheengatú, ocupa grande parte dos trabalhos, buscando analisar as linhas de política jesuítica a ela relacionadas no século XVI-XVII (BARROS) e discutir algumas dimensões históricas da política e suas conseqüências sociolingüísticas (BORGES), bem como as representações sobre essa língua e as atitudes das instâncias de decisão que lhe fazem frente nos referidos séculos XVI e XVII (ROSA). Numa perspectiva descritiva diacrônica, há um trabalho - com um debate teórico sobre línguas em contato - que discute o caso da LGA, (SCHMIDT-RIESE); uma abordagem pragmática de dados lingüísticos da LGA sob o mesmo prisma (REICH); e o registro de um corpus para estudar as mudanças no campo fonológico (MONSERRAT). Por último, há um estudo sobre a história externa da LGA, em que se questionam as razões históricas que levaram ao apagamento e esquecimento do papel da LGA na memória de seus falantes e descendentes (FREIRE)
FREIRE, José Ribamar Bessa (Org)O estudo do passado não vale por si, mas na medida em que procura compreender retrospectivamente a própria atualidade, assim como fundamentar a escolha de caminhos futuros. Os ensaios aqui reunidos colocam-se nessa perspectiva, tendo em vista a natureza e a dinâmica das relações entre metrópoles e colônias. Os temas estão agrupados em cinco blocos temáticos: o escravismo e as grandes lavouras; o ciclo do ouro e a urbanização; a pecuária e as culturas de subsistência; ofícios, manufaturas e comércio interno; e, finalmente, o comércio colonial e o chamado exclusivo metropolitano
SZMRECSCINYI, Tomás (org)O terceiro volume da série estuda inicialmente a derrocada do domínio colonial espanhol e português no primeiro quarto do século XIX, examinando as origens das revoluções e guerras de independência da América espanhola continental, a separação relativamente pacífica entre Portugal e o Brasil, e ainda a dimensão internacional da emergência desses novos Estados latino-americanos. Os capítulos que compõem o núcleo central abordam a história econômica, social e política dos países hispano-americanos após a independência no período que se estende entre cerca de 1820 e 1870, assim como do Brasil, desde sua independência até a Guerra do Paraguai. A parte final apresenta um levantamento da vida cultural na América Latina, no período em destaque – a Era do Romantismo
BETHELL, LeslieO segundo volume dedicado ao período colonial da história da América Latina concentra-se em dois aspectos: a economia e a cultura. Na primeira parte são analisadas as estruturas econômicas da América espanhola, sua população, o desenvolvimento urbano, a mineração, a formação das haciendas e a sociedade rural. O tema principal da segunda parte são as bases econômicas da colonização portuguesa no Brasil, com suas grandes lavouras e o contato com os indígenas, continuando com o ciclo do ouro, até concluir com o exame do ocaso desse modelo colonial. Finalmente, são abordados diversos aspectos culturais das colonizações espanhola e portuguesa, como por exemplo a arquitetura, a literatura e a música. Além de Leslie Bethell, participam deste volume Richard Morse, Maria Luiza Marcílio, Nicolás Sánchez-Albornoz e Stuart Schwartz, entre outros
BETHELL, LeslieColetânea de "textos da autoria do Padre Antônio Vieira referentes ao processo que o Santo Ofício promoveu contra o grande missionário e pregador. Como não poderia deixar de ser, procurou-se acrescentar a esta edição, alusiva e inserida no âmbito do terceiro centenário da morte de Vieira, que ocorre neste ano da graça de 1998, um documento crítico à altura da obra, razão por que cometeu-se ao Professor Alfredo Bosi a análise destes textos tão curiosos de e sobre o Padre Antônio Vieira
VIEIRA, Antônio, 1608-1697A tese avalia as extensOes dos discursos e suas dimensOes teológico-políticas do canibalismo concernentes à América quiquentista e seus habitantes
LUZ, Guilherme AmaralA expansão da fronteira colonial na América portuguesa no século XVII criou zonas de conflito com as populações autóctones. No norte do Estado do Brasil a zona da pecuária no sertão tornou-se ponto de convergência dos conflitos resultantes da expansão colonial, especialmente entre os colonos luso-portugueses e os povos indígenas. A Guerra do Bárbaros, como ficou conhecida a série de conflitos que ocorreu entre 1651 e 1704, é minuciosamente analisada por Pedro Puntoni nesse estudo de fôlego, acompanhado de mapas e ilustrações. O autor refuta as interpretações que vêem nessa Guerra uma espécie de confederação unificada, mostrando seu caráter fragmentário, e destacando os papéis dos diferentes agentes em jogo: soldados, missionários, agentes da Coroa Portuguesa e índios de nações diversas. Mostra também os conflitos entre estes últimos, denominados de Bárbaros pelos colonizadores na época, e as disputas que mantinham entre si
PUNTONI, Pedro