A expansão da fronteira colonial na América portuguesa no século XVII criou zonas de conflito com as populações autóctones. No norte do Estado do Brasil a zona da pecuária no sertão tornou-se ponto de convergência dos conflitos resultantes da expansão colonial, especialmente entre os colonos luso-portugueses e os povos indígenas. A Guerra do Bárbaros, como ficou conhecida a série de conflitos que ocorreu entre 1651 e 1704, é minuciosamente analisada por Pedro Puntoni nesse estudo de fôlego, acompanhado de mapas e ilustrações. O autor refuta as interpretações que vêem nessa Guerra uma espécie de confederação unificada, mostrando seu caráter fragmentário, e destacando os papéis dos diferentes agentes em jogo: soldados, missionários, agentes da Coroa Portuguesa e índios de nações diversas. Mostra também os conflitos entre estes últimos, denominados de Bárbaros pelos colonizadores na época, e as disputas que mantinham entre si
PUNTONI, PedroPeríodo colonial
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A tese avalia as extensOes dos discursos e suas dimensOes teológico-políticas do canibalismo concernentes à América quiquentista e seus habitantes
LUZ, Guilherme AmaralColetânea de "textos da autoria do Padre Antônio Vieira referentes ao processo que o Santo Ofício promoveu contra o grande missionário e pregador. Como não poderia deixar de ser, procurou-se acrescentar a esta edição, alusiva e inserida no âmbito do terceiro centenário da morte de Vieira, que ocorre neste ano da graça de 1998, um documento crítico à altura da obra, razão por que cometeu-se ao Professor Alfredo Bosi a análise destes textos tão curiosos de e sobre o Padre Antônio Vieira
VIEIRA, Antônio, 1608-1697O terceiro volume da série estuda inicialmente a derrocada do domínio colonial espanhol e português no primeiro quarto do século XIX, examinando as origens das revoluções e guerras de independência da América espanhola continental, a separação relativamente pacífica entre Portugal e o Brasil, e ainda a dimensão internacional da emergência desses novos Estados latino-americanos. Os capítulos que compõem o núcleo central abordam a história econômica, social e política dos países hispano-americanos após a independência no período que se estende entre cerca de 1820 e 1870, assim como do Brasil, desde sua independência até a Guerra do Paraguai. A parte final apresenta um levantamento da vida cultural na América Latina, no período em destaque – a Era do Romantismo
BETHELL, LeslieO segundo volume dedicado ao período colonial da história da América Latina concentra-se em dois aspectos: a economia e a cultura. Na primeira parte são analisadas as estruturas econômicas da América espanhola, sua população, o desenvolvimento urbano, a mineração, a formação das haciendas e a sociedade rural. O tema principal da segunda parte são as bases econômicas da colonização portuguesa no Brasil, com suas grandes lavouras e o contato com os indígenas, continuando com o ciclo do ouro, até concluir com o exame do ocaso desse modelo colonial. Finalmente, são abordados diversos aspectos culturais das colonizações espanhola e portuguesa, como por exemplo a arquitetura, a literatura e a música. Além de Leslie Bethell, participam deste volume Richard Morse, Maria Luiza Marcílio, Nicolás Sánchez-Albornoz e Stuart Schwartz, entre outros
BETHELL, LeslieO estudo do passado não vale por si, mas na medida em que procura compreender retrospectivamente a própria atualidade, assim como fundamentar a escolha de caminhos futuros. Os ensaios aqui reunidos colocam-se nessa perspectiva, tendo em vista a natureza e a dinâmica das relações entre metrópoles e colônias. Os temas estão agrupados em cinco blocos temáticos: o escravismo e as grandes lavouras; o ciclo do ouro e a urbanização; a pecuária e as culturas de subsistência; ofícios, manufaturas e comércio interno; e, finalmente, o comércio colonial e o chamado exclusivo metropolitano
SZMRECSCINYI, Tomás (org)A abordagem da chamada Língua Geral Amazônica (LGA) ou Nheengatú, ocupa grande parte dos trabalhos, buscando analisar as linhas de política jesuítica a ela relacionadas no século XVI-XVII (BARROS) e discutir algumas dimensões históricas da política e suas conseqüências sociolingüísticas (BORGES), bem como as representações sobre essa língua e as atitudes das instâncias de decisão que lhe fazem frente nos referidos séculos XVI e XVII (ROSA). Numa perspectiva descritiva diacrônica, há um trabalho - com um debate teórico sobre línguas em contato - que discute o caso da LGA, (SCHMIDT-RIESE); uma abordagem pragmática de dados lingüísticos da LGA sob o mesmo prisma (REICH); e o registro de um corpus para estudar as mudanças no campo fonológico (MONSERRAT). Por último, há um estudo sobre a história externa da LGA, em que se questionam as razões históricas que levaram ao apagamento e esquecimento do papel da LGA na memória de seus falantes e descendentes (FREIRE)
FREIRE, José Ribamar Bessa (Org)Conjunto de Ensaios que objetiva examinar as causas, o processo e as conseqüências da expansão do Ocidente, sob a liderança da Espanha e de Portugal, sobre a população indígenas das Américas. Em outras palavras, analisa o significado da extraordinária trajetória que tem início na data-símbolo de 1492, que em outros contextos também se denomina “descobrimento”, “encobrimento”, ou “invenção” das Américas
BONILLA, Heraclio (org)Inúmeras rebeliões e movimentos armados coletivos sacudiram a América portuguesa nos séculos XVII e XVIII. Esse livro propõe uma revisão das leituras tradicionais sobre o tema, mostrando como as lutas por direitos políticos, sociais e econômicos fizeram emergir uma nova identidade colonial
FIGUEIREDO, Luciano