Um espírito aparece mascarado (koama za) na mata enquanto os pesquisadores indígenas aprendiam sobre a confecção de instrumentos musicais. Ele está bravo, corre atrás do grupo de homens que está na mata e ataca seus pertences com um pau.
Coletivo KulinaMáscara Koama
5 Descrição arquivística resultados para Máscara Koama
Sob a máscara koama, depois de ganhar um pouco de rapé de tabaco, que cheira e engole, o espírito treme e cai no chão, desacordado, com braços e pernas abertas.
Coletivo KulinaDepois de ser acordado pelos pesquisadores, de dançar e fazer graças com o grupo de homens na mata, o espírito se encaminha para o igarapé, onde ele vai beber água e se banhar, como bicho.
Coletivo KulinaJoão Onima experimenta a máscara koama que acabou de ser produzida para a festa com os espíritos, o Tokorimekha Ahie´e, que acontecerá na aldeia Santa Júlia à noite.
O koama é usado pelos xamãs kulina para buscar os espíritos para virem cantar e dançar no terreiro da aldeia com as mulheres. Nestas ocasiões, as mulheres aprendem novos cantos e os doentes mais graves são curados pelos espíritos Tokorime.
A máscara Koama torna possível a visibilização dos espíritos no terreiro da aldeia.
A máscara é produzida pelos xamãs ou por familiares de pessoas doentes. Ela é confeccionada a partir do miolo da folha de uma palmeira semelhante ao murmuru. Quando os xamãs vestem a máscara eles são capazes de fazer os espíritos ficarem visíveis para os humanos.
Quando o espírito sobre no tronco caído sobre o igarapé e enrosca suas pernas no tronco, os Kulina o reconhecem como Ma´ira, um espírito-preguiça.
Coletivo Kulina