Neste trabalho foram analisadas as representaçOes teatrais jesuíticas do século XVI, produzidas pelos primeiros missionários com o objetivo de persuasão dos indígenas e dos colonos, impondo a eles um comportamento mais adequado do ponto de vista da moral cristã
PISNITCHENKO, OlgaJesuítas
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Fruto de uma longa vivência entre os Guarani em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul, de uma densa pesquisa em documentos históricos do período colonial e de uma leitura criteriosa da etnologia referente à religiosidade Guarani, este livro se define, nas palavras da autora, "duplamente como uma teologia índia feita por uma teóloga cristã e como tradução de uma experiência religiosa indígena". Ao enfocar a maneira pela qual os índios cristãos têm permanecido "fiéis aos grandes valores de seu sistema cultural", a autora permite repensar a longa relação entre os Guarani e o cristianismo
CHAMORRO, GracielaAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
VAINFAS, RonaldoPublicação da dissertação de mestrado do autor, o livro enfoca uma das missões jesuíticas na Província do Itatim. Ao sublinhar a ação das lideranças e xamãs Guarani, o autor aborda a resistência indígena nesta área de fronteira da América Espanhola, área que envolveu também a presença de sertanistas oriundos da América Portuguesa
SOUSA, Neimar Machado deComo os primeiros missionários se comportaram diante da natureza da terra brasílica? Como viram o mundo natural? Através da análise das cartas dos primeiros missionários, Assunção resgata a visão e compreensão dos loiolanos. O resgate é realizado gradualmente ao longo de treze capítulos, divididos em quatro partes.
ASSUNÇÃO, Paulo deEdição de um trabalho de geografia apresentado como tese de livre docência em meados da década de 1960. Fruto de uma expressiva pesquisa histórica, o livro documenta o lugar das populações indígenas na organização do espaço colonial em São Paulo, com destaque para o século XVIII
PETRONE, PasqualeRoteiro de densidade com oportunas combinações ao ensaio histórico, recompõe facetas em torno da trajetória do Apóstolo do Brasil. Uma vida rica de lances afirmativos no período civilizatório, com enfoque às múltiplas atividades de quem exerceu o míster de missionário. Tinha o dom de curar almas e corpos, recebendo por todos os méritos o título de Doutor dos Índios.
KISIL, AndréPor Província do Paraguai entendeu-se de meados do século XVI a meados do século XVIII um vasto território, abrangendo as atuais República do Paraguai e partes da Argentina, Brasil e Uruguai. Nele, desenvolveu-se um extraordinário projeto social, envolvendo padres jesuítas e índios guaranis
FELKER, ReginaldOs professores indígenas através de uma releitura da história do Brasil imprimiram no livro uma visão própria sobre a formação da sociedade brasileira, sobre as influências culturais entre os povos e os problemas de preconceito e discriminação
TRONCARELLI, Maria CristinaMostra as tentativas dos jesuítas espanhóis de estabelecer uma via de comunicação permanente pelo rio Paraguai, no século XVIII
LOBO, Eulalia Maria LahmeyerA tese avalia as extensOes dos discursos e suas dimensOes teológico-políticas do canibalismo concernentes à América quiquentista e seus habitantes
LUZ, Guilherme AmaralEdição brasileira de uma seleção das cartas constantes da compilação em três volumes feita por João Lúcio de Azevedo entre 1925 e 1928 (republicados em Lisboa em 1997). Acrescenta-se uma excelente introdução de João Adolfo Hansen junto com algumas notas esclarecedoras que complementam as de Azevedo. As cartas abrangem o período de 1626 a 1697 e estão divididas em três partes, por destinatários: cartas a outros jesuítas, cartas à Corte e cartas a particulares. Várias cartas tratam dos índios (há, inclusive, uma carta que responde à missiva do Principal Guaquaíba), porém é necessário percorrer o volume com paciência, por falta de um índice detalhado
ANCHIETA, José deNesta tese, buscou-se analisar a educação no Grão-Pará colonial, no período que se estende da fundação do Forte do Presépio, 1616, até o final da fase pombalina, em 1777
COLARES, Anselmo AlencarEsta coletânea reúne sete textos de historiadores, antropólogos e estudiosos da literatura, oferecendo análises de diferentes perspectivas sobre textos missionários. Sobre a temática indígena, destacam-se os textos de João Adolfo Hansen sobre a escrita, enfocando de maneira interessante o poema anchietano “Tupána Kuápa”; de Ronaldo Vainfas sobre a “demonização” das práticas religiosas Tupi; de Alcir Pécora sobre o lugar dos índios nos sermões de Vieira; e de Andréa Daher sobre as obras impressas referentes às iniciativas francesas na América do Sul, enfocando particularmente Léry e Abbeville
COSTIGAN, Lucia Helena (org)Mostra a importAncia da coerção no teatro como instrumento de catequese. Entra nos caminhos da História e na preocupação de revelar o papel do Teatro no Brasil para ver o que descreve os Autos, as reaçOes que imprimiam nos indígenas e em que medida, os objetos da catequese foram atingidos
MANCUSO, DionéaNão há escrito de Vieira que não seja político. Não sê-lo, para ele, equivaleria a renunciar à prática da caridade cristã. Um cuidado desta compilação foi o de propiciar, através de papéis de gêneros distintos, uma espécie de quadro sintético das tópicas políticas mais recorrentes na atividade intelectual febril do Padre Vieira, em seus noventa anos de vida tumultuosa
VIEIRA, Antonio 1608-1697Este livro excepcional representa uma contribuição decisiva ao estudo de nosso indianismo oitocentista, sem desconsiderar os antecedentes do tema na literatura colonial; A crítica, em geral, não viu mais do que exotismo e evasão na imagem romântica do índio, talhada conforme o figurino cortês do cavaleiro medieval, muito embora se tratasse de forjar um mito pátrio, de inventar uma tradição para o país recém-independente. David Treece sustenta o contrário: longe de ser uma representação divorciada de seu contexto histórico mais imediato, o indianismo constituiu uma reflexão problemática e persistente sobre a formação simbólica e sociopolítica do Estado nacional; Mais do que a reposição tediosa de um mesmo modelo, a literatura do período produziu distintas figurações do índio, em consonância não só com o papel a ele conferido no processo da colonização, mas também em sintonia com o jogo político e social do próprio século XIX; Assim, grosso modo, entre 1835 e 1850, o índio surgia como vítima das conseqüências militares e sociais da Conquista, numa atitude de franca condenação do processo colonizador. Atitude alimentada, talvez, pelo antilusitanismo que animou as violentas revoltas provinciais da Regência, pleiteando a descentralização do poder, as reformas liberais e as promessas de mudança contra a contínua dominação étnica e de classe; Já entre 1850 e 1870, o índio passava a figurar como aliado, muitas vezes à custa do sacrifício de sua própria vida ou de toda sua comunidade, em benefício do conquistador e da criação de uma civilização nos trópicos. Segundo o crítico inglês, tal aliança parece reverberar muito da política de conciliação do Segundo Reinado, buscando acomodar novos e velhos interesses, liberais e conservadores, num momento de esforço concentrado para se alcançar a centralização do Império e a unidade nacional, depois da instabilidade e das tendências separatistas das décadas anteriores; Por fim, de 1870 a 1888, o índio como rebelde, representado em registro mais verista ou simplesmente rebaixado, vinha pôr em xeque o modelo idealizado até então (e já bastante desgastado), prenunciando, desse modo, a chegada de novos ideais estéticos, políticos e sociais (realismo, republicanismo, abolicionismo); Se a articulação entre o indianismo e a dinâmica histórico-política do século XIX já foi sugerida por alguma interpretação mais recente, jamais se chegou a uma abordagem desta envergadura, mobilizando tamanho corpus de análise, examinado de forma sistemática e aprofundada, com uma ancoragem tão segura nas disciplinas vizinhas (história, sociologia, antropologia). Para além das representações canônicas do indianismo romântico (Gonçalves Dias, Alencar, Magalhães.), Treece traz à cena todo um elenco de autores e obras menos celebrados (ou mesmo ignorados) pela historiografia oficial, que redimensiona por completo a visão dessa vertente literária e o alcance do debate político-ideológico a ela associado
TREECE, DavidBaseado numa pesquisa sólida e bem escrito, o livro apresenta uma interpretação da experiência missionária nas terras limítrofes entre as colônias espanhola e portuguesa, enfocando particularmente o papel dos Guarani "enquanto agente do próprio processo histórico". O ponto alto é o estudo do episódio da "guerra guaranítica" em meados do século XVIII, mostrando como a experiência colonial e cristã forneceu elementos para a articulação da resistência dos índios das missões, ao enfrentar um inimigo insólito – as tropas luso-espanholas
QUEVEDO, JúlioCom enfoque no período de instalação das reduçOes da Província do Paraguai, entre 1610 e 1650, o autor busca mostrar que os jesuítas lançaram mão de símbolos do mundo natural, encontrando elementos que os auxiliaram na elaboração de um discurso sustentado no medo, prática usual na modernidade para processar conversOes e normatizaçOes. A partir disso, alguns missionários incluem em seus discursos uma série de símbolos exóticos, aceitando, negando ou reformulando seus significados, ofertando, assim, um pouco do que se processou para ambas as partes no contato cultural
BAPTISTA, Jean TEm Meu Querido Canibal, Torres se debruça sobre a vida do líder indígena Cunhambebe para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira. Considerado o mais valente dos nativos que lutaram contra a escravidão ou morte proposta pelos colonizadores, Cunhambebe, que, presumivelmente, morreu entre 1554 e 1560, era o mais temido e adorado guerreiro índigena e sua vida acabou sendo envolta em mitos. O livro acompanha a criação, apogeu e massacre da Confederação dos Tamoios, a organização social das tribos, o modo de vida, a ligação com os piratas franceses, o papel ambíguo de Anchieta, as mentiras e trapaças dos conquistadores, a fundação sangrenta da cidade do Rio de Janeiro, entre muitos outros temas que não estão nos livros escolares
TORRES, AntônioResultado de um simpósio realizado em 1998, esta coletânea reúne vários textos sobre as missões jesuíticas da região platina, que incluía uma parte significativa do futuro território brasileiro. Os textos enfocam a história das missões a partir de abordagens históricas, etnológicas, arqueológicas e artísticas
GADELHA, Regina Maria A. FA idéia de que a identidade e a consciência brasileira estão pela metade, que lhes falta uma raiz e que elas estão gravemente dissociadas, exige a retomada de certos temas, imagens e símbolos que caracterizam a nossa história. A partir da leitura das cartas que os jesuítas escreveram sobre sua missão no Brasil, no século XVI, Roberto Gambini construiu uma análise penetrante sobre a formação da alma brasileira. Esta edição é ilustrada por cerca de cem imagens dos séculos XVI a XIX, escolhidas com a preciosa colaboração de José Mindlin e que acrescentam ao texto as cores, os sabores e os horrores do Brasil seiscentista
Gambini, RobertoÉ uma importante obra sobre a ação missionária jesuítica no Cone Sul, com lançamento em março/2008 pela Curt Nimuendajú. Neste livro, o autor objetiva analisar a prática missionária jesuítica na perspectiva dos contatos interculturais, privilegiando o estudo das representações de Deus, através das recorrências de duas imagens nas Cartas Ânuas, a de benevolente e de castigador, com o fim de subsidiar a discussão sobre o medo instrumentalizado para a cristianização dos Guarani. O recorte espaço-temporal é o das reduções da Província Jesuítica do Paraguai, as frentes missionárias do Paraná, Uruguai, Paraguai e Tape, no período fundacional, 1609 a 1637. Ao lado de demonstrar o quanto a prática missionária jesuítica esteve associada à Teologia da sua época, este livro trata de questionar até que ponto os Guarani se deixaram moldar pelos jesuítas em virtude de uma prática discursiva pautada no medo
RAMOS, Antônio DariDo púlpito "(o pináculo do templo), o padre Antônio vieira pregava às "gentes" do maranhão. Seus sermões, pronunciados entre 1653 e 1662, atraíam e fascinavam autoridades, colonos e multidões anônimas. Sua missão jesuítica - "dificultosíssima" - impelia-o a agir ad majorem Dei Gloriam, inserindo-o ativamente no mundo, nas condições impostas pela época barroca e pela colonização portuguesa no século XVII. O sermão - gênero a que ele conferia uma qualidade inexcedível - era uma práxis fundada sobre o talento do pregador, contando com certa "encenação" e com papéis definidos para os ouvintes/leitores/espectadores. O sermão (como nos ensina Beatriz Catão Cruz Santos) promovia uma "reorquestração dos sentidos", a serviço da articulação e da hierarquização do reino de Deus, do reino de Portugal, da "região", das cidades e das aldeias
SANTOS, Beatriz Catão CruzO trabalho apresentado pretende expor o teatro de José de Anchieta
HERNANDES, Paulo RomualdoMostra a importAncia da posição geográfica do núcleo paulistano e analisa as diferentes formas que o povo europeu e seus descedentes asseguraram a possibilidade de utilizar o trabalho dos ameríndios
PETRONE, PasqualeAtravés de uma minuciosa releitura dos documentos escritos pelos primeiros jesuítas no Brasil, o autor busca analisar as representações do índio nestes escritos. Com efeito, o livro enfoca de maneira especial os próprios jesuítas e os índios que eles em certo sentido inventaram
MOREAU, Filipe EduardoSendo sujeitos de sua própria história os grupos indigenas desenvolveram politicas autonomas para manter seus territórios e a sua continuidade enquanto populações diferenciadas entre si e dos brancos
Mota, Lucio TadeuEsta é a primeira tentativa de abordar a história de todos os índios brasileiros durantes os séculos de conquista colonial o primeiro contato que o autor teve com os índios brasileiros deu-se em 1961 numa expedição pelas cabeceiras do rio Iriri, quando sofreram uma emboscada preparada pelos kreen-akrore, tribo ainda desconhecida no país após essa primeira expedição, realizou várias viagens para diferentes regiões do país, conhecendo em profundidade a realidade de nossos índios neste livro, se propõe a escrever uma história dos índios brasileiros ou da conquista do Brasil em termos de seus povos nativos destaca a atuação dos exploradores europeus que deixaram alguma documentação sobre os índios que encontraram, e especialmente a atuação dos jesuítas, a seu ver, de fundamental importância para o bem estar dos índios durante a maior parte do domínio colonial português termina com a expulsão dos jesuítas na década de 1760, quando o equilíbrio de poder entre os colonos e os índios já se havia modificado
Hemming, JohnO cineasta Back reúne neste livro artigos (a maioria publicados em jornais) sobre o polêmico papel das missões jesuíticas na catequização dos índios sul-americanos, assunto também abordado em seu aclamado documentário "República
BACK, SylvioPrimeiras Cartas do Brasil reúne as primeiras cartas escritas no Brasil a serem publicadas. Impressas originalmente em Coimbra em duas coletâneas – uma de 1551 e outra de 1555 –, impressionam ainda hoje pela força de suas informações e sinceridades de seus relatos; Observadores atentos, os missionários da Companhia de Jesus descrevem nesse livro as suas aventuras entre índios e colonos, procissões na selva, conversões, fugas, cenas de canibalismo, milagres, construções de igrejas e casas, expedições cercadas de perigos; A objetividade e simplicidade dessas cartas – que encantaram os leitores quinhentistas e foram um verdadeiro sucesso editorial à época ao serem traduzidas em diversas línguas
Importante contribuição à extensa bibliografia sobre os Guarani das missões durante e depois da presença jesuítica, este livro busca entender a formação de uma “comunidade política heterogênea” em suas dimensões histórica e simbólica, além de enfocar as lideranças indígenas em sua interlocução com outros setores da sociedade colonial. Baseada numa exaustiva pesquisa documental e bibliográfica, a obra transita com habilidade nas fronteiras entre a América espanhola e portuguesa, bem como entre a antropologia e a história
WILDE, GuillermoA análise do impacto das concepçOes cristãs-ocidentais acerca da doença e da morte na sensibilidade indígena guarani e sua tradução, em termos de representaçOes e práticas sociais, nas reduçOes jesuítico-guaranis, circunscritas à Província Jesuítica do Paraguai, no século XVII, é o tema deste trabalho
FLECK, Eliane Cristina Deckmann