Historiografia
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O livro trata do movimento conhecido como eugenia, palavra inventada pelo cientista britânico Francis Galton em 1883 para representar as possíveis aplicações sociais do conhecimento da hereditariedade para obter-se uma desejada "melhor reprodução". Ao se debruçar sobre o movimento eugênico latino-americano entre 1910 e 1940, a autora desfaz mitos historiográficos, como a sua irrelevância frente ao movimento eugênico internacional e sua automática identificação com a eugenia nazista. Na experiência latina, a demanda por "regeneração nacional" e "aprimoramento racial" não gerou políticas de esterilização dos ditos "inaptos e inferiores", mas buscou caminhos originais e perversos para "civilizar" a América Latina e suas populações
STEPAN, Nancy LeysRetoma nesse novo livro o debate sobre a relação entre cultura e história, e nos revela uma obra extraordinária em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque estabelece um diálogo com o grego Tucídides – o primeiro historiador a romper com o relato mitológico e a introduzir a política e a economia no pensar histórico; Em segundo lugar, compara duas guerras distantes no tempo e no espaço – a Guerra do Peloponeso e a Guerra da Polinésia – para analisar como a cultura determina certos padrões de ação, que adquirem força histórica e podem acabar por decidir o rumo dos acontecimentos; Finalmente, por esclarecer como os indivíduos se revestem de valores simbólicos a ponto de se tornarem determinantes da ação histórica, como o fascinante episódio da história do beisebol norte-americano em 1951, e o fenômeno Elián Gonzales – único sobrevivente de um naufrágio de refugiados cubanos e que se tornou objeto de disputas internacionais
SAHLINS, Marshall David 1930-Neste livro, o autor analisa as formas de contrabando nos territórios de fronteira das Américas portuguesa e espanhola, próximos ao rio da Prata, no período de 1760 e 1810.
GIL, Tiago LuisA vida dos índios Guarani, seus mitos, costumes e visão de mundo estão reunidos em “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis”, traz textos de cientistas e de indígenas que atuam como educadores nas quatro aldeias da etnia na região da Costa Verde, interior do Rio de Janeiro; Segundo Dinah Guimaraens, o livro é resultado de uma pesquisa nas áreas de Antropologia Cultural e História da Arte realizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e pelo Solar Grandjean de Montigny, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis” reúne textos de pesquisadores como Lucieni Simão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e de Werá Dkekupé, Tobi Itaúna e Doethyró Tukano, que fazem parte de um grupo de oito indígenas que desde 1999 recebem bolsas da FAPERJ para atuarem como educadores bilingüe (Português/Guarani) e de cultura indígena para as crianças nas aldeias Guarani; “No passado, os antropólogos interpretavam a cultura indígena. Agora, os próprios integrantes é que falam pela etnia”, explica Dinah Guimarães. Segundo ela, o conceito de culturas vivas, presente no livro e no projeto do Museu de Arte e Origens, foi criado pelo pesquisador Mário Pedrosa, um crítico de arte socialista, que morreu no início da década de 1980; A língua Guarani, tornou-se um elemento de referência para outras etnias indígenas, que foram perdendo suas características ao longo do tempo. De acordo com a pesquisadora, o Brasil tem hoje cerca de 350 mil índios. Destes, 50 mil pertencem a diferentes aldeias Guarani, a maioria delas localizada nos estados do Sul e em Mato Grosso. O Rio de Janeiro reúne cerca de 600 guaranis, que vivem em quatro aldeias: Bracuí, próximo a Angra dos Reis; Paraty Mirim e Terra Indígena Rio Pequeno, nas imediações de Parati; e Araponga, próximo a Patrimônio; O Museu Nacional de Belas Artes abriga, em uma de suas galerias, o acervo do Museu de Arte e Origens com peças representativas das culturas indígena, africana e popular, além de imagens do inconsciente, arte moderna e contemporânea. Existe um projeto para a construção de uma sede própria para o Museu de Arte e Origens, em Parati
GUIMARÃES, Dinah (org)O ano de 1930 terminou com uma revolução e com um governo provisório. A partir daí, vários projetos políticos disputaram o poder no país. Os mais atuantes e influentes na ápoca tentaram se impor recorrendo às armas, mas foram derrotados em 1932, 1935 e 1938. Ao final, os insatisfeitos com Getúlio Vargas foram silenciados: o governo constitucional transformou-se na ditadura do Estado Novo. No entanto, o regime autoritário incentivou a industrialização do país, patrocinou uma política cultural que encontrou receptividade entre artista e intelectuais e elevou os trabalhadores à condição de personagens centrais do regime. Em 1945, no apagar das luzes do regime, o país era outro
FERREIRA, Jorge