Etnologia indígena
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Tradução de narrativas de história oral dos Xavantes, acompanhada de desenhos dos próprios índios e fatos que documentam seu contato com o branco, seus mitos e seu cotidiano. Registro dos 50 anos de contato
Este primeiro volume da Coleção Pawana nos apresenta noites enluaradas, preparativos para a festa de um menino Ukewái que vai tornar-se rapaz, a atividade das mulheres Xikrin que se reúnem para pintar o corpo - um gesto de afeto que exige muita técnica. Há também a corrida de toras na aldeia Xavante, que inclui a busca da palmeira de Buriti e a importância que os índios atribuem ao conhecimento dos mais velhos. Há o rito de passagem da infância da menina para a puberdade e como os índios Kadiwéu comemoram o Dia do Índio. Desenhos de índios de várias tribos
GRUPIONI, Luis Donisete BenziPublicado originalmente em 1955, é um misto de relato de viagem e reflexão antropológica do destacado etnólogo francês, cuja passagem pelo Brasil nos anos de 1930 foi fundamental na sua formação. Guardadas as especificidades contextuais, o livro proporciona uma excelente introdução à temática indígena e ao lugar dessa discussão no mundo contemporâneo. Com o passar do tempo, também passa a proporcionar uma espécie de documento histórico
LÉVI-STRAUSS, ClaudeAinda que não tenham sido todos escritos para um mesmo tipo de leitor —uns são dirigidos a particulares, outros ao Serviço de Proteção aos Índios e ainda alguns talvez redigidos para fins de publicação — os textos, de um estilo vivo, espontâneo, cheio da energia de um homem empenhado na defesa das sociedades que estudava; Desses relatórios, aquele cuja leitura se faz, provavelmente, com mais interesse é o referente a "Os Índios Parintintin do rio Madeira", onde Nimuendajú narra as atividades da frente de atração do SPI, dirigida por ele, que, finalmente, entrou em contato amistoso com aqueles índios. Essa atração serviu de motivo ao romance O instinto supremo, de Ferreira de Castro. O famoso autor de A selva, que trabalhara na sua juventude num seringal do rio Madeira, e que partilhara, com os patrões, gerentes e seringueiros da região, do temor e talvez do ódio aos Parintintin, ao escrever aquele romance, prometido a Rondon, baseou-se, entre outras fontes, no relatório de Nimuendajú
NIMUENDAJÚ, Curt (1883-1945)O que este livro traz é uma história baseada na carta que o escrivão oficial da expedição de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha, mandou ao rei de Portugal. Nela, dá detalhes de como chegaram à nova terra e como foi o primeiro encontro com seus moradores. Conheceremos um pouco da vida daquele povo, dos tupiniquins, que a partir daquele dia foram denominados índios. O impacto daquele encontro, que teve resultados muito tristes, não terminou. Quinhentos anos depois, naquele mesmo lugar, indígenas descendentes daqueles mesmos tupiniquins retomaram a mesma história. Entretanto a situação atual dos povos indígenas no Brasil, apesar dos muitos problemas enfrentados, é de esperança e de ressurgimento. Queremos que esta história possa nos ajudar a conhecer um pouco mais não só o passado mas também o presente desses povos, esperando encontrar nos leitores novos aliados. Só assim poderemos construir uma nova História, sem violência, sem discriminação e com justiça, bem diferente daquela que existiu até hoje
PREZIA, BeneditoPara caracterizar melhor a cultura Tapirapé é feita uma comparação com as culturas das tribos vizinhas e de diversas outras tribos Tupi. A consideração de certos pormenores revela, as vezes, peculiaridades culturais que se opõem a dadas generalizações difusionistas
Baldus, HerbertAborda as situaçOes étnicas Tremembé do litoral oeste do Ceará. Discute e analisa a emergência de fronteiras étnicas e de construção da etnicidade entre os Tremembé
VALLE, Claúdia Netto doPor meio de considerações acerca do território, da economia, do parentesco, da organização política e da religião, a autora fornece uma visão geral das sociedades indígenas no continente sul-americano, chamando a atenção para semelhanças entre sociedades indígenas distintas
RAMOS, Alcida RitaPublicado em Paris em 1994, o livro traz uma série de fotografias feitas pelo etnólogo durante as suas viagens pelo Brasil entre 1935 e 1939. As fotos, muito sugestivas em si, são enriquecidas por comentários de Lévi-Strauss, alguns remetendo ao texto de Tristes Trópicos. Os registros indígenas referem-se sobretudo aos Kadiwéu, Bororo, Nambiquara, Tupi-Mondé e Kawahib
LÉVI-STRAUSS, ClaudeA Coleção Museu Aberto tem como objetivo colaborar com a divulgação de estudos, experiências e reflexões elaborados na prática museológica e no campo acadêmico-científico. As publicações trabalham em torno dos três grandes eixos de ação museológica - preservação, comunicação e pesquisa
Cury, Marília XavierA série iniciada em 1980 chega ao décimo-primeiro volume trazendo na capa o líder kayapó Raoni Metuktire, contundente em suas críticas contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu, no Pará. Desde os anos 1980, Raoni ergue sua voz contra o projeto que tornou-se obra símbolo do Programa de Aceleração do crescimento (PAC) no governo Lula e prossegue no governo Dilma Rousseff. Embora os Kayapó não sejam diretamente afetados pela barragem, a suspeita é que para garantir sua viabilidade econômica, outras usinas venham em seguida, alcançando então a área Kayapó. Esta edição de Povos Indígenas no Brasil 2006-2010 resume a situação indígena no período por meio 165 artigos assinados, 810 notícias extraídas e resumidas a partir de 175 fontes, 228 fotos e 33 mapas. Inclui pela primeira vez um caderno especial de 32 páginas com imagens de destaques. As informações estão organizadas em seis capítulos temáticos e 19 regionais, totalizando 778 páginas que dão uma visão geral sobre 235 povos indígenas que vivem no Brasil e falam cerca de 180 línguas. Destes, 49 habitam também o outro lado da fronteira, em países que fazem limite com o Brasil
Décimo volume de uma série iniciada em 1980 pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI) e continuada pelo Instituto Socioambiental (ISA), a nova edição do livro Povos Indígenas no Brasil (2001-2005) traz um resumo comentado das políticas indigenistas, oficiais e não-governamentais e da política propriamente indígena no período. A publicação, apoiada em uma extensa rede de colaboradores voluntários, traz 178 artigos assinados, centenas de notícias extraídas e resumidas a partir de 125 fontes, além de cerca de 200 imagens fotográficas e 36 mapas. Todas essas informações e análises estão organizadas em seis capítulos temáticos e 19 regionais
Apresenta um perfil dos povos indígenas que vivem no Amapá e norte do Pará, em uma parte da Amazônia brasileira que permanece ainda muito pouco conhecida. O intuito é trazer dados sobre as redes históricas de que se originam estes povos, informações sobre sua situação sócio-política atual, bem como sobre seus modos de vida e cosmologias
GALLOIS, Dominique TilkinEste livro apresenta um perfil dos povos indígenas que vivem no Amapá e norte do Pará, em uma parte da Amazônia brasileira que permanece ainda muito pouco conhecida. O intuito é trazer dados sobre as redes históricas de que se originam estes povos, informações sobre sua situação sócio-política atual, bem como sobre seus modos de vida e cosmologias
GALLOIS, Dominique TilkinOs Panará, também conhecidos como Krenakore, foram oficialmente contatados em 1973, quando a estrada Cuiabá-Santarém estava em construção e cortava seu território tradicional na região do Rio Peixoto Azevedo. A violência do contato ocasionou morte de 2/3 de sua população, em razão de doenças e massacres. À beira do extermínio, em 1975 foram transferidos pela Funai para o Parque Indígena do Xingu. Depois de 20 anos exilados, os Panará reconquistaram o que ainda havia de preservado em seu antigo território, onde construíram uma nova aldeia. Além dessa vitória, alcançaram um feito inédito na história dos povos indígenas e do indigenismo brasileiro, quando em 2000 ganharam nos tribunais, contra a União e a Funai, uma ação indenizatória pelos danos materiais e morais causados pelo contato. Tal vitória, se não lhes apaga as tristes marcas de sua história, projetam-lhes para um futuro mais digno
ARNT, RicardoEsta é a primeira tentativa de abordar a história de todos os índios brasileiros durantes os séculos de conquista colonial o primeiro contato que o autor teve com os índios brasileiros deu-se em 1961 numa expedição pelas cabeceiras do rio Iriri, quando sofreram uma emboscada preparada pelos kreen-akrore, tribo ainda desconhecida no país após essa primeira expedição, realizou várias viagens para diferentes regiões do país, conhecendo em profundidade a realidade de nossos índios neste livro, se propõe a escrever uma história dos índios brasileiros ou da conquista do Brasil em termos de seus povos nativos destaca a atuação dos exploradores europeus que deixaram alguma documentação sobre os índios que encontraram, e especialmente a atuação dos jesuítas, a seu ver, de fundamental importância para o bem estar dos índios durante a maior parte do domínio colonial português termina com a expulsão dos jesuítas na década de 1760, quando o equilíbrio de poder entre os colonos e os índios já se havia modificado
Hemming, JohnDescreve e analisa os processos de envolvimento do povo Rikbaktsa com a sociedade nacional e as dinAnicas de reordenação sociocultural. Reflete sobre as relaçOes entre a visão de mundo, expressa no discurso mítico, a vida social e a elaboração da auto-imagem deste povo
ARRUDA, Rinaldo Sergio VieiraAborda a experiência antropológica vivida a partir de 1975 com os "GaviOes" do grupo Jê-Timbira localizado ao sul do Pará
FERRAZ, IaraRomance francês, baseado nos índios brasileiros Maxacali
DENIS, FerdinandContribuir para o conhecimento da sociedade Tupi e de outros povos localizados na área por eles ocupada. PropOe um projeto de cunho etno-histórico, e ordena os dados sobre essa etnia baseando no estudo realizado entre os Tenharim do Rio dos Marmelos
MENÉNDEZ, Miguel AngelAnalisa e interpreta o processo de mudança socio-cultural a que estão submetidos os índios Guarani do litoral paulista devido a expansão progressiva de uma frente da sociedade nacional com características urbano-industriais
CHEROBIM, MauroMostra um retrato minucioso do indigena alto-rio-negrino, desvendando seu saber sobre o meio amazonico e suas tecnicas de preservacao do meio ambiente. Em uma descricao densa, mostra como outras culturas preservam quase intacta uma diversidade biologica ainda pouco conhecida e estudada. Os indios das aguas pretas demonstram a importante contribuicao que os estudos antropologicos podem fornecer na busca de solucoes alternativas para a resolucao de problemas que tem mobilizado entidades conservacionistas do mundo todo e exigido a tomada de posicao de autoridades governamentais
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)Trata-se de um grande clássico de caráter didático primordial para a educação infanto-infantil. Possui texto de fácil entendimento que estimula o jovem a pensar e adquirir interesse pela leitura
CHAPELLE, RichardOs índios Ticuna, do Alto Solimões, Amazonas, formam o mais numeroso grupo indígena do país, com cerca de 18.000 membros. Neste livro, o autor examina a mudança social e o processo de dominação vividos pelos Ticunas, vistos também a partir da ótica dos próprios índios. Analisa, assim, como um grupo étnico com elementos vivos e atuantes de sua própria organização social e de sua cosmologia, se adapta, resiste e reinterpreta a ação do Estado. Trata-se de uma análise convencional na linha estruturalista enfocando uma tribo isolada e em condições de suposto equilíbrio, mas sim de um estudo sobre as relações entre um grupo indígena e o Estado brasileiro, representado pelo órgão oficial de assistência ( o SPI e depois a FUNAI ) que ilumina de maneira exemplar a questão indígena na Amazônia atual
OLIVEIRA, João Pacheco deAnalisa a posição particular da humanidade no universo Wayampi. Enfoca o domínio da pessoa do ponto de vista de seus elementos constitutivos. Descreve as concepçOes relativas à doença e analisa o contágio e a agressão xamanística
GALLOIS, Dominique T. (Dominique Tilkin)Em 1951 ocorreu um movimento messiânico entre os craôs do norte de Goiás, naquela parte que mais tarde viria a ser desmembrada para formar o estado do Tocantins. Em 1963 eclodiu um movimento semelhante entre os canelas do sul do Maranhão, falantes da mesma língua timbira e com a mesma orientação cultural. Apesar do intervalo de doze anos entre essas manifestações, elas vieram a cair no conhecimento dos etnólogos e outros não índios no mesmo ano de 1963. No caso canela, o etnólogo William Crocker veio a saber dele imediatamente após sua repressão, pois chegava para realizar mais uma etapa de pesquisa de campo. Também os brancos das vizinhanças da terra indígena logo sentiram que algo diferente estava acontecendo quando acometidos por uma intensificação da captura de gado que os levou ao confronto com os índios
MELATTI, Julio CezarEste trabalho é uma tentativa de expor a um público mais amplo a trágica história do primitivo habitante do Brasil e de sua marginalização progressiva, histórica, geográfica e cultural. Fala sobre a dívida que o povo brasileiro tem para com os povos que aqui viveram, sendo um convite para meditar sobre a questão indígena
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)Com a coordenação de Maria Lígia Prado e Maria Helena Capelato, pesquisadores experientes analisam os mais importantes tópicos para o estudo da história nacional. Neste volume: Num texto polêmico, Luiz Koshiba examina o embate entre a cultura indígena e a européia e propõe uma categoria de análise mais adequada para o estudo das sociedades tribais. Com uma argumentação envolvente, o autor demonstra como os colonizadores portugueses acabaram por submeter guerreiros tupi-guaranis, transformando-os em trabalhadores
KOSHIBA, LuizEstuda as condiçOes históricas que permitiram a fundação do SPI
GAGLIARDI, José MauroEste livro estuda as condições históricas que permitiram a fundação do serviço de proteção aos índios e mostra como o desenvolvimento capitalista no Brasil, sobretudo no ultimo quartel do século XIX, acirrou a luta armada que envolvia a sociedade dominante e os grupos indígenas
GAGLIARDI, José MauroEstuda a situação de contato da sociedade Tuxá com a sociedade inclusiva não-indígena. Identifica aspectos que caracteriza a identidade étnica dos Tuxá
SAMPAIO-SILVA, OrlandoCompreende a relação dos Asurini com o mundo sobrenatural. Analisa dois temas centrais: o xamanismo e a relação entre os gêneros
ANDRADE, Lucia M. M. deCompreende a relação dos Asurini com o mundo sobrenatural. Analisa dois temas centrais: o xamanismo e a relação entre os gêneros
ANDRADE, Lucia M. M. de