Este livro discute questões centrais do pensamento de Sérgio Buarque de Holanda e interpreta inicialmente Raízes do Brasil para depois estabelecer vínculos entre este clássico e a reflexão que Sérgio desenvolve acerca da noção de fronteira no Brasil. Tal reflexão é examinada em comparação com debate norte-americano sobre a idéia de expansão para este e com as contribuições de Visões do Paraíso, destacando-se, então, que o conceito de modernidade, com o qual opera, jamais exclui o diálogo com as tradições culturais do país
WEGNER, RobertCultura
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Ao longo dos anos 1970, Bourdieu se dedica a várias pesquisas sobre o processo de diferenciação social, visando elaborar uma teoria geral das classes sociais. A Distinção aparece como síntese desse período e é considerada, por vários autores, como a obra central na carreira sociológica de Bourdieu
BOURDIEU, PierreEngleton toma como base sua insatisfação quanto ao significado antropológico amplo e com o sentido estético rígido da cultura, e busca algo que a diferencie de outros conceitos fundamentais da Sociologia, por considerar em jogo o uso do conteúdo da alta cultura. Busca as transformações históricas pelas quais o termo passou e seus usos contemporâneos. Ao mergulhar na crise moderna da idéia de cultura, aborda os choques culturais, a dialética da natureza e da cultura, dialogando com Marx, Nietzsche e Freud, e aprofunda a visão com relação à homogeneização da cultura de massas, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários
EAGLETON, TerryA Nova História Cultural enfatiza a importância do significado na ação social. A obra, saudada pela crítica americana como extremamente importante, apresenta uma argumentação até certo ponto provocativa em defesa dos princípios que fundamentam a Nova História Cultural, explicando os seus objetivos e mostrando o quanto é complexa a recuperação da dinâmica da expressão e interpretação do passado
HUNT, LynnEstuda a reclusão pubertária em jovens Kamayurá no Alto Xingu, sob o enfoque biocultural
TAVARES, Sérgio CorrêaAtravés do exame da produção de duas figuras exemplares - Rodrigo de Melo e Franco de Andrade e Aloísio Magalhães -, o autor avalia a estratégia de narração da identidade nacional, nos conduzindo a questões cruciais apontadas por Otávio Velho: " as analogias entre alegoria, ruína e patrimônio; o barroco como "signo totêmico" da identidade nacional brasileira; as associações entre os discursos a partir de patrimônio e os discursos modernistas; o papel dos intelectuais na produção de valores supostamente em declínio."
GONÇALVES, José Reginaldo SantosDedicado inicialmente ao estudo das raças e dos tipos antropológicos brasileiros, Roquette-Pinto tornou-se mais conhecido como divulgador de ciência, entendendo-a como base para reformas sociais. Sua trajetória é, no entanto, parte importante da história da antropologia, da educação, da comunicação e da divulgação científica no Brasil, ajudando a compreender a história da República brasileira na primeira metade do século XX
LIMA, Nísia Trindade (org)Escrito especialmente para estudantes, professores e profissionais das ciências humanas, este livro desvenda as facetas da Antropologia - da evolução do Homo sapiens aos mistérios dos rituais e da religião. Com linguagem acessível, o autor analisa a importância da Antropologia para os dias de hoje e para o futuro, inclusive no cenário brasileiro. Mostra ainda que, mais que uma ciência da diversidade cultural, a Antropologia é uma forma de dar sentido ético ao homem.
GOMES, Mércio PereiraAntropologia Cultural é o primeiro livro publicado no Brasil com textos de Franz Boas, um dos mais importantes antropólogos de todos os tempos. Os cinco ensaios foram selecionados e traduzidos por Celso Castro; Boas foi o fundador da moderna antropologia cultural, que contrapunha, às teorias evolucionistas e racistas ainda dominantes no início do século XX, uma perspectiva relativizadora, centrada na noção de cultura. Foi também um dos pioneiros da pesquisa de campo como método privilegiado para o estudo das diferentes culturas
BOAS, Franz 1858-1942“Este livro, embora independente, integra uma série de estudos de Antropologia da Civilização em que se procura repensar os caminhos pelos quais os povos americanos chegaram a ser o que são agora e discernir as perspectivas de desenvolvimento que se lhes abre” Darcy Ribeiro (Prefácio à Primeira Edição)
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)“Este livro, embora independente, integra uma série de estudos de Antropologia da Civilização em que se procura repensar os caminhos pelos quais os povos americanos chegaram a ser o que são agora e discernir as perspectivas de desenvolvimento que se lhes abre” Darcy Ribeiro (Prefácio à Primeira Edição)
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)Diversas reportagens:; 04/2000 - Jornal nacional / Globo / 00:02:14; 04/2000 - RJ Record / Record / 00:01:39; 04/2000 - Rede Rio / TVE Brasil / 00:02:31; 04/2000 - Na boca do povo / CNT / 00:05:37; 04/2000 - Jornal do descobrimento / TVE Brasil / 00:04:25
Edward Said examina as maneiras pelas quais os pressupostos imperialistas influenciaram e continuam influenciando a política e a cultura ocidentais, desde os grandes romances do século XIX até a cobertura jornalística da Guerra do Golfo. O entendimento dessa “estrutura de atitudes e referências” imperial e das reações a ela no processo de descolonização é o caminho privilegiado para se descortinar uma perspectiva esperançosa: a coexistência harmoniosa entre o Ocidente e suas antigas dependências coloniais, algo que só será realidade quando alcançarmos uma compreensão histórica de que todas as culturas são, inevitavelmente interdependentes
SAID, Edward WA cultura historiográfica das últimas décadas perdeu a capacidade de formular tentativas de explicações estruturais da história, sendo substituída por uma crise aguda presente direta ou indiretamente nos mais diversos estudos de Historiografia produzidos atualmente. Nesse ambiente - a discussão sobre uma cultura de mudança em que estamos inseridos, ao lado da não-abdicação do futuro e do passado -, instalou-se como paradigma a função emancipadora, gerando perguntas inquietantes de historiadores preocupados com essa problemática. Um panorama detalhado neste livro, que discute os elementos mais significativos da modernidade e da pós-modernidade, situando suas implicações na cultura historiográfica brasileira. Outro ponto destacado nesta obra é a preocupante possibilidade da perda de sentido da ciência histórica, que seria substituída por abordagens de vivências individuais e de realidades microscópicas, pela história do cotidiano ou por uma história dependente da Antropologia cultural
DIEHL, Astor Antônio“Em Cultura na Prática, Marshall Sahlins se revela um dos mais profundos e originais antropólogos de nosso tempo. Ele soube fecundar reciprocamente as tradições intelectuais européias e americanas. Sempre se recusou a separar as ciências sociais das disciplinas humanas, a análise estrutural da pesquisa histórica, e a teoria da prática. Graças à amplitude de suas perspectivas, a seu imenso conhecimento, ao equilíbrio de seus juízos e à sua recusa de qualquer modismo intectual, Marshall Sahlins é indiscutivelmente o mais lúcido dos antropólogos contemporâneos” Claude Lévi-Strauss
SAHLINS, MarshallUma introdução ao conceito antropológico de cultura, realizada de forma didática, clara e simples. A primeira parte do livro refere-se ao conceito de cultura a partir das manifestações iluministas até os autores modernos, enquanto a segunda procura demonstrar como a cultura influencia o comportamento social e diversifica enormemente a humanidade, apesar de sua comprovada unidade biológica.; O autor procura utilizar, sempre que possível, exemplos referentes à nossa sociedade e às sociedades tribais que compartilham nosso território, o que não impede a utilização de exemplos de autores que trabalham em outras partes do mundo.
LARAIA, Roque de BarrosUma introdução ao conceito antropológico de cultura, realizada de forma didática, clara e simples. A primeira parte do livro refere-se ao conceito de cultura a partir das manifestações iluministas até os autores modernos, enquanto a segunda procura demonstrar como a cultura influencia o comportamento social e diversifica enormemente a humanidade, apesar de sua comprovada unidade biológica; O autor procura utilizar, sempre que possível, exemplos referentes à nossa sociedade e às sociedades tribais que compartilham nosso território, o que não impede a utilização de exemplos de autores que trabalham em outras partes do mundo
LARAIA, Roque de BarrosA matéria é sobre demarcação da Terra Indígena dos índios Guarani de Bracuí, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Vivem nessa área 200 Guarani, vindos do Sul do Brasil, há oito anos. Apesar da influência dos brancos, os Guarani preservam alguns