Cuiabá
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Coletânea de artigos e entrevistas com os índios Arara que vivem no município de Aripuanã, a noroeste de Mato Grosso. Inventaria dados históricos e etnográficos e descreve o processo de desestruturação social do grupo, decorrente do contato com a sociedade envolvente e da sua inserção como trabalhadores nos seringais, acompanhando sua rearticulação étnica em torno da luta pela retomada de suas terras. Esse movimento contou com o apoio de outros grupos indígenas e de alguns setores organizados da sociedade civil, como sindicatos e a igreja, em oposição aos madeireiros, fazendeiros e autoridades locais, que, calcados no discurso progressista, justificavam a necessidade da construção de uma estrada através do território dos Arara. A retomada de seu espaço, além de ser reconhecida como legítima, representa um passo importante na delimitação das posições de poder no cenário do conflito, ainda em curso
DAL POZ NETO, JoãoA terceira caixa com três livros da coleção “Documentos para a história de Mato Grosso do Sul” O conjunto contém reedições de originais publicados no século passado dos volumes: Ulrico Schimidl no Brasil Quinhentista; Na Era das Bandeiras – Affonso Taunay; e À Sombra dos Hervaes – Virgílio Correa Filho; A coleção resgata a história de Mato Grosso do Sul. As obras, de grande valor científico e cultural, são consideradas raras pelo conteúdo apresentado, pela antiguidade e número de publicações existentes. “Esta coleção está selecionando livros e documentos impressos que são de fundamental importância para a escrita da história de Mato Grosso do Sul sob um olhar sul-mato-grossense”, Para o professor, a disponibilidade bibliográfica sobre o Estado foi feita sob o olhar paulista e mato-grossense e a coleção se propõe a mostrar um outro contexto do momento vivido
CORRÊA FILHO, VirgilioEste livro propõe, por meio de um diálogo com estudantes e professores, um novo olhar sobre a diversidade sociocultural mato-grossense, cujas riqueza e complexidade podem ser reconhecidas nos diferentes povos que constituem a sua matriz cultural; Índios, negros, populações tradicionais e migrantes, num processo interativo de culturas milenares, recriam constantemente. Nesse processo, o desafio está na formação de cidadãos que respeitem e celebrem as diferenças, como o melhor caminho para uma sociedade solidária e com justiça social
MACHADO, Maria Fátima Roberto (org)Esta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraAnalisa a trajetória e a luta do povo indígena Iranxe, que, pressionado pela expansão da fronteira agrícola e ameaçado por inimigos tribais, abandonou as matas férteis de seus ancestrais. A partir de um processo de reconstrução étnica, esse grupo passou a reivindicar a reintegração de posse do seu território tradicional, elemento chave de sua produção simbólica e, conseqüentemente, de sua sobrevivência física e cultural. Segundo os autores, este trabalho apresenta elementos históricos (entrevistas, fotos, mapas) com vistas a compor um instrumento legal para auxiliar os Iranxe no processo de recuperação de seu espaço de origem
PIVETTA, Darci LuizApresenta a etnohistória e aborda o modo de viver dos índios Nambiquara, localizados a oeste do Mato Grosso
COSTA, Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira daEste estudo propOe-se analisar o comportamento alcoólico de uma nação indígena de Mato Grosso, os índios Bororo, mais especificamente aqueles que vivem na Terra Indígena Meruri. Busca-se analisar as causas da antigüidade e da persistência de tal comportamento, conhecido por todos os estudiosos da etnia, mas inexplicavelmente desconsiderado. Diante da complexidade do problema, que pede por sua natureza uma abordagem bio-fisiológica, econOmica, psicológica, sócio-cultural e cosmológica, optou-se por aprofundar a história da introdução do álcool, as instituiçOes culturais e as características da personalidade étnica que expliquem a motivação do comportamento alcoólico
QUILES, Manuel IgnacioEsta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraEsta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraAtravés de um enfoque etnográfico das relações entre antropólogos, índios e indigenistas do Museu Rondon, o livro procura contribuir para a elaboração de respostas alternativas aos discursos oficiais, em uma perspectiva mais universal, recusando as limitações de um enquadramento 'local' ou 'regional'. No livro, a autora buscou produzir uma história social da ciência, empreendendo uma investigação sobre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e focalizando-a especificamente a partir da formação de Antropologia e da criação do Museu Rondon
MACHADO, Maria Fátima RobertoA dissertação examina crOnicas e memórias sertanistas, além de documentos inéditos de cunho oficial da administração colonial, para estudar as representaçOes construídas referentes ao Paresi. Objetos tanto do apresamento por sertanistas quanto da proteção por parte da Coroa, prevaleceu a imagem de “dóceis” e pacíficos agricultores, em contraposição de outros “bárbaros selvagens”. A autora conclui que estas circunstAncias levaram os Paresi a “contracenar” de maneira diferenciada da maneira que se construía seu “modo de viver” anterior à chegada dos portugueses
CANOVA, LoivaO tema dessa dissertação levanta novas questOes em relação à Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estrstégicas de Mato Grosso ao Amazonas. É um trabalho que aborda parte da história dos trabalhadores dessa Comissão que atuou no Mato Grosso nos anos de 1907 a 1915. Os relatórios produzidos pela Comissão Rondon omitem informaçOes acerca dessas pessoas. Não encontramos estudos na historiografia que se detenham sobre eles. Tratamos nesse trabalho de violência e do silêncio a que foram submetidos esses trabalhadores e questionamos a discrepAncia constatada nos números de falecimentos publicados
FERREIRA, Mirian Rejane GuimarãesO texto descreve a trajetória metodológica percorrida pela pesquisadora Maria de Fátima G. Costa na determinação da autoria de um manuscrito apócrifo, dedicado ao estudo científico sobre Mato Grosso, até então atribuída ao Barão de Langsdorff, chefe da expedição russa que visitou o Brasil na primeira metade do século XIX, incluindo em seu roteiro a então província mato-grossense. Após complexo trabalho de investigação, concluiu-se ser o autor do manuscrito o sargento-mor e engenheiro Luiz D´Alincourt, que palmilhou essa região entre 1823 e 1830, coletando material para compor o “Mapa Estatístico de Mato Grosso”. Além do documento em questão, a obra incorpora, na introdução, artigo de autoria de Marcos Pinto e Boris Komissarov sobre o histórico da Expedição Langsdorff, assim como uma importante contribuição do Professor Nagib Saad (UFMT) acerca das observações do botânico Riedel sobre as plantas nativas. A pesquisa representa um relevante suporte para a compreensão do papel das expedições científicas na construção da paisagem regional do Estado-nação e na constituição do imaginário brasileiro do século XIX
COSTA, Maria de Fátima G. (Maria de Fátima Gomes)Baseado na documentação do SPI, o estudo detalha a trajetória do Posto Indígena criado em 1913 para abrigar os Umutina. A autora mostra a relação entre a política de atração e as estratégias indígenas
ARRUDA, LucyBeth Camargo deA partir de entrevistas realizadas entre os Kithaulhu, Sawentesu, Wakalitesu e Halotesu, a dissertação analisa a ocupação das terras da Chapada dos Parecis MT de uma perspectiva Nambiquara. A autora também lança mão de uma documentação bastante variada para entender a história do contato e do estabelecimento das atividades de seringueiros em terras Nambiquara
COSTA, Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira daEste estudo tem por objetivo analisar, no período de 1942 a 1968, a ocupação das terras pertencentes aos Nambiquara, da Chapada dos Parecis, a partir da chegada dos seringueiros, movimento que fez parte do processo de expansão da fronteira oeste de Mato Grosso, sob a perspectiva Nambiquara
COSTA, Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira daBaseado em vasta documentação, que vai do século XVIII a meados do XX, a autora convida os leitores a repensar e questionar ideias popularizadas na literatura internacional, nacional e mato-grossense, que reservaram à província e depois ao estado de Mato Grosso o status de “um lugar sempre aquém do mundo civilizado, ou moderno, ou desenvolvido. Um lugar paralisado por uma geografia “excessiva” – imensidão territorial, exagerada abundância de recursos naturais – e separado por enormes distâncias de um centro dinâmico capaz de lhe transmitir a energia empreendedora que movia o mundo e suas populações em direção ao progresso
GALETTI, Lylia da Silva GuedesBuscando as raízes do processo de privatização das terras em Mato Grosso, a autora sustenta que a articulação entre o poder político e o poder econômicos, com base nos mecanismos institucionais e jurídicos, possibilitou a transformação das terras devolutas em propriedade privada, acentuando o processo de concentração fundiária, condição para o avanço da fronteira econômica a partir dos anos 70 e para a territorialização do capital
MORENO, Gislaene