A obra reúne quatro ensaios centrados em diferentes teorias antropológicas: Edir Pina de Barros desenvolve um estudo detalhado da estrutura social dos Kurâ-Bakairi, tomando por base duas categorias fundamentais, a ekuru e o panomo; Denise Maldi analisa os Pacaa-Novos, abordando o conceito de territorialidade, crucial para a formação da identidade desse povo; João Dal Poz focaliza as relações dos Cinta-Larga com os seus inimigos e faz uma etnografia de suas práticas canibais; e Maria Fátima Roberto Machado, no artigo “Rondon e os Paresi: as representações indígenas sobre o amure etnógrafo”, estabelece um diálogo teórico entre a cultura e a história, analisando o fato da incorporação da figura de Cândido Mariano da Silva Rondon como aquele que veio para corrigir o mundo, equivalente a Wazaré, o herói mítico originário
UntitledCuiabá
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Analisa a trajetória e a luta do povo indígena Iranxe, que, pressionado pela expansão da fronteira agrícola e ameaçado por inimigos tribais, abandonou as matas férteis de seus ancestrais. A partir de um processo de reconstrução étnica, esse grupo passou a reivindicar a reintegração de posse do seu território tradicional, elemento chave de sua produção simbólica e, conseqüentemente, de sua sobrevivência física e cultural. Segundo os autores, este trabalho apresenta elementos históricos (entrevistas, fotos, mapas) com vistas a compor um instrumento legal para auxiliar os Iranxe no processo de recuperação de seu espaço de origem
UntitledA partir de entrevistas realizadas entre os Kithaulhu, Sawentesu, Wakalitesu e Halotesu, a dissertação analisa a ocupação das terras da Chapada dos Parecis MT de uma perspectiva Nambiquara. A autora também lança mão de uma documentação bastante variada para entender a história do contato e do estabelecimento das atividades de seringueiros em terras Nambiquara
UntitledApresenta a etnohistória e aborda o modo de viver dos índios Nambiquara, localizados a oeste do Mato Grosso
UntitledEste estudo tem por objetivo analisar, no período de 1942 a 1968, a ocupação das terras pertencentes aos Nambiquara, da Chapada dos Parecis, a partir da chegada dos seringueiros, movimento que fez parte do processo de expansão da fronteira oeste de Mato Grosso, sob a perspectiva Nambiquara
UntitledColetânea de artigos e entrevistas com os índios Arara que vivem no município de Aripuanã, a noroeste de Mato Grosso. Inventaria dados históricos e etnográficos e descreve o processo de desestruturação social do grupo, decorrente do contato com a sociedade envolvente e da sua inserção como trabalhadores nos seringais, acompanhando sua rearticulação étnica em torno da luta pela retomada de suas terras. Esse movimento contou com o apoio de outros grupos indígenas e de alguns setores organizados da sociedade civil, como sindicatos e a igreja, em oposição aos madeireiros, fazendeiros e autoridades locais, que, calcados no discurso progressista, justificavam a necessidade da construção de uma estrada através do território dos Arara. A retomada de seu espaço, além de ser reconhecida como legítima, representa um passo importante na delimitação das posições de poder no cenário do conflito, ainda em curso
UntitledEm linguagem acessível, a autora procura combater várias idéias equivocadas a respeito dos índios, ao mesmo tempo que fornece informações precisas acerca da organização de sociedades indígenas
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