Brasília, DF
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Trata-se da leitura de uma lei colonial, o Diretório dos Índios, que vigorou entre 1757 e 1798, a fim de instruir o comportamento do colonizador em relação às populações indígenas envolvidas nos empreendimentos de definição da fronteira norte do Brasil e seu povoamento
Almeida, Rita Heloísa deDo púlpito "(o pináculo do templo), o padre Antônio vieira pregava às "gentes" do maranhão. Seus sermões, pronunciados entre 1653 e 1662, atraíam e fascinavam autoridades, colonos e multidões anônimas. Sua missão jesuítica - "dificultosíssima" - impelia-o a agir ad majorem Dei Gloriam, inserindo-o ativamente no mundo, nas condições impostas pela época barroca e pela colonização portuguesa no século XVII. O sermão - gênero a que ele conferia uma qualidade inexcedível - era uma práxis fundada sobre o talento do pregador, contando com certa "encenação" e com papéis definidos para os ouvintes/leitores/espectadores. O sermão (como nos ensina Beatriz Catão Cruz Santos) promovia uma "reorquestração dos sentidos", a serviço da articulação e da hierarquização do reino de Deus, do reino de Portugal, da "região", das cidades e das aldeias
SANTOS, Beatriz Catão CruzExamina as relaçOes sociais entre os índios Pukobyê (Jê-Timbira) e a população regional no interior do Maranhão, a partir da descrição e análise de um conflito, dando-se-lhe o tratamento de "drama"
BARATA, Maria HelenaOs Canela do Maranhão, um grupo Timbira (Jê), conhecem dos brancos a discriminação e a violência, mas também, desde a época do SPI (Serviço de Proteção aos Índios), a ajuda humanitária. A percepção cultural desta 'ajuda aos índios' pelos Canela é o foco principal deste estudo. A pesquisa, que inclui uma análise dos mitos dos Canela, sobretudo do mito de Aukê, focaliza como esses índigenas, tanto indivíduos como grupos socio-políticos, lidam com as idéias e os objetos de ajuda humanitária. Encontra uma maneira culturalmente específica de pensar e proceder - eles apropriam-se de elementos culturais desconhecidos, mas para eles de grande utilidade, e os transformam em elementos da própria cultura. Assim, os projetos humanitários, dentro do processo de mudança cultural ou dos processos de construção de cultura, identidade étnica e etnicidade, não causam um conflito entre 'tradicionalismo' e 'modernidade'. Na sociedade canela, a interação e a comunicação intercultural no contexto dos projetos humanitários ativam processos de apropriação individual e coletiva, contribuindo à heterogeneidade e continuidade cultural dos Canela
KAPREPREK, Andreas Kowalski