Política indigenista
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O livro volta-se para as políticas e ações indigenistas, desenvolvimentistas e de proteção social elaboradas em âmbitos nacionais e internacionais e, dessa perspectiva, diversos temas relativos à saúde, educação, território, desenvolvimento e direitos são enfatizados. Considerando um constraste entre América Latina, representada por Brasil e México, e América Anglo-Saxã, representada pelos EUA, o livro proporciona uma perspectiva comparativa das oportunidades e dos obstáculos à promoção da igualdade em sociedades plurais e assumidamente democráticas
SILVA, Cristhian Teófilo da (org)Constitui-se em prova inconteste de que os índios estão na história e fazem história. O catálogo sobre a documentação textual do SPI referente aos povos indígenas no sul da Bahia pretende tornar-se ferramenta nas mãos dos Índios para a recuperação definitiva de suas terras e o restabelecimento das formas tradicionais de uso coletivo do território
Coqueiro, Sonia (Organização)Constitui-se em prova inconteste de que os índios estão na história e fazem história. O catálogo sobre a documentação textual do SPI referente aos povos indígenas no sul da Bahia pretende tornar-se ferramenta nas mãos dos Índios para a recuperação definitiva de suas terras e o restabelecimento das formas tradicionais de uso coletivo do território
Coqueiro, Sonia (Organização)A série iniciada em 1980 chega ao décimo-primeiro volume trazendo na capa o líder kayapó Raoni Metuktire, contundente em suas críticas contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu, no Pará. Desde os anos 1980, Raoni ergue sua voz contra o projeto que tornou-se obra símbolo do Programa de Aceleração do crescimento (PAC) no governo Lula e prossegue no governo Dilma Rousseff. Embora os Kayapó não sejam diretamente afetados pela barragem, a suspeita é que para garantir sua viabilidade econômica, outras usinas venham em seguida, alcançando então a área Kayapó. Esta edição de Povos Indígenas no Brasil 2006-2010 resume a situação indígena no período por meio 165 artigos assinados, 810 notícias extraídas e resumidas a partir de 175 fontes, 228 fotos e 33 mapas. Inclui pela primeira vez um caderno especial de 32 páginas com imagens de destaques. As informações estão organizadas em seis capítulos temáticos e 19 regionais, totalizando 778 páginas que dão uma visão geral sobre 235 povos indígenas que vivem no Brasil e falam cerca de 180 línguas. Destes, 49 habitam também o outro lado da fronteira, em países que fazem limite com o Brasil
Investiga a partir da criação do Xingu, a apropriação de parcelas do espaço pelo Estado, por meio de suas aparelhos e através de admissão, como forma de territorialização de poder
MENEZES, Maria Lúcia PiresA noção de terra indígena vem dos anos 50, durante os debates sobre a criação do Parque Indígena do Xingu. Pretendia-se destinar aos índios uma parcela muito extensa do território nacional, que deveria ser resguardada da presença dos brancos. A preservação da cultura indígena tornava-se, assim, uma política nacional. A autora apresenta, neste livro, atores de múltipla origem, índios de diferentes culturas, sertanistas, antropólogos, militares, cientistas, políticos, fazendeiros, responsáveis por uma intrincada trama histórica que ainda se desenvolve
MENEZES, Maria Lúcia PiresOs Panará, também conhecidos como Krenakore, foram oficialmente contatados em 1973, quando a estrada Cuiabá-Santarém estava em construção e cortava seu território tradicional na região do Rio Peixoto Azevedo. A violência do contato ocasionou morte de 2/3 de sua população, em razão de doenças e massacres. À beira do extermínio, em 1975 foram transferidos pela Funai para o Parque Indígena do Xingu. Depois de 20 anos exilados, os Panará reconquistaram o que ainda havia de preservado em seu antigo território, onde construíram uma nova aldeia. Além dessa vitória, alcançaram um feito inédito na história dos povos indígenas e do indigenismo brasileiro, quando em 2000 ganharam nos tribunais, contra a União e a Funai, uma ação indenizatória pelos danos materiais e morais causados pelo contato. Tal vitória, se não lhes apaga as tristes marcas de sua história, projetam-lhes para um futuro mais digno
ARNT, RicardoOs Povos Indígenas e a Construção das Políticas de Saúde no Brasil está dividido em nove capítulos, que cobrem temas como caracterização sócio-antropológica dos povos indígenas, antecedentes e contextos da política de saúde indígena, análise de dados relativos aos serviços de saúde e à epidemiologia de agravos infecciosos e crônico não-transmissíveis, controle social e desafios e perspectivas do modelo gestor e assistencial. Conta ainda com quatro anexos, com mapas, análises epidemiológicas adicionais e indicações bibliográficas sobre temas específicos.; Dentre os vários pontos que merecem destaque no livro, chama a atenção a imbricação entre a implantação do subsistema de atenção à saúde indígena e a produção de dados epidemiológicos, demográficos e de uso de serviços. Garnelo e colaboradores analisam dados oriundos do SIASI (Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena), operado pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e alimentado pelas equipes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), distribuídos em todo o país
GARNELO, LuizaO livro organizado por Bruna Franchetto e Michael Heckenberger vem suprir e atualizar uma importante lacuna na etnologia brasileira contemporânea: os povos do Alto Xingu, objetos de estudos realizados desde as expedições de Karl Von de Steinem, em 1884, até as etnografias acumuladas, particularmente, nas décadas de 1960 e 1970, logo após a criação, em 1961, do Parque Nacional do Xingu. Esses povos têm, entretanto, estado ausentes de uma discussão etnográfica e de políticas indigenistas atuais, principalmente, tendo em vista o importante processo de transformações que tem ocorrido no Parque durante a última década, com a retirada progressiva da Funai da prestação de serviços assistenciais às suas comunidades, que vêm se reorganizando para fazer face às novas formas de relação com a sociedade nacional que hoje se lhes apresentam
FRANCHETTO, BrunaAnalisando as relações das sociedades indígenas com o Estado brasileiro, desde o tempo da colônia até os dias atuais, o autor mostra como os índios estão crescendo numericamente nos últimos anos
GOMES, Mércio PereiraApresenta o indigenismo e o conjunto geral de valores, normas e modos de ação prática adotados pelo valores, normas e modos de ação prática adotados pelo governo em relação aos índios. Apresenta a política indigenistas tanto em aspectos ideológicos e jurídico-formais quanto em caráter de ação prática e concreta
MOREIRA NETO, Carlos de Araujo (1930-2007)Um estudo cientifico rigoroso e uma denúncia vigorosa do drama indígena brasileiro. Escrito com base em sua experiência de dez anos de observação direta da vida indígena, metade deles vividos em aldeias da Amazônia do Brasil Central. Outras fontes desta obra são os arquivos do SPI. Reconstitui e explica a história recente dos índios do Brasil
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)Um estudo cientifico rigoroso e uma denúncia vigorosa do drama indígena brasileiro. Escrito com base em sua experiência de dez anos de observação direta da vida indígena, metade deles vividos em aldeias da Amazônia do Brasil Central. Outras fontes desta obra são os arquivos do SPI. Reconstitui e explica a história recente dos índios do Brasil
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)Além de reproduzir integralmente os diários de campo escritos nos anos de 1950, este livro inclui, de maneira interessante, comentários reflexivos do autor enquanto releitor de seus próprios diários, assim apresentando um duplo registro da experiência de campo do etnólogo. Tanto os diários quanto os comentários proporcionam uma leitura prazeirosa, não apenas pelo estilo agradável do autor como pelos detalhes e incidentes descritos e comentados. Acompanha um pequeno dossiê fotográfico, de caráter etnográfico e pessoal
OLIVEIRA, Roberto Cardoso deEsta obra é uma ediçao do material contido no site O Xingu dos Villas Boas, criado pelo Portal Estadão. No livro, está contada a saga dos irmãos que, em 1943, assumiram o comando da expedição Roncador-Xingu, desbravando de forma pacífica o Brasil Central e revelando ao país e ao mundo a face de povos indígenas até então desconhecidos. Para a realização do projeto, o sertanista Orlando Villas Boas juntou seus arquivos aos da Agência Estado, e garantiu a participação generosa de amigos e admiradores. O resultado foi a reunião de cerca de 300 imagens, muitas delas inéditas, depoimentos exclusivos e perfis de todas as tribos que habitam o Parque do Xingu e a afirmação de que o sonho dos irmãos - de preservar a cultura desses povos e o próprio ambiente na região - não foi em vão.; ;
Estuda as condiçOes históricas de inserção dos índios Xavante no processo de desenvolvimento do capitalismo no Brasil
LOMBARDI, José ClaudineiO foco da obra é a região denominada zona tampão - espaço hoje localizado no sul da Bahia, norte do Espírito Santo e leste de Minas Gerais, no qual confluíram medidas políticas e administrativas visando a manter uma barreira natural de controle do acesso às zonas de mineração, e que veio a se constituir em refúgio para os grupos indígenas Tupinikin, Kamakã-Mongoió, Aimoré, também chamados Gren ou Botocudo, Maxakali e subgrupos dessas nações
PARAISO, Maria Hilda BaqueiroOs alvos principais da Comissão de Inquérito eram as ações protecionistas e as iniciativas do inspetor Bento Martins Pereira de Lemos, chefe da IR1. O relatório final dessa Comissão é um dos raros documentos históricos em que é manisfestada pelos depoentes, de forma sistemática, oposição à política indigenista implementada na Amaônia pelo SPI. Por outro lado, a gestão de Bento de Lemos na Inspetoria do Amazonas e Acre foi uma das poucas em toda a história do SPI a produzir densos relatórios anuais sobre a ação indigenista, expondo também, sistematicamente, a amplitude dos problemas e iniciativas que envolviam esses agentes sosciais no inicio do séc. XX
FREIRE, Carlos Augusto da RochaA idéia inicial deste trabalho era realizar um estudo da trajetória social de Cândido Mariano da Silva Rondon como inserido na categoria de "engenheiro-militar", trabalho que encontrava algum suporte em partes de minha dissertação de mestrado. Naquela pesquisa, utilizando informações constantes em artigo de Walnice Nogueira Galvão (1984) sobre a trajetória de Euclides da Cunha, colega de turma de Cândido M. da S. Rondon, procurei relacionar os condicionantes de uma formação escolar específica com certas tomadas de posição intelectuais e políticas.
LIMA, Antônio Carlos de SouzaPublicação sobre as ações da Fundação Nacional do Índio - FUNAI no período da Ditadura Militar
Os índios Ticuna, do Alto Solimões, Amazonas, formam o mais numeroso grupo indígena do país, com cerca de 18.000 membros. Neste livro, o autor examina a mudança social e o processo de dominação vividos pelos Ticunas, vistos também a partir da ótica dos próprios índios. Analisa, assim, como um grupo étnico com elementos vivos e atuantes de sua própria organização social e de sua cosmologia, se adapta, resiste e reinterpreta a ação do Estado. Trata-se de uma análise convencional na linha estruturalista enfocando uma tribo isolada e em condições de suposto equilíbrio, mas sim de um estudo sobre as relações entre um grupo indígena e o Estado brasileiro, representado pelo órgão oficial de assistência ( o SPI e depois a FUNAI ) que ilumina de maneira exemplar a questão indígena na Amazônia atual
OLIVEIRA, João Pacheco deIndigenismo é uma doutrina, formulada inicialmente no México como parte do movimento intelectual nacionalista, caracterizada pela defesa e valorização das populações indígenas de um país, região, etc. O marco histórico do indigenismo é o 1º Congresso Indigenista Interamericano, realizado, no México, em 1940, quando os princípios e metas a serem transformados em práticas - ou políticas indigenistas - foram formulados pelos países do continente americano
FAVRE, Henri