Música religiosa

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              3 Descrição arquivística resultados para Música religiosa

              Músicas e histórias indígenas Xavánte
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-MNPI--DES AYT-DES AYT 009 CD2 FAIXA 01 · Item · 1969
              Parte de Arquivístico

              Faixa 1: (0 seg. - 1 min. 41 seg.). 1969, Sangradouro. Vamos ouvir um canto cantado por Alexandre Xavánte. É um canto que ele mesmo fez em língua Xavánte, em louvor de nosso senhor e de São José; (1 min. 45 seg. - 3 min. 57 seg.) Canto também Xavánte em louvor de São José; (4 min. 01 seg. - 10 min. 58 seg.) Estamos em Sangradouro e de tarde, ao meu lado esta sentado Alexandre e eu perguntei: Alexandre... para explicar de onde que veio o milho. Ele vai explicar para nós, a história do milho; (11 min. 07 seg. - 21 min. 56 seg.) Agora, Alexandre vai contar uma história referente as estrelas.; (21 min. 59 seg. - 31 min.) 15 de julho de 1969, Sangradouro. Ontem à noite, Elisabete ensaiou duas vezes com vários moços Xavántes na igreja e conseguiu ensiná-los a cantar em duas vozes. Hoje cedo, na missa, já vão cantar enquanto Elisabete esta acompanhando com um velho harmônio. Vamos tentar fazer esta gravação daqui a cinco, dez minutos quando começar a missa das seis horas. (32 min. 30 seg. - 33 min. 20 seg.) 16 de julho de 1969. Estamos no quarto de hóspedes da missão Salesiana do Sangradouro e no quarto vizinho [?] no quarto do vizinho um forro. Estamos ouvindo falar um jovem Xavánte que catequista e esta dando ensinamentos religiosos a mulheres Xavántes em língua Xavánte. (33 min. 22 seg. - 38 min. 36 seg.) Julho de 1969. Estamos na escola Salesiana das meninas Xavántes. Elas estão cantando e dançando.; (38 min. 37 seg. - 44 min. 49 seg.) 8 de julho de 1969, Sangradouro, à noite. Estamos entrando na aldeia Xavánte onde vários grupos dançam e cantam. Sua fase crescente e estamos ouvindo o canto do próximo grupo. Estamos a uns trinta, quarenta metros do primeiro grupo que canta. Estou vendo algum fogo. Agora paramos perto de uma outra choupana. Os moços, mais ou menos trinta ou quarenta, formaram um círculo de vão cantar já. Atravessando a praça redonda no meio das choupanas para chegar ao outro grupo formado por maiores moços. As estrelas são tão bonitas que só em Mato Grosso podem ser. Faixa 2: (7 seg. - 5 min. 36 seg.) 8 de julho de 1969, Sangradouro. Continua o canto dos Xavánte na aldeia à noite. Vamos a um terceiro grupo, formado só por moços grandes. O grupo é bem menor. Os grupos são totalmente circulares, virando o corpo para o centro do círculo e inclinado um pouco para frente, abrindo os pés. E fazendo movimentos [?] com os joelhos. É impossível não acreditar que esta dança tenha a função principal de um exercício militar para reforçar a união do grupo dos jovens.; (5 min. 38 seg. - 7 min. 12 seg.) Como vai? Tá um pouco melhor? Tá mesmo? Já tomou injeção hoje? Na veia? A enfermeira picou. Doeu muito? Muito, muito? Mas, agora, aqui atrás não dói tanto? Dói menos? E aquela dor de cabeça, melhorou? Parou de tudo [sic]? Não tem mais nada na cabeça? Tem ainda um pouco? Mas melhorou bem, não? Precisa tomar mais remédio? Aqui dói ainda, aqui? Aqui dói? Não melhorou? Perna não dói? E barriga, não dói? Por que deu risada, rara, por quê? Não dói aqui? Dói pouco. (7 min. 14 seg. - 10 min. 35 seg.) No cruzeiro, quase no centro da aldeia, os Xavántes estão cantando agora a sua língua.; (10 min. 37 seg. - 19 min. 57 seg.) [Índio falando sobre a saúde dos índios].; (20 min. 01 seg. - 23 min. 09 seg.) 20 de julho de 1969, Sangradouro. Hoje devem os americanos chegar na Lua. Neste instante, tem aqui dois Xavántes perto de nós e vão tocar na flauta feita por uma pequena cabaça enfeitada.; (23 min. 11 seg. - ) Esta música parece que esta sendo tocada para a corrida do Buriti. (34 min. 57 seg. - ) 21 de julho de 1969, Sangradouro. Depois do almiço, Elisabete esta ensaiando com oito, dez moços Xavántes na escola Salesiana, onde ela esta tentando ensinar cantos da igreja para os moços Xavántes.; (38 min. 52 seg. - ) 23 de julho de 1969. Estamos no quarto 69 do grande hotel Gaspar de Campo Grande. Ontem cedo saímos de [Pochoréu?] e chegamos em duas horas e meia, mais ou menos, em Rondonópolis, depois de ter passado uns vinte minutos numa ponte que estava quebrada e que funcionários aparentemente do governo estavam consertando para podermos passar de ônibus.Em Rondonópolis passamos o dia inteiro, visitando a moderna igreja, passeando, almoçando, encontrando um velho amigo, o pai do senhor Jofre que por acaso passou nas ruas de Rondonópolis e que nos deu a oportunidade deste encontro quase milagrosoe mais ou menos as sete horas da noite embarcamos no ônibus que nos trouxe até aqui, Campo Grande, onde chegamos mais ou menos as oito horas da manhã. Tendo viajado a noite inteira e dormido mais ou menos nos assentos não muito confortáveis. Hoje conversamos com o padre Angelo e reservei a passagem para amanhã à tarde para voltar a Campinas porque não podemos fazer a escavação do cemitério em Corumbá. O padre tendo pouco tempo, porque ele tem que aproveitar para preparar uma conferência em Brasília. Assim praticamente terminou nossa viagem deste ano aos índios. Hoje almoçamos com o padre Angelo numa pizzaria romana e esta noite vamos jantar com ele no mesmo restaurante e depois voltamos a Campinas para recomeçarmos as tarefas de todos os dias

              AYTAI, Desidério
              Músicas e histórias indígenas Xavánte
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-MNPI--DES AYT-DES AYT 009 CD1 FAIXA 01 · Item · 1969
              Parte de Arquivístico

              Faixa 1: (0 seg. - 1 min. 41 seg.). 1969, Sangradouro. Vamos ouvir um canto cantado por Alexandre Xavánte. É um canto que ele mesmo fez em língua Xavánte, em louvor de nosso senhor e de São José; (1 min. 45 seg. - 3 min. 57 seg.) Canto também Xavánte em louvor de São José; (4 min. 01 seg. - 10 min. 58 seg.) Estamos em Sangradouro e de tarde, ao meu lado esta sentado Alexandre e eu perguntei: Alexandre... para explicar de onde que veio o milho. Ele vai explicar para nós, a história do milho; (11 min. 07 seg. - 21 min. 56 seg.) Agora, Alexandre vai contar uma história referente as estrelas.; (21 min. 59 seg. - 31 min.) 15 de julho de 1969, Sangradouro. Ontem à noite, Elisabete ensaiou duas vezes com vários moços Xavántes na igreja e conseguiu ensiná-los a cantar em duas vozes. Hoje cedo, na missa, já vão cantar enquanto Elisabete esta acompanhando com um velho harmônio. Vamos tentar fazer esta gravação daqui a cinco, dez minutos quando começar a missa das seis horas. (32 min. 30 seg. - 33 min. 20 seg.) 16 de julho de 1969. Estamos no quarto de hóspedes da missão Salesiana do Sangradouro e no quarto vizinho [?] no quarto do vizinho um forro. Estamos ouvindo falar um jovem Xavánte que catequista e esta dando ensinamentos religiosos a mulheres Xavántes em língua Xavánte. (33 min. 22 seg. - 38 min. 36 seg.) Julho de 1969. Estamos na escola Salesiana das meninas Xavántes. Elas estão cantando e dançando.; (38 min. 37 seg. - 44 min. 49 seg.) 8 de julho de 1969, Sangradouro, à noite. Estamos entrando na aldeia Xavánte onde vários grupos dançam e cantam. Sua fase crescente e estamos ouvindo o canto do próximo grupo. Estamos a uns trinta, quarenta metros do primeiro grupo que canta. Estou vendo algum fogo. Agora paramos perto de uma outra choupana. Os moços, mais ou menos trinta ou quarenta, formaram um círculo de vão cantar já. Atravessando a praça redonda no meio das choupanas para chegar ao outro grupo formado por maiores moços. As estrelas são tão bonitas que só em Mato Grosso podem ser. Faixa 2: (7 seg. - 5 min. 36 seg.) 8 de julho de 1969, Sangradouro. Continua o canto dos Xavánte na aldeia à noite. Vamos a um terceiro grupo, formado só por moços grandes. O grupo é bem menor. Os grupos são totalmente circulares, virando o corpo para o centro do círculo e inclinado um pouco para frente, abrindo os pés. E fazendo movimentos [?] com os joelhos. É impossível não acreditar que esta dança tenha a função principal de um exercício militar para reforçar a união do grupo dos jovens.; (5 min. 38 seg. - 7 min. 12 seg.) Como vai? Tá um pouco melhor? Tá mesmo? Já tomou injeção hoje? Na veia? A enfermeira picou. Doeu muito? Muito, muito? Mas, agora, aqui atrás não dói tanto? Dói menos? E aquela dor de cabeça, melhorou? Parou de tudo [sic]? Não tem mais nada na cabeça? Tem ainda um pouco? Mas melhorou bem, não? Precisa tomar mais remédio? Aqui dói ainda, aqui? Aqui dói? Não melhorou? Perna não dói? E barriga, não dói? Por que deu risada, rara, por quê? Não dói aqui? Dói pouco. (7 min. 14 seg. - 10 min. 35 seg.) No cruzeiro, quase no centro da aldeia, os Xavántes estão cantando agora a sua língua.; (10 min. 37 seg. - 19 min. 57 seg.) [Índio falando sobre a saúde dos índios].; (20 min. 01 seg. - 23 min. 09 seg.) 20 de julho de 1969, Sangradouro. Hoje devem os americanos chegar na Lua. Neste instante, tem aqui dois Xavántes perto de nós e vão tocar na flauta feita por uma pequena cabaça enfeitada.; (23 min. 11 seg. - ) Esta música parece que esta sendo tocada para a corrida do Buriti. (34 min. 57 seg. - ) 21 de julho de 1969, Sangradouro. Depois do almiço, Elisabete esta ensaiando com oito, dez moços Xavántes na escola Salesiana, onde ela esta tentando ensinar cantos da igreja para os moços Xavántes.; (38 min. 52 seg. - ) 23 de julho de 1969. Estamos no quarto 69 do grande hotel Gaspar de Campo Grande. Ontem cedo saímos de [Pochoréu?] e chegamos em duas horas e meia, mais ou menos, em Rondonópolis, depois de ter passado uns vinte minutos numa ponte que estava quebrada e que funcionários aparentemente do governo estavam consertando para podermos passar de ônibus.Em Rondonópolis passamos o dia inteiro, visitando a moderna igreja, passeando, almoçando, encontrando um velho amigo, o pai do senhor Jofre que por acaso passou nas ruas de Rondonópolis e que nos deu a oportunidade deste encontro quase milagrosoe mais ou menos as sete horas da noite embarcamos no ônibus que nos trouxe até aqui, Campo Grande, onde chegamos mais ou menos as oito horas da manhã. Tendo viajado a noite inteira e dormido mais ou menos nos assentos não muito confortáveis. Hoje conversamos com o padre Angelo e reservei a passagem para amanhã à tarde para voltar a Campinas porque não podemos fazer a escavação do cemitério em Corumbá. O padre tendo pouco tempo, porque ele tem que aproveitar para preparar uma conferência em Brasília. Assim praticamente terminou nossa viagem deste ano aos índios. Hoje almoçamos com o padre Angelo numa pizzaria romana e esta noite vamos jantar com ele no mesmo restaurante e depois voltamos a Campinas para recomeçarmos as tarefas de todos os dias

              AYTAI, Desidério