Museus
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As narrativas aqui proferidas são polifônicas não apenas no sentido de serem diferentes as concepões de museus e de patrimônios que lhes informam, mas também no sentido de elas mesmas registrarem múltiplas visões de mundo e de abarcarem diferentes olhares e abordagens profissionais e teóricas. Entre os autores que participam desta coletânea há antropólogos, cientistas políticos, sociólogos, arquitetos, educadores, biólogos, historiadores e museólogos. Alguns militam no campo dos museus e dos patrimônios há muitos anos, outros são recém-chegados; alguns são brasileiros, outros estrangeiros; alguns são professores, outros estudantes. Esta é a graça: investir numa espécie de miscigenação intelectual e sensível; estimular interconexões e inter-câmbios de idéias, saberes e afetos
ABREU, ReginaGuia de museus do Estado do Rio de Janeiro
"Vivemos ainda a era do patrimônio ou será que o desejo descomunal de tudo patrimoniar representa um indício de que o conceito envelheceu e está em processo de transformação? Essas alternativas não são mutuamente excludentes; a segunda pode representar a formação de uma cadeia de indagações que nos ajude a mapear o conceito de patrimônio na contemporaneidade, com o cenário arquitetado pela informação, localizado no espaço virtual e vivenciado em tempo real." (Vera Dodebei); "Dos viajantes e naturalistas dos séculos XVI a XIX, passando pelos antropólogos sociais e culturais do século XX às novas tendências dialógicas do século XXI, em que a pesquisa e a formação de patrimônios etnográficos adquirem novos contornos, o campo de pesquisas e colecionamentos das diferenças tem sido estratégico para forjar um mundo plural e, sobretudo, tolerante, qualidades mais do que necessárias a este milênio apenas iniciado." (Regina Abreu)
DODEBEI, Vera (org)Promovido pelo Museu Histórico Nacional/IBRAM, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro/IHGB, o Seminário Internacional 2011 visa estimular reflexões e debates sobre a formação de coleções, seus usos, suas valorações, os agentes envolvidos na prática colecionista e sua patrimonialização. Procura compreender em que medida a reunião de acervos, numa perspectiva particular e individualizante, ao ser preservada e disponibilizada em instituições públicas, em galerias de arte e em exposições, agrega valores e sentidos que contribuem para a construção de gostos, memórias coletivas e identidades culturais. Como se estabelece a ponte entre a privacidade do ato de colecionar e a consagração de patrimônios coletivos? Qual é o papel dos colecionadores, pesquisadores, artistas e comerciantes na formação das coleções? Estas são algumas questões que se pretende refletir ao longo dos três dias de evento
MAGALHÃES, Aline Montenegro (org)