Alcides Dessalines D ́Orbigny (1802-1875), naturalista francês, veio ao nosso país depois de Saint-Hilaire. Este é um dado importante a considerar no desdobramento e avaliação de sua obra. Conhecendo o trabalho daquele, não foi dele, contudo, um caudatário. Há muitos pontos de contato entre uma obra e outra, mas D ́Orbigny soube ver com seus próprios olhos e fixar o visto em páginas de grande valor que acrescentam as observações do ilustre naturalista, seu antecessor. Comissionado pelo Museu de História Natural de Paris, a fim de estudar o continente americano em geral, especialmente o elemento aborígene sul-americano, partiu da França em 1826, contando apenas vinte e quatro anos de idade. Foi esta viagem que lhe supriu de material de primeira ordem, para compor respeitável acervo de informações, observações agudas e transformar esse cabedal numa obra que o credenciaria como um grande estudioso. D ́Orbigny é considerado, pela especialização de seus estudos, um dos fundadores da paleontologia estratigráfica, com tanto afinco se dedicou ao exame dos nossos fósseis, dos exemplares recolhidos na América do Sul. O presente volume contém exclusivamente a parte de sua excursão pelo Brasil e nos seus onze capítulos acham-se descritas as mais exatas observações sobre a nossa geografia, fauna e flora, sobressaindo-se os dados etnográficos, até hoje considerados fundamentais pelos especialistas
D'ORBIGNY, AlcideMinas Gerais
29 Descrição arquivística resultados para Minas Gerais
O volume constitui, de certa maneira, uma homenagem ao falecido Marcos Magalhães Rubinger, cuja carreira de professor e pesquisador, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi bruscamente interrompida logo no início do Movimento de 1964, que o levou à prisão e ao exílio, o que sem dúvida contribuiu para sua morte prematura em 1975.; Ainda que os três textos tenham todos por tema o contato interétnico, em pouca coisa se sobrepõem e podem ser tomados como complementares, uma vez que lidam com aspectos diferentes das relações entre os Maxakalí e os brancos
RUBINGER, Marcos MagalhãesCorografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), escrito por Raimundo José da Cunha Matos além de ter se notabilizado como militar e político durante o primeiro reinado e o período regencial, notabilizou-se, igualmente, pelas suas preocupações com questões relativas à História do Brasil. Neste último campo é apreciável a sua contribuição: redigiu vários trabalhos, reveladores do seu empenho com a pesquisa e o domínio das fontes; foi um dos inovadores da periodização da História do Brasil; participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua principal obra foi justamente a Corografia. Trata-se de um repositório de informações (comunicações, demografia, cultura, atividades econômicas, organização eclesiástica, saúde, organização judiciária e administrativa, finanças, história), sobre a referida Província. A reunião de tais informações não só se constitui no mais completo estudo a respeito do assunto, como também acabou se constituindo em fonte indispensável para todos aqueles que pretendem investigar a história
MATOS, Raimundo José da CunhaCorografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), escrito por Raimundo José da Cunha Matos além de ter se notabilizado como militar e político durante o primeiro reinado e o período regencial, notabilizou-se, igualmente, pelas suas preocupações com questões relativas à História do Brasil. Neste último campo é apreciável a sua contribuição: redigiu vários trabalhos, reveladores do seu empenho com a pesquisa e o domínio das fontes; foi um dos inovadores da periodização da História do Brasil; participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua principal obra foi justamente a Corografia. Trata-se de um repositório de informações (comunicações, demografia, cultura, atividades econômicas, organização eclesiástica, saúde, organização judiciária e administrativa, finanças, história), sobre a referida Província. A reunião de tais informações não só se constitui no mais completo estudo a respeito do assunto, como também acabou se constituindo em fonte indispensável para todos aqueles que pretendem investigar a história
MATOS, Raimundo José da Cunha