Coloca-se uma tábua no meio do terreiro. Mulheres, moças e meninas aguardam a chegada dos peixes e pescadores. Elas vão se aglomerando devagar. Um homem grita organizando. As mulheres gritam as outras mulheres. Duas meninas andam em pernas de pau. Ao fundo uma fila de homens se aproxima.
Sans titreMadihá
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Mulher de Zakaria tira o pelo de um porco, que servirá para o jantar.
Sans titreJoão Ikobo corta mais um tubo de bambu para compor a flauta. Ele testa a sonoridade do tubo. Zupira, sua esposa, está sentada a seu lado, na porta do quarto, chupando pirulito. Todos conversam na cozinha enquanto ele faz o trabalho.
Sans titreJoão Ikobo reune os tubos e testa a altura dos sons de um e outro, para avaliar se estão compatíveis com os sons que ele espera da flauta. Em seguida, ele volta a cortá-los com terçado. A neta de Zupira toma o seu pirulito.
Sans titreAinda sem ter terminado o instrumento, João Ikobo mostra como ele é tocado. O casco de jabuti é acomodado embaixo do sovaco, do mesmo braço que segura a flauta pan, que é ligada ao casco de jabuti por um barbante. A outra mão friciona a resina fazendo vibrar o casco, enquanto a flauta é tocado em sincronia com o reco-reco. O grupo da oficina ri intimidando um pouco João Ikobo. O instrumento ainda não está pronto, então os sons não estão ainda perfeitos. Mas já dá para entender como ele funciona.
Sans titreJoão Ikobo testa o reco-reco. Ele acha sua sonoridade com pouco volume. Ele começa a amarrar a flauta.
Sans titreJoão Ikobo toca o instrumento. Sopra a flauta enquanto faz o reco-reco no casco do jabuti.
Sans titreSakire toma o chibé a seu estilo, um prato inteiro em uma golada só.
Sans titreArnaldo, Raimundo e Benjamim conhecem a Reserva Técnica das cerâmicas.
Sans titreGeorge entre as cerâmicas.
Sans titreGeorge tenta tocar hohori Marubo. Maria José pede que George tire fotos da buzina para que as ceramistas kulina possam conhecer e de repente conseguir recuperar a buzina que já não fazem.
Sans titreOs Kulina conhecem a única peça de cerâmica kulina inserida na Reserva. Eles especulam sobre quem seria a artesã. Esta peça é um pequeno hohori. Ela foi coletada para o Museu do Índio pelo pesquisador responsável no ano de 2012, na aldeia Ipiranga Velha - como bem lembraram os Kulina.
Sans titreMaria José mostra para os Kulina os cestinhos kaingang (brinquedos).
Sans titreMaria José mostra para os Kulina uma boneca de madeira (que está sem os peitinhos). Ela mostra também objetos rituais e instrumentos musicais.
Sans titreFabiana mostra o site do Museu do Índio. Ela explica como funciona o site e como se dá o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online. Ela explica que através do site e dos blogs do projetos, as peças e material coletado entre e pelos Kulina fica disponibilizada para pesquisa.
Sans titreFabiana apresenta e explica como funciona o site do Museu do Índio e o acesso para pesquisa ao acervo via banco de dados online.
Sans titreOs Kulina falam para a equipe de museologia as informações sobre a antiga cama kullina, o shashakora. Raimundo fala que antigamente não tinha mosquiteiro. Ele fala do shapo. Ele diz ainda que o shashakora também servia na maloca como divisória. Além, é claro, de sua principal função, como cama.
Sans titreArnaldo explica o material usado para fazer a alça do shapoto: tirando a casca da árvore (não sabe o nome em português) com nome kulina pitsi zoto. O shapoto é arrematado com bare eteroni (casca do olho da bananeira). A alça do outro shapoto é feita com casca de piriquiteira (que dá na beira do rio), na língua Mahororo. Arnaldo mostra como é a técnica de trançagem que as mulheres usam para fazer o shapoto certinho, equilibrado.
Sans titreVoz de Maria José perguntando sobre o material do hepiri: murmuru.
Sans titreMaria José prepara os abanos grandes (kakade imeni ou warikoze phephe) para qualificação. Arnaldo explica para a equipe de museologia que são as mulheres que produzem o kakade, embora aqueles que tem uma técnica mais simples (os maiores) podem ser feitos por homens e mulheres. Mas outros com técnicas mais elaboradas, apenas as mulheres sabem fazer. Explica que os kakade bedeni são utilizados para fazer fogo. Raimundo explica que o grande é o Warikoze phephe é chamado assim porque é utlizado como técnica de caça ao tatu. Raimundo explica a técnica. Benjamim filma a equipe de museologia anotando, tirando fotos, gravando e atentos ao que os indígenas explicam. Enquanto Raimundo explica, Arnaldo mostra como se faz. Warikoze é o nome do tatu na língua kulina.
Sans titreEquipe de museologia: Andrea e Fabiana fazem anotações e George fotografa.
Sans titreRaimundo traz um cesto para o antropólogo confirmar a autoria: Zanon kha. Depois, o cineasta indígena filma a equipe de museologia fotografando os indígenas.
Sans titreOs cestos pequenos servem também como casas de pássaros pequenos domesticados: papagaios pequenos, ka´ika´i (cocotas), herere (canarinho), sabiá, etc.
Sans titreArnaldo tenta identificar as tinturas dos cestos Keruri. Arnaldo e Raimundo confirmam que as tinturas mais escuras, o marrom, seriam feitas a partir do aguano (awano). Então Raimundo explica como é feita a tintura do aguano: tira a casca e bate na água.
Sans titreTira a casca, bate na água. Aí seca, bota no sol. Então vira o corante. Coloca o fio dentro da água com a casca. Depois, deixa secar e fica colorido. Arnaldo explica que esta técnica de tintura também é utilizada para os fios de algodão: bate a casca do pau aguano na água, emerge o fio do tecido na água e deixa secar. A tintura mais escura é feita com barro preto, tsiki tsueni.
Sans titreAs museólogas guardam os cestos Keruri para fazermos uma pausa para o almoço.
Sans titreFabiana, Maria José e Felipe Agostini Cerqueira escolhendo e preparando os tubos de soprar de taboca para os Kulina testarem os vasos de cerâmica que servem como buzina. Raimundo fala que antigamente os vasos de cerâmica também eram utilizados como buzina. Identificação do nome da artesã.
Sans titreRaimundo explica que o pratinho de cerâmica, conhecido como zipa bedeni em kulina, era utilizado no passado para tomar diversos tipos de bebidas: Koiza, bare pahane, patso (cervejas, bebidas doces de banana e outras frutas, água). Raimundo explica os modos como eram utilizados diversos tipos de vasos de cerâmica: para cozinhar, para conter líquidos, para guardar, etc.
Sans titreArnaldo fala que é utilizado o Ralador para fazer a farinha: Heheki. Raimundo afirma que se fala do Heheki nas estórias míticas ou que existe uma estória mítica sobre a origem do Heheki.
Sans titreBarra de cor. Flauta totore cantando.
Sans titreOs Madiha tentam explicar a diferença entre a uba e a canoa. Eles dizem que uba era os tipos de canoa usados antigamente. Atualmente, os Madiha utilizam as canoas mesmo.
Sans titreFabiana anota o nome da madeira do tatu: humu henani.
Sans titreBenjamim lembra que o nome do artesão que fez o tatu é Vanito.
Sans titreRodolpho ensinando Benjamim Kulina na Oficina de Montagem e Edição
Sans titreBarra de cor. Andrea fala sobre os Ashaninka.
Sans titreO grupo entra na sala guarani.
Sans titreBenjamim faz depoimento sobre a experiência da vinda até o Rio de Janeiro e o Museu do Índio.
Sans titreArnaldo Kulina trabalha na sistematização do material fílmico. Ele produz quadros com as informações fundamentais do vídeos gravados no âmbito do projeto kulina de documentação da vida e cultura.
Sans titreTerreiro da aldeia Buaçu. Placa de Obras do Governo Federal. Posto de Saúde Indígena
Sans titreHomens pilando o shatha com machados e outros paus em uma canoa. Filmado de perto da canoa. Dário (Gato), Sakire, Zohe, Siko e outros homens.
Sans titreShil e Jeane no barco da equipe de saúde. Shil dá um tchauzinho e Jeane tenta pescar.
Sans titreOroi reune as folhas piladas em um saco. Outros homens continuam pilando o shatha. Chico, de Ipiranga Nova, e Dorico, de Santa Júlia, ficam observando sentados. Um menino pelado e molhado também observa.
Sans titreHomens na canoa passando em frente à aldeia Buaçu, a caminho da pescaria coletiva.
Sans titreUma canoa a motor e uma canoa a remo sobem o rio para a pescaria.
Sans titreOs homens das várias canoas pescam com zagaia. É jogar e zagaia na água e trazer um peixe. Aparecem Dori e Chico pescando.
Sans titreSakire joga a zagaia e recolhe com peixe. Ele perde o primeiro, mas não perde os próximos. Riuta também joga a zagaia e recolhe com peixe. Benjamim conversa com seus companheiros pescadores. Sakire se diverte, brinca enquanto pesca.
Sans titreFone de ouvido vai descendo o igarapé.
Sans titreSakire em primeiro plano na boca do igarapé. Atrás duas meninas pequenas brincam no barranco, pegando peixes.
Sans titreDuas canoas repletas de peixes. A de Chico do Zé Bakho e a de Riuta. Muitos baldes repletos de peixes pela praia e em outras canoas.
Sans titreCanoa passa de motor subindo até a boca do igarapé.
Sans titreA canoa chega na boca do igarapé. A canoa de Riuta desce vagarosamente de bubuia.
Sans titreCanoas cheias de peixe. Zohe, filho de Sakire, mostra um pacu em meio aos montes de mandins. Eriana, Daniel, Joaquim.
Sans titreOutra canoa passa em frente à Buaçu, descendo o rio. Filmada já do porto de Buaçu.
Sans titrePraia, amontoados de peixes, canoas e pessoas.
Sans titreManoe, sentado na praia limpando os peixes.
Sans titreManoe, Sakire, Kaina, outros, limpando peixes na praia. Xil exclama para Mauri que deu muito mandim. Mauri perguntou por que ele não foi? Ele responde que não o levaram. Mauri diz que quando ele saiu, ele não estava por perto.
Sans titreTsueni prepara os mandins, agachada na praia de Buaçu.
Sans titrePesquisador responsável contando os segundos de barra de cor
Sans titreHomens e mulheres da aldeia Santa Júlia cantando o Ahie´e (mariri): dança tradicional circular em que participam homens, mulheres, adolescentes e crianças. Dançam e cantam durante toda a noite até o amanhecer.
Sans titreOs operários batem o cimento para levantar as paredes do posto.
Sans titreIrmão de Davi - ribeirinho não indígena - e operários madiha, o filho de Davi e Ore (da aldeia Ipiranga Velha) cobrem as paredes já levantadas espraiando água com cimento.
Sans titreOre (ipiranga Nova) espraia água com cimento nas paredes já levantadas.
Sans titrePosto levantado e com estrutura do telhado praticamente pronta. Os operários madiha trazem as telhas e os operários não indígenas organizam-se para instalá-las.
Sans titreOs operários não indígenas operam a instalação da telha.
Sans titreDois operários não indígenas estão no alto da estrutura do telhado para receber a telha que será levantada por dois operários não indígenas do lado de baixo. A cena é vista de cima do telhado.
Sans titreOs operários esperam em cima da estrutura do telhado, os operários de baixo alçar a telha para que eles possam levantá-la.
Sans titrePlaca informando que está sendo construído um posto de saúde indígena, obra do governo federal.
Sans titreTerreiro da casa de Zewa. Galinha solitária caminha bicando o chão. Ao fundo, os bois estão deitados no terreiro de Sinval.
Sans titreA câmera se aproxima de casa onde estão os operários. Benjamim comenta que estão descarnando um boi.
Sans titreOperários não indígenas estão descarnando um boi e conversando. O chefe de obras fala para Benjamim ir lá filmar os meninos tirando barro. Mas ele continua filmando a casa em que o boi está sendo descarnado.
Sans titreTábuas enfileiradas na aldeia Santa Júlia.
Sans titreRapaz carrega lenha para cozinhar o Koiza. É o filho de Zakaria. João Onima, o filmador, narra o que está acontecendo.
Sans titreHomens estão na praia, comendo cana enquanto meninos estão se banhando no rio. Jorge Namari grita alguma coisa. Ouvem-se as mulheres cantando ao fundo e o som de um hohori. Tsauri traz a voadeira e as crianças peladas brincando sobem e pulam do barco.
Sans titreHomens, jovens e meninos viram o bote e as crianças jogam água nele para limpá-lo.
Sans titreHomens, jovens e meninos arrasta, sob gritos, o bote para longe da água. João Onima narra cada acontecimento.
Sans titreHomens e jovens carregam o bote escadaria acima para o terreiro da aldeia.
Sans titreOs homens assentam o bote no banco do terreiro. João Onima narra o acontecido.
Sans titreVídeo-foto de menina kulina com colares de miçanga. Mulheres na varanda cortando e descascando mandioca para fazer o koiza. João Onima narra o evento e mexe com as mulheres que elas não cantam.
Sans titreMoças trazem lenha para a fogueira que cozinha o Koiza.
Sans titreRapaz chega sozinho em canoa com motor rabeta.
Sans titreHomens jogam água no bote.Kubiu, Namari, Komizi e outros. João Onima narra.
Sans titreMuitas pessoas amontoadas na varanda onde as mulheres descascam e cortam mandiocas. Imagem de longe. João Onima narra. Vista do terreiro. Filhinha de João conversa com ele enquanto ele filma. Ela fala do Koiza.
Sans titrePupunhas amarelas no pé.
Sans titreMulheres na varanda onde se descasca e corta as mandiocas.
Sans titreJorge Namari e Wacimi tentam pegar a panela de mandiocas cozidas. Ele brinca com as mulheres falando de um jeito esquisito, imitando algum ser ou tipo de gente.
Sans titreRuziniha (Mariazinha) tira as mandiocas do balde de água, enquanto os homens ficam fazendo brincadeiras e piadas (Jorge e Wacimi). Eles brincam e riem.
Sans titreCanoa se aproximando do porto de Santa Júlia. Ouvem-se mulheres cantando.
Sans titreRira pousa em frente à varanda onde as mulheres ficaram descascando as mandiocas. Várias redes velhas se balançam sobre os restos de mandioca deixados. Ouvem-se cantos masculinos. Haniha se levanta em uma das redes.
Sans titreIni Mauá balança em sua powi velha. Ela fala seu nome. Ouve-se outra mulher cantando. João Onima manda ela repetir, cantar mais um canto.
Sans titreMoças carregam o shata na cabeça. Menina traz um pequenino molho para ajudar as moças.
Sans titreJorge Namari se despede.
Sans titreHomens e mulheres descansam na varanda de uma casa. Ouve-se o som dos homens pilando o shatha.
Sans titreMoça com rosto pintado cozinhando mandioca. Atrás dela várias meninas amassando mandioca para o Koiza. João Onima faz algum comentário. Uma mulher descansa na rede. João Onima mexe com uma delas, de nome Marohe.
Sans titreMeninas amassam mandioca na bacia, usando um pilão.
Sans titreMeninas cozinham e amassam mandioca. Elas tiram as panelas do fogo, e derramam a mandioca na bacia para amassar.
Sans titreIni Maua voltando da cacimba. João Onima narra.
Sans titreEscuro - algumas conversas incompreensíveis.
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