O grupo da Oficina do Hihiti caminha pela mata em busca do pau para o arco. Benjamim explica a situação enquanto filma.
Benjamim KulinaMadihá
886 Descrição arquivística resultados para Madihá
O grupo da Oficina do Totore chega na varanda da casa da filha de Kubiu. Marohe, que estava a beira do fogo se retira. Kubiu e Zakaria preparam os instrumentos para iniciar a fabricação da flauta. Dário também está participando hoje.
Benjamim KulinaO grupo de mulheres atravessa, cantando e dançando, a rua de trás da aldeia, nos fundos do campo. Elas se direcionam para o fim da rua, ao final do campo. Elas param de cantar e apenas caminham, ainda de braços dados e em formação de manada.
João Onima KulinaO grupo de mulheres se aproxima da linha de homens e os homens se esticam para fechar uma roda em volta da manada de mulheres. Elas cantam e dançam em trote em formação de manada. Eles também cantam e dançam em linha. Os homens carregam panelas e as mulheres carregam suas hastes. A manada de mulheres fura novamente a linha de homens, mas desta vez alguns homens buscam paneladas de koiza e surpreendem algumas mulheres e as obrigam a tomar o koiza. Capturam algumas mulheres, pelo cabelo, o pelo braço, e oferecem uma panelada inteira de koiza. Outros homens aproveitam a captura e também trazem suas panelas para a mulher tomar.
Maria Yndera Waidor KulinaO grupo de mulheres se aproxima da aldeia pela varação. Algumas mulheres cantam. À frente Haniha chega com o andar diferente e urrando como queixada. Em seguida, várias mulheres e crianças cantam o canto do kohana: Os kohana estão entrando. Elas chegam em fila, pela varação.
Maria Yndera Waidor KulinaO grupo de mulheres se aproxima através da varação. Estão todas com adereços, pintadas e carregam hastes com folhas.Primeiro elas dão gritos e urros. Depois, elas começam a cantar o canto do kohana.
Maria Yndera Waidor KulinaO maracajá, sob chuva, se aproxima da varanda onde a oficina está ocorrendo. Komizi, que está vestido com o couro, chama. Ele vai vomitar noma. Ele se agacha, se transforma. Então ataca um cachorro e o morde. Depois morre de rir, enquanto o cão foge chorando. Komizi vomita e Zakaria grita e ri: É noma, Hinawi.
Benjamim KulinaO mestre do Teteko fabrica as flautas de bambu que compõem o instrumento. O casco do jabuti, já limpo pelas formigas, descansa ao lado da cadeira. O instrumento é composto por um reco-reco feito com o casco de jabuti e uma resina, onde se passa os dedos fazendo vibrar e uma pequena flauta de dois ou três tubos de bambu, anexadas ao reco-reco por um barbante. João Ikobo testa a sonoridade dos bambus que cortou e vai tirando pequenos pedaços até chegar na altura certa. Enquanto isso, João Onima avalia o casco e tenta tirar um som no reco-reco. A neta de Ikobo observa tudo na porta da casa.
Benjamim KulinaEnquanto Zakaria tira um pouco do hihiti madoni, Kubiu explica que ali se encontram estes pequenos cipós que servem como corda para o Hihiti. Benjamim mostra os madoni nas mãos de Zakaria e depois no local onde são encontrados, próximos á raiz de uma árvo
Benjamim KulinaKubiu, o mestre do Totore, mostra qual é o caminho do Totore e explica outras coisas. Os outros também dão opinião. Eles discutem e Kubiu informa que vai fazer o Totore lá em sua casa, e não no mato como os outros instrumentos. "Terminou. Estou indo", ele diz e segue pelo "caminho do totore".
Benjamim KulinaImagem do posto de saúde já com paredes e estrutura de telhados adiantados. Um operário madiha entra no quadro e segue pelo caminho da obra.
Benjamim KulinaOperários madiha. Alguns jovens madiha estão ajudando na obra - provavelmente foram contratados pelo chefe de obra.
Benjamim KulinaO Tokorime finalmente vai embora. Ele sobe para o lugar de onde chegou. Ainda faz alguns gestos. Risca o chão com os pés, igual a um galinho. E vai embora. Some nas folhagens.
Benjamim KulinaOs Madiha informam que seu uso é decorativo e é produzido com a madeira cedro, sedo em madiha.
Benjamim KulinaMaria José pergunta sobre a tampa de um dos vasos e o que tipo de coisas aquele vaso tampado guardaria. Depois de um tempo, um dos Madiha brinca que é para guardar dori (feitiço). Raimundo fala que pode ser para guardar mel (hidzi okhini). Fabiana confirma com os Madiha se o zipa bedeni é usado para tomar líquidos: água, mingau de banana, caiçuma, etc.
Benjamim KulinaKomizi, o especialista no Boborara explica o que vamos fazer durante a criação da flauta Boborara.
Benjamim KulinaKomizi explica que estamos indo para o mato buscar o Boborara: ele, Benjamim, Joaquim, Zakaria, Onima, Hinawi, explica. Ele explica que vamos buscar zumi (taboca): zumi towi = buscar taboca.
Benjamim KulinaZakaria, o especialista no Hihiti explica o que vamos fazer durante a criação do Hihiti, o arco de boca.
Benjamim KulinaKubiu e Zakaria explicam que a haste é feita a partir do tronco do birihari - aricuri em português. Kubiu sai para mostrar a planta e a imagem fica com Zakaria que prepara uma haste.
Benjamim KulinaZakaria, ao lado de Komizi, explica que vamos tomar aquele caminho para encontrar a madeira para fazer o arco. Explica ainda que mais tarde, iremos tomar o outro caminho em busca de um outro material para o Hihiti.
Benjamim KulinaZakaria, com rapé sob os lábios, nomeia todo o grupo que seguirá com ele. Ele informa que vamos longe, em caminhada demorada, para buscar os materiais necessários para a criação do Hihiti, o arco de boca.
Benjamim KulinaJoão Ikobo, o mestre do Teteko, plantando em seu roçado.
Benjamim KulinaJoão Ikobo busca o casco de jabuti pendurado em uma árvore. Ele o deixou por alguns dias para que as formigas limpassem toda a sua carne.
Benjamim KulinaJoão Onima, com caderno caneta e máquina fotográfica sentado em banco na cozinha da casa de João Ikobo. Ele anota alguma coisa no caderno. Zupira está sentada no chão e suas netas estão na powi. Joaquim também anota coisas em seu caderno e outros três meninos se sentam a seu lado. Um homem observa tudo do lado de fora da casa. E um outro sentado em frente aos cestos (tsahe e shapoto) observa tudo. João Ikobo prepara a resina do reco-reco Teteko. Ele esquenta, amolecendo a resina e então tira um pedaço, que será colocado na abertura do casco. Felipe Agostini fotografa. Komizi permanece sentado na powi, chupando pirulito.
Benjamim KulinaKomizi, sentado na powi, Felipe, sentado ao lado de Zupira, que brinca com o cachorro, ao lado de suas netas, além de João Onima e outros, observam o trabalho de João Ikobo.
Benjamim KulinaJoão Ikobo está em sua casa, onde iniciará a criação do instrumento musical Teteko. Ele fala um pouco sobre os primeiros passos da criação do instrumento, fala um pouco sobre como os antigos usavam o Teteko para as festas, etc. Então, ele começa a fazer o Teteko, matando o jabuti. Seu neto está a seu lado durante toda a cena na cozinha de sua casa (também nas próximas cenas na mesma cozinha).
Benjamim KulinaJoão Ikobo, o especialista no Teteko, reco-reco de casco de jabuti, expliac o que vamos fazer durante a criação do Teteko. Ele tem um jabuti vivo nas mãos, com cujo casco ele fará o Teteko.
Benjamim KulinaKubiu caminha com terçado na varação que leva até sua casa. Benjamim narra que ele é o totore hinede, mestre do totore. E que estamos indo para aprender a fabricação da flauta totore.
Benjamim KulinaKubiu, no meio do caminho, apenas cita o nome das pessoas que estão indo com ele para o mato, participando do oficina de criação da flauta Totore.
Benjamim KulinaO grupo da Oficina de Totore vem pelo caminho na mata. Benjamim narra o que está acontecendo: estão indo buscar o Totore, agora que o Hihiti já está pronto. Passam Kubiu, Zakari, Joaquim, Felipe, Komizi, João. Kubiu explica que estão indo buscar o Totore, e Zakaria também fala.
Benjamim KulinaRodolpho ensinando Benjamim Kulina na Oficina de Montagem e Edição
RodolphoA câmera se aproxima de casa onde estão os operários. Benjamim comenta que estão descarnando um boi.
Benjamim KulinaOperário madiha bebe água do filtro - é o filho de Davi, neto de Momo.
Benjamim KulinaOperário madiha mexe cimento em um balde. É o filho de Davi, neto de Momo. Seu tio, ribeirinho não indígena, irmão de Davi, orienta o trabalho.
Benjamim KulinaOperário de chapéu pousa para o filme e comenta que o trabalho está sendo registrado. Ao fundo a contrução e um operário empilha tijolos.
Benjamim KulinaOperários não indígenas estão descarnando um boi e conversando. O chefe de obras fala para Benjamim ir lá filmar os meninos tirando barro. Mas ele continua filmando a casa em que o boi está sendo descarnado.
Benjamim KulinaOperários não indígenas descarnam boi na varanda de minha antiga casa.
Benjamim KulinaOs operários batem o cimento para levantar as paredes do posto.
Benjamim KulinaOs operários esperam em cima da estrutura do telhado, os operários de baixo alçar a telha para que eles possam levantá-la.
Benjamim KulinaMuseólogas organizam material para qualificação. Áudio: Raimundo explica como é o processo de coleta do cipó para fabricação do cesto.
Benjamim KulinaDetalhe dos arcos de hihiti praticamente prontos extendidos no chão encostados em um tronco, junto com Zakaria. Benjamim narra que já finalizamos a fabricação dos arcos. Zakaria explica que os arcos já estão prontos e que agora devemos ir procurar o madoni, a corda que amarra os arcos e que vibra produzindo o som do instrumento.
Benjamim KulinaOs cestos pequenos servem também como casas de pássaros pequenos domesticados: papagaios pequenos, ka´ika´i (cocotas), herere (canarinho), sabiá, etc.
Benjamim KulinaOs homens para a dança em roda.
João Onima KulinaEnquanto os homens reorganizam a roda quebrada, a manada de mulheres se reaproxima do centro do terreiro. Elas cantam e trotam. Os homens pararam por um momento de cantar. João Ikobo assiste em uma extremidade do terreiro. Os homens voltam a cantar e a manada de mulheres segue até o fim da rua, se distanciando novamente do terreiro.
Maria Yndera Waidor KulinaArnaldo, Raimundo, Benjamim e toda a equipe de museologia entram em um dos corredores de cerâmica. George tira muitas fotos dos Kulina, enquanto eles tocam, vêem e conhecem as cerâmicas de outras etnias.
Benjamim KulinaOs madiha entrando no taxi na praia do Flamengo.
Benjamim KulinaOs Kulina entram no Museu do Índio. Observam as fotos dos Ashaninka nas portas de vidro do prédio principal.
Benjamim KulinaOs Kulina se encaminham até a Reserva Técnica das cerâmicas e conhecemChang, a coordenadora científica do Projeto de Documentação das Culturas Indígenas.
Benjamim KulinaOs Kulina chegam na sala do Serviço de Conservação e Museologia e conhecem toda a equipe.
Benjamim KulinaMiçangas. Discussão sobre os padrões desenhados (hanoni) nas peças de miçanga. O motivo do primeiro colar mostrado seria Butani hanon (arraia). Raimundo mostra uma bolsa e explica que ela está desenhada com motivo do peixe sarapó (zuri hanoni). O segundo colar, de Maria José (Rohoze kha), teria como motivo o irama hanoni (um peixe pequeno, cará). O motivo desenhado na barra do colar da casa seria hidepe ore hanon (jibóia). A testeira seria também jibóia. O colar seria arraia. O outro eu brinco que seria kaxinawa kha. Arnaldo confirma que é kaxinawa kha. George identifica o desenho kaxinawa (eles estiveram no museu na semana anterior) como pata de onça. Os kulina acham possível. Arnaldo avalia a peça e finalmente identifica como batano makha hanon (cobra do mato não identificada).O último colar mostrado traz o motivo do ziki mekhene hanon (jararaca).
Benjamim KulinaDetalhe dos pedaços já cortados do kathapare. Zakaria começa a esculpir o primeiro arco, utilizando o terçado.
Benjamim KulinaDá para ver os peixes passando boiando na água. Enquanto isso os homens jogam as zagaias e as recolhem com peixe. Benjamim grita alguma coisa. São kairu, isto é, mandins. Sakire e Riuta se esbanjam, com alegria.
Benjamim KulinaSakire em primeiro plano na boca do igarapé. Atrás duas meninas pequenas brincam no barranco, pegando peixes.
Benjamim KulinaOs pescadores chegam no terreiro e vão jogando seus pequenos molhos de peixes na tábua estendida no chão. Um rapaz passa direto sem deixar peixes. Assim que o último homem joga o peixe e os homens se retiram do terreiro, as moças, meninas e mulheres se atiram sobre os peixes. Cada uma pega um molho. Há certa organização na distribuição. Elas chamam outras mulheres que se atrasam.
Benjamim KulinaRaimundo e Arnaldo explicam os usos dos Tsahe bedeni, os cestos pequenos. Eles explicam que os cestos neste tamanho podem servir para crianças carregarem ou como brinquedos. Podem servir ainda para guardar coisas em casa e ainda como casa de pequenos pássaros domesticados.
Benjamim KulinaOutra canoa no rio chegando na aldeia. Já estão na altura da grande praia que antecede a aldeia Buaçu. (rio acima).
Benjamim KulinaPainéis na fachada dos prédios do Museu do Índio: tokorime deni, segundo a narração de Benjamim
Benjamim KulinaChão com as mandiocas derramadas da panela ao lado da fogueira. Panela cozinha mandiocas na fogueira.
João Onima KulinaPanorâmica de Buaçu, desde o caminho aos fundos da aldeia até a casa de Raimundo Izui. A aldeia vista do posto de saúde.
Benjamim KulinaPanorâmica pelo terreiro. Menino brinca no terreiro.
João Onima KulinaOlhando a obra por dentro. Visão panorâmica de todo o conjunto que já foi levantado.
Benjamim KulinaO grupo da Oficina do Hihiti e do Totore faz uma pausa em um tapiri construído em meio a um roçado recentemente queimado e cortado e come as bananas maduras que encontram penduradas no esteio do tapiri. Os homens conversam. Kubiu explica que ainda falta um bom caminho, ainda faltam dois igarapés a serem atravessados, para se chegar ao local onde se encontra o hihiti madoni. E ainda mais para se chegar ao local onde se encontram pedaços de zumi do tamanho correto para a fabricação da flauta Totore.
Benjamim KulinaAs museólogas guardam os cestos Keruri para fazermos uma pausa para o almoço.
Benjamim KulinaOs peixes boiam na água e os homens coletam os peixes com as zagaias. Benjamim conversa com alguém.
Benjamim KulinaOs peixes boiam na água. Alguns tentam se salvar pulando na margem ou nos galhos. Os homens coletam os peixes com zagaia. O filho de Zewa vai coletando um por um, os que estão presos entre galhos em uma das margens. Ao fundo, uma canoa cheia de homens pescando com zagaia. Um rapaz recolhe os peixes dentro do rio com as mãos.
Benjamim KulinaEquipe de museologia comenta o Hihiti e faz perguntas aos indígenas.
Benjamim KulinaImagem das pessoas se lambuzando na lama, bem de perto. Algumas mulheres levantam da confusão com o rosto cheio de lama, tapando inclusive a vista.
Maria Yndera Waidor KulinaCanoas passam enquanto muitas pessoas pescam com zagaia e com as mãos na boca do igarapé. Canoa de Paisi: Paisi, filho de Wire, Joaquim, Zobiha, Doto, Daniel Mirenu, filho do Simão e Sahino.
Benjamim KulinaAuzira, rapaz na canoa na margem da boca do igarapé. Muitas pessoas pescando com zagaia e com mãos. Eriana e outras meninas e homens recolhem os peixes deixados na praia.
Benjamim KulinaFalam um pouco sobre a pintura no shapoto. Supõe-se que seja com jenipapo. Maria José pergunta sobre o algodão que arremata a costura do cesto. É karia kha, isto é, de branco. Desfiam as redes velhas para tirar o algodão. Maria José comenta sobre a técnica kalapalo de desfiar redes antigas para feitura de uma determinada máscara. Fabiana lembra que os Maxakali fazem o reaproveitamento intenso em seus fazeres. Maria José pergunta como é carregado o cesto, usando Fabiana de modelo. Os Madiha mostra que o shapoto é carregado pelas mulheres alçado na testa. Lembra-se da lata d´água na cabeça. Raimundo mostra como se articula a alça nas tramas do cesto. Fabiana fica carregando o cesto na testa como modelo.
Benjamim KulinaPlaca informando que está sendo construído um posto de saúde indígena, obra do governo federal.
Benjamim KulinaUma vista lateral do posto em construção. Benjamim comenta do que se trata.
Benjamim KulinaEquipe de museologia: Andrea e Fabiana fazem anotações e George fotografa.
Benjamim KulinaJá começam a se levantar as paredes do posto.
Benjamim KulinaHomens e mulheres fazem os primeiros preparativos nos peixes, panelas e canoas, labvando as canoas, na beira do rio, em frente à praia em que estão aportados. Sakire, Sahino, etc.
Benjamim KulinaEquipe de museologia tira a canoa e percebemos que há um problema que parecem ser fungos. Na banqueta são colocados a canoa, o tracajá e o tatu de madeira. Raimundo e Arnaldo corrigem a informação de que se trata de uma uba. Segundo eles, na verdade este é uma imitação de canoa, e não de uba. Maria José tenta entender a diferença entre a uba e a canoa. Os Madiha tentam explicar a diferença.
Benjamim KulinaPupunhas amarelas no pé.
João Onima KulinaOs operários madiha entram e saem da construção com carrinhos de mão puxando barro.
Benjamim KulinaArnaldo explica a utilzação dos shapoto pequeno: para as meninas pequenas trazerem produtos do roçado. Maria José pergunta sobre os produtos do roçado: banana, mandioca, cará, etc. Os shapoto maiores são de utilização de adultos. Maria José pergunta sobre o desenho e se há alguma significação especial. Os Kulina afirmam que não, apenas para decoração. Raimundo afirma algo sobre o hanoni do shapoto. Os shapoto, assim como os shashakora, são feitos com a folha da palmeira aricuri, birihari em kulina. Eles são confeccionados, assim como todos os artefatos feitos com este material, pelas mulheres.
Benjamim KulinaExplicação e anotação da matéria prima do hepir: murmuru. A equipe pede o nome da folha na língua kulina: za´ana. A imagem é de Fabiana anotando e, depois, dos hepiri expostos sobre a mesa. Aparecem ainda George e outras pessoas da equipe de museologia. No fim da cena aparece a equipe kulina de qualificação.
Benjamim KulinaArnaldo e Raimundo dão explicações sobre o Keruri. Os materiais, as técnicas, etc. Eles explicam que são as mulheres que fabricam os cestos. Explicam que ele é feito com uma espécie de capim amazônico. Raimundo explica a técnica de utilização do capim: deixa secar ao sol durante um dia.
Benjamim KulinaMaria José e Fabiana colocam os cestos Topi e Tsahe em exposição para que os Kulina façam a sua qualificação. Benjamim filma a equipe de museologia do MI. Raimundo mostra as maneiras como o cesto pode ser carregado, por homens e mulheres. Homens e mulheres fabricam o cesto e homens e mulheres também o utilzam. Sobre o material, ele explica que o Tsahe, um dos cestos é feito de um cipó chamado em kulina tsahe, em português seria o cipó Timbó.
Benjamim KulinaRaimundo identifica um cesto como tendo sido de sua própria fabricação.
Benjamim KulinaAs pessoas chafurdam na lama. Alguns meninos esgotam o koiza do bote, jogando nas pessoas e no chão onde rolam homens, moças, rapazes e meninas.
Maria Yndera Waidor KulinaRaimundo tira os cestos uns de dentro dos outros, enquanto esclarece sobre os materiais e técnicas dos cestos pequenos.
Benjamim KulinaRaimundo Kulina encontra as crianças que estão visitando o Museu do Índio. E também conversam com as professoras.
Benjamim KulinaRaimundo explica todo o processo da produção de cerâmica: as mulheres encontram barro bom, tiram, colocam no shapoto e trazem para a aldeia. Moldam e depois colocam para secar. Coloca no shashakora para secar. Depois faz fogo e queima. George pergunta a respeito dos desenhos (hanoni). Raimundo explica que então as mulheres fazem os desenhos. Benjamim comenta baixo (por trás da câmera) o nome de um desenho de cerâmica. Maria José e Fabiana vão escolhendo alguns vasos com desenhos diferentes. Arnaldo toma um com pintas esbranquiçadas desenhadas. Ele explica que a pintura foi feita de barro mesmo, barro branco. Na verdade, ele explica, as mulheres misturam barro branco com cinzas. Fabiana pergunta o que seria o desenho. A princípio Arnaldo afirma que o desenho seria da pele do kahawiri (gato-do-mato).
Benjamim KulinaRaimundo falando da viagem de Rio Branco até o Rio de Janeiro e das coisas que já viveu no Rio de Janeiro. Fala também do mar, da praia, dos brancos nadando pelados, etc.
Arnaldo KulinaRaimudno experimenta um colar de miçangas. Fabiana pergunta sobre um desenho. George também questiona a respeito dos desenhos, dos grafismos nas peças de miçanga. Maria José vai embora para um compromisso.
Benjamim KulinaRaimundo fornece informações sobre os vários tipos de cestaria. Ele explica que o Shapoto, ou cesto cargueiro é produzido pelas mulheres a partir do aricuri (birihari). O Hepir, ou cesto platiforme é produzido pelas mulheres a partir do murmuru (za´ana). O shashakora, ou a antiga cama kulina, é produzido pelas mulheres a partir da palmeira aricuri (birihari). O pessoal do museu comenta que chegou a acreditar que o shashakora seria um abano gigante.
Benjamim KulinaRaimundo explica que o pratinho de cerâmica, conhecido como zipa bedeni em kulina, era utilizado no passado para tomar diversos tipos de bebidas: Koiza, bare pahane, patso (cervejas, bebidas doces de banana e outras frutas, água). Raimundo explica os modos como eram utilizados diversos tipos de vasos de cerâmica: para cozinhar, para conter líquidos, para guardar, etc.
Benjamim KulinaRaimundo toca o arco de boca kulina, o Hihiti.
Benjamim KulinaRapaz aguarda com carga de estacas leves o grupo da oficina passar pelo caminho estreito. Benjamim narra comentário sobre o rapaz e as estacas. Risos e Joaquim finalmente aparece e aperta sua mão. É quando o rapaz retoma caminho.
Benjamim KulinaZohe pila o shatha com outros homens.
Benjamim KulinaDentro da construção. O irmão de Davi brinca com Zewa. Diz um monte de coisas zoando Zewa.
Benjamim KulinaRapaz carrega lenha para cozinhar o Koiza. É o filho de Zakaria. João Onima, o filmador, narra o que está acontecendo.
João Onima KulinaUm rapaz atravessa o terreiro carregando um saco com mandiocas. João Onima narra a cena, explicando quem é e para onde e para que ele está levando aquele saco.
João Onima KulinaRapaz chega sozinho em canoa com motor rabeta.
João Onima KulinaRapaz não identificado tenta ligar o motor enquanto canoa é levada pelo rio.
Benjamim KulinaRapaz escorado na parede de tanto beber.
João Onima Kulina