Lisboa
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Publicado originalmente em 1955, é um misto de relato de viagem e reflexão antropológica do destacado etnólogo francês, cuja passagem pelo Brasil nos anos de 1930 foi fundamental na sua formação. Guardadas as especificidades contextuais, o livro proporciona uma excelente introdução à temática indígena e ao lugar dessa discussão no mundo contemporâneo. Com o passar do tempo, também passa a proporcionar uma espécie de documento histórico
LÉVI-STRAUSS, ClaudeBaseado numa rica pesquisa em arquivos portugueses e brasileiros, o livro acompanha a implantação da política pombalina nas comunidades indígenas da Amazônia, produzindo um retrato de complexas relações entre índios e as autoridades portuguesas. O texto demonstra a multiplicidade de respostas à nova situação por parte das autoridades locais, de outros agentes coloniais e, sobretudo, das próprias lideranças indígenas
DOMINGUES, ÂngelaCatálogo de uma exposição realizada no Museu Nacional de Etnologia, este livro inclui artigos de especialistas em história, etnologia, lingüística e arte indígena. Os objetos e ilustrações da exposição abrangem vários séculos porém estão dispostos em forma não-linear, colocando a ênfase menos nas transformações ocorridas e mais na persistente vitalidade da diversidade indígena. Figuram com destaque os objetos de coleções etnográficas, das viagens científicas do século XVIII às expedições antropológicas do século XX
BRITO, Joaquim Pais deO Belo é a Fera constitui uma etnografia da experiência estética dos índios Wayana que vivem na Amazónia oriental. As vias abertas pelos especialistas na transmissão dos conhecimentos wayana conduziram ao entendimento dos preceitos estéticos que se apoiam na forma, na cor e na ornamentação de pessoas e artefactos; Mas o acto criativo não se confina a esta intervenção, participando de todo o universo indígena pela intensa valorização dos elementos criados. Com ele formulam-se tanto os princípios de alteridade, com expressão nas “anacondas” ou nos “jaguares”, quanto os da estética, pois efectivamente, “o belo é a fera” que se torna mais bela quanto mais feroz
VELTHEM, Lucia Hussak vanReedição dos 10 volumes publicados em Lisboa e Rio de Janeiro entre 1938 e 1950, trata-se de um rico manancial de informações e fontes para a história dos índios na América Portuguesa. Se a abordagem do autor pode parecer um tanto ultrapassada e tendenciosa, é inegável a sua grande contribuição ao transcrever inúmeros documentos (cartas, relatos detalhados, informes estatísticos, entre outros tipos) e ao elencar, um a um, os "escritores" jesuítas e seus escritos, fornecendo um precioso manual para pesquisas no Arquivo dos Jesuítas, na Biblioteca Pública de Évora e em várias outras instituições. Um CD-Rom com mapas e ilustrações acompanha os volumes impressos
LEITE, SerafimEste volume retrata a crítica do conceito de guerra nas sociedades ditas primitivas e a interpretação da significação dos símbolos sagrados que se relacionam com o poder, enquanto elementos operários do seu exercício
CLASTRES, PierreEscrito segundo cânones que tiveram grande popularidade nas academias científicas e literárias do século XIX, este “elogio” não foge à regra de seus congêneres. Nesse tipo de texto, interessa sobretudo exaltar a memória do biografado, geralmente um ex-sócio da agremiação, destacando sua faceta mais heróica e brilhante
COELHO, José Maria Latina