A Balaiada foi um movimento social ocorrido no Piauí, Maranhão e Ceará, do final de 1838 a fins de 1841. De um lado, grandes proprietários de terra e de escravos, autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e pequenos fazendeiros (mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros) sem direito à cidadania e acesso à propriedade da terra, dominados e explorados por governos clientelistas e autoritários formados pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a “proclamação da independência” do país.; A Balaiada ocorreu simultaneamente no Maranhão e no Piauí, mas este texto concentra-se no movimento da Província do Piauí, procurando desvendar até que ponto ele teve autonomia, em oposição à visão da historiografia dominante segundo a qual ele teria sido apenas uma repercussão dos acontecimentos do Maranhão
DIAS, Claudete Maria MirandaÍndios do Piauí
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O livro I se intitula Narrativas Precursoras e é uma homenagem aos primeiros escritores, estudiosos e pesquisadores sobre a história dos índios do Piauí. Cada um deles traz uma mensagem, uma informação e a demonstração da falta que os estudos sobre esta parte de nossa história causam na formação da sociedade. São relatos às vezes repetidos e contraditórios no tratamento dado aos poucos nativos, no entanto as autoras falam da importância de mostrar estas primeiras incursões.; O Livro II tem o título de Memória escondida: estudos e fontes. Neste há a tentativa de retirar dos escombros uma documentação muito pouco conhecida até mesmo por historiadores piauienses, como as pesquisas do incansável advogado Reginaldo Miranda que vai ao fundo dos arquivos para recuperar fontes como devassas que mostram a crueza da colonização; ou da historiadora Ana Stela Oliveira, que defendeu uma tese de doutorado na qual estuda os conflitos entre colonizadores, religiosos e nativos no sudeste do Piauí e que apresenta um raro documento como o Diário de um dos maiores predadores de índios do Piauí.; O Livro III "A guerra da colonização e os vestígios que ainda resistem" enfoca sob vários ângulos, como se deu esta guerra, conhecida pela historiografia como guerra de extermínio e que foi denominada de guerra da colonização porque ela traduz o que realmente aconteceu na época da colonização das terras onde é hoje o Piauí: uma guerra de extermínio durante a colonização
DIAS, Claudete Maria Miranda