Fronteiras
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Exemplo emblemático da nova história indígena, este livro identifica a postura de atores indígenas frente à expansão colonial na região do rio Branco, unindo uma sensibilidade etnográfica a uma cuidadosa pesquisa documental. Demonstra que os índios não apenas foram usados pelas potências européias que disputavam esta região de fronteira, como também usaram esta situação para consolidar uma certa autonomia
FARAGE, NádiaEste livro reúne 21 ensaios do historiador, num tom que oscila entre o informal e o erudito, porém que é sempre provocativo. O autor aborda vários temas ligados à história dos índios, chamando a atenção para a omissão desta temática na historiografia brasileira, às vezes evocando uma comparação com outros países do continente. São particularmente pertinentes suas observações sobre o trabalho indígena e sobre a evangelização. Ao sublinhar os processos de violência, exclusão e exploração, Leonardi se propõe a decifrar o enigma do Brasil, nas palavras dele, buscando "entender como é que uma nação com uma origem tão dura pode ter traços tão meigos e carinhosos em suas formas diárias de viver."
LEONARDI, VictorA relação entre as categorias "etnia", "região" e "nação" tem se mostrado essencial desde a era da formação dos Estados nacionais. Essa relação aponta para realidades outras como a de identidade e a de contextos espaciais e/ou fronteiriços. Nessa perspectiva que implica multiplicidades diversas é que se insere a coletânea intitulada Fronteiras e Espaços Interculturais. Essa obra surge de criteriosa seleção e organização de textos feita pelos autores, que inclui resultados parciais de pesquisas produzidas no âmbito do Projeto Etnicidade, Região e Nação
ROCHA, Leandro MendesOs textos que compõem esta coletânia traduzem a polissemia contida na palavra fronteira, problematizada a partir das questões vinculadas ao estudo de identidades americanas. Definições geográficas e culturais presentes na formação das nações do Novo Continente evidenciam a concepção de fronteiras como campo de espaço móvel e fluido, moldado pelas transformações econômicas, políticas e sociais. Além de abordarem o debate historiográfico sobre a temática, os textos aqui reunidos trazem novas perpectivas analíticas, percorrendo a partir de relatos de viajantes, os caminhos do imaginário político que anima definições identitárias
GUTIERREZ, Horacio (org)Baseado num amplo repertório de documentos manuscritos e impressos, este trabalho analisa as relaçOes entre os Guaná e as autoridades da Província (depois Estado) do Mato Grosso, sobretudo a partir do momento em que se estabeleceu um aldeamento face ao Porto Geral da cidade de Cuiabá, por volta de 1845. É particularmente importante a identificação da presença indígena no espaço urbano em meados do século XIX
SILVA, Verone Cristina daA obra compila artigos publicados no "Jornal do Comércio", em 1915. É uma visão coetânea aos feitos desbravadores de Rondon. Neste volume, estão descritas as expedições para o reconhecimento do traçado e construção de linhas telegráficas, explorações geográficas e riqueza dos sertões do noroeste mato-grossense, populações indígenas e seus contatos e relações entre elas e a Comissão Rondon e, por fim, a Expedição Roosevelt para determinação do curso do rio da Dúvida.
Examina a política pública para as estruturas territoriais do país. O autor estuda a geopolítica portuguesa no Brasil, estratégias de ocupação e domínio adotadas e o quadro territorial e político no contexto da Independência, examinando desde as revoltas provincianas (Cabanagem, Sabinada, Farroupilha) até a consolidação do Estado Nacional
COSTA, Wanderley Messias daEstudo de antropologia histórica enfocando os movimentos étnicos na região de fronteira no rio Solimões. De especial interesse são as partes sobre a configuração das fronteiras no século XIX e início do século XX e sua relação com os povos indígenas locais. Há também um instigante estudo sobre a constituição dos estudos etnológicos no início do século XX, mostrando a relação entre as atividades missionárias e científicas de uma das principais fontes sobre a região, o padre C. Tastevin
FAULHABER, PriscilaDocumentário sobre Inspeções de Fronteiras chefiada pelo General Rondon, que percorre os Rios Oiapoque e Amazonas, e também faz reconhecimento das fronteiras do Brasil com as Guianas e o Suriname. A missão estabeleceu também, os primeiros contatos com os índios Wajãpi e Tirió. O General Rondon encontra os índios Rângoe da Guiana. Decupagem das legendas do filme: Região que foi penetrada recentemente pela Inspeção de Fronteiras, que apresenta neste filme os aspectos apanhados durante a excursão; Parimã, nome dado ao sistema de montanhas que nos limitam ao norte com as Guianas e Venezuela; Cabo Orange, Guiana Francesa; Entrando no rio Oiapoque, região equatorial; Este rio nos divide com a Guiana Francesa; Santo Antônio, sede do destacamento militar de nossa fronteira; Encontro com os Samaracás; Visita a guianesa Saint Georges; Clevelandia, colônia agrícola brasileira do lado oposto; Os saltos Gran Roche barram a passagem para adiante; O rio é freqüentado por viajantes comerciais; Os canoeiros guianeses são destros nas manobras; Índios guianeses; Visita ao Amapá, cidade histórica reconhecida em 1900; Sulcando as águas do Rio Amazonas, o "Rio Mar" (Brasil); Um traço dos antigos Caribés, um petróglifo raro; Região dos campos de " Tumuc-Umac" divisor da Guiana; Uma tribo pertencente ao ramo Rangôe da Guiana Holandesa; Receberam muitos objetos para o Museu Nacional; Desceram a Guiana Holandesa pelo mesmo caminho
REIS, Luiz ThomazBaseado numa rica pesquisa em arquivos portugueses e brasileiros, o livro acompanha a implantação da política pombalina nas comunidades indígenas da Amazônia, produzindo um retrato de complexas relações entre índios e as autoridades portuguesas. O texto demonstra a multiplicidade de respostas à nova situação por parte das autoridades locais, de outros agentes coloniais e, sobretudo, das próprias lideranças indígenas
DOMINGUES, ÂngelaBaseado numa ampla pesquisa em arquivos, jornais e publicações oficiais, o livro estuda a trajetória de Rondon, do projeto de telégrafos á Revolução de 30. Ao relacionar as atividades de Rondon a um projeto de nacionalidade, o autor busca mostrar o caráter incompleto do processo, ressaltando a ineficácia e as contradições do projeto de integração dos sertões à nação. No capítulo sobre a política indigenista, critica com certa veemência a vertente "revisionista" de estudiosos que "denigram" a imagem de herói nacional e defensor romântico dos índios, imagem essa produzida por uma vertente "hagiográfica" ligada aos militares. O livro inclui uma seleção muito interessante de fotografias do acervo do Museu do Índio
Diacon, Todd A