Expedições
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O autor, viajante e naturalista inglês, nasceu em 1823. No dia 1º de julho de 1858, Wallace apresentou, na Sociedade Lineana de Londres, suas idéias sobre a seleção natural das espécies. Na tarde do mesmo dia, na mesma Sociedade, Darwin leu o manuscrito sobre "A Origem das Espécies pela Seleção Natural". Ambos os trabalhos foram aceitos, pois tratava-se de pesquisas desenvolvidas simultaneamente, sem contato entre seus autores. Essa obra é o resultado de quatro anos de experiência na bacia do Amazonas, viagem realizada às expensas do naturalista inglês, em que relata suas excursões e impressões. A primeira e a última parte do livro foram extraídas de seu diário de viagem, posto que muito do material que recolheu extraviou-se. Suas observações não se limitam à geografia dos trópicos, à flora e à fauna da região amazônica, alcançam também os costumes e a vida social de índios e portugueses que habitavam a Amazônia
WALLACE, Alfred RusselCoudreau foi um daqueles intrétidos viajantes do século passado que fascinam pelas descrições pormenoritizadas de um mundo que, se hoje ainda não está inteiramente conquistado, em 1896, data de sua viagem, encontrava-se então em um estágio de colonização bastante incipiente
COUDREAU, Henri AnatoleSaint-Hilaire, com sua sólida formação científico humanística, viu o que muitos não viram, e retificou o que muitos deturparam. Por isso sua obra é de capital importância. Nada lhe escapa; a comida, os amuletos, o sincretismo religioso, a vocação histórica de tipos variados como o do mineiro, o do paulista, o do gaúcho, a diferença entre o homem do litoral e o do sertão. Foram anos agitados os que aqui permaneceu Saint-Hilaire; a elevação da colônia a Reino Unido, o regresso de D. João VI, a regência de Dom Pedro, a independência. Nesta obra vamos rever São Paulo e conhecer-lhe, em detalhes, a História, a formação étnica, a Geografia, os usos e costumes, a fauna e a flora, sempre naquele estilo agradabilíssimo, modelo de associação entre ciência e arte de escrever
SAINT-HILAIRE, Auguste deCom um estudo preliminar e notas muito esclarecedoras, colocando o texto em diálogo com a atual historiografia e etnologia. São três tratados: "Do Clima e Terra do Brasil", que é uma espécie compêndio de saberes indígenas; "Do Princípio e Origem dos Índios do Brasil", que inclui uma descrição detalhada das práticas culturais dos Tupi e um esboço da diversidade étnica; e a "Narrativa Epistolar de uma Viagem e Missão Jesuítica", o que apresenta um relato esmiuçado da viagem do visitador jesuíta Cristóvão de Gouveia pelas missões do Brasil entre 1583 e 1590, com descrições preciosas dos índios que viviam nessas aldeias
CARDIM, FernãoPublicado em Paris em 1994, o livro traz uma série de fotografias feitas pelo etnólogo durante as suas viagens pelo Brasil entre 1935 e 1939. As fotos, muito sugestivas em si, são enriquecidas por comentários de Lévi-Strauss, alguns remetendo ao texto de Tristes Trópicos. Os registros indígenas referem-se sobretudo aos Kadiwéu, Bororo, Nambiquara, Tupi-Mondé e Kawahib
LÉVI-STRAUSS, ClaudeMissionário protestante de confissão metodista, chegou ao Brasil em 1837, juntamente com sua esposa, enviados pela American Bible Society. Aqui viveu até 1840. Esse livro, que compreende notícias históricas e geográficas do Império e de diversas províncias, constitui igualmente um relato sobre o modo de vida, as instituições, o meio ambiente, as figuras de brasileiros ilustres da política imperial
KIDDER, Daniel PO catálogo apresenta o projeto de "civilização" dos índios desenvolvidos de 1910 a 1967, a partir das atividades de contato, pelo Serviço de Proteção aos Índios - SPI, a agência governamental responsável pela política indigenista brasileira da época. Revela, também, as arriscadas ações dos agentes em suas expedições de atração e pacificação
FREIRE, Carlos Augusto da RochaO catálogo apresenta o projeto de "civilização" dos índios desenvolvidos de 1910 a 1967, a partir das atividades de contato, pelo Serviço de Proteção aos Índios - SPI, a agência governamental responsável pela política indigenista brasileira da época. Revela, também, as arriscadas ações dos agentes em suas expedições de atração e pacificação
FREIRE, Carlos Augusto da RochaO português de nascimento e brasileiro por adoção Augusto Emílio Zaluar, foi um trabalhador incansável. Autor, tradutor, poeta, romancista, jornalista, possuia talento múltiplo e vivacidade de estilo. O viajante Zaluar, homem de sensibilidade poética, redigiu suas Peregrinações no mesmo diapasão. Numa época em que os viajantes estrangeiros, em especial Saint-Hilaire, já haviam percorrido, há quase um século, os mesmos lugares, Zaluar nos oferece uma visão social, um retrato psicológico das personalidades em evidência e aspectos outros da realidade com graça no estilo e vivacidade na movimentação, conservando para o futuro dados preciosos. É, pois, de leitura sumamente valiosa este volume, às vezes ingênuo, mas sempre pitoresco. Sem maiores pretensões científicas, obra de jornalista inteligente, constituído de genuínas reportagens, cumpriu o livro o vaticínio de Machado de Assis de que "o talento obriga e não se esquece nunca de que tem uma missão a se desempenhar
ZALUAR, Augusto EmílioPesquisa de fôlego sobre as expedições de sertanistas no século XVIII, este livro em certo sentido atualiza e amplia as discussões introduzidos por Sérgio Buarque de Holanda em Monções e Caminhos e Fronteiras. A temática da história dos índios aparece com força no capítulo 4, evocando os processos de contato e resistência que afetaram os Kayapó do Sul, Guaikuru, Paiaguá e Kaingang. O capítulo inclui um estudo perspicaz da série de quarenta aquarelas retratando o contato entre portugueses e índios no sertão do Tibagi em 1771, com uma reprodução da série. Também é de grande interesse a reprodução de mapas do sertão, vários dos quais detalham a presença de grupos indígenas, abrangendo São Paulo (incluindo o sul, atuais estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
KOK, GlóriaO naturalista Martius, que junto com Spix, nos deixou obras de enorme importância para o conhecimento do Brasil, tem aqui publicado outro de seus inúmeros trabalhos, de enorme valor não só para a Botânica, mas também observações de valor geográfico, histórico, sócio-antropológico e linguístico
Traçando um amplo painel do Renascimento ao Romantismo, o autor sustenta que a degradação da imagem do outro foi acompanhado por uma crescente incompreensão da antropofagia. Grande especialista nos textos quinhentistas franceses a respeito do Brasil, Lestringant dedica alguns capítulos aos Tupinambá e à sua fortuna política e filosófica no pensamento europeu
Lestringant, FrankNova tradução da crônica da expedição comandada por Pedro Teixeira entre 1637 e 1639, escrita por um dos jesuítas que acompanharam a viagem de regresso, de Quito à boca do Amazonas. Encomendado pela coroa espanhola, o relato apresenta detalhes sobre as populações indígenas abordadas na viagem e sobre as atividades de apresamento conduzidas pelos portugueses de Belém e São Luís. A boa introdução assinada pela historiadora Maria Yedda Leite Linhares fornece o contexto para a leitura deste notável relato
ACUÑA, Cristóbal de