Em seu primeiro estudo, o autor lança um foco inovador sobre um aspecto ainda pouco conhecido de nossa história: as missões de Chiquitos. Embora tão importantes quanto as missões jesuíticas Guarani, no Sul do Brasil, as chiquitanas são quase desconhecidas da produção acadêmica brasileira. Aborda com detalhes o processo de criação das dez missões na área atualmente ocupada pelo oriente boliviano e o trabalho de evangelização levado a efeito pelos padres, que as fundaram entre fins do século XVII e primeira metade do XVIII. Trabalhando sob o enfoque da etnogeografia, o autor desnuda os entrelaçamentos entre o espaço e a cultura, evidenciando a maneira inextricável com que se interpenetram e se produzem mutuamente. O espaço geográfico, mais do que o espaço físico, é percebido como uma resultante das interações históricas e culturais, portanto, repleto de ressonâncias simbólicas, que dão sentido e geram as marcas concretas da paisagem. O autor enfatiza o caráter da religiosidade Chiquitana, tomando como principal referência de análise a procissão de Santa Ana, que, anualmente, pelo período de aproximadamente sessenta dias, percorre extensas áreas da fronteira da Bolívia com Mato Grosso e constitui-se em um importante sistema de coesão social, gerando papéis e atividades compartilhadas que traduzem a concepção de mundo e os valores culturais Chiquitano
COSTA, José Eduardo Fernandes Moreira daReligíão indígena
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BR DFFUNAI RJMI BIB-LIV-911.3:397(=87) / C837c / 2006
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2006
Parte de Bibliográfico