Esta pesquisa investiga os pobres livres das vilas açucareiras de Pernambuco em seu processo de interação com os conflitos da chamada guerra dos bárbaros e o momento de formação da sociedade sertaneja colonial
SILVA, Kalina Vanderlei Paiva daZupira traz para Ikobo um pedaço de barbante. Ele corta com o terçado e vai usar o barbante para amarrar a flauta. Ele deixa o barbante e continua a esculpir o tubo da flauta. Ele testa a sonoridade dos tubos. João tira algumas fotos. O reco-reco de casco de jabuti aguarda no chão.
Benjamim KulinaPeça de cabaça com duas perfurações, atravessada ao centro, em toda a extensão, por uma madeira roliça, presa com cera de abelha. Instrumento desprovido de fio de buriti e vareta de madeira, itens componentes da peça
XerenteZunidor zoomorfo confeccionado com prancha de madeira oblonga entalhada. Apresenta superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto. Exibe junto à extremidade proximal orifício de onde pende um cordel de algodão
MehinakoZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto, vermelho e branco. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta, orifício de onde pende um fio de algodão tingido de vermelho
KuikuroZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto, vermelho e branco. Exibe junto a extremidade proximal orifício de onde pende um fio de algodão
KuikuroZunidor zoomorfo confeccionado com prancha de madeira oblonga entalhada apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando em uma das extremidades orifício de onde pende um fio de tucum amarrado a um torniquete
MaxacaliZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaPeça de cabaça com duas perfurações, atravessada ao centro, em toda a extensão, por uma madeira roliça, presa com cera de abelha. Apresenta fio de buriti que se liga a uma vareta de madeira
XerenteZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando uma das extremidades entalhada e a outra exibindo um orifício de onde pende um fio de algodão
TembéZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta um orifício de onde pende um fio de algodão
KamayuráZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em vermelho e branco. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta um orifício de onde pende um fio de algodão
KamayuráZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes em preto, revestidos com cera preta e sobre estas, plumas brancas. Apresenta junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de tucum
BororoZunidor zoomorfo confeccionado prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguOs viajantes europeus em seus relatos de viagens ao Novo Mundo contavam sobre seres fantásticos que habitavam as terras recém-descobertas. Uma rica iconografia é reproduzida e analisada neste documentário precioso, que trata de uma “zoologia fantástica” brasileira, presente nos relatos daqueles viajantes que percorreram o Brasil nos séculos XVI e XVII. Ao apontar as influências fantásticas do bestiário da Antigüidade e da Idade Média nos relatos dos viajantes coloniais brasileiros, Taunay expõe o assombro do olhar estrangeiro diante de uma fauna exuberante e diversificada que provocou a construção de um novo imaginário
TAUNAY, Afonso de E. (Afonso d'Escragnolle)Madrugada. Kamaywhalo (senhora) tinha criado uma arara vermelha no pé da justa-conteira
Anézio ZezonezokemaeCanto de zolane meia noite. Formiguinha puxando ripa pra casa, Amolyahare, do outro lado do rio. Saracura colocou palha na casa. Morcego também. Terminaram a casa
João Daniel ZanezokaeMenina Taehirose, Zorezolose, chegando, bebendo chicha
João Daniel ZanezokaeZolane madrugada. Koyhalawa (pai do mato) em cima do pau, tirou fruta, jogou pra menina que tinha ido a roça apanhar mandioca. Marido Koymenare tinha ido caçar peixe. Pai do mato comeu a menina até o pescoço, ficou só a cabeça pra fora. Cabeça saiu rolando
João Daniel ZanezokaeOferecimento antes da entrada de zolane, oferecimento a Wakomone
Fernando OmoizokieZolane entrada, oferecimento de chicha, Zalakakwa, quarto canto
Fernando OmoizokieZolane meia-noite, kamayhie, cipume, waxinakolanero
Fernando OmoizokieZolane madrugada, toakayhore (folha=toakahanã)
Fernando OmoizokieZolane madrugada, zolane pedindo pra sair da casa. Pescaria. Sogra pedindo, chegando a hora. Zonoidy (gaviãozinho)
Fernando OmoizokieSaída de zolane, saída de zolane da casa. Amanhecendo, meninada acordando, indo banhar no rio, finalização de zolane.
Fernando OmoizokieMulher Zaulowekolo
Joãozinho AkonoizokaeMulher Makwanero
Joãozinho AkonoizokaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeEntrada de zolane. Um velho, entrando na casa da velha, sem pedir licença, com uma flautinha. Avó (Alaulydio)
Justino ZomoizokaeMadrugada
Maurinho NezokieCanto de zolane. Halo-halo, viram a arvore, pessoal chorando
Maurinho NezokieCanto de entrada de zolane na casa. Iyanakakware
Maurinho NezokieAprendeu com João Batista Zoloizomae
Anézio ZezonezokemaeCanto de zolane meia noite. Takazaurero tinha um filho, Zozomakwane (bebê), mãe acanhou leite materno, por isso bebe criou asas e saiu voando
João Daniel ZanezokaeZolane madrugada. Ema andando na beira do rio e sucuri sondando. Correu, escutando assobio da sucuri. Ganharam flecha dele
João Daniel ZanezokaeZolane entrada, gafanhoto, terceiro canto
Fernando OmoizokieZolane meia-noite, sequencia da história de Xinikalore, Waidiatyare
Fernando OmoizokieZolane madrugada, canto do modo que os velhos cantaram, aprendeu com Joãozinho sogro de antonio. Haliti wayese. Caçando pra festa, recebem as pessoas. Comeram sem oferecer, yakane subiu e comeu a todos
Fernando OmoizokieZolane madrugada, Kazaulonehena, Mayzolo e Zamore (morros sagrados, lugares sagrados de onde chamam para curar)
Fernando OmoizokieKolayberone, Matayahore
Joãozinho AkonoizokaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeCanto historia de Wazare amanhecendo
João Titi AkonozokaeZozolokero (mãe). Bebê ficou sem espírito. Enore colocou o espírito e criou ele de novo. Enore diz que ele só vai sobreviver junto com ele. Mãe só fica fazendo chicha e oferecendo
Justino ZomoizokaeCanto de saída de zolane do jeito que os antigos cantavam . Meu pai, meu tio, meu avô já dormiram. Estou com sono, vamos dormir
Justino ZomoizokaeXinikalore. História da onça. Irmãos viviam com a avó. Decidiram vingar a morte dos pais que a onça e o gavião tinham comido. Velha era cega. Alama, costela grudada no jatobá. Sangue da onça, queimaram a casa, criou os Nambikwara e os negros. Toakayhore, subiram no carretel flechando a figueira
Justino ZomoizokaeEheroware, dono dos desenhos. Netos azedaram peixe e pediram para ele descer do céu e ensinar os desenhos. Comer na vasilha para não esquecer os desenhos. Kamayhie só que aprendeu pois comeu na vasilha. História de tohidy e abali
Justino ZomoizokaeToakayhore (1º vivente). Toaka (folha). O cunhado, Eheroware, perguntou sobre o espírito que manda
Justino ZomoizokaeZalatoré. Pessoas invadindo, levou miçangas, pode passar. Koxikwahete, Marikwahete (aldeias). Zalatoré escapou da guerra, trocaram mulher para acabar com a guerra
Justino ZomoizokaeCanto de zolane amanhecendo
Maurinho NezokieAmanhecendo. Tinha um pasarinho (bombinha) cantando. Zatyama. Kokotero
Anézio ZezonezokemaeWarere saiu da Chapada do Itamarati, depois que juntou com haliti. Iranxe saiu com flauta zero
Benedito AnizokaiCanto de zolane saindo da casa. Na roça, nambuzinho (pássaro) cantando, amanhecendo. Zolozolo (abelha). Urucum ta plantado, florescendo, beija flor chegando e chupando a flores
João Daniel ZanezokaeZolane meia-noite. Toakayhore
Fernando OmoizokieZolane madrugada, Tawenamalo, Zozolokero, Kaymare, Taemaylozozonekero. Mãe embebedou o filho Kaymare e fugiu com sua iyamaka
Fernando OmoizokieEntrada de zolane na casa. Kalaytewe, "que bicho ta entrando de noite? No escuro? Nosso tio Kalaytewe entrando meia noite, tem o nariz vermelho igual caju"
Joãozinho AkonoizokaeXinikalore
Joãozinho AkonoizokaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeSaída de zolane do jeito dos antigos. Yakane invadia muito. Vamos quebrar a travessa deles e acabar com eles. Bateu raio. Assim acabaram as enchentes
Justino ZomoizokaeZokowie, matador de peixe, caçava, matava peixe com flecha. Wayare, seu avô, pediu um peixe, ele não deu. Pediu para os peixes subirem o rio. Onemakoretaza (nome da água). Flechou o dourado no rabo, fugiu com a flecha dele. Foi atrás e encontrou o dono (“rei”) dos peixes Kotamohykidyare. Vingaram e mataram ele. Peixes fugiram. Zokowie disse que o pai ia vingar sua morte, pai pegou só os ossos (canto, história triste)
Justino ZomoizokaeZolane madrugada (mais lento, mais suave)
Justino ZomoizokaeCanto da história de nare, que saiu com zero, dono de zero
Anézio ZezonezokemaeAprendeu com Maurício
Anézio ZezonezokemaeCanto de zolane amanhecendo. Fez chicha de abacaxi, mais forte, ficou bêbado, já matou
João Daniel ZanezokaeZolane entrada, milho para chicha, segundo canto
Fernando OmoizokieZolane meia-noite, história da saída da pedra
Fernando OmoizokieZolane meia-noite - história de Xinikalore. Mataram, queimaram sua casa
Fernando OmoizokieZolane madrugada, canto do modo que os velhos cantaram, aprendeu com Antônio. História do passarinho assobiando, tinha taquara. Wayetanotolini, Xiritoá. Não vê, só escuta o assobio dele. Pajé conversa com ele
Fernando OmoizokieKamaykozare
Joãozinho AkonoizokaeCanto de zolane
Joãozinho AkonoizokaeCanto de zolane
Joãozinho AkonoizokaeXinikalore
João Batista ZoloizomaeCanto de zolane
João Batista ZoloizomaeCanto historia de Kokotero e Tihueroce
João Titi AkonozokaeUltimo canto de zolane
João Titi AkonozokaeMenino recém nascido perguntava pelo pai. Mãe enganava ele. Pai tinha ido para festados avós. Menino foi atrás. Wayare peloteou no seu joelho, caiu aos pés de seu pai. Avós voaram em cima e comeram o pai. Guri foi embora com o vento. Festa de yakane, gente da água
Justino ZomoizokaeEntrada de zolane. Ararinha acordando, dando bom dia, sol iluminando tudo
Justino ZomoizokaeZolane madrugada
Justino ZomoizokaeCanto da formiga, zokozoko
Justino Zomoizokae